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Sinônimo

Estava mostrando para minha prima Maria Antônia uma área como uma grande quantidade de fumaça. Quando sugeri:
– Maria, onde tem fumaça tem…??
Ela pensou por um instante e respondeu super animada:
– Churrasco!

(Maria Antônia, 5 anos)

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Tempo

Nosso avô faleceu há uma semana. Uma amiga da minha avó veio visitá-la e começou a chorar, falando:
– Ai Marlene, eu perdi um amigo.
O Davi, com cara de dó, passou a mão nas costas dela e a confortou:
– Chora não, dona Erondina. Já já a senhora encontra com ele.

(Davi, 5 anos)

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Contornando

A avó do Carlos chegou em casa, viu ele comendo e disse:
– Mastigue direitinho para poder engolir, igual a vovó. A vovó mastiga direitinho.
– Com a sua dentadura?
– Quem disse que eu uso dentadura?
Tentando contornar, ele respondeu:
– Mas toda moça bonita da sua idade usa dentadura.

(Carlos, 6 anos)

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Procuradora

Conversando com minha sobrinha de manhã:
– Tia, onde você trabalha?
– Na Procuradoria, Lice.
Horas mais tarde minha irmã perguntou:
– Alice, onde está o carregador?
– Pergunta pra titia, mãe. Ela é procuradora profissional!

(Alice, 6 anos)

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Constatando

Minha amiga conversando com a Sofia:
– Que massinha interessante. É de comer?
– Não! É de brincar. Só uma pessoa esquisita comeria isso.
– Mas existem pessoas esquisitas, Sofia.
– E você é uma delas?

(Sofia, 6 anos)

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Dependência

Meu irmão estava estudando para a prova de ciências da escola, quando de repente olhou para mim e disse:
– Bu, acho que nós temos uma relação de mutualismo.
– Por que, Álvaro?
– Porque eu não vivo sem você e você não vive sem mim.

(Álvaro, 11 anos)

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Ui

A Bibi chegou da escola e me contou, apreensiva:
– Mamãe, a professora criou uma regra. Escreve a palavra “parque” na lousa e cada vez que alguém apronta ela risca uma letra. Se riscar todas, ficamos sem parquinho!
Falei que ia fazer o mesmo com a TV em casa. Imediatamente ela retrucou: – Escreva pelo menos o nome verdadeiro “televisão”!

(Giulia Bianca, 6 anos)

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Criança aprende rápido

Estávamos brincando com um jogo que trabalha os sentimentos. Caiu em uma pergunta: “Se você quebrasse um vaso da sua mãe, como você se sentiria?” Aí complementei:
– Lembra, filho, que você quebrou o vaso da mamãe uma vez? Como você se sentiu?
– Quebrei, não! Isso é fake news!

(Leonardo, 5 anos)

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Saudades

– Mamãe, hoje eu chorei quando você foi para o trabalho.
Com a voz embargada, respondi:
– Ahh filha, eu também senti saudades e quase chorei.
– Não, mãe. Eu chorei porque a minha chupeta ficou no seu carro.

(Ana, 3 anos)

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Igual, mas diferente

Hoje, no parquinho, um menino da idade da Tete perguntou sem pudor:
– Você é menina ou menino?
Ela respondeu:
– Menina.
Então, o irmão mais velho, preocupado, repreendeu o caçula dizendo que ela poderia ficar triste com a pergunta. Ela olhou bem para ele e perguntou:
– Por que eu ficaria triste? É ruim ser menino?

(Teresa, 4 anos)

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É sim

Estava conversando com o Greg e ensinando a ele o nome dos avós:
– Mas, mamãe, Reginaldo é o nome do papai, e não do vovô!
– Sim, filho. Mas eles têm nomes iguais. O papai é Reginaldo Filho…
– Não! O papai é Reginaldo adulto!

(Gregório, 3 anos)

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Na sua pele

Tenho muitas tatuagens e a Giulia comentou:
– Eu fui na praia e fiz uma tatuagem, mas eu tomei banho e saiu. Você não toma banho, tia?
– Tomo, sim. Mas minha tatuagem é de verdade, fiz com agulha.
Então o João entrou na conversa:
– Com agulha, tia? Doeu e você não chorou?
– Chorei não, João.
A Giulia completou:
– Adulto só chora quando sente saudade, João.

(Giulia e João Gabriel, 4 anos)

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Fora do cardápio

‭Estávamos brincando de sorveteria, quando o Artur me convidou para ser sua cliente e me ofereceu um sorvete imaginário que custava mil reais.‬
‭- E você vende fiado, Artur? ‬
‭- Titia Paula, não vendo fiado, eu vendo sorvete!‬

‭(Artur, 5 anos)‬

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Melhorou?

– Vó, tô penteando o cabelo de vovô para ele ir bem bonito na padaria.
Aí a moça da padaria vai falar assim: “Oi, Lis, hoje seu avô tá um gato!”
– O que, Lis?! O que a moça da padaria vai falar do seu avô?
– Ahhh… ela vai falar: “Oi, Lis, hoje seu avô tá menos feio!”

(Lis, 5 anos)

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Tempo

– Mãe, que dia é amanhã?
– É depois que você dormir, filha.
No outro dia, assim que ela acordou, correu no meu quarto e perguntou:
– Mãe, hoje é amanhã?
– Não, filha. Hoje é hoje.
– Mãe, você está me enganando.

(Priscila, 5 anos)