Meu primo foi apresentar um jogral na igreja para o dia das mães. Assim que se organizaram no palco, a tia colocou o microfone em sua boca e perguntou baixinho no ouvido dele:
– Rafa, sabe falar de cabeça?
– Sim. De cabeça!
(Rafael, 3 anos)
Meu primo foi apresentar um jogral na igreja para o dia das mães. Assim que se organizaram no palco, a tia colocou o microfone em sua boca e perguntou baixinho no ouvido dele:
– Rafa, sabe falar de cabeça?
– Sim. De cabeça!
(Rafael, 3 anos)
– Vestidos não me deixam ser criança.
(Mel, 5 anos)
Yasmim gravando vídeo para o Facebook:
– Hoje eu vou ensinar pra vocês uma receita bem gostosa!
Então ela começa:
– Passo 1: “Mãe, to com fome!”.
E agora é só esperar.
(Yasmim, 5 anos)
Fui a um supermercado que vende produtos no atacado e varejo com o Daniel. Andando pelos corredores, ele parou e me perguntou:
– Quando uma pessoa gosta muito de algo, ela paga mais barato?
– Como assim, paga mais barato?
– Exemplo: se eu gosto muito, muito mesmo, de paçoca, sou doido por paçoca, eu pago mais barato?
– Não, ué?! Como assim?
– É que na etiqueta tem preço de pessoas atacadas e normais.
(Daniel, 5 anos)
Estávamos em casa e a Anna Julia não parava de comer. Eu disse:
– Filha, agora chega de comer, se não você vai ficar gorda.
Ela olhou para mim e falou:
– Igual a você, mamãe?
(Anna Julia, 5 anos)
– Tia, não dá para entender. Como chamamos isso de corredor se não podemos correr?
(Davi, 5 anos)
Estávamos no carro ensinando palavras em inglês para o Gustavo e eu perguntei:
– Gú, como é “pai” em inglês?
– Father!
– E “papai” como é?
Ele respondeu cheio de propriedade:
– Fafather!
(Gustavo, 6 anos)
– Filha, estamos na ciclovia.
Muito séria, Lara respondeu:
– Eu nunca vi esse país antes.
(Lara, 3 anos)
Deitada na cama com o Gabriel, falei:
– Filho, sabia que você é o príncipe da minha vida?
– Sim, mamãe. E o papai é o rei, né?
– Isso. E se o papai é o rei e você é o príncipe, a mamãe é o quê?
– A coroa.
(Gabriel, 3 anos)
– Em São Paulo tem museus tão bons quanto os daqui. Eu quis te levar uma vez em um deles, mas você preferiu ir numa loja de livros.
– Mãe, e se a gente encontrar o tempo perdido?
Levei minha irmã ao parquinho, como minha mãe havia mandado. Ela brincou um pouco, então perguntei enquanto ela se balançava:
-Elloa, você vai chegar até o céu?
Ela me olhou e disse:
– Sim, algum dia!
(Elloa, 7 anos)
Em um shopping, havia diversos instrumentos musicais disponíveis para tocar: guitarra, baixo, piano, bateria, pandeiro… depois de uma hora tocando todos, perguntei:
– Maya, qual instrumento você mais gostou?
Ela pensou um pouco e me respondeu:
– Eu gostei mais de tocar com você, papai.
(Maya, 4 anos)
– Mãe, como coloca água dentro do côco?
– Meu filho, para tudo isso há uma explicação.
– Me explique, por favor, porque isso só pode ter sido coisa de Deus.
(Nilton Gabriel, 6 anos)
A Helena estava descalça, então eu disse:
– Helena, tire esse pé do chão.
E ela, simplesmente, me respondeu:
– Não dá. Eu não sou voadora.
– Matheus, gostou do vídeo-game que você ganhou do Papai Noel?
– Mamãe, o vídeo-game é mais do que ótimo. É otimista!
(Matheus, 6 anos)
– Levei minha filha na quermesse e ela ganhou no jogo da pescaria uma coroa de princesa e uma varinha de condão.
– Mãe, como a senhora sabe que alguém está apaixonado por você mas sem que ela fale?
– Ué, filho, pelas atitudes da pessoa. Se ela me tratar com carinho, se fizer as coisas que eu gosto… Mas porque você está me perguntando isso?
– Porque quando eu crescer, quero saber quando alguém estiver apaixonada por mim, mesmo sem falar.
(Vinícius, 4 anos)
– Mãe, passei um mico no aniversário da minha amiga. Eu estava me segurando para não soltar um pum, mas aí deu vontade de espirrar. Quando eu espirrei, soltei o pum junto.
– E alguém ouviu?
– Só a aniversariante. Olha que sorte!
(Nina, 9 anos)
Estávamos na fila para pagar a conta da farmácia, apareceu minha irmã com uma embalagem de escova de dentes e perguntou:
– Eu sou Vasco. E você?
– Eu sou Larissa.
(Larissa, 2 anos)
Temos um primo que faleceu há dois meses. Então hoje o Arthur me perguntou:
– Tata, se eu mandar uma mensagem para o Rapha ele vai responder lá do céu?
– Não, Arthur. Mas ele vai ver.
– Então se eu mandar vai aparecer visualizado?
(Arthur, 10 anos)
A Aylla saiu da sala e eu perguntei:
– Você vai me deixar sozinha?
Ela me olhou e respondeu:
– Não, mamãe. Fica com Deus.
(Aylla, 3 anos)
Abrimos o cofre do Miguel e diante de tantas moedas indaguei:
– Filho, quanto dinheiro! Você já sabe aonde vamos gastar?
– Já sei, mamãe. Na zona.
Assustada, perguntei:
– Miguel, você sabe o que é uma zona?
– Sim, mamãe. É aquilo que fazemos na sala de brinquedo.
(Miguel, 6 anos)
– Alexandre, qual o nome da sua professora nova?
– Batman, tia.
Olhei o caderno estava escrito: Professora Fátima.
(Alexandre, 5 anos)
Meu sobrinho contou que iria na festa junina e eu perguntei:
– Você vai dançar quadrilha?
Ele me olhou com um olhar de censura e respondeu:
– Não, tia. Vou dançar com a Júlia.
(Bruno, 7 anos)
– Pai, qual é o nome dessa ferramenta?
– É um esquadro, filho.
– Tu não gosta mais dele?
– Por que, filho?
– Porque tudo que começa com “ex” a gente não gosta mais. Tipo: ex marido, ex namorado.
(Artur, 6 anos)
– Lara, o que é o amor?
– Amor é quando alguém te dá coxinha.
(Lara, 7 anos)
– Mãe, eu gosto de um menino da minha sala.
– E ele é bonito, Malu?
– Não… Mas ele conta um monte de piadas. Eu gosto dele pela diversão.
(Malu, 6 anos)
– Lú, cadê meu ovo?
– Está circulando no meu sistema digestório.
(Luani, 10 anos)
A vovó estava conversando com a Alice e disse:
– Você é o bebê do seu papai e o seu papai é o bebê da vovó.
– Onde você pegou o seu… não tinha pequenininho?
(Alice, 2 anos)
Voltando de carro da casa dos avós, observando os moinhos de vento pela janela (moramos na Holanda), Yasmin perguntou:
– Porque é que venta? O vento serve para quê?
O papai manteve a idéia de motivar ela a pensar e perguntou:
– Para que você acha que serve o vento? Me conta?
– Eu acho que serve pra secar a roupa do varal. Senão como iríamos vestir roupa sequinha?
(Yasmin, 3 anos)
Servi arroz integral em casa e minha filha disse:
– Que arroz estranho é esse?
– É arroz integral. Não conhece?
– Conheço, sim. Tem crianças integrais na minha escola também.
(Isadora, 3 anos)
O avô fumando cigarro na sala e o neto falou:
– Vô, pare de fumar ou vá fumar lá fora.
Rindo o avô respondeu:
– Léo, vai cuidar da sua vida.
– Ué, mas é isso que eu estou fazendo.
(Leonardo, 6 anos)
No carro:
– Mãe, quando eu crescer quero ser professora de natação, motorista de táxi e cowboy. Mas sabe mesmo o que eu quero?
– Que legal, filha. O quê?
– Quero ter um caminhão de lixo bem grande para levar você e o papai para passear.
(Beatriz, 5 anos)
Miguel rezando:
Manu arrancou seu primeiro dente na casa da Dinda, que perguntou:
– Manu, com quanto será que a Fada do Dente vai te presentear?
A mãe dela prontamente respondeu:
– Uma moedinha de um Real, claro!
Manu disse:
– Fiquei sabendo que as Fadas dos Dentes agora só trabalham com notinhas…
(Manuela, 5 anos)
-Dudu, quem nasce no Brasil é o quê?
-Bebezinho!
(Eduardo, 2 anos)
– Meninos, semana que vem vocês vão dormir um dia na vovó. O papai e eu precisaremos estar bem cedo no hospital porque o papai vai operar.
– Operar o que, mãe?
– Ele vai fazer uma cirurgia para não ter mais filhos.
– Meu Deus, mãe! Então a gente não vai mais ser filho dele?
(Davi, 7 anos com Pedro, 9 e Lucas, 4)
Fui fazer um exame em uma clínica de medicina diagnóstica e levei a Raínne comigo.
Nós aguardamos o atendimento ao lado da atendente que marcava os exames dos pacientes pelo telefone. Ela ficou observando a moça trabalhar e quando chegamos em casa, ela colocou uma mesinha na sala, pegou um telefone velho e começou a brincar de atendente.
Quando passei perto dela, disfarcei pra vê-la brincado e ouvi:
– Tudo bem senhor Roberto, sua ultra-sonografia transvaginal foi marcada com sucesso. Tenha uma boa tarde!
(Raínne, 7 anos)
– Luiza, agora que passamos o shampoo, vamos passar o condicionador.
– Não, vó! Agora preciso esperar um pouco para o shampoo fazer defeito.
(Luiza, 5 anos)
Estava tocando a música “W/Brasil” do Jorge Ben Jor no carro. Quando acabou, Cecilia disse:
– Pai, dessa música eu só sei cantar aquela parte que fala assim: “Desmaia”.
(Cecilia, 4 anos)
A amiga da minha filha foi dormir na nossa casa e quando apagamos as luzes ela perguntou:
– Aqui tem monstros?
Minha filha respondeu:
– Não! Só espírito.
Assustada a Olívia perguntou:
– Mas como assim?
– Espírito, ué?! Espírito de Deus.
(Mariane e Olívia, 6 anos)