– Quando a pessoa está nervosa a gente tem que dar um abraço, porque sara o coração.
(Pedro Arthur, 6 anos)
– Quando a pessoa está nervosa a gente tem que dar um abraço, porque sara o coração.
(Pedro Arthur, 6 anos)
– Essa vida ruim é tudo culpa de João e Maria, que comeram o fruto proibido.
(Matheus, 8 anos)
– Estava pensando aqui e cheguei a conclusão que gostar de alguém é igual gostar de coxinha, né Sophya?
– Uhum.
– Você gosta de mim, Sophya?
– Eu gosto de você e de coxinha.
(Sophya, 3 anos)
Depois da prova, Júlia solta:
– Mamãe, qual o nome da esposa do cavalo?
– É a égua, filha.
– Sabia que era um palavrão!
– O que você colocou, meu amor?
– Puta.
(Júlia, 6 anos)
– Mãe, sabe o que é uma amoreira?
– O que é, Mari?
– Uma árvore de amor.
(Mariana, 7 anos)
A Maria Fernanda ganhou um presente e minha mãe perguntou:
– Qual é a palavrinha mágica, Fefê?
– Sorveteeeee!
(Maria Fernanda, 4 anos)
– Mamãe, agora vamos imaginar que você é uma pessoa.
(Caetano, 3 anos)
Estava numa ultrassonografia do meu bebê e minha filha Giovanna estava comigo. Ela estava quietinha e de repente perguntou:
– Mamãe, meu irmãozinho vai nascer colorido né?
(Giovanna, 4 anos)
Enquanto convencíamos nosso sobrinho a comer uma alface, ele parou com um pedaço na boca, em pose de golpe e meu marido perguntou:
– É karate kid, Pedro?
– Não, tio. É kung fu italiano.
(Pedro, 6 anos)
No almoço, Felipe pergunta:
– O que é ressuscitar?
– É quando alguém morre e volta a vida.
– Tipo reiniciar?
(Felipe, 8 anos)
Passando pela Marquês de Sapucaí, mostrei:
– Maria, aqui que tem o carnaval, onde desfilam as escolas de samba.
– Quando eu crescer eu quero estudar aqui.
– Onde, filha?
– Na escola de samba.
(Maria, 4 anos)
– Olha que vou te fazer cosquinha.
– Mas tia, eu não sou de cosquinha.
– Por quê?
– Porque eu faço um barulho estranho e não consigo falar direito.
(Elloá, 5 anos)
E no meio da oração, escuto:
– Rogai por nós vingadores…
(Bruno, 4 anos)
– Mamãe, sabe como fala “bumbum” em inglês?
– Não, filho.
– É forever.
(Caetano, 3 anos)
As férias acabaram e com ela a vovó voltou para a sua cidade no interior de São Paulo. Na hora de dormir, a saudade apertou e escutamos:
– A vovó não está mais aqui, mas eu tô sentindo o cheirinho dela e é muito bom. Eu queria ela aqui para sempre, mamãe.
(Cecília, 2 anos)
– Maria, venha aqui.
– Já vou, mãe.
– Pra ontem, Maria!
– Por que não chamou ontem, então?
(Maria, 5 anos)
– Que doce gostoso. Eu amo!
– Ama o quê, Cecília?
– Amo tudo. Mas odeio algumas coisas.
(Cecilia, 5 anos)
– Bruna, você sabe quem é o presidente do Brasil?
– Sei, sim. É o Michel Teló!
(Bruna, 9 anos)
Eu estava no sofá com meus primos, Rafael e João. Eu e o João conversávamos, enquanto o Rafael jogava no tablet. Até que o Rafael soltou um pum. Eu e o João rimos, mas continuamos conversando. De repente, ele soltou o segundo pum. Nós olhamos para ele e falamos em coro:
– Fael!!!
Ele, sem tirar os olhos do jogo, falou na maior tranquilidade:
– Ah, foi mal, gente. Dia difícil.
(Rafael, 7 anos)
– Primeiro vou focar nos estudos e depois vou procurar uma rainha… para completar o coração do rei aqui.
(Pedro, 11 anos)
Caio rezando o pai nosso:
– … E não deixeis cair a ligação, mas livrai-nos do mal. Amém!
(Caio, 7 anos)
– Tia, eu já tomei a injeção da febre amarela.
– Já tomou, Sara?
– Sim. Você não sente nada, só parece que o braço tá quebrado.
(Sara Lígia, 8 anos)
– Mãe, meu olho está falhando. Vou dar uma dormidinha aqui e já volto.
(Alice, 5 anos)
Estávamos em um almoço e minha irmã fez um prato cheio de salada. Um conhecido ao ver o prato dela, perguntou:
– Vegetariana?
– Não, aquariana.
(Nathalia, 7 anos)
Tais cantando:
– Abençoa cenoura a família amém. Abençoa cenoura a minha também.
(Tais, 4 anos)
Após o banho, estava enxugando minha filha e falei:
– Laura, agora você enxuga suas pernas.
– Ah, mãe, enxuga você.
– De quem são as pernas?
– E de quem é a mãe?
(Laura, 4 anos)
– Te amo tanto, filha.
– Também me amo, mamãe.
(Sofia, 2 anos)
– João, você gosta de ser filho caçula?
– Sim, porque vou morrer por último.
(João, 7 anos)
Minha filha e eu estávamos assistindo um desenho que ela já viu mais de trinta vezes, então eu perguntei:
– Filha, o que vai acontecer com esse personagem?
– Nem vem que não vou dar spoiler, mãe!
(Rafaela, 7 anos)
Estávamos viajando de São Paulo para Itapeva e ouvi a conversa dos meus filhos no banco de trás:
– Lucas, vamos dormir. Assim a viagem passa mais rápido.
– Eu não quero dormir, Luana.
– Então eu vou dormir e chegar antes de você.
(Luana, 6 e Lucas, 2 anos)
Depois do ano novo fomos tomar um café na casa dos nossos amigos. Cecília olhou para a árvore de Natal ainda montada e falou:
– Hum, dessa árvore eu ainda não ganhei presente.
(Cecília, 2 anos)
– O que você quer ser quando crescer?
– Quero ser milionário e ter um filho chamado Riquinho.
(Israel, 7 anos)
Na padaria, minha irmã pediu um chocolate para a minha mãe e depois de uns minutos falou:
– Mamãe, eu não gosto desse.
– Então devolve para a mamãe.
– Mas eu já comi tudo.
(Laura, 3 anos)
Minha tia e eu estávamos conversando sobre cremação quando a Nathalie ouviu e perguntou:
– O que é ser cremada?
Minha tia respondeu que é quando a pessoa morre e tem seu corpo queimado e reduzido a cinzas. Ela fez uma cara de “não faz sentido” e perguntou:
– Aí morre mais ainda?!
(Nathalie, 9 anos)
Maria Antonia chega do nada e diz:
– Profe quero beijinho.
Respondi prontamente:
– Então vem aqui que a profe te dá um monte.
Ela veio toda feliz e eu a enchi de beijos. Quando a soltei, notei certa decepção.
– Prof, era o beijinho do brigadeiro que eu queria.
(Maria Antonia, 5 anos)
Minha sobrinha conversando com duas amigas que estavam passando batom:
– Eu não sou vaidosa, para mim o que importa é a beleza inferior.
(Hadassa, 7 anos)
No jantar de Natal meu primo não parava quieto. Eu o puxei e disse:
– André, fique quieto! Ou você quer apanhar?
Ele, humildemente, respondeu:
– A oferta é boa, mas não, obrigado.
(André, 7 anos)
Conversando sobre a proximidade do Natal:
– Mamãe, será que posso pedir ao Papai Noel que dê comida para quem não tem, no lugar do meu presente?
(Lisiée, 7 anos)
Keila organizando o aniversário:
– Mãe, já fiz uma lista com os comes e os “tomes” da festa.
(Keila, 7 anos)
– Mãe, não precisa ter medo da sombra, né? É só uma escuridão que segue a gente em todo lugar.
(Dillan, 3 anos)
Minha filha cantando o Hino Nacional na escola:
– Ó Pátria amada, emburacada, salve, salve!
(Clara, 3 anos)
Sarah, ao mostrar um macaco de brinquedo que acende luzes para a irmã, vê que ele não está funcionando porque acabaram as pilhas. Coloca as mãos na cabeça e diz:
– Meu Deus, a internet caiu.
(Sarah, 3 anos)
– Sabe, acho que nem deveríamos ganhar presentes no Natal. O aniversário é de quem?
Miguel respondeu:
– De Jesus.
– Então, quem deveria ganhar o presente?
André interrompeu:
– Mas Jesus não está dentro de nós?
(Miguel, 4 anos e André, 10)
– Tia, o André está com ranho na unha.
– André, deixa eu ver… Não Otávio, o André não está com ranho na unha.
– Tá, sim. Me arranhou todinho.
(Otávio, 5 anos)
– Daniel, você teve natação ontem?
– Natação de piscina ou de futebol?
– De piscina.
– Não.
– E de futebol?
– Também não.
(Daniel, 4 anos)
– Tia, já sei escrever o nome da minha amiga.
Como ele ainda não era alfabetizado, perguntei:
– Sério? Então escreve aqui.
E ele escreveu a letra L.
– Qual o nome da sua amiga?
– Ellen, tia.
(Vinícius, 3 anos)
Conversa entre meu irmão e a moça que trabalha aqui em casa:
– Ei, você não quer ir lá prá casa morar comigo, não?
– Você sabe fazer bolo?
(Luís, 5 anos)
– Valentina, você já pensou o que quer do Papai Noel? Temos que escrever sua cartinha.
– Quero um cavalo.
– Mas, filha, não podemos ter um cavalo. Não temos espaço. Onde vamos enfiar ele?
– Tá bom, mamãe. Então eu quero uma fazenda.
(Valentina, 3 anos)
– Mãe, quando o dente cai, a Fada dos Dentes traz dinheiro, né?
– Traz, filho.
– Ah! Então meu avô é rico.
(Miguel, 5 anos)