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Missão impossível

Nicolle estava com uma garrafa de água nas mãos e perguntou:
 – Quer me ver fazendo uma mágica? A água vai sumir.
Então ela foi na varanda e voltou com a garrafa vazia.
Eu falei:
– Nossa, que legal! Agora quero ver você fazer a água voltar para dentro da garrafa.
Ela voltou para a varanda enquanto eu escutava ela falar:
– Por favor, Deus. Por favor, Deus.

(Nicolle, 4 anos)

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Habilidade

Eu estava toda atarefada tentando fazer comida, colocar o bebê para dormir e ouvindo o Arthur me chamar umas 150 vezes por minuto. Então, gritei:
– Jesus do céu!!!
E o Arthur comentou:
– Que luta, né mãe?!

(Arthur, 4 anos)

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Involuntário

Lucas estava chorando por algum motivo bobo, quando eu falei:
– Não acredito que você está chorando por isso!
Ele, segurando o choro, disse:
– Eu não estou chorando, meu olho que está pingando.

(Lucas Eduardo, 5 anos)

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Amor

– Mamãe, por que eu amo a vovó?
– Não sei, meu filho. Você que tem que saber.
– Eu não sei, não. Mas eu já nasci assim… com ela dentro de mim!

(Ruy, 5 anos)

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Produção

Fui contar para minha irmã que no dia do aniversário dela eu iria fazer o ENEM. Ela me olhou e disse:
– Vai ser menino ou menina?

(Lavinia, 5 anos)

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Igual mas diferente

Estávamos assistindo ao clipe “Paradinha” da Anitta e a Julia falou:
– Está parecendo a filha do Silvio Santos.
– Qual filha, Julia?
– Aquela que vende Natura.

(Julia, 9 anos)

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Pelo contrário

– Tio, sua barba parece pêlo de tapete.
– Você esta falando que a minha barba é feia?
– Não, é bem fofinha. Tio, quando eu estiver precisando de uma ideia, vou te procurar e passar a mão na sua barba.
– Por quê?
– Sempre que um homem está pensando e precisando de ideias, ele fica passando a mão na barba e a ideia vem.

(Henrique, 7 anos)

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Todo mundo

– Foi muita gente na aula, Isa?
– Foi todo mundo, menos o resto.
– Então não foi todo mundo.
– Minhas amigas foram. Então, foi todo mundo.

 (Isabella, 4 anos)

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Paisagem

Eu estava trocando de roupa na frente da minha filha. Ela olhou para a minha barriga (cheia de estrias) e disse:
– Nossa, mãe, sua barriga é linda. Tem vários desenhos.

(Ana Clara, 4 anos)

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Socorro

Estava trabalhando no computador, quando a Isabela chegou e viu o HD externo conectado à maquina. Curiosa, ela perguntou:
– Pai, para que serve isso?
– É um HD para poder salvar os arquivos, filha.
– Mas, salvar por quê? Eles estão em perigo?!

(Isabela, 7 anos)

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Apetite

Estávamos comendo amendoim torrado na praia e alguns vieram bem pequenos. Brincando, falei:
– Olha, esses são filhotinhos.
E antes de colocar todos na boca, ela falou:
– Vem com a mamãe.

(Lara Ágnes, 3 anos)

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Preocupação

Meu noivo é médico e tinha acabado de sair quando o Gabriel perguntou:
– Titia, o tio já foi?
– Já foi, meu amor. Por quê?
– Olha, eu não queria preocupar ninguém, mas eu estou sentindo meu coração bater.

(Gabriel, 7 anos)

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Suspeita

Estávamos entrando em um banco e Júlia logo saiu à frente para apertar o botão e empurrar a porta. Então perguntei:
– Julia, como você sabia que tinha que apertar o botão?
– Ah, tia,  foi só um apetite.

(Júlia, 4 anos)

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Já que você perguntou

Igor foi até a geladeira e pegou um iogurte. Com pressa para comer, não esperou eu abrir a embalagem e ao tentar abrir sozinho deixou cair fazendo uma sujeira danada na cozinha. Eu então falei com ele:
– Poxa, filho, olha a sujeira que você fez. E agora, o que faço com você?
Ele tranquilamente respondeu:
– Faz carinho, mamãe!

(Igor, 3 anos)

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Amor

Perguntei para meu filho o que é o amor, e ele me respondeu:
– Ah, mamãe, amor é quando a gente compra uma batata frita para alguém e não pede nenhum pedacinho.

(Davi, 5 anos)

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Manequim

– Tia Cris, eu não quero comer arroz branco. Eu quero integral.
– Mas hoje só temos o branco.
– Não quero o branco porque ele engorda.
– Não engorda, não.
Então ela me olhou dos pés à cabeça e falou:
– Tem certeza?

(Valentina, 6 anos)

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Espera

Perto do aniversário do meu sobrinho, perguntei se ele estava feliz e ele me respondeu:
– Mais ou menos. É muito ruim fazer aniversário em outubro. Tenho que esperar um ano todo para fazer de novo.

(Gustavo, 9 anos)

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Prêmio acumulado

Como domingo será aniversário da minha mãe, chamei o meu irmão para perguntar o que daríamos para ela:
– Má, o que você acha que a mamãe gostaria de ganhar de presente de aniversário?
– Já sei!
– O quê?
– Ela sempre fala que queria ganhar na Mega-Sena.

(Matheus, 6 anos)

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Antídoto

Jenifer e sua tia em um rodízio de pizza:
– Ai, tia, não quero mais comer, não. Estou com dor de cabeça e enjoada.
Passados dez minutos, começaram a oferecer as pizzas doces e ela comeu vários pedaços. Daí a tia perguntou:
– Ué, Jenifer, mas você não estava passando mal?
– Ah, tia, mas é chocolate, né? Chocolate cura.

(Jenifer, 10 anos)

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Profissão

– Evyllin, quando eu crescer eu quero ser idiota.
– Quer ser o quê?
– Idiota. Aquelas que emprestam dinheiro para as pessoas.

(Kathleen, 9 anos)

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Padrão

Uma escapadinha para beijar o marido no banheiro, nossa filha bate na porta e grita:
– Por que vocês estão no modo silencioso?!

(Isabella, 7 anos)

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Uma nota, maestro

Estávamos brincando de “adivinha qual é a música?” e era a vez da Soffia dizer uma palavra:
– Paulo.
– Paulo? Que música tem Paulo, Sof?
– Atirei o Paulo gato…

(Soffia, 5 anos)

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Aparecida

Acabamos de parar num posto de gasolina. Na saída, a Clarice viu um estátua de Aparecida e falou:
– Olha, uma estátua!
– É a estátua de Aparecida.
– Parecida com quê?

(Clarice, 5 anos)

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Identidade dupla

Decidi passar um vídeo para meus alunos na escola:
– Fiquem aqui quietinhos que a tia vai buscar o benjamim para ligar o datashow na tomada e já volta.
– Tia, benjamim é seu namorado?

(Sofia, 7 anos)

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Identidade

Meu primo estava assistindo ao filme Meu Malvado Favorito. Me olhou reflexivo e disse:
– Eu queria ser um Minion, mas não sei… eles são muitos iguais e eu gosto de ser diferente.

(Guilherme, 5 anos)

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Resolvido

– Gustavinho, vamos levantar para tomar café.
– Não vou tomar café, vovó. Meu pai disse que vem me buscar depois do café.

(Gustavo, 5 anos)
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Atalho

Igor caiu escada abaixo:
– Nossa, Igor, você se machucou?
– Tá tudo bem. Pelo menos eu cheguei aqui embaixo mais rápido.

(Igor, 8 anos)

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Praticidade

– Então, Sophie, qual é o seu sonho?
– Morar num castelo do lado de um mercado.
– Por que do lado de um mercado?
– Porque eu sou faminta.

(Sophie, 8 anos)

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Foco

Maria chegou pulando e batendo palmas, então perguntei:
– Maria, por que você está pulando dessa maneira?
– Ué, tia, eu nasci para a diversão.

(Maria, 7 anos)

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E agora?

Thaís colocando a blusa para sair e minha mãe diz:
– Thaís, vem aqui para eu arrumar a gola.
E ela corrige
 – Não é a gola, mamãe. É agora!

(Thaís, 3 anos)

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Vida acadêmica

Levei minha filha comigo na faculdade. Meses depois, estava conversando com ela e falei que quando ela crescesse iria estudar na faculdade também. A resposta dela foi imediata:
– Eu não vou estudar na faculdade, mamãe. Lá nem tem parquinho.

(Louise, 5 anos)

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Ufa

– Mamãe, você sabe como se faz bebê?
Eu suspirei, contei até três e antes que eu falasse qualquer coisa, ela me interrompeu:
– Assim, mamãe: primeiro você coloca a letra “B”, depois a vogal “E”; a letra “B” outra vez e a letra “E” no final. Tem um acentinho mas eu ainda estou aprendendo… pronto! Assim você escreve Bebê. Viu como é fácil, mamãe?

(Rafaela, 6 anos)

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Use a imaginação

Minha sobrinha estava brincando com a galinha pintadinha e o galo carijó (imaginários):
-Toma, vovô. Segure para mim.
Meu padrasto, no meio da conversa com outra pessoa, botou na boca e disse:
– Nossa, que delícia.
Ela fez uma cara de chocada, os olhinhos arregalados quase chorando e falou:
– Ele comeu o galo Carijó!

(Bianca 2 anos)

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Rock in Rio

Machuquei meu pé faltando três dias para o Rock in Rio e meu afilhado ficou muito preocupado porque fiquei bem chateada. Quando contei que estava triste ele falou:
– Dinda, liga para eles e pede para mudarem o dia. Aí você fica boa e vai no show.

(Daniel, 6 anos)

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Opções

– Pedro, o que você quer ser quando crescer?
– Vou fazer faculdade de artes cênicas. Se não der certo, vou fazer design de games. E por último, se nada der certo, vou ser experimentador de sorvetes mesmo.

(Pedro, 10 anos)

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Pretendente

Depois de voltar de um aniversário infantil, Maria Laura fiou um tempão pensativa, olhando pra mim, até que eu perguntei:
– O que foi, filha?
– Sabe o que é, mamãe… eu queria tanto que você namorasse o Homem Aranha!

(Maria Laura, 5 anos)

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Apelidos

Eu tentando descobrir os apelidos do meu filho na nova escola:
– Como a tia da escola te chama?
– Léo.
– Como seus amigos te chamam?
– Leléo.
– E como a professora te chama?
– Léééooo, sentaaaa!

(Leonardo, 3 anos)

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Saudade

– Mamãe, eu adoro suas bochechas.
– Por que, meu bem?
– Porque elas são fofinhas. As vezes, quando estou na escola, queria que suas bochechas estivessem lá para eu apertar.

(Vinicius, 5 anos)

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Repita comigo

– Danilo, quando alguém perguntar seu nome você diz: eu sou o Danilo.
– Sim, mamãe! 
– Então, responda. Qual é o seu nome?
– Qual é o seu nome, mamãe?
– Nãããoo, Danilo. Eu que pergunto, qual é o seu nome?
– Qual é o seu nome?
– Nãããoooo. Você responde: meu nome é Danilo.
– O meu também, mamãe!

(Danilo Augusto, 2 anos)