Tia Fran, se você é a minha tia, quando for velha vai ser a minha vó?
(João Victor, 5 anos)
Tia Fran, se você é a minha tia, quando for velha vai ser a minha vó?
(João Victor, 5 anos)
Certo dia, estava no supermercado com minha filha e passando pela sessão de massas, ela olhou um pacote de macarrão parafuso, apontou e disse:
– Pai, o que é isso?
– É macarrão, filha.
Ela achou diferente e perguntou:
– Macarrão, pai?
– É, filha. Macarrão parafuso.
– Não é, pai. É Macarrão “para Alice”
(Alice, 3 anos)
– Dimi, vamos falar o alfabeto?
– Vamos.
– Eu começo. A…
– Fabeto!
(Dimitri, 5 anos)
Gabriel pegou um livro de receitas, olhou a capa e viu várias coisas gostosas. Abriu a primeira página e falou:
– Hummm, mãe, olha, você já comeu Sumário?
(Gabriel, 8 anos)
Eu chamei minha filha e ela respondeu:
– O que foi, mamãe?
– O que foi, não. É senhora.
– O que foi, senhora?
(Alice, 3 anos)
Eu estava deitada, com febre e o Antônio me perguntou:
– Mãe, sabe o que me faz bem?
– O quê?
– Você.
(Antônio, 4 anos)
– Mãe, isso é uma abelha.
– Não é, filha.
– Certeza?
– Absoluta.
– “Bissoluta” voa?
(Morgana, 6 anos)
Durante os fogos no Réveillon, o Pippo ficou todo preocupado:
– Júlia, o que você vai pedir para o Papai Noel?
– Nada, quero que ele me surpreenda.
(Julia, 8 anos)
– Mãe, baleia casa ou namora?
– Não sei, filha. Por quê?
– É que passou na tv que uma baleia morreu encalhada em Búzios.
(Ana Beatriz, 8 anos)
– Angelina, cadê sua avó?
– Foi para a igreja e depois ela vai sair com as amigas para beber cerveja sem álcool.
(Angelina, 5 anos)
Minha prima, encantada com os efeitos do Snapchat, pediu para que eu “criasse um Snap” para ela também. Então respondi:
– Duda, a prima vai fazer a conta no Snapchat para você, ok?!
– Conta, prima?! Conta?! Como vou pagar uma conta?
(Eduarda, 7 anos)
– Evelyn, você foi boa o ano todo? Se não o Papai Noel vai te dar um carvão.
– Eu fui. E você?
– Ah, não sei. Mas se o Papai Noel me der um carvão eu faço um churrasco.
(Pedro Henrique, 5 anos)
Minha filha estava vendo desenho e eu a chamei para tomar banho. Como ela demorava muito, eu disse:
– Vamos, vamos! Já está na hora.
– Calma, mãe, espera.
– Não espero, não.
Ela me olhou sorrindo e disse devagar:
– Ah, mamãe. Coisas boas vem para quem espera. Não sabia?
(Ana Laura, 5 anos)
Eu tava “dengando” minha irmã, falando coisas pra ela completar:
– A menina mais linda é a Ana…
– Luísa!
– Que é maravi…
– lhosa!
– E chei…
– rosa!
– E den…
– gosa!
– E gos…
– ta de sorvete!
(Ana Luísa, 4 anos)
Pedro se alfabetizou muito cedo. Quando ele tinha 4 anos, estávamos em uma igreja cheia, quando ele veio correndo, no meio do culto, com o livro de louvor na mão e gritando:
– Mãããeee do céu, Jesus morreeeeeeu!
(Pedro, 4 anos)
– Mãe, você gosta de vinho?
– Gosto, mas gosto mais de cerveja.
– Ah legal, mas eu estava perguntando da cor mesmo.
(Sofia, 6 anos)
Enquanto eu lavo louça, Geovanna, toda serelepe, apontou para o chão e me disse:
– Eu que matei essa barata.
– Foi mesmo? E você matou com o quê?
– Com coragem!
(Lara Geovanna, 3 anos)
– Vovó, sabia que eu tinha uma tataravó? O nome dela era Anita, igual ao meu.
– Ela virou uma estrelinha?
– Virou um esqueleto, vó.
(Anita, 4 anos)
Enquanto desenhavam sobre o natal, perguntei para o Samuel:
– Esse é o Papai Noel?
– Não, profe. Esse é o empresário que coloca as propagandas de brinquedos na TV para as crianças pedirem e os pais comprarem. Daí ele fica mais rico e os pais mais pobres.
(Samuel, 5 anos)
Minha irmã estava bastante gripada. A cada espirro que ela dava, eu dizia: saúde.
Logo ela se irritou e disse:
– Que saúde?! Isso é gripe. Olha só o meu nariz.
(Karoline Vitória, 5 anos)
– Sofia, cante aquela musiquinha de Natal para a gente.
– “Bate o sino, pequenino, sino de Belém. Já nasceu Deus me livre para o nosso bem”.
(Sofia, 3 anos)
A Maria Fernanda deu um espirro muito forte na sala e a avó gritou da cozinha:
– Deus te ajude.
Ela gritou de volta:
– Eu faço sozinha.
(Maria Fernanda, 3 anos)
Camila contou que um coleguinha deu um soco nela. O pai, preocupado, tentou orientar:
– Camila, tu não podes deixar ninguém bater em ti. Se acontecer, chame a professora e diga: “Profe, o Fulano me bateu e eu não gostei. Quero que tu converse com ele…”
– Mas, pai, eu não tenho nenhum colega chamado Fulano.
(Camila, 4 anos)
Estava fazendo dever com minha sobrinha e a última pergunta era:
– Indique um ponto de referência que pode ser usado para localizar a sua escola.
E ela respondeu:
– GPS, tia.
(Clara, 7 anos)
– Papai, não vou comer carne.
Meu marido que ama carne falou:
– Mas Helena, carne é bom.
– Mas eu gosto mais da vaca.
(Helena, 2 anos)
Eu e meu grupo da faculdade fomos fazer um trabalho de campo sobre alimentação infantil e para isso visitamos uma creche. Conversando com as crianças sobre as frutas que elas gostavam de comer, Luiza disse que costumava pegar amora com o pai. O tempo passou e eu perguntei:
– Então Luiza, é você quem gosta de pegar amora no pé?
E ela rapidamente respondeu:
– Não tia, eu pego com a mão mesmo.
(Luiza, 3 anos)
Eu estava indo dormir e disse:
– Boa noite, gente. Estou me retirando aos meus aposentos.
Surpresa me respondeu:
– Tu vai se aposentar, mãe?
(Rillary, 8 anos)
Depois do parabéns, falamos para ela fazer um pedido e ela respondeu:
– Não sei o que pedir, mãe.
– Peça algo que você queira, filha.
– Quero apagar a vela.
(Julia, 4 anos)
Matheus chegou no quarto correndo e disse:
– Dinda, olha meu coração.
– Está acelerado. O que foi?
– O coração mora o amor.
– Oh, que lindo. Eu moro nele?
– Sim.
– Por que eu moro nele?
– Porque nele mora todo mundo.
(Matheus, 3 anos)
Durante uma festa no condomínio onde minha priminha mora, fui com ela até o parquinho. Lá tinha uma lanchonete e ela queria comprar bala. Eu disse:
– Bia, agora não dá. Meu dinheiro ficou no salão.
Ela prontamente respondeu:
– Mas Marianna, quando eu vou com minha mãe eu não pago, só compro.
(Beatriz, 4 anos)
– Titia, estou apaixonado.
– Por quem?
– Pela menina nova. Ela é linda, você tem que ver.
– Como você sabe que está apaixonado?
– Ah titia, porque meu coração está batendo.
(Douglas, 5 anos)
– Felipe, onde está seu pai?
– No vaso solitário.
(Felipe, 2 anos)
Trabalho em uma loja de brinquedos. Certa vez, um menino agarrou algumas pelúcias e gritou:
– Pikachu! Pikachu!
A mãe o interrompeu e prometeu:
– Se você se comportar, na volta eu compro o Pikachu.
Cruzando os braços frustrado, ele respondeu:
– Ah, mas eu nunca me comporto.
(Lucas, 7 anos)
Estava passando um filme do Scooby Doo na TV e como tem monstros eu perguntei:
– Lucas, você não tem medo?
– Não!
– Caramba, você é muito corajoso.
– Tia, você deve enfrentar seus medos.
(Lucas, 5 anos)
Antes de dormir eu escuto:
– E eu nem precisei do Google para achar a mãe certa.
(Tomás, 9 anos)
– Gaby, você está linda, parecendo uma princesinha.
Minha mãe precisou viajar e deixou as crianças comigo. Quando ela foi se despedir do meu irmão mais novo, ele disse:
– Eu achei que iria passar todos os dias da minha vida com você.
(João Pedro, 5 anos)
Eu estava tentando fazer minha filha ler a coleção do Harry Potter, mas ela não estava afim. Então eu aproveitei que o filme que ela queria ver estreou e disse:
– Se você ler o primeiro livro até a página cinquenta eu levo você ao cinema.
Decepcionada, respondeu:
– Deixa pra lá, mamãe.
– Por quê?
– Eu prefiro deixar de fazer uma coisa que eu gosto, do que fazer uma coisa que eu não quero.
(Tyffane, 10 anos)
– Mamãe, o Pluto, nosso cãozinho, já é adulto?
– Já sim, meu filho.
– Então arruma uma namorada para ele.
E o Henrique interrompeu:
– Mas ele nem tem emprego ainda.
(Heitor, 7 anos e Henrique, 9)
Procurávamos um restaurante para almoçar, quando sugeri:
– Mãe, por que “reunião de pais” se só vão as mães?