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Constipação

André me disse: 
– Mãe, estou com “visão de ventre”.
Rebeca corrigiu imediatamente: 
– Não é “visão de ventre”, é “prisão de vento”.
(André, 10 anos e Rebeca, 6)
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Autoconhecimento

Hoje à tarde a Olívia acordou, peguei no colo, levei para o sofá para tirar a fralda dela e ela falou: 
– Acho que não tem cocô. 
Não tinha mesmo. Aí botei a calcinha e perguntei: 
– Você quer banana com aveia? 
– Nãão!  
– Quer suquinho? 
– Nããão! 
– Então você quer o quê? 
E toda sorridente respondeu:
– Um beijinho.
(Olívia, 2 anos)
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Inocente ou culpado?

Estávamos nos preparando para ir à praia e o João Arthur queria uma roupa de banho que não cabia mais nele. Extremamente irritado, falou:
– Mamãe, a culpa é sua, que me dá almoço todo dia.

 (João Arthur, 5 anos)

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Compartilhando

Estava fazendo o dever de casa com minha filha, o exercício pedia: “Complete a frase: Papai deu rosas para a mamãe e ela colocou no ___________”

A resposta certa seria: vaso.

A resposta dela foi: Facebook.

(Clara, 6 anos)

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Outubro Rosa

Depois do banho eu estava escolhendo uma roupa para sair, quando minha irmã parou ao meu lado, ficou me olhando e perguntou:
– Você já apertou o seu peito?
Sem entender nada, perguntei:
– Por quê?
– Você tem que massagear o seu peito para ver se não tem nenhum nódulo, pois pode virar até câncer! E enquanto ela me falava isso, estava “apertando” o peito dela para me ensinar como fazer.

(Valentina, 5 anos)

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Direitos e deveres

Fizemos umas festinha surpresa para a nossa priminha. Na hora do parabéns a mãe dela perguntou:
– Filha, quando as pessoas fazem algo que a gente gosta muito, o que se diz? Obri…
– …gação?!

(Márcia, 7 anos)

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Feliz dia dos professores

Hoje é dia dos professores e aí rolou o seguinte diálogo:
– Mãe, não esquece de comprar os presentes dos professores.
– Sim, sim. Fala o nome de todos para eu não esquecer?
– Lu, Cati, Felipe e Rita. Não esquece da Rita.
– Tá bom, Isabel.
– Mãe, tem a Natália também. Ela fica comigo na hora do sono. E tem a Aline, não esquece da Aline. E os professores da natação.
– Nossa, Isabel. Mas aí é muito presente.
– Eu sei. Mas eu gosto de todos. E agora tem a professora de inglês.
– E como chama a professora de inglês, Bel?
– Não lembro… Ah, já sei! É “Titcha”.

(Isabel, 4 anos)

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Ossos do ofício

Meu filho chegou da escola cheio de novidades:
– Mãe, hoje tivemos uma aula diferente.
– Ah é, filho?! Como foi?
– A tia levou um esqueleto para a sala.
– Jura?
– Mas não se preocupe, mãe. Ele estava morto.

(Murilo, 6 anos)

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Comer rezando

Somos nordestinos e minha filha é fã de cuscuz. Se fosse por ela, só comeria isso todos os dias. Hoje, o irmão perguntou:
– Tetê, tu não cansa de comer cuscuz?
– Não, eu como sentada.

(Miguel, 9 anos e Estela, 3)

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Serviço completo

Estou grávida de 7 meses e depois de ser observada por uns segundos, o Kaique me perguntou:
– Quem colocou o bebê aí dentro?
– Foi seu tio.
– Mas com osso e tudo?

(Kaique, 4 anos)

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Sonho meu

– Mãe, por que a gente tem que dormir?
Meio sem querer prolongar o assunto, respondi:
– Para crescer.
Ele começou a chorar e disse:
– Eu não quero crescer, eu gosto de ser criança.

(Gustavo, 5 anos)

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Porta treco

Fui passar o fim de semana na casa da minha tia e, na hora de deitar, minha priminha foi dormir comigo. Quando acordou, ela viu meu sutiã ao lado da cama e perguntou:
– Prima, você tira o sutiã para dormir?
– Tiro, Duda.
Espantada, ela questionou:
– Mas onde você guarda seus peitos enquanto isso?

(Maria Eduarda, 5 anos)

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Nome aos bois

– Quero gelatina, vovó!
Minha mãe abre o armário, encontra o último pacote de gelatina e diz:
– Teve sorte, Helena!
Chorando ela responde:
– Eu não quero sorte, quero gelatina.

(Helena, 2 anos)

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Mãe é quem cria

Gabriel e suas dúvidas:
– Mãe, “filho da mãe” é palavrão?
– Não é palavrão. Mas, dependendo da sua intenção, você está xingando a pessoa.
E ele com cara de espanto, falou devagar:
– Mãe, mais o filho não é da mãe?!

(Gabriel, 7 anos)

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Hortelã

– Qual o nome daquela água que fica na boca?
– Saliva?!
– Isso. Acho que a minha está vencida.
– Por quê?
– Porque está com gosto ruim.

 (Monize, 8 anos)

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Maternidade

Aurora adora os animais. Tanto insistiu que conseguiu que eu arrumasse uma cachorrinha para ela. Percebi que tudo que comia ela oferecia à Leona, nossa cachorra. Chamei ela no canto e comecei a explicar que a alimentação e vida dos animais era diferente da nossa. Nem tudo que nós comemos os animais poderiam comer e nem tomar banho todos os dias. Ela com ar sério questionou:
– Mamãe, quem é a minha mãe?
– Eu.
– Então, não é a senhora que diz como eu devo fazer tudinho? Deixa a Leona comigo. Sou responsável com meus filhos também, igual você.

(Aurora, 4 anos)

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Tudo que você disser…

A minha irmã vira para o meu sobrinho e fala:
– Vitor, não pode roer a unha. Está cheio de bicho morto debaixo dela e eles vão comer toda sua barriga!
Ele com um olhar de desdém e com uma voz serena questiona:
– Mãe, como eles vão comer minha barriga se estão todos mortos?

(Vitor, 4 anos)

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Meio de comunicação

Ontem à noite eu estava ensinando o Lucas a rezar.
Ele juntou as mãozinhas, fechou os olhos e repetiu tudo o que eu disse. Ao terminar, ele abriu os olhos, virou para o pai e disse:
– Papai, não é que eu mandei uma mensagem de voz para o Papai do Céu?!

(Lucas, 4 anos)

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Ctrl+c Ctrl+v

Enquanto estava arrumando minha filha, olhei para ela e disse:
– Filha, você se parece tanto comigo.
E ela me respondeu:
– Ô, mãe, mas a gente nem é irmã.

(Maria Liz, 4 anos)

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Livre estou?

Minha filha estava no quarto cantando uma das músicas do filme Frozen, quando de repente falou: “Posso te falar uma coisa louca? Quer casar comigo?”
Nisso, o pai dela gritou lá da sala:
– O que você disse, Clara?!
E ela disfarçou:
– Ops! “Let it goooo…”.

(Clara, 4 anos)

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Lá vai o sol…

Alice, com terçol no olho, me perguntou:
– Mamãe, esse “pôr do sol” já está indo embora, né?
– Esse o quê, Alice?
– Esse pôr do sol no meu olho. Já está sarando, né?

(Alice, 5 anos)

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Retomada

Ao assistir um comercial de uma dessas bonecas caras, Luisa chamou o avô e disse:
– Vô, eu quero essa boneca, mas não precisa comprar agora, pode esperar passar a crise.
  
(Luísa, 5 anos)
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Frio na barriga

– Victória, você sabe qual é a parte do seu corpo que eu mais adoro?
– Não, mamãe.
– O coração.
Ela, sorridente, retrucou:
– Mamãe, você sabe qual é a parte do seu corpo que eu mais adoro?
– Não, meu amor.
Virou para mim, com uma carinha apaixonada e disse:
– O intestino.

(Victória, 5 anos)

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O tempo não para

– Tia, aquela é sua televisão?
– É. Está estragada.
– E quem estragou?
– O tempo. Ele passou e ela parou de funcionar.
– E você não tentou parar o tempo?

(Arthur, 3 anos)

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Tarja preta

– Bia, leve esse remédio para o seu pai lá no quarto? Mas não vai comer, hein?! Se você comer você vai morrer!
– Mas, mãe…
– Leva logo, Bia!
Depois de uns minutinhos, ela volta, pálida, estranha. Perguntei:
– Levou o remédio ao seu pai, Bia?
– Levei sim, mãe. Mas ele não morreu. Está lá sentado.

(Beatriz, 4 anos)

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Homem objeto

A bolinha de gude caiu num lugar bem difícil de pegar e o papai falou para o Heitor:
– Por que você não usa alguma coisa pra te ajudar a pegar a bolinha?
E ele respondeu prontamente:
– Eu já sei! Que tal um adulto?

(Heitor, 4 anos)

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Água pura

Estávamos na cozinha e meu filho me pediu para beber água. Dei um copo e ele perguntou:
– Mãe, essa água é morta?
– Hum, por que você está perguntando isso, Gustavo?
– Porque minha professora disse que água viva mata!

(Luís Gustavo, 4 anos)

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Dona Flor

Estávamos conversando no carro, na volta da escola, quando o Matheus falou:
– Eu não namoro mais com a A.J.
– Por que, Matheus? Eu gosto tanto dela.
– Porque agora eu namoro outra menina da minha sala nova. Ela é muito legal.
Fez vários elogios à menina e depois completou:
– E ela tem mais sete namorados – disse, fazendo as contas com os dedos.
– Mas, Matheus, isso não é legal. É bem melhor namorar só uma pessoa, aí você se dedica mais.
– Eu sei, mãe. Eu também acho. Mas ela é que tem um monte de namorados. Eu só tenho ela.

(Matheus, 6 anos)

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Hóspede

Minha afilhada foi dormir em casa e meu pai perguntou para ela:
– Posso dormir com você, Laura?
– Não, eu tô acordada.

(Laura, 2 anos)

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Perfil

O André disse:
– Mãe, se um dia a gente tiver um restaurante eu quero ser o garçom.
E você, Rebeca, quer ser o quê?
– Quero ser a cliente.

(André, 10 anos e Rebeca, 6)

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Feedback

– Enrico, hoje você vai dormir na sua cama.

– Por quê?
– Porque a mamãe e eu precisamos conversar.
– Vocês vão fazer um coaching?
(Enrico, 5 anos)
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Quase lá

Eu e meus dois sobrinhos estávamos caminhando pela rua, quando o Moisés, segurando as minhas mãos, olhou para mim todo galanteador e disse:
– Tia, eu e você, fimose.
Eu, sem entender, perguntei:
– O quê, Moisés?
– Eu e você, fimose. Não sabe o que é fimose, tia?
Assustada, perguntei:
– O que é fimose?
– É “para sempre” em inglês, tia.
Então o Gustavo, indignado, corrigiu:
– É forever, moleque. Fo-re-ver!

(Moisés, 7 anos e Gustavo, 11)

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Anfitrião

Minha mãe é professora de uma escola e com a chegada da primavera eles arrumaram a sala para deixar mais colorido. Um aluno reclamou:
– Tia, nem conheço essa sua prima Vera. Não tenho obrigação de arrumar a sala pra ela vir aqui.

(Victor, 6 anos)

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Teste de gravidez

Sou professora e na minha gravidez eu não sabia o sexo do bebê. Uma aluna me questionou:
– Prô, você ainda não sabe se é menino ou menina?
– Ainda não. Só no mês que vêm.
– Você fez o exame do xixi?
– Fiz.
– Tinha um tracinho ou dois?
– Tinham dois tracinhos.
– Aaahhh, então é menina. Minha mãe disse que quando tem dois tracinhos, sem dúvida, é menina.

(Gabriela, 7 anos)

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Observação

Estava na sala, com crianças de 4 anos, e comecei apontar os lápis de cor.
Algumas se aproximaram e logo estavam questionando como apareceria a ponta no lápis apontado. Depois de algumas suposições, uma menininha que até o momento ficou só olhando, falou:
– Ah, vocês não estão vendo? A tia coloca o lápis dentro do apontador e espera. Aí a ponta nasce.

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Compensação

– Papai, não quero que minha mãe doe minhas roupas.
– Mas filha, as roupas não cabem mais. Você tem que dividir com uma amiguinha que não tem roupas.
– E porque ela não tem roupas?
– Porque o papai dela não teve dinheiro para comprar.
– Então você divide o seu cartão como ele.

(Júlia, 3 anos)

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Coração de mãe

Minha mãe é professora do ensino fundamental numa escola da zona rural, no interior de Pernambuco e estava explicando sobre as olimpíadas no Brasil. Depois de mostrar todos os países do mundo no mapa mundi, ela disse:
– Pessoas do mundo inteiro virão ao Rio de Janeiro para assistir aos Jogos.
Então o Lucas perguntou:
– E eles vão caber aqui, professora?

(Lucas, 6 anos)

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Vocação

Um dia, meu sobrinho conversava com seus pais tentando entender o porquê de alguém que não precisa mais estudar, optar por continuar estudando. Seu pai explicou que a faculdade servia para que as pessoas pudessem aprender a fazer algo legal para depois trabalhar com isso e ganhar dinheiro. Ele refletiu um pouco e disse:

– Ah, entendi! Tipo entregador de pizza, né?

(Lucas, 7 anos)
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Soletrando

Minha afilhada veio aqui em casa. Eu estava conversando com sua mãe, quando ela contou: 
– A Manuela aprontou!
– É, eu fiz M – disse Manu.
– M de quê, Manuela? – perguntei, curiosa.
– M de besteira!


(Manuela, 6 anos)