O Eduardo reclamou:
– Eu não gosto do Rafa.
E o Rafa se defendeu:
– Eu adoro eu.
(Eduardo, 6 anos e Rafael, 3)
O Eduardo reclamou:
– Eu não gosto do Rafa.
E o Rafa se defendeu:
– Eu adoro eu.
(Eduardo, 6 anos e Rafael, 3)
Meu namorado e eu saímos para tomar sorvete com a sobrinha. Ela escolheu o sabor de chiclete e quando foi tomar perguntou:
– Pode engolir?
(Ísis, 4 anos)
– Mamãe, está na hora de colocar água nas nossas plantas.
– Estou ocupada, Luan. Agora não posso.
– Não pode ajudar as plantinhas a viverem bem… mas quer continuar respirando melhor?
(Luan Miguel, 7 anos)
Íamos passear em um novo parque no final de semana, e o Miguel comentou:
– Estou muito curioso para passear.
– Mi, não seria ansioso?
Expliquei a diferença entre curiosidade e ansiedade, quando ele me falou:
– Ah mãe! Existem muitas formas de felicidade.
(Miguel, 4 anos)
Estávamos lendo uma matéria na internet enquanto Arthur jogava no meu celular. Do nada ele começou a falar sozinho durante o jogo:
– A gente cria essa expectativa, esse mundo na nossa cabeça… aí vem a realidade e destrói tudo. Por isso eu prefiro a expectativa. Na realidade, eu sempre perco nesse jogo. Expectativa é melhor.
(Arthur, 9 anos)
A professora perguntou:
– Quem sabe o que é um mico?
E a Sofia respondeu:
– Uma coisa que precisa de dinheiro.
– Por que, Sofia?
– Porque a minha mãe sempre paga mico.
(Sofia, 4 anos)
Estávamos conversando sobre sonhos e pesadelos e a Bia estava muito mal, por causa de um pesadelo que ela teve, e questionou:
– Adultos também tem pesadelos?
– Sim. Na semana passada eu tive um pesadelo em que o papai estava namorando outra menina. Fiquei triste e acordei com o coração acelerado.
– Eu arrumaria outro!
(Bia, 7 anos)
Estávamos numa festa de um amigo do meu pai e ele cozinhou caranguejo para comermos.
Ele passou de mesa em mesa, até que chegou na nossa e perguntou:
– E ai Vitória, você gosta de caranguejo?
– Do caranguejo eu gosto, eu só não gosto de comer ele.
(Vitória, 6 anos)
Arrumei a Sol para darmos um passeio. Ela ficou tão linda que parei e fiquei admirando. Ela percebeu meu olhar, suspirou e disse:
– Eu também te amo.
(Sol, 4 anos)
Estava conversando com meu marido sobre as folgas do serviço quando ele me disse:
– Todo mundo pede pra trocar a folga, por que eu não posso?
E a Lívia respondeu:
– Porque você não é todo mundo, pai!
(Lívia, 6 anos)
Meu aluno falou isso em sala de aula:
– Desculpa é a primeira resposta que sara.
(Robson, 5 anos)
– Filho, você é meu amor.
– Mãe, você é minha amora.
(Samuel, 4 anos)
Alice estava vendo um livro ilustrado pelo Basquiat quando comentou:
– Nossa, prima, que lindo!
Eu, já achando que ela tinha sensibilidade pra arte, fiquei impressionada até ela completar:
– Foi você que rabiscou?
(Alice, 3 anos)
– Ô mãe, tem batata solteira na panela.
*Batata souté
(Maria Clara, 7 anos)
Fernanda ganhou uma vaquinha inflável que veio furada. Encheu uma vez e ela esvaziou. Encheu de novo e esvaziou. Depois da terceira vez começou a chorar e xingar a vaquinha.
A irmã, tentando consolar, falou:
– Fê, relaxa! Estamos em época de vacas magras.
(Bruna e Fernanda, 7 anos)
Estava explicando pro Davi como as pessoas de Dubai vivem:
– Lá em Dubai as pessoas tem até animais selvagens de estimação, filho.
– Mamãe, se eu fosse “Dubaiano”…
(Davi Henrique, 9 anos)
Cecília estava jogando videogame pela primeira vez. Depois de vários minutos mexendo no controle sem conseguir fazer o personagem do jogo sair do lugar, finalmente ele se mexeu. Pouco modesta, ela comentou:
– Uau! Alguém está pegando o jeito, hein…
(Cecília, 4 anos)
– Aquela máquina de pegar ursinhos de pelúcia é difícil. Ela é de tentar, não de pegar.
(Pedro, 4 anos)
– Tia, eu e minha irmã achamos um cachorrinho debaixo do “Augusto”.
– Mas quem é Augusto e por que vocês estavam falando com estranhos?
Ele me olhou com uma carinha de confuso e falou:
– Tia, Augusto não é aquela árvore pequena que fica no chão?
(Lorran, 5 anos)
Minha mãe colocou um vestido para passar o réveillon e perguntou:
– Alícia, tá feia a roupa da vovó?
– Não tá feia, vovó. Tá linda a sua fantasia.
(Alícia, 3 anos)
As visitas estavam para chegar em casa. Letícia invadiu o quarto enquanto a mãe se trocava, na tentativa de fugir da irmã que deveria arrumar seu cabelo. A mãe falou:
– Lê, as visitas estão chegando. Desse jeito elas vão olhar e dizer: “Nossa, que menina descabelada!”
Letícia tirou a chupeta da boca e respondeu:
– Não. Eles vão olhar e vão dizer: “Nossa, que mulher pelada!”
(Letícia, 3 anos)
Estávamos com visitas em casa e o Benjamin pediu:
– Mãe, deixa elas dormirem aqui?
– Mas, filho, onde? Aqui não tem espaço…
– Tem, sim. Elas podem dormir no quarto de óbitos.
(Benjamin, 3 anos)
Depois de um ano sem ver minha prima, cheguei em casa de viagem. Ela correu, me abraçou e falou:
– Nossa, eu estava com tanta saudade guardada.
(Maria Alice, 6 anos)
Final de ano na escola. Os alunos faziam um trabalho relacionado ao Natal. Gabriel levantou e foi tirar uma dúvida com a professora:
– Professora, como é que se escreve áspero?
A professora soletrou a palavra, mesmo sem entender como ela entraria no tema proposto. No final da atividade, o menino entregou o trabalho. Nele estava escrito:
“Feliz Natal e um Áspero Ano Novo!”
(Gabriel, 8 anos)
– Mamãe, estou preocupada.
– O que foi, Gabi?
– Eu pedi um ursinho de presente para o Papai Noel, mas esqueci de dizer que eu queria de pelúcia.
(Gabriela, 3 anos)
Augusto estava na sala e gritou para o irmão que estava na cozinha:
– Gabriel, traz um limão daí.
Eu, na cozinha, disse:
– Não ouvi a palavra mágica, Augusto.
– Gabriel, traz o limão, abracadabra.
(Augusto, 7 anos)
Estávamos falando sobre a prova do Detran que a Dona Célia, avó da Manu, reprovou. E eu perguntei para meu marido:
– Ela reprovou em quê?
E a Manu respondeu:
– Ela reprovou na Monaliza.
(Manu, 7 anos)
Miguel se referindo a sua irmã de 1 mês:
– Mãe, o ar que ela respira é muito cheiroso.
(Miguel, 6 anos)
Minha irmã e eu estávamos conversando com minha sobrinha e perguntamos:
– O que fizeram no recreio, Lalá?
– Corremos, ué!? Chegou a sair lágrima da testa.
(Lavínia, 6 anos)
Minutos antes do Davi dormir, eu falei:
– A mamãe ama você.
– Eu sei.
– Como você sabe?
– Porque quando eu te beijo, você ri.
(Davi, 5 anos)
Minha tia e eu estávamos no parquinho com meu primo e falamos pra ele ir fazer amizade com um grupo de crianças que já estavam por lá quando chegamos. Ele foi. E na tentativa de fazer novos amigos, chegou perto das crianças e falou:
– E aí, quem peidou?
(Júlio, 4 anos)
– Ô mãe, você já explicou para os meus irmãos o real significado do Natal?
– Ainda não, Mi.
– Pode deixar que eu explico: gêminhos, o Natal significa que Jesus nasceu e lá na Páscoa ele vai morrer e nascer de novo. Tipo o Deadpool.
(Miguel, 6 anos)
Perguntei ao meu filho se ele queria ganhar um patinete de natal e ele respondeu:
– Não! Quero ganhar um patinete de dinossauro.
(Leonardo, 2 anos)
Minha filha chupava o dedo escondido, e um dia perguntei:
– Você está chupando o dedo de novo?
– Não, mãe. Eu estou só coçando o dente.
(Bibiana, 4 anos)
Estávamos na casa da minha mãe, quando chegou minha avó andando devagar. Matheus ficou observando e quando ela se afastou ele perguntou:
– Mamãe, quando é o aniversário da bisa?
– Vai demorar ainda. Por que, filho?
– É que eu queria dar uma roupa do Flash pra ela.
(Matheus, 4 anos)
Saí da cozinha correndo e falei para minha mãe:
– Tem um morcego voando na cozinha!
Minha sobrinha ouviu e respondeu:
– É o Batman!
(Carol, 5 anos)
– Eu amo quando a mamãe vai trabalhar.
– Por que você ama?
– Porque ela volta todos os dias. E eu amo quando ela volta pra casa.
(Liam, 3 anos)
– Mamãe, você é linda!
– Meu amor, eu estou com conjuntivite. Meu olho está vermelho.
– Mas você sabia que vermelho é minha cor favorita?
(Eloah, 4 anos)
Meu tio pediu para meu primo participar da reza:
– Seja feita a sua vontade, assim na terra como no…
– No shopping.
(Filipe, 3 anos)
A Lara ganhou uma maçã do amor e comeu só o caramelo. A avó perguntou:
– Você não vai comer a maçã?
– Não, eu só quero o amor.
(Lara, 3 anos)
– Mamãe, eu tô com fome.
– Você só pensa em comer, menino.
Pausa de três segundos e escuto:
– Você não?!
(Luiz, 6 anos)
No auge do verão, minha irmã foi se despedir antes de dormir:
– Vovó, vou mimir.
– Boa noite, minha filha. Que a Nossa Senhora te cubra com o seu manto.
– Ah não, vó. Está muito calor!
(Melina, 2 anos)
– Mãe, vou te contar uma historinha: Era uma vez um patinho feio, ele era diferente dos outros patinhos e por isso todos riam dele. Mas um dia ele cresceu, se tornou um lindo pônei e viveu feliz pra sempre.
(Danilo, 6 anos)
A professora da Maria Clara perguntou para cada aluno qual seu animal de estimação favorito. Quando chegou a vez da Maria Clara ela respondeu:
– Tia Ediane, meu animal prefiro é galinha caipira com arroz.
(Maria Clara, 5 anos)
Era um dia chuvoso e eu ia sair com meu filho. Quando ele viu a chuva, olhou pra mim e perguntou:
– Mamãe, a gente vai “dibardi”?
– O que, Enzo? “Dibardi”?
– É, mãe… “dibardi” chuva.
(Enzo, 4 anos)
Em um dia de domingo chamei a Eduarda para me fazer um favor:
– Eduarda, por favor, vai na vendinha pra mim e compra uma Itubaina?
Eduarda foi, porém não tinha entendido muito bem o nome, quando voltou me disse:
– Evelyn, o moço riu da minha cara e disse que lá não vende cocaína.
(Eduarda, 9 anos)
– Tia, me ajuda a escolher minha roupa?
– Ajudo.
– Acho que eu vou usar minha bota preta, porque a rosa não vai ficar boa, né?
– Eu acho que a rosa fica boa, sim.
– Não, eu vou usar a preta mesmo.
– Você pediu ajuda, mas você já sabe o que quer.
– É que eu pensei que a sua ideia seria boa.
(Juliana, 7 anos)
A dinda viu um machucado no Felipe e perguntou preocupada:
– Felipe, onde você fez esse machucado?
– Eu machuquei na casa da tia Macha (Márcia).
O Arthur ouviu e rebateu:
– Não é tia Macha. É tia Marcha.
(Arthur e Felipe, 4 anos)
– Guilherme, o que você quer ser quando crescer?
– Quero ser piloto de avião, pai.
Gabi entrou na conversa e comentou:
– Eu quero ser igual a Ná.
– Que linda, filha. Quer ser arquiteta!
– Não, pai. Solteira!
(Gabi, 4 anos)
– Sofia, está chegando o seu aniversário. Que dia você nasceu?
– Dia 31 de janeiro de 2014, titia.
– Muito bem, meu amor. Então o seu aniversário está chegando. Você já pensou no presente?
Surpresa e indignada, concluiu:
– Opa! Eu nasci no dia do meu aniversário? Meu Deus!
(Sofia, 5 anos)