– Alice, quando começar a propaganda vamos tomar banho, ok?
– Mãe, eu também quero ter uma filha.
– Mesmo?
– Sim. Também quero ter alguém para mandar.
(Alice, 4 anos)
– Alice, quando começar a propaganda vamos tomar banho, ok?
– Mãe, eu também quero ter uma filha.
– Mesmo?
– Sim. Também quero ter alguém para mandar.
(Alice, 4 anos)
– Meu talento é brincar.
(Lorenzo, 3 anos)
– Mãe, tenho mais um dente mole.
– Ah não, Bruno. Será que você pode me fazer um favor de parar de crescer?
– Desculpe, mãe, mas seu bebê já era.
(Bruno, 5 anos)
Elisa estava brincando de grávida com o primo e carregava uma boneca embaixo da blusa. Depois de um tempo, Gustavo foi para outro cômodo da casa. Então, a Elisa chamou:
– Mamãe, todas as princesas moram no castelo da Cinderela, aqui na Disney.
Estava na casa da minha sogra com o meu sobrinho. Certa hora, meu namorado foi ao banheiro. Ele começou a demorar e eu comentei:
– Nossa, que demora!
Aí meu sobrinho disse:
– Ô, tia Fran, a mãe dele não vai subir pra limpar ele, não? Acho que ele ta é esperando.
(João Victor, 5 anos)
Meu sobrinho estava com soluço. Veio correndo e disse:
– Tia Fraaaaan, pega no meu coração?
– O que tem o seu coração?
– Ele tá tossindo.
(João Victor, 5 anos)
Estava fazendo uma pesquisa com estudantes de altas habilidades para entender sobre suas personalidades. Em uma entrevista, perguntei para um menino:
– Quais são suas atividades além de estudar?
– Eu gosto de ler.
– Que tipo de livro?
– Tipo análises sociais e filosofia.
Impressionado pedi um exemplo:
– Ah professor, tipo Diário de um Banana.
(11 anos)
Estava muito frio e meu chuveiro havia queimado. Por isso, tive que dar banho no meu filho usando um balde e uma canequinha, com água aquecida no fogão. Ele não parava de brincar e conversar, adorando a novidade. Então falei:
– Anda, Ryan, banho de caneca precisa ser rápido, tem que lavar só o básico!
– O quê?!
– Banho de caneca tem que ser rápido e lavar só o básico.
Ao que ele respondeu prontamente:
– Mas eu não tenho básico.
(Ryan, 4 anos)
Meu filho estava sentado ao meu lado no sofá e perguntou:
– Mamãe, você está com saudades de mim?
– Não, filho. Você está aqui ao meu lado. A gente só sente saudades de quem está longe.
Ele imediatamente corre para a outra ponta do sofá, vira pra mim e diz:
– E agora, mamãe? Você está com saudades de mim?
(Heitor, 3 anos)
Nina, num momento de reflexão:
– Mãe, você vai viver até que a morte nos separe?
– Com certeza, filha.
(Nina, 9 anos)
(Olivia, 1 ano)
Estava discutindo com meu irmão mais novo, quando ele falou:
– Eu vou brincar, sim.
– Vai uma ova!
– “Ova”, não. O-vo.
(Richard, 5 anos)
– Parece até que vamos para o Polo Morte!
(Catu, 3 anos)
A Isabela ficou encantada com o Google Tradutor:
– Mãe, eu vou escrever aqui: “minha mãe é chata”. Mas não precisa ficar triste porque vou ver em chinês e não em português, tá?!
(Isabela, 5 anos)
Como não tenho nenhum parentesco direto com o João, falei para ele, já tem algum tempo, que seria sua tia “emprestada” até quando ele quisesse. Hoje, tivemos o seguinte diálogo:
– Hoje você é minha tia.
Perguntei:
– Até quando?
– Até o fim dos números.
(João, 5 anos)
Meu filho me perguntou como se fala “porta” em inglês e eu respondi:
– Se fala “door”, filho.
Ele me olhou e disse:
– Ahhh, por isso que quando prendemos o dedo na porta, falamos “que door!”.
(Cairê, 7 anos)
– Mãe, “ouva” isso…
– Não é “ouva”, Isabela. É ouça.
– Tá bom. Está “oucino” agora?
(Isabela, 5 anos)
Diálogo entre a professora e os alunos:
– Minha voz está ruim hoje.
– Eu tenho várias “voz”. A vó Neuza, a vó Terezinha…
(Mariah, 2 anos)
Caio olha para seu bisavô sentado na poltrona e pergunta:
– Por que seu braço tá murcho?
O bisavô começa a chorar e diz:
– Tô velho. Tem que jogar fora, no lixo…
– Nããão. Eu gosto de braço murcho.
(Caio, 4 anos e seu bisavô 89)
– E “moon” em português, o que quer dizer?
– Vaca, né, professora?! Va-ca.
(Guilherme, 4 anos)
– Benjamin, quantos anos você tem?
– “Teis”.
– E depois do três vem o quê?
– Jááá!
(Benjamin, 3 anos)
Papo da noite na hora de escovar os dentes:
– Pai, hoje a gente leu a história do homem cabeludo na igreja.
– Ah é, filha?
– É, do Fofão.
O pai, sem prestar muita atenção, foi dando corda e concordando com a filha:
– É, filha, o Fofão era cabeludo mesmo e…
Até que a mãe gritou lá do quarto:
– É Sansão!
(Clarice, 4 anos)
Na volta do shopping, tivemos que pegar outra rota já que a via principal estava interditada por causa da neve. Liguei meu GPS e de repente meu filho começou a falar lá do banco de trás:
– Meu Deus do céu, estamos perdidos. Não vamos chegar em casa a tempo.
– A tempo de quê, meu filho?
– Eu não sei, mãe. Só a tempo.
(Eduardo, 7 anos)
– Vitória, o que é esse buraquinho na barriga?
– Umbigo.
– E se fossem dois buraquinhos na barriga?
– Seria “doisbigo”.
(Vitória, 5 anos)
Meu sobrinho estava com minha mãe no campo, quando ela se machucou. Vendo que começou a sangrar, ele falou:
– Calma, vovó. Depois de casar sara.
Já em casa, minha mãe perguntou:
– Mas como poderia sarar depois de casada se eu já me casei?
E ele respondeu:
– Eu sei, vovó. Era só para te acalmar.
(Murilo Gabriel, 5 anos)
– É um leão – disse o Daniel fazendo careta de leão.
– Na verdade é uma onça, filho – disse a mamãe.
– Não é! É um “onço”, não está vendo que é um menino? Está até todo pintado – retrucou a Luisa.
Daniel (2 anos) e Luisa (5 anos)
Nina no laboratório, depois de fazer um raio-x:
– Papai, eu olhei na foto que o médico tirou de mim mas não vi Jesus lá dentro.
(Nina, 4 anos)
– Mamãe, estou com uma dor nas dobradiças das minhas pernas.
(William, 3 anos)
Estava muito frio. O Rafa tinha que tomar banho e foi direto para o banheiro, sem levar nada. Eu o chamei e disse que tinha uma sugestão:
– Pegue a roupa que vai usar depois para já vesti-la no banheiro e não ter que sair pelado pela casa até o quarto, passando frio.
Ele então me disse:
– Ótima sugestão, Zeize. Obrigado. Merece um abraço, um abraço de uma hora.
Ele veio e me abraçou. Então eu disse que era melhor ele ir logo tomar banho, mas que depois eu iria cobrar meu abraço de uma hora. E ele:
– Ah, mas sabe como é, o imposto tira a metade.
(Rafael, 9 anos)
– Vovó, você tem namorado?
– Não, não tenho, Vitoria.
– Não se preocupe. Eu vou arranjar um para você, bem velhinho, igual a senhora.
(Vitoria, 5 anos)
– Dinda, a dentista arrancou meu dente.
– Por quê?
– Porque doía muito.
– Hum, e agora não dói mais?
– Não sei.
– Como não sabe?
– Eu não estou mais com ele.
(Isabele, 5 anos)
– Tatá, achei um bicho na cozinha.
– Bruninho, você achou um grilo.
– Um grilo?
– Igual ao grilo do Pinóquio, um grilo falante.
– Não, Tatá. É um grilo pulante.
(Bruno, 4 anos)
João Pedro fez um pequeno machucado no dedo e acabou saindo a pele.
Então, de manhã, meus dois filhos estavam na minha cama e o Julio, de apenas 4 meses, pegou na mão do João. Na hora o João tirou a mão e disse:
– O maninho, não mexa no meu dodói. Está faltando peça.
(João Pedro, 2 anos)
– Ah, filha. Você é um amor. Nem sei como te agradecer.
– Ah, mamãe, é fácil. Eu te ensino. Você diz “obrigado” e eu respondo “de nada”. Assim.
(Nina, 2 anos)
Meu filho Isaque recebeu um amigo em casa e na hora do lanche falei:
– Hoje cada um faz seu lanche e lava sua louça. Ok?
O Edú topou mas o Isaque falou:
– Ah, não. Eu não quero lavar a louça.
– Vai lavar, sim. Cada um lava a sua, filho.
– Ah, pai. Eu não gosto de lavar a louça.
A Thais também entrou na conversa:
– Gostar, também não gosto, mas precisa lavar. É a vida.
– Mas a vida precisa ser mais do que isso.
(Isaque, 10 anos)
Quando eu tinha 40 anos, nasceu minha filha Clara e com o passar dos anos eu disse para ela:
– Ihhhh! Quando você fizer 10 anos a mamãe vai fazer 50!
Na mesma hora ela saiu com essa:
– Então você vai ser minha avó?
(Clara, 4 anos)
– Rodrigo, já está tarde. Vá dormir.
– Ah, mãe, não. Se eu for dormir agora e você não for, eu vou chegar lá no amanhã primeiro e vou ficar sozinho.
(Rodrigo, 3 anos)
– Mãe, hoje eu tive aula de karatê na escola. É assim, ó…
Depois de fazer alguns movimentos com seu jeitinho de criança, falei:
– Filha, acho que isso é aula de judô.
– Não, mamãe, ele não ajudou. Ele ensinou.
(Estela, 4 anos)
– Lara, desça da cadeira. Você vai cair.
Ela nem me respondeu.
– Lara, eu vou tomar essa cadeira de você.
– Não.
– Então você vai tomar cuidado?
– Vou. Vou tomar tudo.
(Lara, 4 anos)
O Caique estava aprendendo a olhar aqueles encartes de propaganda. Então, apontou para um brinquedo do encarte e pediu:
– Tia, dá esse brinquedo pra mim?
– A tia não tem dinheiro pra comprar presente pra você, querido.
Ele logo disse:
– Não precisa vir de presente, não. Pode vir na sacolinha mesmo.
(Caique, 3 anos)
Conversando com a minha prima, comentei:
– Isa, que legal! Você fez tatuagem de henna?
Ela prontamente respondeu:
– Não, de borboleta.
(Isabella, 6 anos)
Em nossa oficina Da Horta para a Mesa, estávamos conversando sobre a horta, colhendo cenouras e beterrabas, quando perguntei ao aniversariante:
– Você gosta de cenoura?
E ele respondeu com toda a sinceridade de uma criança aos 3 anos:
– Eu prefiro chocolate!
– Carlos, tu não gosta de leite de vaca?
– Nããão. Eu só tomo leite de caixinha.
(Carlos, 7 anos)
– Heloísa, já falei dez vezes para colocar o tênis. Por que ainda está sem tênis?
– Ué?! Porque você ainda não pegou o tênis pra mim.
– Ah, tá! Então você só põe o tênis se eu pegar? E se eu morrer você vai fazer o quê?
– Vish, mãe! Acho que vou usar só chinelo.
(Heloísa, 5 anos)
Pedro estava mascando chiclete e depois de um tempo o pai perguntou:
– Pedro, cadê seu chiclete?
– Caiu.
Já procurando pelo chão e entre as cobertas, o pai perguntou:
– Onde caiu? Você engoliu, Pedro?
– Eu não engoli. Ele caiu bem aqui, na minha garganta.
(Pedro, 3 anos)
Eu estava dirigindo com a Nicolle na cadeirinha atrás, quando ela disse:
– Nossa, mãe, você dirigi muito mal.
Brava, perguntei:
– O que você disse, Nicolle?
– Não, mãe. Eu quis dizer que a mulher que trabalha na minha creche dirigi mal.
(Nicolle, 3 anos)
Deixei meu namorado na casa dele e levei minha filha junto. Voltando para casa o papo foi assim:
– Mamãe, por que o tio Daniel foi embora?
– Porque ele tem que ensaiar com a banda dele, filha.
– Ah, entendi. Ele toca o quê, mamãe?
– Ele toca baixo.
– Mas, mamãe, isso tá errado. Se ele tem uma banda ele tem que tocar alto. Se ele tocar baixo ninguém escuta!
(Bárbara, 5 anos)
A Pietra estava espirrando. Então, como eu vivo chamando a atenção dela para não ficar sem blusa, eu disse:
– Vaaaiii!
– Por que você não fala “saúde”, que é muito mais sensato de se falar para os outros?
(Pietra, 5 anos)
– Vicenzo, o que é isso na parede? A mamãe não te explicou que não pode escrever nas paredes?
– Mas, mãe, tá escrito: “Mãe, eu te amo”.
(Vincenzo, 4 anos)