A família de férias em NY e nós, num típico programa de turista, fomos ao Central Park levar a Nina para brincar. Enquanto ela balançava num dos brinquedos, viu uma garotinha americana correndo atrás de uma bola.
- Menininha! Ei, menininha! - ela chamava insistentemente.
E, por razões obvias, a garotinha não olhava.
- Menini-nhaaa!
Nada.
- Pai, acho que ela não sabe ouvir.
(Nina, 2 anos)
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Férias (com crianças)
Amigos,
Estamos em férias. E por isso, ficaremos um pouco fora do ar por alguns dias. Se der tempo (e a conexão ajudar), postamos novidades por aqui.
Mande-nos frases. Vamos ler e atualizar sempre que possível.
Abraços,
Henrique, Manu e Nina
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Puberdade
Minha filha me perguntou se eu sei como é a idade dos gatos, já que a dos cachorros é de sete anos para cada um ano do ser-humano. Eu disse a ela que não sabia direito, mas que os primeiros seis meses são a infância, entre seis meses e um ano o gato já estava na adolescência e que de um ano em diante ele já estaria na idade adulta.
Ela, então, disse na lata:
- Meu Deus, se ele tem 4 meses, então meu filho é um pré-adolescente! A pior fase!
(Bia, 8 anos)
Enviado pela Luciana Franco
Ela, então, disse na lata:
- Meu Deus, se ele tem 4 meses, então meu filho é um pré-adolescente! A pior fase!
(Bia, 8 anos)
Enviado pela Luciana Franco
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Cenas domésticas: Trapalhadas paternas 2
- Filha, você quer ir trabalhar com o papai hoje?
Tive que levar a Nina pro escritório. Além da grandiosa, epopéica, dificílima e quase impossível tarefa de pegá-la na escola, levar pra casa, dar o almoço e trocar de roupa, ainda me restava o desafio de carregar minha filha para o trabalho num dia em que minha esposa estaria presa em reuniões e não poderia estar em casa mais cedo.
Confesso que eu tinha medo de como ela reagiria ao ambiente, mas, eu não imaginava, o primeiro martírio foi meu e não dela. É constrangedor notar como você passa a ser o foco número um de olhares estranhos te seguindo os passos ao entrar de mãos dadas com um serzinho cor-de-rosa e menos de um metro de altura no seu ambiente de trabalho.
Vencida a barreira dos olhares e comentários, chegamos à minha mesa, tirei os badulaques, brinquedos e.
Passada a via-crúcis paterna, tudo ótimo. Minha filha me enchia de orgulho desenhando com seu super-lápis-de-cor no verso de alguns relatórios confidenciais que eu tinha que analisar. Ganhou mimos, saiu com uma colega para ganhar presentes na redação de revistas infantis, voltou feliz da vida com seu “kit das princesas” e perdeu um pouco a inibição do início de já conversava abertamente com as pessoas.
Até que…
Até que, o presidente da empresa entrou em nossa sala. Peraí, você leu direito isso aí? Eu disse: até que o PRESIDENTE da empresa entrou na sala! E minha filha ficou olhando aquela figura engravatada caminhar na nossa direção.
- Opa! Quem é essa aí? – ele disse sorrindo (bom, o fato de seu super-chefe sorrir não alivia em nada a tensão do momento).
- É a chefe nova – eu disse e, em seguida, já me arrependi (bom, o fato de você fazer uma brincadeira sem graça enquanto está diante do seu super-chefe demonstra que você nunca pode confiar em si mesmo diante de situações constrangedoras).
- Oi mocinha! Como você chama?
- Nina – ufa, ela respondeu!
- Que bonitinha…
Então ela olhou para as mãos dele, fitou nos olhos e soltou:
- Que isso aí na sua mão?
Eu já nem respirava mais.
- O quê? Ahh, você gosta de gibis? Esse aqui é o Pernalonga, conhece? – bem, antes que você pense que presidentes de grandes empresas andam com revistas em quadrinhos pelos corredores ao invés de relatórios e planilhas complexas, acho importante dizer que eu trabalho numa editora.
- Deixa eu ver?
- Olha aqui ó – ele ainda sorria (e um filme com a retrospectiva da minha carreira passava em minha mente em alta velocidade).
Então ele perguntou:
- Nina, você gosta de balas?
Ela, como filha educada que é, olhou para mim e ficou esperando a resposta. Ele, em sei lá qual condição, também me olhou e esperava uma resposta. E então, pela primeira e última vez na minha vida eu me vi dando alguma autorização para o presidente.
- Sim, pode dar – eu disse num misto de pavor e um pingo de satisfação.
- Vem comigo, Nina. Dá a mão pro tio.
Ela saiu pelo corredor de mãos dadas com ele. O tempo passava e eu não conseguia pensar em nada enquanto olhava fixamente pela porta por onde ela saiu.
Cinco, dez, 20 ou 190 minutos depois ela voltou. Da sala do presidente, ela chegou com as mãos cheias de balas 7Belo:
- Papai, papai! Olha!
- Eu falei pra ela pegar a balinha e ela me perguntou se “pode pegar duas”. Aí eu mandei ela encher a mão – ele me disse, ainda sorrindo (e isso já começava a me aliviar) – vai lá, Nina. Vai lá com seu pai.
- Puxa, obrigado Sr. Fulano… e, filha, agradeça o tio.
- Bligada!
- Ô, que nada. Tchau.
Eu me recuperava de um quase infarto e ela já enchia boca com duas balas ao mesmo tempo. Eu sei que ela nem tem dimensão da experiência que teve e é isso que mais me apaixona nas crianças. A ousadia livre de não ter sua opinião abalada pela posição das pessoas e apenas aceitá-las sem barreiras se elas lhe parecem sinceras e amigáveis (é claro que um pacotinho de 7Belo influencia muito nessa reciprocidade).
Minutos depois, um conference call acontecia na mesa ao lado e ela, já totalmente amiga de todo mundo, falava pelos cotovelos.
- Nina, shhhhiu… silêncio, filha!
Ela olhou para os lados, sondou as pessoas e perguntou sussurrando:
- Quem ali tá durmindo?
Meu telefone tocou. Era minha chefe. Eu, numa ligação mega-ultra-hiper-urgente tentava assimilar as decisões que ela me pedia para tomar enquanto prestava atenção na minha filha fugindo pelo escritório em direção à saída.
Um homem vinha pelo corredor e a pegou no colo. Primeira sensação: alívio (ela estava a salvo e eu poderia me concentrar no telefonema). Segunda sensação: dúvida (quem era o cara, afinal?). Terceira sensação: desespero (era o diretor de RH!).
O foco necessário na conversa telefônica me impede de analisar o que a Nina e ele conversaram naqueles minutos, mas eu confesso que ainda prefiro não saber o que se passou.
Antes de encerrar a ligação, o diretor já havia saído do local, a Nina estava sentada outra vez, de volta aos desenhos e às Princesas.
Terminei o que precisava fazer, enviei alguns últimos emails e desliguei o computador. Recolhi as coisinhas multicoloridas que enfeitavam minha mesa e enquanto a Nina se aprontava (e chupava a oitava balinha 7Belo), fiquei pensando nas duas novas amizades da minha filha, na visita a sós na sala do presidente, no cafuné recebido pelo diretor de RH e o agrado geral causado com a equipe.
- É, filha, em três horas por aqui você conquistou o que seu pai nunca conseguiu em sete anos de empresa.
(Nina, 2 anos)
Tive que levar a Nina pro escritório. Além da grandiosa, epopéica, dificílima e quase impossível tarefa de pegá-la na escola, levar pra casa, dar o almoço e trocar de roupa, ainda me restava o desafio de carregar minha filha para o trabalho num dia em que minha esposa estaria presa em reuniões e não poderia estar em casa mais cedo.
Confesso que eu tinha medo de como ela reagiria ao ambiente, mas, eu não imaginava, o primeiro martírio foi meu e não dela. É constrangedor notar como você passa a ser o foco número um de olhares estranhos te seguindo os passos ao entrar de mãos dadas com um serzinho cor-de-rosa e menos de um metro de altura no seu ambiente de trabalho.
Vencida a barreira dos olhares e comentários, chegamos à minha mesa, tirei os badulaques, brinquedos e.
Passada a via-crúcis paterna, tudo ótimo. Minha filha me enchia de orgulho desenhando com seu super-lápis-de-cor no verso de alguns relatórios confidenciais que eu tinha que analisar. Ganhou mimos, saiu com uma colega para ganhar presentes na redação de revistas infantis, voltou feliz da vida com seu “kit das princesas” e perdeu um pouco a inibição do início de já conversava abertamente com as pessoas.
Até que…
Até que, o presidente da empresa entrou em nossa sala. Peraí, você leu direito isso aí? Eu disse: até que o PRESIDENTE da empresa entrou na sala! E minha filha ficou olhando aquela figura engravatada caminhar na nossa direção.
- Opa! Quem é essa aí? – ele disse sorrindo (bom, o fato de seu super-chefe sorrir não alivia em nada a tensão do momento).
- É a chefe nova – eu disse e, em seguida, já me arrependi (bom, o fato de você fazer uma brincadeira sem graça enquanto está diante do seu super-chefe demonstra que você nunca pode confiar em si mesmo diante de situações constrangedoras).
- Oi mocinha! Como você chama?
- Nina – ufa, ela respondeu!
- Que bonitinha…
Então ela olhou para as mãos dele, fitou nos olhos e soltou:
- Que isso aí na sua mão?
Eu já nem respirava mais.
- O quê? Ahh, você gosta de gibis? Esse aqui é o Pernalonga, conhece? – bem, antes que você pense que presidentes de grandes empresas andam com revistas em quadrinhos pelos corredores ao invés de relatórios e planilhas complexas, acho importante dizer que eu trabalho numa editora.
- Deixa eu ver?
- Olha aqui ó – ele ainda sorria (e um filme com a retrospectiva da minha carreira passava em minha mente em alta velocidade).
Então ele perguntou:
- Nina, você gosta de balas?
Ela, como filha educada que é, olhou para mim e ficou esperando a resposta. Ele, em sei lá qual condição, também me olhou e esperava uma resposta. E então, pela primeira e última vez na minha vida eu me vi dando alguma autorização para o presidente.
- Sim, pode dar – eu disse num misto de pavor e um pingo de satisfação.
- Vem comigo, Nina. Dá a mão pro tio.
Ela saiu pelo corredor de mãos dadas com ele. O tempo passava e eu não conseguia pensar em nada enquanto olhava fixamente pela porta por onde ela saiu.
Cinco, dez, 20 ou 190 minutos depois ela voltou. Da sala do presidente, ela chegou com as mãos cheias de balas 7Belo:
- Papai, papai! Olha!
- Eu falei pra ela pegar a balinha e ela me perguntou se “pode pegar duas”. Aí eu mandei ela encher a mão – ele me disse, ainda sorrindo (e isso já começava a me aliviar) – vai lá, Nina. Vai lá com seu pai.
- Puxa, obrigado Sr. Fulano… e, filha, agradeça o tio.
- Bligada!
- Ô, que nada. Tchau.
Eu me recuperava de um quase infarto e ela já enchia boca com duas balas ao mesmo tempo. Eu sei que ela nem tem dimensão da experiência que teve e é isso que mais me apaixona nas crianças. A ousadia livre de não ter sua opinião abalada pela posição das pessoas e apenas aceitá-las sem barreiras se elas lhe parecem sinceras e amigáveis (é claro que um pacotinho de 7Belo influencia muito nessa reciprocidade).
Minutos depois, um conference call acontecia na mesa ao lado e ela, já totalmente amiga de todo mundo, falava pelos cotovelos.
- Nina, shhhhiu… silêncio, filha!
Ela olhou para os lados, sondou as pessoas e perguntou sussurrando:
- Quem ali tá durmindo?
Meu telefone tocou. Era minha chefe. Eu, numa ligação mega-ultra-hiper-urgente tentava assimilar as decisões que ela me pedia para tomar enquanto prestava atenção na minha filha fugindo pelo escritório em direção à saída.
Um homem vinha pelo corredor e a pegou no colo. Primeira sensação: alívio (ela estava a salvo e eu poderia me concentrar no telefonema). Segunda sensação: dúvida (quem era o cara, afinal?). Terceira sensação: desespero (era o diretor de RH!).
O foco necessário na conversa telefônica me impede de analisar o que a Nina e ele conversaram naqueles minutos, mas eu confesso que ainda prefiro não saber o que se passou.
Antes de encerrar a ligação, o diretor já havia saído do local, a Nina estava sentada outra vez, de volta aos desenhos e às Princesas.
Terminei o que precisava fazer, enviei alguns últimos emails e desliguei o computador. Recolhi as coisinhas multicoloridas que enfeitavam minha mesa e enquanto a Nina se aprontava (e chupava a oitava balinha 7Belo), fiquei pensando nas duas novas amizades da minha filha, na visita a sós na sala do presidente, no cafuné recebido pelo diretor de RH e o agrado geral causado com a equipe.
- É, filha, em três horas por aqui você conquistou o que seu pai nunca conseguiu em sete anos de empresa.
(Nina, 2 anos)
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Cenas domésticas: Trapalhadas paternas 1
Hoje minha esposa precisou sair mais cedo de casa e eu fiquei com a incumbência de acordar, vestir, dar o Nescau e levar a Nina para a escola – bem, é evidente que ela deixou cada peça de roupa devidamente separada e o lanchinho pronto sobre a pia, para eu não esquecer.
- Henrique… Henrique? Henrique!?
- Ahn? Oi…
- Amor, estou saindo pro trabalho mais cedo. Acorde e preste bem atenção.
- Tá.
E até agora uma sucessão de palavras fora de ordem e tarefas desconexas ainda tentam encontrar algum sentido na minha mente.
Acordei atrasado, me aprontei, ajeitei as coisas, me atrapalhei, acordei a Nina, segui o passo-a-passo matinal e fiquei tentando convencer minha filha de dois anos de que ir à escola é mais legal do que parquinho, desenho na TV, casa da vovó e brincadeira com o priminho.
Finalmente, convencida e com a mochila nas costas, saímos do apartamento e esperávamos pelo elevador quando ela se deu conta de que alguma coisa estava diferente na rotina dela:
- Cadê a mamãe?
- A mamãe já foi para o trabalho, filha. Hoje ela tinha que ir mais cedo.
Ela pensou, olhou para o elevador, para a porta e, espantada, exclamou:
- Nóis tá sozinho!?
Pois é, querida, seu pai conseguiu…
(Nina, 2 anos)
- Henrique… Henrique? Henrique!?
- Ahn? Oi…
- Amor, estou saindo pro trabalho mais cedo. Acorde e preste bem atenção.
- Tá.
E até agora uma sucessão de palavras fora de ordem e tarefas desconexas ainda tentam encontrar algum sentido na minha mente.
Acordei atrasado, me aprontei, ajeitei as coisas, me atrapalhei, acordei a Nina, segui o passo-a-passo matinal e fiquei tentando convencer minha filha de dois anos de que ir à escola é mais legal do que parquinho, desenho na TV, casa da vovó e brincadeira com o priminho.
Finalmente, convencida e com a mochila nas costas, saímos do apartamento e esperávamos pelo elevador quando ela se deu conta de que alguma coisa estava diferente na rotina dela:
- Cadê a mamãe?
- A mamãe já foi para o trabalho, filha. Hoje ela tinha que ir mais cedo.
Ela pensou, olhou para o elevador, para a porta e, espantada, exclamou:
- Nóis tá sozinho!?
Pois é, querida, seu pai conseguiu…
(Nina, 2 anos)
O país chamado Frango
A Elena é muito curiosa. Outro dia ela pediu que eu mostrasse num mapa onde fica o Rio de Janeiro. Então busquei na Internet imagens do mapa do Brasil e do mundo. Logo ela quis saber onde fica da Disney e fui mostrando cada cidade ou país que ela perguntava.
De repente ela afirma:
- Tem um país chamado Frango.
- Frango?
Então, meu marido, que estava acompanhando tudo, diz:
- É Peru!
(Elena, 5 anos)
Enviado pela Helen Hilário
De repente ela afirma:
- Tem um país chamado Frango.
- Frango?
Então, meu marido, que estava acompanhando tudo, diz:
- É Peru!
(Elena, 5 anos)
Enviado pela Helen Hilário
Orgulho da mamãe
Estou aqui no computador e a Bia se dirige ao banheiro. Fico com os ouvidos atentos, porque o banheiro é sempre um bom lugar para bagunças. Nisso, começo a escutar ela falando com o gatinho, que ela diz ser seu filho (eu sou a avó e a minha mãe é a bisa):
- Nossa, Floquinho, que lindo! Mamãe tá muito feliz por você, neném! Parabéns, meu filho!
Fico curiosa e vou até lá. Quando chego na porta, nem preciso perguntar o que houve, pois ela mesma, entusiasmada, foi logo dizendo:
- Mãe, sabe o que o Floquinho fez?
- Nem tenho idéia. O que ele fez?
- Caçou um mosquitinho de box!
(Beatriz, 8 anos)
Enviado pela Luciana Franco
- Nossa, Floquinho, que lindo! Mamãe tá muito feliz por você, neném! Parabéns, meu filho!
Fico curiosa e vou até lá. Quando chego na porta, nem preciso perguntar o que houve, pois ela mesma, entusiasmada, foi logo dizendo:
- Mãe, sabe o que o Floquinho fez?
- Nem tenho idéia. O que ele fez?
- Caçou um mosquitinho de box!
(Beatriz, 8 anos)
Enviado pela Luciana Franco
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Download
Estava almoçando com o Caio, o menino falante de 5 anos. Ele, do nada, solta essa:
- Titie, sabe o que o João Pedro ensinou?
- Não, não sei.
- Olha - ele senta em postura de meditação budista, com as pernas cruzadas e dedos em gancho - Ahuummmmm... ahummmm...
- Que é isso, Caio?
- É pra "abaixar" Jesus.
(Caio 5 anos)
Enviado pelo Sérgio Dantas
- Titie, sabe o que o João Pedro ensinou?
- Não, não sei.
- Olha - ele senta em postura de meditação budista, com as pernas cruzadas e dedos em gancho - Ahuummmmm... ahummmm...
- Que é isso, Caio?
- É pra "abaixar" Jesus.
(Caio 5 anos)
Enviado pelo Sérgio Dantas
Prêmio Nobel
Hoje pela manhã, eu estava lendo os noticiários on-line e deparei-me com a notícia do ganhador do Prêmio Nobel da Paz desse ano: o Barack Obama. Como a Bia o adora (sabe lá Deus porquê. Ela até vibrou quando ele ganhou a eleição), eu chamei-a para contar.
Depois de explicar à ela o que era o Prêmio Nobel, eu disse:
- E sabe quem ganhou o Nobel da Paz esse ano? O Obama!
Ela com aquele tom intelectualizado das crianças, de quem entende tudo do mundo dos adultos, disse:
- Ah, logo vi! Ele não é mercenário como os outros políticos.
(Beatriz, 8 anos)
Enviado pela Luciana Franco
Depois de explicar à ela o que era o Prêmio Nobel, eu disse:
- E sabe quem ganhou o Nobel da Paz esse ano? O Obama!
Ela com aquele tom intelectualizado das crianças, de quem entende tudo do mundo dos adultos, disse:
- Ah, logo vi! Ele não é mercenário como os outros políticos.
(Beatriz, 8 anos)
Enviado pela Luciana Franco
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Nadação
- Eu não faço aula de natação, faço de nadação. Lá a gente só nada, nada...
(Paulinho)
Enviado pelo Jair Humber
(Paulinho)
Enviado pelo Jair Humber
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Se há fumaça, há fogo
- Titie, você sabia que fumaça é o fogo voando?
- O fogo voando?
- E é cinza!
- Quem te falou isso Caio?
- Deus - apontando o dedo pra cima.
- Deus te falou isso?
- É... Deus, e o João Pedro.
(Caio, 5 anos)
Enviado pelo Sérgio Dantas
- O fogo voando?
- E é cinza!
- Quem te falou isso Caio?
- Deus - apontando o dedo pra cima.
- Deus te falou isso?
- É... Deus, e o João Pedro.
(Caio, 5 anos)
Enviado pelo Sérgio Dantas
Pega o ladrão!
Temos aqui em casa um cachorrinho de 4 anos e um gatinho ainda filhote, que é o novo xodó da casa. A Beatriz, que está com 8 anos, estava louca para ter esse gatinho há tempos e por isso fez o esperado: se afastou do cachorro e fica todo o tempo com o gato.
O cachorro sentiu a situação e começou a "implicar" com o gato. Agora de manhã, estávamos em mais uma cena da "Beatriz brincando com o gato e mandando o cachorro sair" quando, numa determinada hora, o cachorro, meio que tentando "forçar a barra", entrou no meio deles, pegou o brinquedinho do gato e saiu correndo pro quintal.
Nisso, a Beatriz vai igual uma doida atrás dele gritando a todo som:
- Pega o ladrão canino! Pega o ladrão canino!
(Beatriz, 8 anos)
Enviado pela Luciana Franco
O cachorro sentiu a situação e começou a "implicar" com o gato. Agora de manhã, estávamos em mais uma cena da "Beatriz brincando com o gato e mandando o cachorro sair" quando, numa determinada hora, o cachorro, meio que tentando "forçar a barra", entrou no meio deles, pegou o brinquedinho do gato e saiu correndo pro quintal.
Nisso, a Beatriz vai igual uma doida atrás dele gritando a todo som:
- Pega o ladrão canino! Pega o ladrão canino!
(Beatriz, 8 anos)
Enviado pela Luciana Franco
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Sal de frutas
- Pai, quié isso?
- É sal de frutas, filha.
- "Flutas"? Tem suquinho de uva?
- Não, é que...
- Com manga?
(Nina, 2 anos)
- É sal de frutas, filha.
- "Flutas"? Tem suquinho de uva?
- Não, é que...
- Com manga?
(Nina, 2 anos)
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
O dono do sofá
Meu filho está sentado no sofá todo esparramado (tomando conta mesmo) e eu chego para me sentar ao seu lado.
- Filho, dá um espacinho pra mamãe sentar aí com você?
E ele calmamente sem tirar os olhos da TV diz:
- Não...
- Por favor - digo eu novamente.
- Não - ele responde.
- Ah filho, deixa a mamãe sentar com você vai. Porque você não quer deixar?
- Porque eu sou "ingoísta" - diz ele em tom de brincadeira e se mata de rir.
(Enzo, 3 anos)
Enviado pela Simone Holanda
- Filho, dá um espacinho pra mamãe sentar aí com você?
E ele calmamente sem tirar os olhos da TV diz:
- Não...
- Por favor - digo eu novamente.
- Não - ele responde.
- Ah filho, deixa a mamãe sentar com você vai. Porque você não quer deixar?
- Porque eu sou "ingoísta" - diz ele em tom de brincadeira e se mata de rir.
(Enzo, 3 anos)
Enviado pela Simone Holanda
A tartaruga pré-histórica
Minha filha tem um amiguinho chamado Francisco, com quem ela sempre se encontra no parquinho do Jardim Botânico. Lá tem um lugarzinho com muita areia, dedicado às crianças bem pequenininhas. Um dia o Francisco, que já tem 7 anos, enterrou lá uma tartaruguinha de brinquedo, e deixou-a lá.
Na semana seguinte ele se lembrou da tartaruga e foi lá cavar para procurar. Cavou, cavou, cavou tanto que praticamente tomou para si todo o espaço da areia. Foi então que se aproximou um bebê ainda engatinhando e começou a jogar areia no imenso buraco que o Francisco fazia. Ele olhava para o bebê e não dizia nada. Ele cavava e o bebê jogava a areia de volta. Até que ele suspirou, olhou em volta e perguntou num tom impaciente, mas sem irritação:
- Quem é mãe desse bebê?
Uma moça, meio sem graça, respondeu à pergunta dele. E ele:
- A senhora podia avisar seu bebê que ele está atrapalhando o trabalho da ciência?
A mãe, já rindo, como todos nós, perguntou que trabalho era, e ele:
- Uma escavação arqueológica. Estou procurando os restos fossilizados de uma tartaruga pré-histórica! E seu bebê está me atrapalhando!
- Quem é mãe desse bebê?
Uma moça, meio sem graça, respondeu à pergunta dele. E ele:
- A senhora podia avisar seu bebê que ele está atrapalhando o trabalho da ciência?
A mãe, já rindo, como todos nós, perguntou que trabalho era, e ele:
- Uma escavação arqueológica. Estou procurando os restos fossilizados de uma tartaruga pré-histórica! E seu bebê está me atrapalhando!
(Francisco, 7 anos)
Enviado pela Luciana Franco
Game over
- Filha, hoje o papai vai chegar tarde. Você quer ir lá na sala jogar vídeo-game com a mamãe?
- Hmm, tá bom mamãe. Mas deixa eu pegar um jogo de criança porque esse do Panda é muito difícil pra você.
(Maria Fernanda, 4 anos)
Enviado pela Lilian Mattei
- Hmm, tá bom mamãe. Mas deixa eu pegar um jogo de criança porque esse do Panda é muito difícil pra você.
(Maria Fernanda, 4 anos)
Enviado pela Lilian Mattei
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
A receita da criatividade
Contra o desperdício
- Anda Murilo, toma banho logo!
- Eu sei que a água do mundo está acabando, mas eu quero tomar banho!
(Murilo, 4 anos)
Enviado pela Solange Santana
- Eu sei que a água do mundo está acabando, mas eu quero tomar banho!
(Murilo, 4 anos)
Enviado pela Solange Santana
Assinar:
Postagens (Atom)

