segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sensibilidade paterna

Deitei com a Nina para ver um desenho na tv. Ela ali, encolhida, com a cabecinha recostada no meu peito. Momento de plena satisfação paterna e eu acreditando que, afinal, é das pequenas coisas que se fazem a vida e tal e tal.

- Filha? - falei sem tirar os olhos da tv.

Ela só me olhou com o canto dos olhos, sorrindo.

- Papai ama muito você, viu?

- Tá bom!

Não satisfeito, tocado pelo momento, emendei.

- O papai gosta muito de ficar aqui brincando com você, sabia?

Ela me olhou de novo, sorriu, voltou os olhos pra tv e comentou:

- Tá, papai. Mas não chola, tá?

(Nina, 2 anos)