Minha filha me viu fazendo xixi. Colocou a mão na cintura e falou:
– Pai, por quê você tem rabinho?

(Bianca, 4 anos)

 
 

Suspeita

– Uma vez encontrei o gato enrolado no lençol, dentro da gaveta e…
A Soraia interrompeu:
– Papai, você não tem provas pra dizer que fui eu!

(Soraia, 4 anos)

 

Visão

Eu cuido de uma menina e estávamos brincando, só que parei um pouco para mexer no celular. Ela me olhou e disse:
– Quando eu crescer vou perder uma mão.
– Ai, que horror, guria. Não fale bobagem.
Ela seguiu repetindo a frase: “quando eu crescer vou perder uma mão!”
Até que perguntei:
– Por que você está falando isso?
– Porque eu também vou ter um celular.

(Maria Laura, 8 anos)

 
 

Facilitando

Minha priminha estava me mostrando os dois gatinhos idênticos que ganhou.
– Fatinha, qual nome você vai dar a eles?
– Fumaça.
– E o outro?
– Fumaça também.
– Mas os dois vão se chamar Fumaça?
– É que aí eu não confundo eles.

(Maria de Fátima, 3 anos)

 

Tomando posse

Eu sou de São Paulo e fui conhecer a familia do meu namorado que é de Minas Gerais. Lá a Sofia me questionou:
– Por que você fala assim?
Eu já sabia que estava se referindo ao meu sotaque, mas perguntei:
– Assim como, Soso?
– Assim, desse jeito estranho… Fica falando meu, mas não é seu.

(Sophia, 4 anos)

 

Trabalho ou passeio

Pegamos um ônibus às 17h para chegar até o icebode. No retorno, às 21h, coincidentemente, pegamos o mesmo ônibus com o mesmo motorista e cobrador. Meu filho ao passar a roleta, olhou para o cobrador e disse:
– Tio, o senhor tá passeando de ônibus, né? Tá sentado aí desde cedo.

(Pedro, 5 anos)

 

Aumento

– Mamãe, a fada do dente deixou R$1,00 embaixo do travesseiro. Ela não gosta de mim, não.
– Por que, filha?
– Ela podia ter deixado R$10,00.

(Malu, 6 anos)

 

Direitos iguais

– João, se você não guardar esses seus brinquedos vou jogar tudo no lixo!
– E essas vasilhas que estão na pia, mãe? A senhora vai jogar no lixo também?

(João, 6 anos)