Estávamos brincando de massinha e eu falei:
– Olha, filha, a mamãe fez uma Cacatua!
– Uma Caca-minha?!
(Stella, 2 anos)
Estávamos brincando de massinha e eu falei:
– Olha, filha, a mamãe fez uma Cacatua!
– Uma Caca-minha?!
(Stella, 2 anos)
Depois de pegar um caminho novo e entrar em uma rua sem saída, Helena chegou a conclusão:
– Mamãe, nós estamos em um “bacon” sem saida!
(Helena, 5 anos)
Nina abriu a porta do elevador pra gente e o pai entrou primeiro do que eu. Na hora, ela o repreendeu:
– Papai! Primeiro as damas e depois os cavalos!
(Nina, 9 anos)
– Filha, vou te inscrever no programa de calouros da TV. Você faz muito melhor do que a menina que ganhou.
– Mamãe, eu não gosto disso!
– Mas você é muito talentosa!
– Não é isso. Não gosto de você ficar falando mal das pessoas.
(Suzana, 7 anos)
Miguel vai ganhar um irmãozinho em alguns meses.
– Mamãe, o meu irmão está do tamanho de que?
– Nesta semana, do tamanho de um limão.
– Ah tá. Então, é um “lirmão”!
(Miguel, 5 anos)
Lucas levou uma bronca e ficou triste. Minutos depois, perguntei se eles queriam cuscuz. Pedro, rapidinho, disse que sim. E o Lucas emendou:
– Eu quero. Cuscuz é bom pra passar a tristeza.
(Pedro e Lucas, 5 anos)
Levamos nossa sobrinha em uma viagem com a gente e perguntamos:
– E aí, Helena. Pronta para viajar?
– Sim! Eu estou muito “folgada” para ir! – disse ela, toda empolgada.
(Helena, 4 anos)
– Mamãe, o que é signo?
Respiro fundo…
– Nossa, filha, como eu te explico isso?
– Minha amiga falou que ela era de touro e a outra falou que era um bicho estranho… Tipo capivara com unicórnio.
(Carolina, 7 anos)
Dudu estava no banho e me chamou:
– Mãe, preciso de outro shampoo!
– Por quê? Usa esse mesmo.
– Não dá! Aqui tá falando que esse é pra cabelos secos e eu já molhei o meu.
(Eduardo, 10 anos)
– Mamãe, eu nunca quero virar adulta.
– Mas por que, filha?
– Porque ser adulto deve ser muito chato. Você e o papai não tem nenhum brinquedo nessa casa.
(Duda, 5 anos)
Estávamos no elevador quando entrou uma mulher carregando um pacote de bombons e ofereceu um para o Cauã. Rapidamente, ele esticou a mãozinha para pegar um. Em seguida, eu o cutuquei e falei:
– Como é que se diz?
E ele:
– Tem mais?
(Cauã, 3 anos)
Maju estava no banho e eu comentei:
– Maju, lava esse pé direito!
E lá do chuveiro, ela perguntou:
– E o esquerdo, tia?
(Maria Julia, 5 anos)
Meu sobrinho veio passar uns dias com a gente e viu o jornal entregue na porta de casa. Quando abri para ler, ele comentou:
– Nossa! Eu nunca tinha visto um jornal na vida real.
(Felipe, 9 anos)
Lorena pegou o celular da mãe para enviar mensagens de feliz ano novo para a família no Whatsapp.
– Mãe, posso desejar próspero no ano novo?
– Pode.
– Legal, vou colocar…
Trinta segundos depois:
– E o que significa “próspero”?
(Lorena, 11 anos)
Lilly passou a tarde do dia 31/12 com o primo e depois iriam se encontrar para a ceia de Ano Novo. Ao se despedirem, ela falou:
– Tchau, André. Até daqui a pouco na “Rebelião”!
(Lilly, 8 anos)
– Sinto uma amizade diferente por uma menina da minha sala.
– Diferente como?
– É amor, respeito, carinho… e coraçãozinho.
(Giovani, 6 anos)
Enzo insistia em me chamar de Danieli, até que eu falei que meu nome não é Danieli e sim “mamãe”. Certo dia, fomos a uma loja e a atendente perguntou o meu nome.
– Danieli – respondi.
Enzo puxou minha mão e disse:
– Viu como seu nome é Danieli?!
(Enzo, 3 anos)
Rafael estava brincando de montar blocos e, em cima dos blocos, estava equilibrando seus dinossauros. Aí soltou:
– Mamãe, se o Papai do Céu fica me olhando o tempo todo, agora Ele deve estar pensando: nooossa, o Rafael é muito inteligente e habilidoso.
(Rafael, 5 anos)
Estávamos no parque e a Bia, minha aluna, pegou meu braço e começou a cheirar.
– O que foi Bia?
– Está com cheiro de amor!
(Beatriz, 7 anos)
– Mãe, Deus fez todas as pessoas. E nas feias ele borrou um pouquinho, né?
(Amanda, 4 anos)
Na hora de dormir, Olívia pediu:
– Mamãe, canta aquela música: “boi, boi, boi da calabresa”?
(Olívia, 3 anos)
Voltando do supermercado, comentei:
– Nossa, fomos para comprar uns chocolatinhos e acabamos fazendo uma compra de 200 reais!
– Isso é o mercado, mamãe! Te faz comprar mais do que precisa. Você vai comprar um pão e eles colocam uma mortadela perto, depois uma maionese e você pensa: vou fazer um sanduíche!
(Vitor, 9 anos)
Vítor perguntou uma coisa para o pai, mas desconfiando de que ele estava zoando ao responder, comentou:
– Eu vou confirmar essa história com a mamãe. Ela é mais madura que você!
(Vitor, 9 anos)
Meu filho começou a fazer aulas de inglês. Certo dia, pela manhã, ao acordá-lo, ele falou:
– I love you!
– I love you too.
E ele replicou:
– I love you three!
(Ary, 4 anos)
Estava assistindo Star Wars com minha filha e comentei:
– Que a força esteja com você.
– Ela está no meio de nós!
(Anita, 12 anos)
Estávamos conversando sobre os pratos do jantar:
– Mamãe, arroz é igual a letra H.
– Como assim, Maria?
– Sozinho, ele não funciona. Tem que ter algo pra acompanhar!
(Maria Clarice, 8 anos)
– Mel, chega de tv e vamos dormir.
– Mas, mamãe, eu quero ver mais um pouquinho.
– Não, já está tarde.
– Mas, mamãe…
– Mas o quê, Mel?
– É que eu queria que você me obedecesse só um poquinho.
(Melissa, 3 anos)
Meu filho começou a aprender o Hino Nacional na escola e agora pede para ouvir em casa. Começou a cantar e de repente:
– “És tu Brasil no porta malas… Dos filhos deste solo és mãe gentil, porta malas Brasil!”
(Bernardo, 3 anos)
Depois de quatro dias dentro de casa por conta de uma gripe forte e clima chuvoso, saímos do apartamento para buscar uma encomenda. Na volta, o Theo começa a gritar todo feliz pelo condomínio:
– Nossa mamãe, muito obrigado por me levar na “putaria”. Eu adorei!
– É portaria, meu filho!
(Theo, 3 anos)
– Mamãe, o papai é engenheiro?
– Sim, filho. Ele estudou muito pra isso.
– Você também é engenheira?
– Não, eu sou médica.
– Ah, então você não quis estudar, né?
(Luca, 4 anos)
Giovana sentou ao meu lado e ficou segurando minha mão e fazendo carinho. Eu comentei:
– Gi, fica assim pra sempre? Promete que não vai me abandonar quando crescer?
Bem séria, ela respondeu:
– Eu nunca vou te abandonar, mãe! E quando você morrer, vou te enterrar no meu quintal.
(Giovana, 4 anos)
– Jujú, você é católica?
– Não, Nina. Mas minha irmã é.
– Por que você não é católica?
– Porque eu escrevo com a mão direita.
(Jujú e Nina, 7 anos)
– Mamãe, conta uma história?
– Tá. Espere aí que vou pegar o livro…
– Não, mãe, conta da sua cabeça!
– Ai, filho, da minha cabeça? Mamãe não tá sabendo.
– Ué, mas você não é professora de histórias?!
Eu sou professora de História.
(Benício, 3 anos)
Eu estava trocando de roupa com minhas sobrinhas, quando a Cinddy comentou:
– Tia, seu peito está tão derretido…
E a Howanne, querendo justificar:
– É porque o clima está quente.
(Cinddy 8 anos e Howanne, 9)
Ana Laura ecebeu a visita da tia durante as festas de final de ano. Quando a tia arrumava as malas para ir embora, perguntamos:
– Ana Laura, se você morasse sozinha e passasse um tempo fora de casa, quando voltasse, qual seria a primeira coisa que iria fazer?
– A primeira coisa seria lavar as mãos… Depois ia me jogar no sofá e assistir desenho.
(Ana Laura, 6 anos)
Bruninho foi comigo ao mercado e eu decidi usar os recém-instalados caixas de autoatendimento.
– Mãe, o que é isso?
– É um caixa, filho! Agora as moças que atendem a gente vão poder fazer outra coisa no mercado.
– Elas vão poder brincar de pega-pega?
(Bruno, 3 anos)
Certo dia, estava ensinando a uma criança o conceito da letra H. Expliquei que não havia muita sonoridade e com o tempo ela iria identificar as palavras em que o H estava presente, como, por exemplo, na palavra “hipopótamo”. Ela, muito indignada soltou,
– Tia! Você está completamente errada. Se hipopótamo tivesse a letra H, ele seria um “Agápopótamo”.
(Yasmin, 6 anos)
Arthur não gosta de pirulito. Certo dia, no jantar, ele não quis comer brócolis porque disse que não gostava. Então reforcei para ele, sem nenhum sucesso, a importância de comermos alimentos saudáveis mesmo que não gostemos. Depois do jantar, ele apareceu chupando um pirulito e comentou:
– Tá tudo bem, mãe! Estou comendo coisas que eu não gosto…
(Arthur, 4 anos)
Estava explicando para crianças que o movimento de rotação em Saturno é bem rápido, tendo apenas dez horas em um dia. Luiza então comentou:
– Dez horas? Então, ele deve dormir muito cedo!
(Luiza, 5 anos)
Estava no carro com minha sobrinha falando sobre o que faz um advogado e dei um exemplo:
– Se um carro batesse em nós e o dono não quisesse pagar o dano, nós contrataríamos um advogado para nos ajudar.
– Hum, tio, tiraram o parquinho de frente da minha casa. Eu posso chamar um advogado para me ajudar?
(Gabrielly, 9 anos)
– Mãe, coloca aquela música da vaca azul?
– Que música da vaca azul? Canta um pouquinho pra ver se eu me lembro?
– Aquela: “vaca azul vai me proteger enquanto eu andar distraído!”
(Augusto, 6 anos)
– Isa, já estamos no Ano Novo e não mudou nada, né?
– Mudou, sim, madrinha. Agora estamos em janeiro.
(Isabel, 4 anos)
Minha afilhada estava na sala e soltou um pum. A avó dela perguntou:
– O que foi isso, Manuela?
– Sabe o que é, vovó? É que eu tô tão feliz que nós vamos pra chácara no Ano Novo que minha barriga tá soltando rojão!
(Manuela, 5 anos)
Estávamos eu, a vó e o biso almoçando. O biso comentou:
– Eu não gosto dessa época de Natal e Ano Novo.
– Por que, biso? Você só ganhou roupa no Natal?
(Heitor, 5 anos)
Na virada do ano, a mãe comentou sobre os pedidos para se fazer para o Novo Ano. Disse que desejava paz, saúde e amor para toda família e perguntou para o Bernardo o que ele desejava.
– Eu vou pedir um porco.
– Por que um porco?
– Porque eu adoro linguicinha!
E complementa:
– A farofa vem junto?
(Bernardo, 5 anos)
– Bebé, vamos tomar banho!
– Não vou, mamãe, não quero dormir.
– Mas nós não vamos dormir. Vamos pra festa de Ano Novo!
– Oba! Festa?! – tirou a roupa e pulou no banho.
(Isabella, 3 anos)
Dia de Réveillon, o banco estava lotado, mas chegou minha vez de sacar. Mariana olhou para o dinheiro que saiu do caixa eletrônico e disse pra toda a agência ouvir:
– Só isso, tia?! Quando venho com minha vó ela tira um montão.
(Mariana, 5 anos)
Era Reveillone e, como em todos os anos, nos juntamos em família para rezar. Dessa vez, eu comecei falando:
– Que esse ano seja repleto de alegria e muita paz.
E o Leonardo completou:
– E mães, também, não se esqueça.
(Leonardo, 7 anos)
Isadora, estava admirada vendos os fogos na praia na noite de Reveillon:
– Tá gostando dos fogos, Isa?
– Tô! Parece até 3D! E nem precisa usar aquele óculos!
– É bonito, né?
– É muito bonito…
E com as mãos nos ouvidos comentou:
– Mas os ETs devem estar ficando surdos!
(Isadora, 6 anos)
– Gael, a mamãe fez lentilha.
– O que é lentilha?
– É um parente do feijão, só que pequena e redondinha. Dizem que quando a gente come na virada do ano, a gente fica rico. Mas eu sempre comi e nunca fiquei…
– Porque você está fazendo errado. Não tem que comer lentilha pra ficar rico, tem que vender.
(Gael, 7 anos)
– Bento, vem se arrumar que o Ano Novo já está chegando.
– E ele vai ficar na casa do vovô, mamãe?
(Bento, 4 anos)
Íamos mandar mensagem de Ano Novo para os primos que moram na Austrália e ensinei o Davi a falar em inglês. Na hora do áudio, ao invés de Happy New Year, saiu:
– Hollywood!
(Davi, 5 anos)
– Filho, vamos colocar cueca branca para você ter paz no Ano Novo.
– Mais paz?! Eu já tenho minha mãe e meu pai, não preciso de mais “pais”.
(Antonio, 8 anos)
Hoje minha sobrinha me ligou e disse:
Oi, tia Nana, você sabe que dia é amanhã?
Eu fingi não saber e respondi:
– Não sei, Nina.
– Amanhã é Ano Novo, tia! Você faz tim-tim comigo?
(Nina, 5 anos)
– Mamãe, se a gente não tiver dinheiro para mudar de casa e também para viajar no ano novo, tudo bem ficar sem viajar. Eu prefiro me mudar. Já tenho cinco anos e nunca me mudei.
(Gabriela, 5 anos)
– Esse ano vou passar o Reveillon de branco, para a mamãe parar de mandar eu arrumar o quarto e eu poder ter paz nessa casa.
(Natasha, 5 anos)
Temos o costume de todo final de ano fazer uma lista de planos para o próximo. Anne tinha colocado na lista que seria mais obediente em 2020. Logo após terminarmos, ela acabou sendo desobediente em uma situação e o pai disse:
– Anne, você não colocou que seria mais obediente?
– Sim, pai. Só que em 2020. E nós ainda estamos em 2019.
(Anne, 8 anos)
Estava conversando com Lívia antes de dormir e explicava as palavras ditas do jeito certo podiam melhorar ou piorar as coisas (um pouco antes, ela havia me perguntado o que era ser rude). Então emendei:
– Por isso é que dizem que palavras tem poder.
– Pai, palavras não tem poder. Palavras são só os impulsos das letras.
(Lívia, 5 anos)
Estava tentando tirar o João Paulo do banho, já atrasado para ir à escola.
– Filho, vamos fazer de conta que você é um guepardo? Ele é o animal mais rápido da terra.
– Mas, mãe, eu sou um bicho preguiça.
(João Paulo, 5 anos)
Henrique veio até mim, com o lápis de colorir na mão e perguntou:
– Mamãe, esse lápis é Fábrica Pastel?
(Henrique, 5 anos)
Meu filho precisou fazer exames de urina e fezes. Levamos os potinhos para o laboratório e, chegando lá, ele perguntou:
– Tem potinho pra fazer exame de pum também?
(Lucas, 6 anos)
Isabela desconfiada se Papai Noel existe mesmo perguntou:
– Mãe, Papai Noel não existe mesmo? Porque se for você e o papai que compram meus presentes, vocês precisam me avisar quando eu for adulta e tiver filhos. Se não vou achar que Papai Noel existe e eles vão ficar sem presentes no Natal!
(Isabela, 9 anos)
– Mãe, quero um patinete da Frozen.
– Tá bom, Mari. A mamãe compra um patinete de Natal para você.
– De Natal, não, mãe! Da Frozen!
(Mariana, 4 anos)
– Luísa, o que você aprendeu na escolinha hoje?
– Uma música de Natal, mamãe.
– Ah, é? Então me ensina pra gente cantar junto.
– Passarinho pequenino, indo pra Belém.
(Luísa, 2 anos)
Depois de ver três papais-noeis no mesmo dia, o Benjamin perguntou:
– Papai Noel, como o senhor consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo?
(Benjamin, 5 anos)
Miguel estava sentado na minha cama, com sua roupa nova, esperando para irmos à missa de Natal e quando me viu colocando um vestido, disse:
– Nossa! Que bonito seu pijama.
(Miguel, 3 anos)
Estava brincando com minha sobrinha quando ela disse:
– Tia, queria muito brincar na neve.
– Aqui no Brasil não tem neve. Teríamos que ir pra outro país.
– Tipo qual?
– Tipo o país do Papai Noel.
– O país do shopping?
(Paloma, 5 anos)
Estávamos montando a árvore de Natal, até que a Sophia perguntou:
– Mamãe, quem ajuda o Papai Noel?
– Os elfos, filha. Eles são os ajudantes do Papai Noel, fazem as coisas para ele…
– Ah, entendi mamãe! Então o papai é o seu elfo?
(Sophia, 5 anos)
A vovó perguntou para Maria Eduarda o que ela queria de presente de Natal e ela respondeu:
– Uma boneca, uma maleta de médica, uma roupa de princesa… e paz!
(Maria Eduarda, 4 anos)
Sou professora da educação infantil e estava dando uma aula sobre o Natal. Depois de contar a história, falar sobre Jesus e sua bondade, perguntei:
– Que boas ações podemos fazer assim como fazia Jesus?
– Comer! Comer deixa as pessoas felizes e ninguém briga.
(Fernando, 3 anos)
Meu paciente quebrou o aparelho dele. Como foi na semana do Natal, consertei de urgência, no consultório mesmo. Satisfeito ao ver o aparelho reformado, falou:
– Tia, quando eu crescer quero ser dentista, pra saber fazer gambiarra igual a você!
(Isaac, 7 anos)
Manhã de Natal, todos estão reunidos a mesa para tomar café, quando a Sofia pergunta:
– Panetone é o pão de Jesus?
(Sofia, 6 anos)
Benjamin começou a se interessar muito pelas histórias de Natal e um dia, do nada, me perguntou:
– Tia, você conhece a história dos três reis magros?
(Benjamin, 6 anos)
Quando criança, vi minha mãe vestida de Papai Noel e fiquei toda desconfiada. Até que perguntei:
– Papai Noel, você é parente da minha mãe? Porque você tem o olho igualzinho ao dela.
(Lis, 5 anos)
Começou a época do Natal e a família toda está empolgada:
– Ian, você quer ir ver o Papai Noel?
– Não! Vou querer só o presente mesmo!
(Ian, 4 anos)
Bento pediu ao papai Noel uma chuteira. Compramos a chuteira, colocamos embaixo da árvore e ele me disse:
– Mãe, você não me deu nada de Natal?
– E a chuteira, Bento?
– Mas não foi o Papai Noel?
(Bento, 4 anos)
Moramos longe das nossas famílias e costumamos visitá-los uma vez por ano. Com isso, Miguel ainda não conheceu todos os nossos parentes. Nesse feriado de Natal, foram muitas as pessoas que ele conheceu. Entre eles, meu tio que falou:
– Vem aqui, Miguel! Vem conversar com o tio.
E Miguel respondeu:
– Sou tímido, meu querido.
(Miguel, 2 anos)
Francisco estava observando a avó cozinhar e perguntou:
– Vovó, por que você está fazendo isso?
– Uai, as pessoas pedem e eu faço.
– Então isso é uma tradição de Natal?
– Sim! Podemos considerar uma tradição!
– A tradição na minha família é ir pra casa dos outros.
(Francisco, 6 Anos)
Fizemos um bingo pra brincar no Natal e minha sobrinha ganhou um ralador.
– O que eu vou fazer com um ralador?
E a Ana Julia respondeu:
– Ana Clara, você nunca ouviu que quanto mais a gente rala, mais a gente cresce?
(Ana Clara, 10 anos e Ana Julia, 8 anos)
– O que é isso, mãe? – apontando para a máquina no lobby do hotel.
– É um caixa eletrônico.
– Mas, o que faz?
– Serve para sacar dinheiro.
– Hum, me empresta um papel e uma caneta?
– O que você vai fazer?
– Vou escrever minha carta para o Papai Noel pedindo um caixa eletrônico de Natal.
(Antonio, 6 anos)
Meu irmão tirou um print com a foto do brinquedo que ele queria ganhar do Papai Noel, circulou o valor e mandou para o meu pai, que explicou para ele que o valor estava em dólar e que era muito caro. Ele entendeu e desistiu do brinquedo. Depois, ele escreveu uma carta ao Papai Noel e entregou para o meu pai. A carta dizia: “Papai Noel, eu estou com seu gorro, ou você traz meu presente, ou vai ficar com a careca de fora”.
(Matheus, 7 anos)
– Mamãe, eu vi as amigas do papai hoje.
– Que amigas, filha?
– Aquelas que ficam dançando de vestido com ele.
– Não entendi, filha, que amigas são essas?
– Aquelas que ajudam ele a entregar os presentes de Natal.
– Ah tá, filha, as amigas do Papai Noel!
(Isadora, 4 anos)
Moramos na Espanha e meu filho chegou da escola todo feliz com o recorte de um brinquedo nas mãos.
– Mamãe, olha. Pedi esse brinquedo para os 3 Reis Magos.
E depois completou:
– Pedi o presente pra eles. Assim, nós não gastamos nosso dinheiro com isso.
(Pietro, 4 anos)
Na ceia de Natal, eu costumo sempre fazer uma oração e dedicar o bolo e todo alimento ao meu Jesus, afinal o aniversário é dele. Meu filho interrompeu a oração e disse:
– Mamãe, a gente vai dar só um pedaço do Chester, né? Pra gente poder comer também.
(Miguel, 6 anos)
Era Natal, minha filha olhou a estrela que fica na ponta da árvore e falou:
– Olha, mãe, essa estrela. Ela brilha igual eu.
(Sofia, 3 anos)
Enquanto montávamos a árvore de Natal, Bento começou a cantar feliz:
– Bate o sino pequenino, sino de Belém. Já nasceu Deus me livre para o nosso bem. Paz na terra, bate o sino tananananan. Abençoe “e Deus me livre” desse nosso lar!
(Bento, 4 anos)
- Mãe, que horas vai ser o aniversário de Jesus? Eu acho que ele gosta de bolo de chocolate. E o que a gente vai dar de presente pra ele?
(Ana Lívia, 5 anos)
A avó, com o intuito de dar um presente que Manu precisasse, perguntou:
– Manu, o que você está precisando?
– Paciência.
(Manuela, 8 anos)