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Prestativo

Passeando com o Miguel, tentando animá-lo no período pós operatório, comento que muitas pessoas estavam querendo saber notícias e emendei:
– Filho, você é querido, bonito, educado, gentil, prestativo, está sempre pronto ajudar…
Ele me interrompeu:
– Prestativo não! De vez em quando eu falo umas coisas que não presta.

(Miguel, 8 anos)

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Pódio

Haverá uma corrida de crianças no condomínio onde moro e perguntei para o Caco e para a Cecília se eles gostariam de participar. Os dois responderam empolgados:
– Siiiiim!
Em seguida, o Caco falou:
– Não! A Cici não!
– Mas eu quero, Caco.
– Não, Cici!
– Mas eu deixo você ganhar, Caco.
– Então tá bom! Então pode.
– Caco, eu vou torcer pra você! Eu vou torcer pra você comendo um salgadinho.

(Caco e Cecília, 4 anos)

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Felicidade

– Vitor, o que você vai pedir de presente pro Papai Noel?
– Um Kinder Ovo.
– Mais o quê? Só isso?
– Sim, ué?! Eu quero um Kinder Ovo.
– Então vou pedir pra ele te dar dois.
Não se contendo de alegria, ele perguntou:
– Dois?! Eu posso ganhar dois?

(Vitor, 3 anos)

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Amor

Minha filha se chama Julia. Nós sempre a chamamos de Jú ou Juju. Um dia, estávamos brincando e em dado momento eu a chamei de Xuxu. Em um outro dia, seguindo a vida, eu a chamei de Jú e ela me respondeu:
– Mamãe, não me chame de Jú não.
– Ué, filha, você não gosta? É uma forma carinhosa.
– Eu prefiro que chame de Xuxu, porque assim é só você que me chama. E eu me sinto só sua!

(Julia, 5 anos)

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São seus olhos

Estava limpando o espaço da minha cadela e meu sobrinho me observando com cara de atenção. Então perguntei:
– Dadá, por quê você é tão lindo assim?
– Ah, tia Lala, acontece que eu não sou tããão lindo assim. É que você me ama muito e o amor faz com que a gente enxergue beleza nas coisas.

(Davi Lucca, 4 anos)

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Batman

Emanuel estava jogando um jogo do Batman e eu estava deitada ao seu lado. De repente ouço um barulho e logo em seguida um pedido de desculpas:
– Desculpa, titia.
– Pelo quê?
– O Batman soltou um pum!

(Emanuel, 5 anos)

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Ansiedade

Conversando com o Arthur sobre ansiedade:
– Filho, a mamãe queria tanto que hoje já fosse terça-feira, para ter respostas que só terei na semana que vem…
– Sei como é, mãe. Isso se chama criancice. Para nós, crianças, é muito difícil esperar uma coisa que não vai acontecer agora.

(Arthur, 8 anos)

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Adultério

Pela primeira vez minha mãe me pediu dinheiro emprestado. Minha irmã mais nova viu e disse:
– Nossa… que adultério.
Assustada, perguntei:
– Como assim adultério, Bia?
– Você virando adulta.

(Beatriz, 10 anos)

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Receita

Luiza lendo uma receita de biscoito que ela queria fazer:
– Mãe, aqui em casa tem sopa de baunilha?
– Sopa de baunilha? Nunca ouvi falar. Onde você viu?
– Aqui na receita está dizendo que precisa de 2 colheres de sopa de baunilha.

(Luiza, 8 anos)

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Antecipar

Minha sobrinha passeando no shopping comigo:
– Tia, compra um livrinho pra mim?
Eu respondo pelo canto da boca:
– Naná, lembra que o meu dinheiro está bem pouquinho?
– Então compre logo, antes que o dinheiro acabe.

(Nadja, 7 anos)

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Muquirana

Eu estava com meu sobrinho Lucas e meu amigo Gabriel caminhando pelo condomínio. Fazíamos algumas brincadeiras, quando respondendo a alguma bobeira de meu amigo, rindo, eu disse:
– Gabriel, você não tem maturidade mesmo!
No mesmo instante, o Luquinha vira para o Gabriel, em tom firme e diz:
– E eu não vou te emprestar a minha!

(Lucas, 4 anos)

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Cabeça

Estava lavando os pratos, quando meu irmão vem bem alegre falando:
– Hoje já é quarta-feeeira.
– Já tá pensando na sexta, menino?!
– Claro que não né, Alline. Estou pensando no sábado!

(Arthur, 10 anos)

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Segredo

– Maria, posso te contar um segredo?
– Tia, pelo o amor de Deus, não!Sempre fico com a boca machucada quando sei um segredo.
– Como pode? Por quê?
– Porque fico mordendo a boca pra não falar.

(Maria Gabriela, 5 anos)

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Dedicação

Eu estava no quarto ano de medicina, conversando sobre a faculdade com a minha tia; enquanto a Fernanda, ouvindo atentamente, me questionou:
– Rê, tu já percebeu que tu estuda, estuda, mas nunca vira médica? Acho que tem alguma coisa errada com a tua escola.

(Fernanda, 4 anos)

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A escolhida

Isabela chegou em casa dizendo que ia ser a Dorothy na peça da escola. Surpresa, perguntei:
– Nossa, filha! E como foi que te escolheram?
– Ué! O professor de teatro perguntou quem queria ser a Dorothy, e eu levantei a mão.

(Isabela, 5 anos)

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Manda quem pode

Eu pedi para as minhas filhas, gêmeas, arrumarem o quarto delas e quando vi, a Manuela estava sentada assistindo TV.
– Manuela, por que você não está ajudando a sua irmã arrumar o quarto?
– Mamãe, estamos brincando de mãe e filha. Eu sou a mãe e mandei a Sofia arrumar o quarto.

(Manuela e Sofia, 4 anos)

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Domingo

Aqui em casa temos um combinado que ela só pode comer doces no domingo.
E ontem ela me contou o sonho que teve:
– Mãe, eu sonhei que eu estava na casa da vovó e lá tinha muuuitos doces.
– É? E você comeu?
– Comi, mãe. No sonho era domingo. De verdade mesmo. Era domingo!

(Laura, 4 anos)

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Classificação

Durante a lição de casa, Anne precisava fazer uma frase com a palavra “mulheres” e resolvi ajudar:
– Filha, escreva assim: “Minha mãe é a melhor das mulheres”.
– Nossa, mamãe, já está exagerando. Vou escrever assim: “Minha mãe é a segunda melhor das mulheres”.
– Opa! E quem é a primeira?
– Eu, ué!

(Anne, 7 anos)

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Pronto

Teve uma época em que eu tomava remédios para ansiedade e um dia minha priminha me viu tomando um comprimido. Curiosa, ela perguntou:
– Você tá tomando remédio pra quê?
Tentei pensar em uma resposta mais fácil dela entender:
– É pro meu coração ficar bem, Vivi.
Aí ela se aproximou de mim, deu um beijinho no meu coração e falou:
– Pronto. Agora não precisa mais tomar remédio.

(Maria Vitória, 2 anos)

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Família

Elisa parou de frente para mim e para a avó e disse:
– Mamãe, quando eu crescer vou casar com o meu irmão.
Eu e a avó explicamos que isso não pode acontecer. Logo ela me questionou:
– Então, porque você casou com o meu pai?

(Elisa, 3 anos)

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Origem

– Filha, se alguém te perguntar de onde você é, você diz que é de Campinas.
– Campinas?
– Isso. Campinas.
Depois de um tempo, perguntei:
– Bia, então, se alguém te perguntar de onde você é, você é de…?
– De boa!

(Beatriz, 4 anos)

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Difícil

Bruna teve aula na escola sobre as línguas faladas pelo mundo, e me disse:
– Bianca, sabia que português é a língua mais difícil do mundo?
– É uma das!
– “Umadás”? Que língua é essa?

(Bruna, 6 anos)