– Filho, hoje você vai dormir na sua cama, ok?!
– Nunca vi uma mãe ter coragem de deixar o filho dormir sozinho.
(Gabriel, 4 anos)
– Filho, hoje você vai dormir na sua cama, ok?!
– Nunca vi uma mãe ter coragem de deixar o filho dormir sozinho.
(Gabriel, 4 anos)
– Dindinha, eu tô em quarentena… centena e dezena!
(Miguel, 6 anos)
Em casa, numa sexta-feira antes da Páscoa, escuto:
– Pai, feliz dia dos pais… quando for.
(Cecília, 5 anos)
– Mamãe, posso te perguntar uma coisa que estou preocupada?
– Claro, Lú.
– Mamãe, a gente tem que pagar o coelho da Páscoa ou ele tem uma fábrica de chocolate de verdade?
(Luiza, 04 anos)
– Filha, a mamãe não sabe se o coelhinho da Páscoa virá este ano por causa do Coronavírus.
– Não se preocupe, mamãe! Essa doença não pega nenhum bichinho, só faz mal para as pessoas… Mas estou preocupada com o Papai Noel.
(Heloísa, 5 anos)
– Mãe, galinha cresce rápido, né?
– Você acha, filha?
– Cresce, sim, mãe. Um dia elas eram pintinhos, hoje já são galinhas adolescentes.
(Emily, 5 anos)
– João, amanhã a mamãe vai ao médico para tirar sangue.
Ele olhou com uma carinha e disse:
– Eles vão colocar de volta, né mãe?
(João, 9 anos)
– Enzo, estou gostando de ver como você tem usado direito os adjetivos. Você sabe o que é um adjetivo, né?
– É a palavra que a gente usa quando quer impressionar uma pessoa?
(Enzo, 6 anos)
Meu filho tem inflamação intestinal. Ainda não identificamos a causa, então sempre tiramos o glúten e a lactose durante as crises. Hoje, eu falei para meu marido:
– Vamos cortar o ovo de Eric essa semana para ver se o cocô dele melhora.
Espantado, ele reagiu:
– Cortar meu ovo, mãe?!
(Eric, 4 anos)
– Mãe, você é carioca ou pedestre?
– Como assim, filha?
– Quero saber se você escreve com a mão direita ou esquerda?
(Olívia, 6 anos)
Meu marido estava em home office e nossa filha começou a falar alto.
– Filha, fale baixo que o papai está em reunião.
Depois de uns 15 minutos eu esqueci e comecei a falar alto também.
– Mamãe, fale baixo que o papai tá com o Rei Leão!
(Lorena, 3 anos)
Minha irmã e eu somos vizinhas e sou madrinha da minha sobrinha. Como estava com saudades, ela me mandou um áudio pelo celular da mãe e fizemos uma ligação em vídeo. Conversa vai, conversa vem, decidi ir até o muro pra vê-la. Então a mãe dela comentou:
– Pronto, agora vai matar a saudade, Geo?!
– Vai não, mamãe. Saudade só acaba quando tem beijo e abraço.
(Geovanna, 5 anos)
Fui morar no sul do país e meu sobrinho estava com saudades; pegou o telefone da mãe e me ligou:
– Tio, você tem que voltar! Passa aí pra essa Santa Catarina que eu preciso falar com ela.
(Kauê, 5 anos)
Fazendo atividades da fono:
– Filho, fale: táxi.
– Cáquisi.
– Táxi.
– Cáquisi.
– Tá-xi.
– Posso falar Uber?
(Leonardo, 4 anos)
O caminhão do lixo estava passando e o papai esqueceu de levar o saco de lixo para fora. Estávamos à mesa almoçando e ele saiu correndo. Então a Gabi perguntou:
– O que foi, mamãe?
– É o lixeiro filha.
– Ele veio me ver?
(Gabriela, 3 anos – no 8o dia de quarentena)
Após fazer nossa oração para dormirmos, Samuel comentou:
– Mãe, esse vírus precisa ir embora logo porque ele deixa a gente com saudade das outras pessoas.
(Samuel Henrique, 6 anos)
O brinco da Esther havia caído durante uma brincadeira com seu avô. Ele tentando procurar o brinco no chão, sentiu a neta muito ansiosa e perguntou:
– O que foi, Esther?
– Vai logo, vô. Se você demorar mais um pouco o buraquinho fecha e eu viro menino.
(Esther, 3 anos)
Meu sobrinho estava me dizendo que será um jogador de futebol famoso.
Eu perguntei:
– Sério?! E o que você vai fazer com tanto dinheiro?
– Vou comprar um Camaro!
– E o que vai me dar?
– Uma carona.
(João Pedro, 6 anos)
– Minha filha, cadê seu pai e sua irmã?
– O papai tá colocando ela pra dormir, mãe.
– Ela chorou muito?
– Não, não se preocupe. O papai é uma boa mãe.
(Elza Sophia, 5 anos)
Yori e Amara brigaram por causa de um brinquedo:
– É meu!
– Não, é meu. Me dá!
A mãe interveio:
– Aqui em casa não tem isso de “meu”, aqui tudo é “nosso”.
Algum tempo depois, na mesa de jantar, Yori apontou para um pote de mel em cima da mesa e perguntou:
– Mamãe, é mel?
E Amara respondeu:
– Não, Yori, é nosso.
(Yori, 5 anos e Amara, 2)
Eu estava limpando o quintal quando escutei um trecho da conversa do meu sobrinho com o amiguinho:
– Lucas, qual seu signo?
– Linguiça.
Pensativo, o amiguinho pergunta:
– Lucas, você sabe o que é signo?
– É o que eu mais gosto de comer, não é?!
(Lucas, 5 anos)
Helena falou para a irmã mais velha (que tem 24 anos):
– A mamãe disse que vai dar os gatos.
– Então vamos dar a mamãe.
Helena ficou pensativa. Aí olhou para a irmã e disse:
– Se nós dermos a mamãe, quem vai limpar a casa?
(Helena, 4 anos)
– Mãe, quantos anos você demorou pra fazer 30 anos?
(Ulisses, 6 anos)
– Mamãe, como é o nome daquilo mesmo que te deixa nervosa?
– TPM?
– É! Pois eu tô com isso!
(Luiz Neto, 8 anos)
Em tempos de home office:
– Filho, vai brincar pra lá e deixa a mamãe trabalhar.
– Mas eu não estou te atrapalhando. Estou aqui no meu canto… É que meu canto é atrás de você.
(Rafael, 8 anos)
Minha tia estava fazendo uma oração antes de dormir:
– Que Deus cuide da vó Marlene, do vô Geraldo…
E o Francisco completou:
– …e do “vô Verine”.
(Francisco, 7 anos)
– Mãe, quando alguém morre dormindo, ela acorda e morre ou ela vai no embalo?
(Jessica, 9 anos)
Na cozinha:
– Vó, me empresta uma colher?
– Qual colher você quer?
– De mexer, vó!
(Maria, 3 anos)
Eu estava ensinando meu afilhado a contar os números em inglês:
– Repita com a Dinda: thirteen (13), fourteen (14), fifteen (15)…
– Tortinho, fortinho, fifitinho.
(Bernardo, 3 anos)
– Deus criou o mundo em seis dias. E no sétimo dia, o que Ele fez?
– Ele morreu.
– Não, ele descansou.
– É a mesma coisa. Porque minha mãe falou que só vai descansar quando morrer.
(Laura, 6 anos)
– Mamãe, vou pedir para brincar de estátua com o coronavírus. Aí ele fica parado e não pega ninguém.
(Heitor, 5 anos)
Estou há alguns dias tentando fazer com que minha mãe, que tem 75 anos, entenda que não é para sair de casa devido a pandemia.
Hoje o Gabriel falou para ela:
– Eu parei de ir para a escola, não estou brincando com meus amigos e a senhora passeando… Não me deixe triste, vovó!
Ela começou a chorar e prometeu que não vai mais sair de casa.
(Gabriel, 8 anos)
– Filhas, vocês já sabem o que querem ser quando crescerem?
Ana Teresa, seguindo a profissão da mãe, respondeu:
– Eu tenho certeza que vou ser arquiteta!
A Gabriela completou:
– E eu vou ser taxista. Adoro dirigir.
(Ana Teresa, 8 anos e Gabriela, 5)
Era hora de dormir e eu disse:
– Filho, eu te amo daqui até a lua.
– Mamãe, eu te amo daqui até o ventilador.
– Como assim?
– A lua tá muito longe. Eu gosto de te amar de pertinho.
(Isaac, 5 anos)
Conversando hoje com meu filho sobre o coronavírus, ele me perguntou:
– Mamãe, aqui tem água e sabão?
Será que com a bolinha de sabão a gente protege o mundo inteiro?
(Cauã, 3 anos)
– Mãe, que dia é meu aniversário?
– 27 de julho.
– Tô perguntando o meu, mãe, nem conheço esse Júlio.
(Lívia, 3 anos)
Meu sobrinho levou uma picada de abelha. Saiu chorando e dizendo:
– Eu vou morrer!
Então, meu outro sobrinho foi tentar confortá-lo:
– Relaxa. Não vai, não. Eu conheço a abelha.
(Kelvin, 6 anos e Bernardo, 8)
– Bárbara, como foi na escola?
– Foi bem legal, fizemos um trabalho sobre qual tipo de gente queremos no mundo.
– Que legal, filha! E como você gostaria que fossem as pessoas?
– Mamãe, eu quero pessoas gentis e que tenham empatia.
O pai perguntou:
– E o que é empatia?
– Ohhh, papai! É a capacidade de se colocar no lugar do outro.
(Bárbara, 6 anos)
Estávamos indo almoçar na casa da minha avó em um dia bem quente e a minha irmãzinha estava com um tênis que parecia esquentar os pés. Perguntei:
– Por que você não escolheu uma sandália mais fresquinha?
– Porque eu queria “calçar” uma boa impressão.
(Betina, 6 anos)
Na família temos três primos da mesma idade, sendo dois com o mesmo nome dos pais.
O Matheus desabafou:
– Pai, eu queria ter o nome igual ao seu também.
Emocionado, o pai perguntou:
– Meu filho, você queria se chamar Sebastião?
– Não. Eu queria que você se chamasse Matheus.
(Matheus, 10 anos)
Minha filha é muito mandona, então estamos num trabalho constante para educá-la:
– Pai, quero água!
– O quê?
– Pai, quero água por favor!
Como ele demorou 3 segundos pra pegar o copo, escutou:
– Vai logo!
– Como é?
– Nada, tá indo muito bem!
(Maria Clara, 4 anos)
– Manu, por que as mulheres são tão dramáticas?
– Porque sentimos muito.
(Caua, 4 anos e Manú, 6)
– Mamãe, te amo mais do que todos os alienígenas que existem.
(Theo, 6 anos)
Um grupo de crianças estava conversando sobre signos. Rafa estava quietinho então resolvi puxar assunto.
– Qual seu signo, Rafa?
– É que eu ainda não tenho bichinho de estimação… Mas eu sei que vou ganhar o meu logo!
(Rafael, 5 anos)
Passei na lavanderia pra deixar um edredom pra lavar. O Theo perguntou:
– Mãe, por que tudo a gente tem que dar dinheiro?
– Porque a gente vive num mundo capitalista. A gente troca coisas ou serviços por dinheiro.
– E existe outro mundo?
(Theo, 6 anos)
Meu irmão falando com o amigo ao telefone:
– Vou desligar, tá? Tem dia que você tá mais legal e hoje não é esse dia.
(Luiz, 7 anos)
– Titia, o amigo do meu pai morreu, sabia?
– Vixe, Nicole, e ele ficou triste?
– Não, ele só morreu mesmo.
(Nicole, 4 anos)
– Nossa, R$ 900,00 um apartamento sem entrada, mamãe?
– Sim, por quê?
– Por onde a pessoa vai entrar?
(Cora, 8 anos)
– Cecília, qual foi o momento que você mais gostou hoje na escola nova?
– Foi a hora do lanche, mamãe.
– Humm… comeu todo o lanche? Estava gostoso?
– Não, mamãe, é porque eu fiz uma nova amiga.
(Cecília, 5 anos)
Estávamos no quarto com a Julia, já eram dez da noite e ela estava brincando de Barbie quando comentou:
– Papai, quero pegar as minhas Lols também.
– Não, filha. A essa hora você já devia estar na cama.
Ela me olhou com cara de deboche e disse:
– Tarde demais, papai.
(Julia, 4 anos