sábado, 18 de maio de 2013

Quem me dera fossem monstros

- Mãe, eu tive um sonho ruim.
- É, filho? Pesadelo? Mas como foi, sonhou com monstros?
- Não, mãe, sonhei com meninas mesmo.

(Pedro, 5 anos)

Na flor da idade

- Tia, eu nasci em 2004 e você?
- Em 86.
- Mas ainda não chegou!

(Julia, 9 anos)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Boca suja

– Eu sei dois palavrões em inglês.
– Ah, é? E quais são?
– Não posso falar. É palavrão.

(Rafael, 6 anos)

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Identidade secreta

O Rafa vestido de Batman, começou a refletir na sua missão:
- Daise, você já viu um vampiro?
- Já.
- E como ele não te atacou?
- Porque eu disse pra ele que eu tenho em casa um super-herói.
- E se ele me atacar?
- Eu não vou deixar. Nem tu vais deixar, pois és um super-herói.
- Mas eu tenho medo. Eu sou só uma criança com fantasia.

(Rafael, 4 anos)

No princípio...

- Mãe, quem criou as árvores?
- Foi Deus, Pedro.
- E as casas?
- Quem criou a casa foi o homem. Mas quem deu sabedoria para o homem cria-la foi Deus também.
- Hum... e o cachorro?
- O cachorro também foi Deus quem fez. Tudo o que é da natureza foi obra do Senhor.
- Até os pernilongos? Mas por quê!?

(Pedro, 5 anos)

quarta-feira, 27 de março de 2013

Olha o passarinho!

A Nicolle estava brincando em uma casinha de piscina de bolinhas, enquanto o meu cunhado tirava várias fotografias das crianças. Então ele a chamou e disse:
- Ni, olha o para cá. Isso! Fica assim. Olha o passarinho!
Depois que disparou o flash, ela meio sem entender, perguntou:
- Cadê o passarinho?

(Nicolle, 2 anos)

Um presente para o Papai Noel

O Papai Noel foi nos visitar na sala de aula. Papo vai, papo vem, o bom velhinho ressalta que aceita doações de mamadeiras e chupetas que as crianças, por um super engano (já que, teoricamente, deram tudo ao Coelhinho da Páscoa), ainda tenham em casa. Conclui:
- Quem tiver chupeta, pode trazer aqui para a escola que as professoras me mandam.
O Pietro me olha preocupado e diz, sussurrando:
- Tia, eu tenho, mas é que eu ainda tô chupando.

(Pietro, 3 anos)

sábado, 23 de março de 2013

Matemática

- Nina, quantas folhinhas você já recorta?
- Hum, aqui tem 24.
- Mas eu só preciso de 12.
- 12 tem também.

(Nina, 6 anos)

quinta-feira, 21 de março de 2013

Ben grande

O Ben saiu com o pai e a mãe para comprar um presente. Mas andaram tanto que a certa altura ele resmungou:
- Pombas, a gente não vai chegar nunca? Daqui a pouco eu fico grande!

(Ben Vitor, 5 anos)

Espírito natalino

Era época de Natal e minha prima Maria Clara estava comigo no quarto, quando eu perguntei:
- Maria, onde está o seu espírito natalino?
Ela pensou bem e pra não dar o braço a torcer, respondeu:
- Não sei, deve estar na minha mochila.

(Maria Clara, 3 anos)

quarta-feira, 20 de março de 2013

A coisa

A mãe espirrou bem alto. O filho, por perto, levou um baita susto e avisou:
- Mamãe eu não tenho medo de bicho. Tenho medo é de catarro.

(Gabriel, 3 anos)

domingo, 17 de março de 2013

Eu sou você amanhã. Só que não.

- Tia, quando eu crescer quero ser bonita assim igual você.
- Obrigada meu amor. Você será, sim. Será ainda mais bonita, minha princesa!
Ela arremata:
- Só que magra!

(Larissa, 6 anos)

quarta-feira, 13 de março de 2013

Poliglota

- Mamãe, eu já sei falar mãe e pai em inglês.
- Puxa, minha linda, que legal! Como é?
- Mãe, é "móder" (mother) e pai é "fáder" (father).
- Caramba, que inteligente. E vovó, você sabe?
- É "vórer".

(Giovanna, 7 anos)

terça-feira, 12 de março de 2013

Variação cambial

- E aí, Nina, você vai viajar nas férias?
- Acho que não. O dinheiro tá muito caro.

(Nina, 5 anos)

Menino do Rio

- Mãe, praia cansa a gente?
- Cansa, filho.
- Eu quero ser cansado, mãe.

(João Antonio, 4 anos)

A melhor história real de todos os tempos

Linda ideia e produção do pessoal do Voa Flor. A história da Páscoa, contada por crianças. Merece cada instante (e um compartilhamento também).


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Alpinismo de batente

Quem cresceu nos anos 80, talvez viva uma certa nostalgia :)


Deus te ouça!

-Pai, porque a gente não pode ficar de férias todos os dias? Aí, além de cair chuva, também cairia dinheiro do céu!

(Nina, 5 anos)

Dunga, Zangado ou Soneca?

-Mãe, vou pentear seu cabelo!
Depois de estar toda descabelada, eu disse:
-Deixa eu ver no espelho... Tô bonita? Tô parecendo com quem?
-Tá linda, tá parecendo a Branca de Neve!
-Owmm... Obrigada! E o pai, tá parecendo com quem?
-Ele tá lindo. Tá parecendo com os sete anões!

(Joaquim, 4 anos)

A troca

O Victor estava com a mãe e a irmãzinha, quando a mãe lhe pediu um favor:
-Victor, espera um pouco que vou trocar a sua irmã.
E ele suplica:
-Troca não mãe, eu gosto muito dela.

(Victor, 5 anos)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Liberdade poética

- Nina, calma aí, você tá colocando muita cola nesse desenho!
- Hum, isso é arte, papai. É arte.

(Nina, 5 anos)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Qualquer semelhança...

Não é mera coincidência ;)


Comercial da rede sueca IKEA.

Procedência legítima

- A mãe não falou que a gente não deve aceitar coisas de estranhos?
- Sim, Dudu.
- Mas e o leite?
- O que tem o leite?
- Você conhece essa vaca, que deu o leite?

(Eduardo, 11 anos)

O primeiro pedaço

Aniversário da Nicolly, hora de cortar o bolo:
- Filha, de quem vai ser o primeiro pedaço?
- Meu.
Insisti para ela oferecer o primeiro pedaço, mas ela estava irrevogável:
- É meu.
Então expliquei que o bolo todo era dela, mas que ela tinha que dar o primeiro pedaço para alguém. E tentei uma alternativa:
- De quem é que você gosta mais?
Ela, sem exitar, respondeu:
- Do bolo!

(Nicolly, 3 anos)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Em casa, com o papai

O que acontece em casa quando a mamãe sai para trabalhar...

B1 e B2

A mãe tinha um filho de 5 anos e filhos gêmeos de 8 meses. Ela costumava vesti-los com cores diferentes e os deixava um de frente para o outro no berço, com brinquedinhos no meio para se entreterem. Certa vez, ela foi ao banheiro e pediu ao mais velho que olhasse os irmãos. Quando saiu, um dos gêmeos, sem muita firmeza, perdeu o equilíbrio e caiu com a cabeça entre as pernas do outro, que então começou a bater no irmão. O garoto mais velho correu em pânico para avisar a mãe:
- Mãe, vem ligeiro porque o azul tá batendo no vermelho!

Enviado pela Michelle Freire

Tempestade

Apresentando a cidade:
- Olha, ali fica a igreja, mais pra frente tem um barzinho e ali é onde o meu pai trabalha.
- Que perto! Ele deve vir trabalhar à pé.
- Ah, quando não chove, ele vem tranquilo, sim.
- E quando chove, vem nervoso!?

(Vinícius, 3 anos)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O sol da meia-noite

- Nina, é pra você ir dormir filha. Já são dez horas.
- Mas papai, hum, sabe o que é, o que aconteceu... Não é que tá tarde, é que hoje escureceu cedo.

(Nina, 5 anos)

Vota Brasil

- Pai.
- Oi, filha.
- O que é preciso pra ser presidente?
- É assim: as pessoas que se acham capazes se candidatam, daí o Brasil inteiro vota. O que tiver mais votos será o Presidente.
- Eu queria que você e a mamãe fossem candidatos
- Ah, obrigado, filha!
- É porque daí a gente não ia precisar pagar por nada.

(Ellen, 6 anos)

sábado, 12 de janeiro de 2013

Sobre as grandes conquistas da vida. E as não tão grandes assim.


Rock and roll!

Panelastation 3

O Daniel pegou o folder de uma loja na mão e começou a analisar:
- Mãe, eu já sei o que é isso.
- O que é, filho?
- É um fogão. E isso é uma geladeira, isso é um secador, isso é uma chapinha e... e isso aqui mãe?
- Isso é um jogo de panelas.
- Mas, mãe, como é que se joga um jogo de panelas?

(Daniel, 2 anos)

Um sonho de criança

- Mamãe gosto tanto de deitar na sua cama!
- É, filho? Eu também gosto.
- É que quando deito no seu travesseiro só penso coisas boas.

(Vinicius, 8 anos)

domingo, 6 de janeiro de 2013

Sinal fraco

Na piscina:
- Mãe, passa mais um pouco de protetor celular em mim?

(Pietra, 4 anos)

Enviado pela Gabrielle

Bi-bi, fom-fom, do-dói

Estávamos passeando de carro quando o Konrado perguntou:
- Mãe, carro fica doente?
- Doente, não! A gente diz que ele tá doente quando tá com algum defeito...
- Então por que naquela oficina de carro tá escrito “Injeção”?

(Konrado, 7 anos)

Era uma vez...

Li o livro "Lino" na escola e disse às crianças que quem o escreveu foi André Neves. No dia seguinte reli o livro e perguntei:
- Quem é o autor do livro?
E o Wenderson gritou todo animado:
- Branco... Branca... Branca de Neve!

(Wenderson, 5 anos)

Enviado pela Erica Bosi

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Hmm, melhor não


Um gif engraçadinho tirado do blog do Alexandre Matias.

O Horário

O Henrique sempre bebe um copo de leite antes de dormir, mas certa noite ele insistiu para tomar mais cedo:
- Mamãe, eu quero tetê
- Henrique, você tem que esperar o horário chegar
- Mas se o horário não chegar, você pode fazer a tetê por ele?

(Henrique, 2 anos)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Cão que ladra não morde

O Murilo encontrou o cartão de vacinas da nossa cadela e veio perguntar:
- Tia, o quê é isso?
- É da Mel tomar vacina, Lilo.
- Hum... vacina de quê?
- De raiva.
- Mas e vacina de bonzinho?

(Murilo, 4 anos)

Sazon? Não...

- Mamãe, por que o seu cachorro quente é o melhor e mais gostoso do mundo?
- Porque eu faço com amor, meu filho!
- Ah é? Mas e como faz pra colocar ele lá dentro?

(Gahel, 7 anos)

sábado, 10 de novembro de 2012

Imparcial

A Nina viu alguma cena na televisão e ficou impressionada.
- Mamãe, um dia você vai se separar do papai?
- Não, filha. Fique tranquila, a mamãe nunca vai se separar do papai.
- Até porque você ia sentir muito a minha falta, né?

(Nina, 5 anos)

Embaladinha

Eu estava me arrumando para sair com meu marido e a Maria Luísa apareceu:
- Que bonita, mamãe. Onde você vai?
- Vou sair filha, mas é um passeio de adulto.
Então ela vira para o pai e diz:
- Papai, a mamãe vai sair num passeio de adulto. E a gente vai aonde?

(Maria Luísa, 2 anos)

Enviado pela Flávia Trigueiro

Retroceder, nunca. Render-se, jamais

- Mãe, escova meus dentes?
- Filha, você já tem 5 anos e já aprendeu a escovar os dentes. Eu estou ocupada procurando a sua tarefa que, aliás, não estou encontrando.
- Não vai me dizer que você desistiu, mãe...

(Nina, 5 anos)

Pink

- Filha, quer um pedaço de queijo branco?
- Não, mamãe, obrigada. Prefiro rosa!

(Valentina, 2 anos)

Enviado pela Inês Gianni

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Glutão

A família toda estava reunida para o almoço num restaurante elegante e a mãe, preocupada com o comportamento dos quatro filhos, resolveu se prevenir. Dentre os conselhos, disparou:
- Por favor, mastiguem de boquinha fechada. Vocês sabem o que acontece com quem mastiga de boca aberta? Entra mosca!
O João, todo macho, emendou de peito estufado:
- Pode deixar que eu engulo a mosca!

(João, 3 anos)

Enviado pela Gabi Burcci

sábado, 3 de novembro de 2012

Tássia... tássiachando

A Nina está passando o feriado no interior, na casa da avó. Acordou de manhã e avisou:
- Vovó, é bom você aproveitar muito bem esse dia, porque amanhã eu vou embora.

(Nina, 5 anos)

Castidade

Eu estava deitado no sofá, assistindo tv e o João Victor chegou:
- Daniel você é virgem?
Engoli seco, fiquei paralisado, não sabia o que responder. Então devolvi a pergunta:
- Tu é virgem, guri?
Ele imediatamente me respondeu:
- Nããoooo... Eu sou católico!

(João Victor, 5 anos)

Enviado pelo Daniel Hugo, via Facebook

Tio Patinhas


- Mãe, eu já tenho R$ 100,00 no meu cofrinho. Será que já dá pra comprar um tanque de guerra?

(Raphael, 7 anos)

Enviado pela Karina Piane

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Isso bem que podia contagiar


O Augusto estava com catapora. Preocupado, o pai alertou:
- Augusto, não coce as bolinhas, pode machucar!
- Não, pai, não tô coçando... Tô fazendo carinho.

(Augusto, 2 anos)

Enviado pela Aline Morales

Delícia


– Rafa, queres bolo?
– Quero. Com leite cru, por favor.

(Rafael, 6 anos)

Enviado pela Daise Ribeiro Carpes

Festa surpresa


- Mãe, hoje é o meu aniversário, sabia?
- Claro que sim, minha filha!
E ela indignada:
- Como é que você sabe?!

(Carol, 5 anos)

Enviado pela Graziela Rodrigues

A prova d'água

A Isabella jogou o celular da mãe no chão e acabou indo ficar de castigo. Trinta segundos depois, a mãe olhou para ela e questionou:
- Isabella, você está chorando? Você fez besteira, não pode jogar o celular da mamãe no chão...
- Isabella não tá chorando.
- Ah... você não tá chorando? Então que é isso no seu olho?
- Maquiagem.

(Isabella, 2 anos)

Enviado pela Marcella Maciel

Nervosinha

- Mãe, minha garganta tá doendo!
- É que ela está irritada.
- Ela tá brava, mãe?

(Marianna, 5 anos)

Enviado pela Daniela Zanelatto

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Orgulhosa

A família toda no carro, a Nina chama lá de trás:
- Mamãe?
- Oi, filha.
- Você tem orgulho do seu pai?
- Tenho, sim, Nina. Tenho muito orgulho do meu pai. E você?
- Eu também.
E o pai, que dirigia, sorriu todo cheio.
- Mamãe?
- Oi.
- O que é orgulho?

(Nina, 5 anos)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Ufa!

- Mãe, lembra quando a gente saiu e eu disse pra você que vi alguns extraterrestres do outro lado da rua?
- Lembro.
- Então, era mentira. Só queria te assustar.

(Natália, 6 anos)

Enviado pela Katiusca Arruda

Mãe Diná

A mãe chega em casa à noite e encontra um bilhete:

"Mãe, o Rafa e a Ana não quiseram me falar que dia foi depois de amanhã.
Boa noite.
Beijos e abraços.
Natália"

(Natália)

Enviado pela Ana Julia Zecchin

Superlotação

- Papá, existem mais planetas?
- Sim filho, existem.
- Então porque é que as pessoas vivem todas no nosso?

(Samuel, 4 anos)

Enviada pelo Nelson Gago

O segredo

Certa vez estava cuidando da minha priminha, Valentina. Como ela estava muito agitada resolvi achar uma brincadeira em que, ao menos, ela ficasse sentada. Chamei ela e disse:
- Vem cá, vou te contar um segredo.
Com a mão em concha me aproximei do ouvido e disse:
- Te amo.
Valentina riu muito e pediu para que contasse outro segredo. Repeti a frase:
- Te amo - e ela riu.
Assim foram algumas vezes. Ela pedindo para eu falar segredos e eu repetindo a frase. Num determinado momento, disse que era a vez dela me contar um. Ela se aproximou de minha orelha com a mãozinha em concha, e num sussurro disse:
- "Seguedo"

(Valentina, 2 anos)

Enviado pela Joyce Noronha

sábado, 29 de setembro de 2012

Fases de crianças


Antes que elas cresçam

Affonso Romano de Sant'Anna

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.

domingo, 22 de julho de 2012

Quer pagar quanto?

Estávamos numa livraria comprando um presente para a mamãe e eu resolvi checar o preço do livro num daqueles leitores de código de barras. Coloquei o livro, esperei e o preço apareceu na tela. Então, me dirigi à fila do caixa pra pagar. Quando olhei para trás, a Nina estava ali parada em frente ao equipamento passando a mãozinha pelo leitor.
- Vem, Nina, vem logo!
Desapontada, ela olhou pra mim e se lamentou:
- Puxa, minha mão não vale nem 1 real!?

(Nina, 5 anos)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Palavrinha mágica

- Nina, desce de cima do sofá, por favor!
- Você quis dizer "Majestade", né mamãe?

(Nina, 5 anos)

Maestro Zezinho, duas notas

Dia desses, houve uma conversa entre o Pedro e a Luiza, que estava curiosa sobre uma música que tocava no rádio.
- Não foi essa música que ganhou o Oscar?
- Oscar? Mas não é "Gremlin"?

(Pedro e Luiza)

Enviado pelo Jair

quinta-feira, 31 de maio de 2012

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Centrífuga

A Maria Eduarda estava brincando com água e eu alertei:
- Vê se não molha o cabelo, hein?
Passados alguns minutos, ela volta com a franjinha toda molhada e se explicando:
- Mãe, eu molhei a franja sem querer. Mas eu já torci...

(Maria Eduarda, 6 anos)

Enviado pela Malu Almeida

Lavando as mãos

- Mãe, hoje eu não vou fazer Pilates.
- Mas por que não, filha?
- Porque ele matou Jesus.

(Bella)

Enviado pela Fabi Canda

Como acordar uma criança


What?

- Filho, agora você tem aulas de inglês, né? Me fala, como se chama a sua professora?
- Teacher, mãe, ela se chama Teacher.

(André, 6 anos)

Enviado pela Silvia Piva

Lavar roupa todo dia, que alegria!

Eu estava verificando meus e-mails, quando a máquina terminou de lavar a roupa. Minutos depois, vi uma cabecinha passando ao meu lado. Miguel, com uma bacia cheia de roupas na mão, se encaminhava para o varal. Parou, virou para mim e reclamou:
- Será possível que tenho que fazer todo o seu trabalho enquanto você passa a manhã aí no computador?!

(Miguel, 5 anos)

Salva-vidas

Meu marido e eu estávamos colocando um termômetro digital na nossa filha, Luísa, na época com 1 ano. Enquanto eu a segurava, meu marido tentava manter o termômetro nas axilas dela. Uma amiguinha da minha sobrinha que estava assistindo a cena, na maior inocência perguntou:
- Uai, porque vocês estão colocando esse pendrive na menina?

(Isabella, 7 anos)

Enviado pela Nayara Grosskopf

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sofrendo por antecipação

Bem, esse não é exatamente um vídeo engraçado de criança. É um vídeo, digamos, triste. Mas como pai coruja de uma menina, não consegui evitar o impulso de fazer outros colegas passarem pelo mesmo sofrimento  :)


Dica do Fernando Mattei

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O castelo acidentado

A Nina ganhou um radinho de presente. Ela ficou tão encantada que passava o dia todo com o aparelhinho, para cima e para baixo. Certa hora, estávamos no carro e ela, lá atrás, ouvia algo atentamente. Até que interrompeu nossa conversa e alertou:
- Gente, teve um acidente... Um caminhão bateu... num castelo!!*

*Castello Branco é uma rodovia em São Paulo

(Nina, 5 anos)

Supervisão

Estávamos indo dormir, eu, o Gui e a Bia e começamos nossa oração antes de deitar:
- Senhor cuide dos nossos pais, e primos. Sabemos que o Senhor consegue enxergar a todos nós...
Nesse instante, o Gui interrompeu a oração e perguntou:
- Tia, Deus consegue ver todo mundo, todo mundo mesmo, até quem mora lá no 15 (bairro onde vivem os primos dele)?
- Sim, Deus consegue.
- Nossa, Deus tem um óculos muito bom então.

(Guilherme, 4 anos)

Enviado pela Luciana Antão

Lady Ellen

- Filha, você é uma lady, precisa se comportar.
- Mas eu não sou lady. Eu só quero ser eu mesma.

(Ellen, 3 anos)

Enviada pelo Sérgio Centeno

Alien

- Pai, eu vou entrar na sua barriga!
- Não, na minha não!
- Então eu vou entrar sozinha na minha barriga!

(Ellen, 3 anos)

Enviada pelo Sérgio Centeno

Árvore genealógica

No sábado passado, estávamos eu e Bia vendo umas fotos antigas e dentre elas estava a foto de um gatinho que eu tive antes dela nascer. Quando ela viu, parou tudo e com a foto em mãos foi procurar nosso atual gatinho:
- Floquinho! Floquinho! Vem ver a foto dos seus antepassados!

(Bia, 9 anos)

Enviado pela Luciana Luz

De carne e osso

Miguel, brincando com seu dinossauro de pelúcia, comenta:
- Olha, mãe, como ele é fofinho...
- E você, meu filho, é fofo também?
- Não! Eu tenho esqueleto!!!

(Miguel, 3 anos)

Enviado pela Valéria Arauz

Presente da vovó

- Isabel, sabe o que a vovó vai trazer para você amanhã?
E a Isabel responde, toda derretida:
- O vovô!

(Isabel, 1 ano)

Enviado pela Livia Gonzaga

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O famoso meliante

- Pai, de quem são os nomes das ruas?
- São nomes de pessoas que foram importantes.
- Ah... Pai, quem foi Marginal Pinheiros?

(Luiza, 6 anos)

Enviado pela Luiza Bizê

Cachorro esperto

O João estava brincando com uma prima quando ela o convidou para ir brincar na casa dela:
- Na minha casa a gente pode jogar pingue-pongue, brincar com meu cachorro...
- Mas, como é que ele vai segurar a raquete?!

(João Pedro, 4 anos)

Enviado pela Fernanda Cristiane Oliveira

Fominha

O João Victor estava de férias e viajando em família. Ele e a vovó estavam passando de carro por uma fazenda na estrada e a cada animalzinho que passava a vó perguntava o que comia:
- João, a vaquinha come o quê?
- Mato
- João, a galinha come o quê?
- Ração
- João, o porquinho come o quê?
- Moeda

(João Victor, 4 anos)

Enviado pela Aline Cadilhe

Nervoso

- Tu tá me tirando do cérebro!

(Mati, 4 anos)

Enviado pela Alexandra

Um grande obstáculo

Estávamos brincando no quarto quando eu resolvi ir pra sala. Quando o Rafael percebeu que a farra iria acabar, levantou correndo e se colocou na frente da porta ameaçando:
- Você só sai daqui por cima do meu cardápio.

(Rafael, 5 anos)

Enviado pela Priscila Pinto

Falando alto

Eu estava deitada com o Pedro para dormir, quando o pai chegou. Ouvindo o barulho da porta, ele se sentou na cama muito alegre e ficou chamando:
- Papai? Papai...
Mas como ele estava falando muito baixinho e o pai não podia escutar, eu disse:
- Fala alto, Pedro.
E ele, ainda falando baixinho:
- Alto.

(Pedro, 1 ano)

Enviado pela Larissa Pinheiro

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Por que montamos blogs para falar dos nossos filhos?

É porque, no fundo, queremos que esses blogs sejam para eles. Esse premiado (e delicado) comercial do Google para um de seus produtos, mostra um pouco disso.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Obrigado pelo meteoro

Antes de dormir, o Gustavo estava conversando com Papai do Céu:
- Papai do Céu, obrigado pela minha família, pela minha irmã e pelo meteoro... Senão ia ter dinossauro pra comer a gente.

 (Gustavo, 5 anos)

 Enviado pela Luciana Muller

Um é pouco, dois é bom, três também pode ser...

- O que você quer de Natal?
- Presentes! (...)
- Você quer uma barraca das Princesas?
- Quero.
- Ou um pianinho?
- Quero.
- Denise, é pra escolher um só.
- Também quero.

 (Denise, 2 anos)

 Enviado pela Paolla Alberton

Aprendendo a ler

- Mãe como se escreve rinoceronte? É com M de Maria, ou com N de barco?

 (Rayssa, 6 anos)

 Enviado pela Tatiana Mendes

Ching Ling

O Papai Noel apareceu durante as festas de fim de ano para a Malú. Depois, curiosa, a avó perguntou:
- Então, o Papai Noel foi lá na sua festinha, né?
- Mas não era o de verdade não, vovó... Aquele era da China!

 (Malú, 4 anos)

 Enviado pela Rafaela Celles

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Pontual

- Mãe, que horas são?
- Faltam dez minutos para daqui a pouco...
- Ufa! Pensei que já fosse 8 horas!

(Konrado, 6 anos)

Enviado pela Katia França

Organização

- Nina, cadê seus óculos? Você sabe onde estão?
- Siiim. Tá lá naquela bagunça.

(Nina, 4 anos)
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