– Bibi, você que é mais nova, pega a tesoura lá na cozinha pra vó?
– Ah vó, vai você que é mais bonita!
(Gabriela, 8 anos)
– Bibi, você que é mais nova, pega a tesoura lá na cozinha pra vó?
– Ah vó, vai você que é mais bonita!
(Gabriela, 8 anos)
Minha sobrinha atendeu o telefone e a moça perguntou:
– Oi, posso falar com o responsável?
E ela respondeu:
– Moça, não mora nenhum responsável aqui.
(Duda, 7 anos)
Passeando com o Miguel, tentando animá-lo no período pós operatório, comento que muitas pessoas estavam querendo saber notícias e emendei:
– Filho, você é querido, bonito, educado, gentil, prestativo, está sempre pronto ajudar…
Ele me interrompeu:
– Prestativo não! De vez em quando eu falo umas coisas que não presta.
(Miguel, 8 anos)
– Daniel, qual gelatina você quer? A vermelha ou a verde?
– A vermelha, papai… Depois a verde.
(Daniel, 3 anos)
Haverá uma corrida de crianças no condomínio onde moro e perguntei para o Caco e para a Cecília se eles gostariam de participar. Os dois responderam empolgados:
– Siiiiim!
Em seguida, o Caco falou:
– Não! A Cici não!
– Mas eu quero, Caco.
– Não, Cici!
– Mas eu deixo você ganhar, Caco.
– Então tá bom! Então pode.
– Caco, eu vou torcer pra você! Eu vou torcer pra você comendo um salgadinho.
(Caco e Cecília, 4 anos)
– Vitor, o que você vai pedir de presente pro Papai Noel?
– Um Kinder Ovo.
– Mais o quê? Só isso?
– Sim, ué?! Eu quero um Kinder Ovo.
– Então vou pedir pra ele te dar dois.
Não se contendo de alegria, ele perguntou:
– Dois?! Eu posso ganhar dois?
(Vitor, 3 anos)
– Filha, lembra que a gente combinou que nadaria até o sol se pôr?
– Lembro.
– Então, o sol já se pôs. Vamos sair da piscina?
– Mamãe, deixa eu nadar só mais 5 quilômetros?
(Cecília, 4 anos)
Minha filha se chama Julia. Nós sempre a chamamos de Jú ou Juju. Um dia, estávamos brincando e em dado momento eu a chamei de Xuxu. Em um outro dia, seguindo a vida, eu a chamei de Jú e ela me respondeu:
– Mamãe, não me chame de Jú não.
– Ué, filha, você não gosta? É uma forma carinhosa.
– Eu prefiro que chame de Xuxu, porque assim é só você que me chama. E eu me sinto só sua!
(Julia, 5 anos)
– Mamãe, eu tô com fome.
– Você só pensa em comer, menino.
– Você não?!
(Luiz, 6 anos)
– Mamãe, Finados comemora o dia dos finos?
(Ana Luiza, 6 anos)
Estava limpando o espaço da minha cadela e meu sobrinho me observando com cara de atenção. Então perguntei:
– Dadá, por quê você é tão lindo assim?
– Ah, tia Lala, acontece que eu não sou tããão lindo assim. É que você me ama muito e o amor faz com que a gente enxergue beleza nas coisas.
(Davi Lucca, 4 anos)
Emanuel estava jogando um jogo do Batman e eu estava deitada ao seu lado. De repente ouço um barulho e logo em seguida um pedido de desculpas:
– Desculpa, titia.
– Pelo quê?
– O Batman soltou um pum!
(Emanuel, 5 anos)
Conversando com o Arthur sobre ansiedade:
– Filho, a mamãe queria tanto que hoje já fosse terça-feira, para ter respostas que só terei na semana que vem…
– Sei como é, mãe. Isso se chama criancice. Para nós, crianças, é muito difícil esperar uma coisa que não vai acontecer agora.
(Arthur, 8 anos)
Pela primeira vez minha mãe me pediu dinheiro emprestado. Minha irmã mais nova viu e disse:
– Nossa… que adultério.
Assustada, perguntei:
– Como assim adultério, Bia?
– Você virando adulta.
(Beatriz, 10 anos)
Durante o café da tarde estávamos conversando sobre castanha do Pará. Meu marido perguntou para a Melissa:
– Qual a diferença entre o Pará e o Paraná?
– Ná!
(Melissa, 8 anos)
– Mel, tá cheio de pernilongo. Eles não estão te picando, não?
– Não. Eu estou calma.
– Como assim?
– Quando você está calmo, nada atrapalha.
(Melina, 10 anos)
Luiza lendo uma receita de biscoito que ela queria fazer:
– Mãe, aqui em casa tem sopa de baunilha?
– Sopa de baunilha? Nunca ouvi falar. Onde você viu?
– Aqui na receita está dizendo que precisa de 2 colheres de sopa de baunilha.
(Luiza, 8 anos)
– O papai é japonês e a mamãe, não. Aí eu nasci assim… metade com olho puxado e metade vesgo.
(Mateus, 6 anos)
– Mamãe, galinha solteira bota ovos?
(Aldemar, 8 anos)
Minha sobrinha passeando no shopping comigo:
– Tia, compra um livrinho pra mim?
Eu respondo pelo canto da boca:
– Naná, lembra que o meu dinheiro está bem pouquinho?
– Então compre logo, antes que o dinheiro acabe.
(Nadja, 7 anos)
Eu estava com meu sobrinho Lucas e meu amigo Gabriel caminhando pelo condomínio. Fazíamos algumas brincadeiras, quando respondendo a alguma bobeira de meu amigo, rindo, eu disse:
– Gabriel, você não tem maturidade mesmo!
No mesmo instante, o Luquinha vira para o Gabriel, em tom firme e diz:
– E eu não vou te emprestar a minha!
(Lucas, 4 anos)
Estava lavando os pratos, quando meu irmão vem bem alegre falando:
– Hoje já é quarta-feeeira.
– Já tá pensando na sexta, menino?!
– Claro que não né, Alline. Estou pensando no sábado!
(Arthur, 10 anos)
– Maria, posso te contar um segredo?
– Tia, pelo o amor de Deus, não!Sempre fico com a boca machucada quando sei um segredo.
– Como pode? Por quê?
– Porque fico mordendo a boca pra não falar.
(Maria Gabriela, 5 anos)
Eu estava no quarto ano de medicina, conversando sobre a faculdade com a minha tia; enquanto a Fernanda, ouvindo atentamente, me questionou:
– Rê, tu já percebeu que tu estuda, estuda, mas nunca vira médica? Acho que tem alguma coisa errada com a tua escola.
(Fernanda, 4 anos)
– Pietro, temos que comprar uma lembracinha de dia dos professores para seu professor. O que será que ele gosta?
– Ah mamãe, sei lá, acho que de silêncio!
(Pietro, 10 anos)
Eu estava gripada e falei:
– A mamãe não pode deitar com você porque está gripada.
– E com o papai você pode?
(Bernardo, 4 anos)
Estava com a minha Irmã e a chamei:
– Heloisa!
Ela fingiu não ouvir, então chamei de novo:
– Helo!
Ela me respondeu:
– Estou indisponível no momento. Por favor, tente mais tarde.
(Heloísa, 8 anos)
– Filha, minha barriga está doendo. Acho que foi aquele sorvete.
– Ô mãe, porque você não deixou o sorvete só pra mim?
(Alice, 3 anos)
Ensinando meu filho sobre a força da gravidade:
– Felipe, a força que nos mantém na terra é a força da…
– Gravidez.
(Felipe, 7 anos)
Isabela chegou em casa dizendo que ia ser a Dorothy na peça da escola. Surpresa, perguntei:
– Nossa, filha! E como foi que te escolheram?
– Ué! O professor de teatro perguntou quem queria ser a Dorothy, e eu levantei a mão.
(Isabela, 5 anos)
– Mãe, a gente pode ser castigado por uma coisa que não fez?
– Não pode, Miguel. Por quê?
– Porque eu não fiz minha lição de casa.
(Miguel, 6 anos)
– Dinda, pode chamar o amigo de filho da mãe?
– Vai depender da situação, meu amor.
– É verdade! Se tiver mãe, tudo bem. Mas se ele não tiver, pode ficar chateado, né?
(Pedro, 6 anos)
– Mãe, feedback é um palavrão?
(Helena, 6 anos)
O Theo derrubou macarrão na cadeirinha do bebê. Como a mamãe ficou brava, enquanto estava limpando a cadeirinha falou:
– Theo, torce pra limpar.
E o Theo começa a gritar:
– Limpa! Limpa! Limpa!
(Theo, 4 anos)
Eu pedi para as minhas filhas, gêmeas, arrumarem o quarto delas e quando vi, a Manuela estava sentada assistindo TV.
– Manuela, por que você não está ajudando a sua irmã arrumar o quarto?
– Mamãe, estamos brincando de mãe e filha. Eu sou a mãe e mandei a Sofia arrumar o quarto.
(Manuela e Sofia, 4 anos)
– A mamãe precisa trabalhar pra comprar dinheiro.
(Pedro, 4 anos)
No velório da bisavó, perguntamos para a Rafaela:
– Rafa, o que é a morte?
– Ah, é tipo quando você dorme no sofá e acorda na cama.
(Rafaela, 9 anos)
– Mamãe, olha aquele cachorrinho abandonado… tadinho! Acho que ele precisa de uma menina de quatro anos.
(Maitê, 4 anos)
– Pai, a gente só pode passar nosso número de celular pra quem é famoso?
– Não, filha, podemos passar pra quem a gente quiser. Por quê?
– Porque minha mãe recebeu uma ligação e apareceu “desconhecido”.
(Manuela, 6 anos)
Aqui em casa temos um combinado que ela só pode comer doces no domingo.
E ontem ela me contou o sonho que teve:
– Mãe, eu sonhei que eu estava na casa da vovó e lá tinha muuuitos doces.
– É? E você comeu?
– Comi, mãe. No sonho era domingo. De verdade mesmo. Era domingo!
(Laura, 4 anos)
– Mãe, posso tomar banho de colinho?
– Tá bom, Arthur. Só um pouquinho.
Coloquei ele no colo e com um sorriso no rosto, concluiu:
– Isso que é vida!
(Arthur, 3 anos)
– Mãe, o que é vagabundo?
– É uma pessoa que não quer trabalhar e quer se dar bem na vida. Vive encostado nos outros…
– Eu quero ser vagabundo.
(Bruna, 6 anos)
Durante a lição de casa, Anne precisava fazer uma frase com a palavra “mulheres” e resolvi ajudar:
– Filha, escreva assim: “Minha mãe é a melhor das mulheres”.
– Nossa, mamãe, já está exagerando. Vou escrever assim: “Minha mãe é a segunda melhor das mulheres”.
– Opa! E quem é a primeira?
– Eu, ué!
(Anne, 7 anos)
Teve uma época em que eu tomava remédios para ansiedade e um dia minha priminha me viu tomando um comprimido. Curiosa, ela perguntou:
– Você tá tomando remédio pra quê?
Tentei pensar em uma resposta mais fácil dela entender:
– É pro meu coração ficar bem, Vivi.
Aí ela se aproximou de mim, deu um beijinho no meu coração e falou:
– Pronto. Agora não precisa mais tomar remédio.
(Maria Vitória, 2 anos)
– Mamãe, vamos pedir pastel?
– Hoje não, filha. A mamãe está sem dinheiro.
– Mas e se a gente pedir “por favor”?
(Dominique, 4 anos)
Elisa parou de frente para mim e para a avó e disse:
– Mamãe, quando eu crescer vou casar com o meu irmão.
Eu e a avó explicamos que isso não pode acontecer. Logo ela me questionou:
– Então, porque você casou com o meu pai?
(Elisa, 3 anos)
– Mas, por que vocês estão preocupados com a política? A eleição já acabou.
(Ana Ferrari, uma criança de 80 anos)
A Betina me elogiou:
– Mamãe, você corta tão bem esse papel!
E o Bernardo explicou:
– Betina, é porque a mamãe fez faculdade!
(Bernardo, 6 anos)
– Filha, se alguém te perguntar de onde você é, você diz que é de Campinas.
– Campinas?
– Isso. Campinas.
Depois de um tempo, perguntei:
– Bia, então, se alguém te perguntar de onde você é, você é de…?
– De boa!
(Beatriz, 4 anos)
Bruna teve aula na escola sobre as línguas faladas pelo mundo, e me disse:
– Bianca, sabia que português é a língua mais difícil do mundo?
– É uma das!
– “Umadás”? Que língua é essa?
(Bruna, 6 anos)