– Vovó, você gostou do bolo?
– Tá uma delícia! Você ajudou a fazer, Nina?
– Ahãm!
– Mas o que você fez?
– Eu lambi a colher… E o copinho!
(Nina, 4 anos)
Oferecimento: @humanicorretora
– Vovó, você gostou do bolo?
– Tá uma delícia! Você ajudou a fazer, Nina?
– Ahãm!
– Mas o que você fez?
– Eu lambi a colher… E o copinho!
(Nina, 4 anos)
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– Tia, qual o sentido da vida?
– Perdoar, amar e ser amado.
Algum tempo depois:
– E pra você, Julia? Qual o sentido da vida?
– Comer.
(Julia, 5 anos)
Eu estava fazendo comida e a Laura me pediu um beijo. Como eu estava toda suada, cheirando a temperos, falei:
– Filha, estou fedida…
– Está cheirando mãe.
– E mãe tem cheiro?
– Tem, sim. Cheira amor.
(Laura, 3 anos)
– Enzo, estou gostando de ver como você tem usado direito os adjetivos. Você sabe o que é um adjetivo, né?
– É a palavra que a gente usa quando quer impressionar uma pessoa?
(Enzo, 6 anos)
– Ajeite sua postura, Lara. Você vai ficar com dor na coluna.
– Eu não tenho coluna. Quem tem coluna é meu avô.
(Lara Luiza, 3 anos)
– João, amanhã a mamãe vai ao médico para tirar sangue.
Ele olhou com uma carinha e disse:
– Eles vão colocar de volta, né mãe?
(João, 9 anos)
Ao buscar o Pedro na escola, como de costume, perguntei:
– Pedro, o que você aprendeu de novo hoje?
– Eu só vou falar se você me falar primeiro o que você aprendeu hoje!
(Pedro, 5 anos)
Fui morar no sul do país e meu sobrinho estava com saudades; pegou o telefone da mãe e me ligou:
– Tio, você tem que voltar! Passa aí pra essa Santa Catarina que eu preciso falar com ela.
(Kauê, 5 anos)
– Mãe, você é carioca ou pedestre?
– Como assim, filha?
– Quero saber se você escreve com a mão direita ou esquerda?
(Olívia, 6 anos)
Meu filho tem inflamação intestinal. Ainda não identificamos a causa, então sempre tiramos o glúten e a lactose durante as crises. Hoje, eu falei para meu marido:
– Vamos cortar o ovo de Eric essa semana para ver se o cocô dele melhora.
Espantado, ele reagiu:
– Cortar meu ovo, mãe?!
(Eric, 4 anos)
– Mamãe, posso te perguntar uma coisa que estou preocupada?
– Claro, Lú.
– Mamãe, a gente tem que pagar o coelho da Páscoa ou ele tem uma fábrica de chocolate de verdade?
(Luiza, 4 anos)
Estava estudando geografia com minhas filhas e perguntei:
– Meninas, quais são os movimentos da terra?
– Rotação e inflação.
(Helena, 6 anos)
Eu estava doente e minha filha estava no quarto, ajudando com meus cuidados. Ela pegou o termômetro e me perguntou:
– Mãe, precisa medir o temperamento?
(Manuela, 4 anos)
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– Primeiro vou focar nos estudos e depois vou procurar uma rainha… para completar o coração do rei aqui.
(Pedro, 11 anos)
Minha tia estava fazendo uma oração antes de dormir:
– Que Deus cuide da vó Marlene, do vô Geraldo…
E o Francisco completou:
– …e do “vô Verine”.
(Francisco, 7 anos)
– Deus criou o mundo em seis dias. E no sétimo dia, o que Ele fez?
– Ele morreu.
– Não, ele descansou.
– É a mesma coisa. Porque minha mãe falou que só vai descansar quando morrer.
(Laura, 6 anos)
– Minha filha, cadê seu pai e sua irmã?
– O papai tá colocando ela pra dormir, mãe.
– Ela chorou muito?
– Não, não se preocupe. O papai é uma boa mãe.
(Elza Sophia, 5 anos)
Eu estava ensinando meu afilhado a contar os números em inglês:
– Repita com a Dinda: thirteen (13), fourteen (14), fifteen (15)…
– Tortinho, fortinho, fifitinho.
(Bernardo, 3 anos)
– Mãe, quando alguém morre dormindo, ela acorda e morre ou ela vai no embalo?
(Jessica, 9 anos)
Era hora de dormir e eu disse:
– Filho, eu te amo daqui até a lua.
– Mamãe, eu te amo daqui até o ventilador.
– Como assim?
– A lua tá muito longe. Eu gosto de te amar de pertinho.
(Isaac, 5 anos)
A Duda vem correndo me mostrar a língua:
– Tia, minha língua tá roxa porque eu tomei suco de uva!
Logo em seguida, vem o Lipe:
– Olha, tia, eu tomei suco de maracujá!
O Vinicius observa tudo ao meu lado e decide mostrar a língua:
– E a minha, de que cor tá?
– De nenhuma cor, Vini. Você escovou os dentes?
– Sim! Ontem!
(Vinicius, 3 anos)
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– Mamãe, você é uma “procastinadora”.
– O certo é: procrastinadora. Por acaso sabe o que é isso?
– É quando a gente chama a mãe pra vir brincar e ela fala “já vou”, mas nunca vem.
(Luc, 6 anos)
Nossa família é formada pela adoção e fazia poucos meses que meu filho tinha chegado. Eu estava o colocando para dormir e, quando dei boa noite, ele ficou me olhando e disse:
– Sabe, mãe, você fez uma ótima escolha quando me escolheu!
(Jeferson, 7 anos)
Na aula de inglês, depois de encerrar uma atividade, disse para as crianças que elas poderiam “play dough” um pouco (fazendo a referência de que podiam brincar de massinha). Antonio, virou pra mim e disse:
– Tia Malu, quem “peidou”? Não fui eu, não!
(Antonio, 2 anos)
Na aula de inglês, a professora pediu para as crianças desenharem o que quisessem. Enrico desenhou uma pizza e foi mostrar para ela, que comentou:
– Olha, uma pizza. Delicious!
Furioso, ele respondeu:
– Não, tia, minha pizza não é “de lixo”!
(Enrico, 5 anos)
Ao fazer a oração, eu pedi:
– Senhor, nos dê saúde, segurança e sabedoria.
O Miguel, com as mãozinha postas, completou:
– E presunto também, porque eu adoro.
(Miguel, 2 anos)
Estávamos na casa dos meus pais e o Rafa, olhando atentamente para as mãos dos dois, disse:
– Vovô e vovó, vocês ficaram muito tempo com a mão na água?
(Rafael, 4 anos)
Em um dia chuvoso, com muitos raios e trovões, Lívia sentou na janela e ficou olhando para o céu. Assustada com aquele temporal todo, falei:
– Minha filha, saia da janela. Ela, encantada com os raios, respondeu:
– Não, mamãe. O papai do céu está tirando fotos de mim.
(Lívia, 2 anos)
Eu estava no banheiro quando o meu filho abriu a porta e eu disse:
– Poxa, Rudá, você não me dá paz!
– Eu dou amor, que é muito melhor!
(Rudá, 6 anos)
A amiga da minha filha foi dormir na nossa casa e quando apagamos as luzes, ela perguntou:
– Aqui tem monstros?
Minha filha respondeu:
– Não! Só espírito.
(Mariane e Olívia, 6 anos)
Há pouco, meu marido foi colocar nossa filha para dormir e perguntou:
– Malu, você sabe que feriado é amanhã?
– Eu sei, papai. Amanhã é a comemoração do 7 de setembro. É o dia em que São Pedro gritou “salve-se quem puder!”.
(Maria Luiza, 6 anos)
– Mãe, agora na escola eles ficam tocando música de comercial na hora da entrada.
– Como assim, filha? Que comercial?
– Aquela do posto Ipiranga. Eles falam “Ouviram do Ipiranga…”
(Laura, 5 anos)
– Mãe, me fale três desejos que você tem.
– Ah, Dani… uma casa, um sítio e uma viagem legal. E você? Fale três desejos.
– Que acabe a guerra da Ucrânia, que não desmatem a Amazônia e que ninguém passe fome.
(Daniel, 8 anos)
Lavínia estava fazendo uma tarefa da escola sobre o 7 de setembro onde deveria escrever três palavras para cada letra da palavra Brasil, que completasse a frase: “O Brasil que eu quero tem…”
– Com a letra B. O Brasil que eu quero tem: balada!
(Lavínia, 6 anos)
– Mãe, o que é “solesmãe”?
– Onde ouviu isso, Brunna?
– No Hino Nacional fala “solesmãe gentil, pátria amada Brasil”.
(Brunna, 7 anos)
– Filha, hoje a mamãe está de folga porque é feriado, é dia da Independência do Brasil.
– Nossa, mamãe, então hoje tenho que fazer tudo sozinha?
(Ana Beatriz, 5 anos)
João chegou da escola com um desenho sobre a Independência do Brasil e disse:
– Mamãe, sabe o que esse moço fez? Ele virou um cavaleiro e gritou bem alto: “o Brasil tá liberado!”
(João Miguel, 4 anos)
Meu filho, olhando a bandeira do Brasil, leu “Ordem e Progresso” e comentou:
– Não sei porquê, se o Brasil não tem nenhum dos dois.
(Danilo, 8 anos)
Pedi para que minha filha cantasse o Hino Nacional e ela:
– Ó Patria Amada, eu tô lascada, salve salve!
(Manu, 5 anos)
Eu estava na cozinha preparando o almoço e o Léo chegou perto da pia e me perguntou:
– O que está fazendo, mamãe?
– Estou limpando o frango, filho. Tirando os nervinhos…
– Ah, então pelo jeito esse frango era bem nervosinho, hein!
(Leonardo, 6 anos)
Vítor estava com tosse e a mãe comentou:
– Você já ficou muito doente esse ano…
– É que eu estou com alergia desse ano, mamãe.
(Vítor, 6 anos)
Helena deitou ao lado do irmãozinho na cama enquanto eu trocava a fralda dele. Ela pegou na sua mãozinha, olhou pra mim e disse:
– Olha, mamãe, a patinha!
(Helena 3 anos)
Estava levando minhas filhas para escola, quando começou a tocar uma música cujo início é “O meu combustível pra continuar…” e a Maria Alice comentou:
– Ah não! Até a música vai reclamar do aumento da gasolina!
(Maria Alice, 8 anos)
Certo dia, Louise e eu fomos ao correio. Na rua, nos deparamos com um cachorrinho. Louise virou para mim e falou:
– Mamãe, olha esse cãozinho. Ele está sozinho… precisamos comprar um dono para ele.
(Louise, 3 anos)
Chegou uma mensagem no celular e a Juju perguntou o que eu estava lendo.
– Recebi a notícia de que um paciente da mamãe morreu, Juju.
– Por que, mamãe?
– Porque o coraçãozinho dele não funcionava mais, tava muito fraquinho.
– Mas então ele não sentia mais amor?
(Juju, 5 anos)
Miguel quebrou um pedacinho do dente. Dei uma olhada e comentei:
– Será que esse dente ainda é de leite?
– Acho que não deve ser. Ele está bem duro!
(Miguel, 11 anos)
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– Mamãe, o Papai Noel existe há quanto tempo?
– Muitos anos…
– E ele morre?
– Acho que não.
– Uai, então vou pedir pra ser ele!
(Benício, 6 anos)
– Rafa, quer morango com leite condensado?
– Não, obrigada.
– Você não gosta mais de morango com leite condensado?
– Gosto, mas é que estou tentando dar uma reduzida no doce.
– Entendi… quer sorvete?
– Quero!
(Rafaela, 8 anos)
Estávamos no Uber e o Vitor começou:
– Mãe, eu quero um irmãozinho.
– Pede um pro seu pai.
– Ah, não pode ser pro Uber?
(Vitor, 3 anos)
Estêvão estava voltando às aulas depois da pandemia. A professora o recebeu na porta:
– Oi, Estêvão! Seja bem-vindo!
Ele saiu de trás de mim, olhou para a professora e disse:
– Estêvão, não. O meu nome é Sonic e eu sou muito rápido!
(Estevão, 3 anos)