– Thamara, meu pai foi no médico do coração.
– Foi, Samara? O que ele tem?
– Partiram o coração dele.
(Samara, 3 anos)
– Thamara, meu pai foi no médico do coração.
– Foi, Samara? O que ele tem?
– Partiram o coração dele.
(Samara, 3 anos)
– Mãe, alguém já viveu mais de 100 anos?
– Sim, várias pessoas.
– E mais de mil anos?
– Não.
– Nem Deus?
– Bom, nem todos acreditam em Deus, eu mesma não acredito e…
– Deus existe, sim!
– E como você sabe?
– Ele é como açúcar no suco: você não vê, mas sente.
(Larissa, 5 anos)
Estudando geografia com as filhas, perguntei:
– Meninas, quais os movimentos da terra?
– Rotação e inflação.
(Helena, 6 anos)
Enquanto eu amamentava minha filha recém nascida, escorreu um pouco de leite branquinho e o meu mais velho perguntou:
– Não tem Nescau materno, mamãe?
(Gabriel, 4 anos)
– Mãe, me dá um irmãozinho, desses que vem prontos? Esses da barriga demoram muito para chegar.
(Pietro, 3 anos)
Minha sobrinha estava no banheiro fazendo cocô e quando terminou, gritou:
– Acaaaabeeeeeei! E acabou o papel “nojênico”!
(Lígia, 4 anos)
Eu estava vendo um clipe da Lady Gaga com meus irmãos e a Bia falou:
– Ná, tá vendo que ela fica repetindo as coisas na música dela? Esse “ma ma, rô ma ma”?
– Hum… e aí?
– Ela faz isso porque é gaga. Por isso que se chama Lady Gaga, né?
(Beatriz, 7 anos)
A Carol estava tomando banho com sua irmã mais velha, que possuía seios bem grandes. Então, a irmã perguntou:
– Carol, quando crescer você vai querer ter bastante seio?
Depois de um olhar sobre si mesma, ela respondeu:
– Não, só dois.
(Carol, 3 anos)
– Pai, quebrou o meu carrinho. Você conserta?
– Claro, filho. Eu conserto.
– Nossa, pai, você é muito prestativo.
– Sério, filho?
– É.
– Mas vem cá, porque eu sou prestativo?
– Ah, é porque você empresta as coisas para as pessoas.
(Allan, 3 anos)
– Que flor linda dentro do copo. De quem é?
– Eu trouxe pra Tatá, da escola.
– Ah. E a minha?
– Faz assim, mãe, corte a flor no meio.
(Pedro, 05 anos)
A Luiza atendeu uma ligação:
– Oi, Lú. Seu pai tá aí?
– Não. Ele foi levar a Dori no veterinário.
– Ué, mas o seu pai não é veterinário?
– É, mas ele está no horário de almoço.
(Luiza, 7 anos)
– Bom dia, Pedro!
– Bom dia nada. Eu tô dormindo ainda.
(Pedro, 4 anos)
Olívia estava fazendo a lição de casa enquanto Luisa desenhava ao seu lado. Olívia parou, pensou um pouco e me disse:
– Mamãe, já sou crescida e não me importo mais de perder se estou jogando. Faz parte, né?
– É, sim, filha.
Luisa logo disse:
– Eu também, eu também, mamãe. Já sou grande e não me importo nem um pouco se você perder.
(Olívia, 7 anos e Luisa, 4)
Eu expliquei o motivo da manifestação do povo brasileiro para o Pedro. E ele concluiu:
– Mãe, esses políticos pegam o nosso dinheiro e não usam pra fazer coisas para nós. Eles não deveriam ser presos? Isso não é roubar?
(Pedro, 6 anos)
Durante um café e muita conversa, a tia Lene questionou:
– Quando foi que Jesus nasceu?
– Quando a gente ainda estava morto.
(Brenda, 7 anos)
Meu filho cantando:
– “O cravo brigou com a rosa, debaixo de uma sacada…”
– Mãe, eu sou o cravo.
E eu, prontamente perguntei:
– E eu sou a rosa, filho?
– Não, mãe. A rosa é a Anna, minha colega da escola. Xiii, mãe… você vai ter que ser a sacada.
(João Pedro, 5 anos)
Depois do banho, eu estava ajudando o Bernardo se trocar e ele me pediu pra que não colocasse a calça do pijama daquela maneira.
Eu questionei:
– Bernardo, você é cheio de manias, né?
– Foi Deus quem me fez assim.
(Bernardo, 5 anos)
A avó perguntou para a neta:
– Julinha, ainda está fazendo o curso de inglês?
– Uhum.
– Já está conseguindo falar em inglês?
– Sim. Mas eu estou de férias.
(Julia, 11 anos)
Alicia passeando no centro da cidade comigo quando uma senhora nos abordou e disse:
– Que Deus abençoe essa princesa mais linda.
Eu agradeci o elogio e perguntei para Alicia:
– Você não se cansa de ser linda?
Super séria, ela respondeu:
– Não, eu acho normal. Se você também fosse se cansaria?
(Alicia, 6 anos)
Percebi que a Ana apertava as perninhas, uma na outra, como as meninas fazem quando querem segurar o xixi. Então perguntei:
– Ana, quer fazer xixi?
– Não, tia.
– Tem certeza que você não vai fazer xixi nas calças?
– Sim, estou de vestido.
(Ana, 4 anos)
Estou assistindo um filme legendado com o meu filho e ele pergunta:
– Mãe, o que significa “I don’t know”?
– Eu não sei.
– Eu também não, mãe.
(Lucas, 7 anos)
– Carol, o que tu vai ser quando crescer?
– Atriz. Igual minha prima Bia.
– Mas, Carol, a Bia não é atriz.
– É, sim. Todo mundo chama ela de Beatriz.
(Carol, 4 anos)
Estava conversando com a minha irmã caçula e contando algo que eu havia feito na infância, até que ela me perguntou:
– Quantos anos você tinha?
– Onze anos.
– Que legal! Eu nunca tive onze anos.
(Monize, 7 anos)
– Mãe, às vezes dá vontade de gritar: “Fora, Dilma!”. Mas eu ainda prefiro a política do que a guerra.
(Nina, 8 anos)
– Ana, o seu chocolate é o meio amargo, né? É desse que você gosta?
– Não. Eu gosto dele inteiro amargo.
(Ana Luíza, 5 anos)
Somos de Minas Gerais e fomos para uma praia em Santa Catarina. Depois de uns dias, perguntamos para a Giovana se ela estava gostando e ela respondeu:
– Estou, sim. Mas quando vamos voltar para o Brasil? Eu acho que a vovó está com saudade de mim.
(Giovana, 5 anos)
No quintal da casa da avó, enquanto espantava as galinhas para longe:
– Eu tenho medo de aves. Mas de passarinho, não. Só de aves.
(Ana Clara, 3 anos)
Certa noite, viajávamos de carro e eu mostrava as constelações no céu para as crianças. Na época, a moeda havia mudado recentemente e a Débora, muito atenta, me perguntou:
– Mamãe, o Cruzeiro do Sul agora é Cruzado do Sul?
(Débora, 6 anos)
Todas as noites, faço uma oração com meu filho. Como ele ainda é pequeno, peço que repita as palavras que eu digo. Então comecei:
– Papai do Céu…
E ele repetiu:
– Papa o chéu.
Eu disse:
– Obrigado…
E ele:
– De nada.
(Calebe, 2 anos)
Alisson é bem encanado com a morte e assistindo ao filme ele perguntou:
– Ele vai morrer?
– Não. Ele é o principal.
Admirado e com um esboço de sorriso, questiona:
– A gente é o principal?
(Alisson, 5 anos)
Maria Letícia estava brincando com suas bonequinhas e disse para uma delas:
– “Não precisa ter ciúmes…”
Fiquei curioso e perguntei:
– Lê, o que é ciúmes?
Ela, com a resposta na ponta da língua, disse:
– Ciúmes é quando a gente tem alguém no coração muito forte.
(Maria Letícia, 3 anos)
Eu e a Maria Vitória estávamos vendo o filme da Bela Adormecida e ela me perguntou:
– Ana, você tem um namorado, igual a Bela?
– Não, Mavi. Ainda não tenho.
– Eu tenho. Quando você tiver um, vamos sair de casal?
– Vai demorar pra eu ter um namorado.
– Aninha, se demorar te empresto o meu.
(Maria Vitória, 5 anos)
– Mainha, o computador de Manú é tão rápido, que parece que saiu da concessionária agora.
(Henrique, 13 anos)
Orando com a mãe antes de dormir, minha neta sempre repete o que a mãe fala, frase por frase.
Num certo dia a oração teve um desfecho que ela não concordou. Depois de repetir: “Senhor, cuida de nossas vidas, nossa família, blá blá blá e me faça digno para morar em sua casa”, Cecília, quase chorando, olhou sério pra mãe e disse:
– Isso não vou falar, não.
A mãe questionou:
– Por que não, filha?
– É porque eu quero continuar morando aqui, com vocês.
(Cecília, 4 anos)
Estava fazendo o jantar, quando chega a Maria Eduarda:
– Mamãe, posso te ajudar a fazer a comida?
– Pode, filha. Pegue uma colher para a mamãe mexer o arroz.
– Uma colher de pau, mamãe?
– De preferência, filha.
Segundos em silêncio e ela pergunta:
– Mamãe, o que é uma colher de preferência?
(Maria Eduarda, 6 anos)
– Mãe, eu tenho um amigo gafanhoto.
– O quê, filho?
– Gafanhoto, mãe. Meu amigo da escola é gafanhoto.
– Filho, desculpe, mas a mamãe não entendeu. Ele é muito magrinho?
– Não, mãe. Gafanhoto porque ele escreve com a mão errada.
(Luca, 6 anos)
As irmãs, Laura e Marianna, correram para entrar no carro e como dois corpos não ocupam o mesmo espaço, quase se machucaram. A mãe deu uma bronca, colocou as duas afastadas no banco de trás e mandou que elas pensassem no que fizeram.
Marianna com cara de preocupada diz:
– Mãe, como é que faz pra pensar?
(Laura, 6 anos e Marianna, 3)
Antes de dormir o Noah perguntou:
– Talita, Deus também dorme?
Quando eu iria responder a Mehlanie disse:
– Claro que não! Deus nem pisca pra poder olhar pra gente.
(Noah, 8 anos e Mehlanie, 6)
– Mamãe, se o papai plantou uma sementinha em você, por que eu não sou uma fruta?
(Alice 4 anos)
A escola convidou minha filha para ser a atriz principal da peça de fim de ano “A joaninha sem pinta”. Então perguntei:
– Rayssa, você topa ser a joaninha na peça?
– Tá. Mas como é?
– Ah, a joaninha é tristinha porque as outras joaninhas tem pinta, mas ela não. Aí…
– Nããão! Não posso ser a Joaninha!
– Por quê?
– Uai, porque eu sou muito feliz!
(Rayssa, 3 anos)
Amanda leu toda a coleção Diário de um Banana e só depois assistiu ao filme. Ficou espantada e comentou:
– Mãe, os atores são iguaizinhos aos dos livros, só a voz deles é diferente.
(Amanda, 8 anos)
– Pai, você sabia que no bolo de laranja coloca-se suco de laranja em vez de leite?
– Não, filho. Eu não entendo nada de culinária.
– Mas, você não trabalha na “Receita” Federal?!
(Luiz, 9 anos)
Estava na farmácia, entra uma senhora com um menino e ela cumprimenta o farmacêutico:
– Boa noite, Luiz. Tudo bem?
– Boa noite, senhora.
Então ela pede para que o neto também o cumprimente e o Felipe fala:
– E aí, Vacilão!
A avó fica vermelha, roxa, azul e sem saber onde enfiar a cara, diz:
– Felipe, pelo amor de Deus, peça desculpas.
– Ai, vovó. O nome dele é Vacilão. Meu pai sempre chama ele assim.
(Felipe, 4 anos)
Dei para minha filha um calendário que ganhei no mês de janeiro.
Ela ficou um bom tempo olhando e resmungando. Então, perguntei:
– Está vendo quando cai seu aniversário, Helen?
– Mãe, estou vendo aqui o mês de dezembro. O Natal cai no dia 25, de novo. E o Réveillon, no dia 31. Igual este ano. É muita coincidência.
(Helen, 9 anos)
Encontrei duas crianças brincando na piscina. O David de 4 anos, loiro de olhos verdes e a Ana de 7 anos, cabelos e olhos castanhos.
Como eram bem diferentes, perguntei para o David:
– É verdade que vocês são irmãos?
– Sim.
– Mas são tão diferentes.
– É que não somos gêmeos.
(David, 4 anos)
Meu filho foi tirar foto no estúdio com a mãe, a irmã e a avó.
Quando acabou, a moça do estúdio perguntou se alguém queria que consertasse alguma coisa no Photoshop. A mãe pediu pra tirar uma espinha e a avó pediu pra tirar uma pinta do nariz. Então perguntou para o Gabriel e ele respondeu:
– Pode tirar a vovó Meire.
(Gabriel, 3 anos)
Antes de dormir, já no final da oração, pergunto para meu filho:
– O que você quer falar para o Papai do Céu?
– Mamãe, você fala com o Papai do Céu e eu falo com o Papai Noel.
(Gael, 4 anos)
Fui a um chá de bebê com minha filha. Ela parou em frente a gestante e perguntou:
– Keila, como você colocou o neném aí dentro? Você “goliu” ele?
(Pyetra, 3 anos)
– Filho, se eu tenho uma banana e ganho mais uma, eu fico com quantas?
– Com muitas. Porque você disse que se eu tenho dois brinquedos eu tenho muitos.
(Victor, 4 anos)
Eduardo foi a uma festinha de aniversário no paintball. Na volta perguntei:
– Como foi a festa, Edu?
– Teve lanche, coxinha, bolo, brigadeiro.
– Ok. E o paintball, em si?
– Não foi em si, mãe. Foi em grupo.
(Eduardo, 09 anos)