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Check in

Estava sentado no sofá, a Anne chegou e disse:
– Quero sentar aqui, tio. Eu estava sentada aqui.
E assim ficou insistindo, até que respondi:
– Não estou vendo nenhum “A” de Anne aqui, marcando seu lugar.
– Mas ali do lado está escrito “tio Daniel”.

(Anne Louisa, 3 anos)

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Fica a dica

Minha filha estava jogando Mortal Kombat e deu um golpe muito bom. Perguntei na hora:
– Como você fez isso, Malu?
– O segredo é não olhar, mãe! Eu não olho e aperto todos os botões.

(Malu, 6 anos)

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Etapa

Bia me pergunta se eu sei como é a idade dos gatos, já que a dos cachorros ela sabe que é 7 anos para cada ano do ser-humano. Eu digo que não sei, que apenas sei que os primeiros seis meses são a infância, dos seis meses à um ano é a adolescência e de um ano em diante é a idade adulta. Ela, então, na lata diz:
– Meu Deus, se ele tem 4 meses, então meu filho é um pré-adolescente. A pior fase!

(Bia, 9 anos)

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Consagrado

Rafaella foi à missa com sua vó. A avó decidiu tomar a hóstia e foi para a fila. Rafaella foi junto pois estava muito curiosa sobre o que estava acontecendo. Após ver a avó receber a hóstia ela perguntou:
– Vó, o que é isso que está comendo?
– É o corpo de Cristo.
A Rafaella fiou brava e disse:
– Vó, você é vegetariana. Não pode!

(Rafaella, 7 anos)

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Alimento

Minha irmã contou que tinha feito purê de batata para o almoço e meu sobrinho respondeu:
– Mamãe, purê de batata é igual oração, né?
– Igual oração, Arthur? Por quê?
– Olha, mamãe: – Papai do céu, muito obrigado “purêsse” papá, amém.

(Arthur, 3 anos)

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Pinóquio?!

Virou para a vó recém operada de câncer de pele no nariz:
– Vovó, o que aconteceu com o seu nariz?
– A vovó tirou um pedacinho.
– Vovó, você andou mentindo?

(Lavínia, 4 anos)

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Extra! Extra!

Cheguei em casa depois do trabalho e meu irmão falou:
– Bú! Bú! A mãe vai ser repórter!
– Como assim? Repórter por quê?
– É porque ela foi fazer entrevista de emprego.

(Matheus, 9 anos)

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Amparo

A avó chegou em casa cansada, cheia de coisas para fazer e falou consigo mesma:
– Meu Deus, nem sei onde estou.
A Laura de longe, ouvindo tudo, chegou perto e disse olhando nos olhos dela:
– Tá difícil! Você está em casa! Esta aqui é a sua casa!

(Laura, 5 anos)

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Negação

– Duda, não estamos mais tomando refrigerante aqui em casa. Tem que tomar suco natural.
– Então, titia, compra o refrigerante para a gente e esconde de você.

(Duda, 6 anos)

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Semana

– Bem que a vida poderia ser ao contrário, né Vic?
– Como assim ao contrário?
– Cinco dias de descanso e dois dias de trabalho.

(Mariana, 7 anos)

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Objetivos

– Tia, qual o sentido da vida?
– Perdoar, amar e ser amado.
Algum tempo depois:
– E pra você, Julia? Qual o sentido da vida?
– Comer.

(Julia, 5 anos)

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Genérico

Estávamos rezando o Pai Nosso antes de dormir e deixei o Isaac falar primeiro enquanto eu repetia a reza. No final ele disse:
– Então, não nos deixeis cair… em… algum lugar. Amém “

(Isaac, 5 anos)

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Curta

Estamos no site comprando ingressos para o cinema. Samara viu que pedi duas inteiras e uma meia entrada, então questiona:
– Mãe, porque meia entrada?
– É para você, Sam.
– Mas eu quero assistir o filme inteiro. Não meio filme.

(Samara, 8 anos)

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Lançamento

– Mãe, não pode mentir, né?
– Não!
– Só pode mentir no cinema, né?
– Não! Também não pode. Por quê?
– Porque o homem da TV disse: “Somente nos cinemas”.

(Ryan, 7 anos)

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Teste vocacional

Conversando sobre as possibilidades de cursar uma licenciatura e vendo a página de uma faculdade privada, eu disse:
 – Ah, desses cursos aqui, eu acho que eu faria o de Sociologia e o de Letras.
Meu irmão, indignado, logo interfere:
 – Letras? Que horror! Que tal fazer faculdade de números? Eu acho bem melhor.

(Tiago, 11 anos)

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Puro malte

Em um restaurante, a garçonete veio recolher os pedidos. 
– Eu quero um whisky! 
– Mas Murillo, você não tem idade pra isso! 
Ele apontou o cardápio e disse: 
– Claro que tenho, mãe! Está escrito aqui: whisky, 8 anos e whisky, 12 anos. Eu quero o de 8! 

(Murillo, 8 anos)
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Estado civil

– Camila, você não vai mais poder dormir com a vovó. Agora a cama dela é de solteiro.
– Por que, madrinha? Eu também sou solteira.

(Camila, 8 anos)

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Segredo

Voltando da escola:
– Mãe, eu tenho um segredo muito importante. Não posso te contar que você vai ganhar um sabonete no dia das mães.

(Teodoro, 5 anos)

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Plantando, dá

Cecília veio da cozinha com a mãozinha fechada.
– Olha, pai.
Abriu a mão e mostrou alguns milhos apertadinhos.
– O que é isso, filha?
– Semente.
– Ah é? Semente de que?
– Semente de pipoca.

(Cecília, 2 anos)

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Correlação

Na porta da escola foi colocado um desenho de umas abelhas com mel e uma frase de dia das mães: “Mamãe é tão doce como o mel”.
Meu aluno me perguntou:
– Tia, já está chegando o dia das abelhas? Porque já passou o do coelho.

(Carlos Eduardo, 3 anos)

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Presente

Estávamos assistindo o jornal da noite que falava sobre as eleições presidenciais nos EUA e meu sobrinho, sempre muito atento às reportagens, exclamou:
– Nos Estados Unidos o candidato que vence ganha a Casa Branca. Aqui no Brasil ganha a crise.

(Lucas, 6 anos)

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Tradutor

Minha sobrinha foi morar recentemente no USA. Eu querendo fazer uma gracinha, falei:
– Hello!
– Relou onde, tia Paula?

(Gabriely Vitória, 7 anos)

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Tempo passa

Olhando uma foto do nosso casamento, Samuel me perguntou:
– Mãe, você era desse jeito quando se casou?
– Sim. Desse jeitinho, Sam.
– Com pouca carne?

(Samuel, 6 anos)

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Codinome

– Mãe, como chama mesmo a periquita?
– Que periquita, Beatriz?
Bia aponta para a periquita dela e diz:
– Essa aqui. Não é Regina?

(Beatriz, 5 anos)

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Menos é mais

Ouvi minha filha falando:
– De vez em quando minha mãe passa batom escuro em mim. Só que ela coloca papel na minha boca pra tirar o “sucesso”.
– Excesso, filha. Para tirar o excesso.

(Duda, 5 anos)

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Gentileza

Brincando com a minha prima, dei um beijo em sua testa e ela fez como quem estivesse limpando o beijo, então perguntei:
– Júlia, você está limpando meu beijo?
– Não, Lelê. Eu estou espalhando.

 (Júlia, 8 anos)

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Mas eu me mordo de ciúmes

Uma aluna minha vai ter um irmãozinho, então eu fui falar com ela:
– Parabéns, Clarinha, pelo seu irmãozinho.
– Eu não tenho um irmão. Ele não é meu irmão.
– Ah, claro que é! Por que não?
– Não é! Eu quero teste de MMA!

(Clara, 7 anos)

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Relacionamento sério

A professora da Amanda mencionou que a letra “Q” era casada com a letra “U”.

Ela chegou em casa, começou a realizar a atividade e ficou muito pensativa.
Então perguntei:
– Alguma dúvida, filha?
– Mãe, eu desconfio que esse negócio de que o “Q” casou com o “U” não é verdade.
– Por que, Amanda?
-Eu já vi o “U” solteiro no Urubu.

(Amanda Caroline, 6 anos)
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Carnívora

Em um restaurante, enquanto esperávamos pela refeição, alertei a Nina:

– Filha, pegue leve com os pães, senão você não vai aguentar comer a carne.
– Pai, isso não vai acontecer. Carne é meu nome do meio.
(Nina, 10 anos)
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Disk-Cegonha

Minha tia queria ter um segundo filho, mas o marido dela não. Então ela falou para a filha dela:
– Laura, quando chegarmos em casa, peça para o papai te dar um irmãozinho.
– Ah, mamãe, mas eu queria pedir pizza.

(Laura, 4 anos)

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– Mamãe, a bicicleta está trancada na casinha.
– Está, filha. Desça da bicicleta e dê uma rezinha nela que destranca.
– Tá bom, mamãe.
Nisso ela desce da bicicleta, junta as mãozinhas e começa a rezar.

(Betina, 3 anos)

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Espaço

– Mamãe, deixa eu baixar um jogo no seu celular?
– Não dá, Alice. Não tem espaço.
– Como não, mamãe? Só estamos nós duas aqui no quarto.

(Alice, 3 anos)

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Plural

– Mãe, hoje eu aprendi a escrever ovo. É O-V-O.
– Isso mesmo! E se forem ovos?
– Aí é O-V-O-V-O-V-O-V-O-V-O, depende de quantos tu quer.

(Isabelle, 7 anos)

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Passando a bola

– Tia, a bisavó é maior chata, né?
– Por que a bisa é chata, Matheus?
– Por que eu pedi benção para ela.
– E o que ela respondeu?
– Deus te abençoe. 

(Matheus, 4 anos)
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Prioridades

– Filha, você quer um ovo de Páscoa? A mamãe compra.
– Não, obrigada.
– Nossa, você não quer, Lú?
– Mãe, eu quero viajar.

(Luísa, 2 anos)