Gabriela, terminava de comer, estufava a barriguinha e batia com as duas mãozinhas dizendo:
– Tô cheia!
Priscila, irmã mais velha, logo a corrigia, dizendo que aquilo não era coisa de mocinha. Mocinhas simplesmente diziam estar satisfeitas. Até o belo dia em que, passeando com o pai durante a noite ela disse:
– Papai! Olha, a lua tá grande!
– É filha. A lua tá cheia!
– Cheia não, papai. É feio! A lua tá “sfastifeita”!
(Gabriela, 4 anos)