– Mãe, o que é isso?
– É bigode, filho.
– Mãe, então você é o tio.
A escola mandou um bilhetinho para ver quais alunos querem participar da quadrilha esse ano.
Eu perguntei para o meu filho se ele iria dançar quadrilha e ele me respondeu:
– Quem é a Drilha?
(Guilherme, 7 anos)
Contando uma história para a Sofia no trajeto da escola:
Fomos almoçar e quando fui sentar o Matheus ficou atrás da minha cadeira. Eu disse:
– Vai sentar, filho.
– Não, mãe. Esqueceu que eu sou o homem e tenho que empurrar a cadeira para você?
(Matheus, 5 anos)
– Mãe, o que você quer ganhar no dia das mães?
– Quero crianças obedientes.
– Pode deixar mãe, nesse dia te obedecerei.
(Caique, 9 anos)
No banco de trás do carro:
– Olha, Nina, acho que hoje inauguram o parquinho no condomínio.
– Sério, Jujú?! Então a tarde a gente pode descer para brincar.
O pai comentou:
– Meninas, acho que ainda não. Acredito que essa semana avisam sobre a data de inauguração.
E a Duda, até então em silêncio, interveio:
– Meninas, assim: o parquinho vai inaugurar, no mínimo, esse sábado e, no máximo, em dezembro.
(Nina e Jujú, 8 anos e Duda, 9 anos)
Aguardando para atravessar a rua enquanto passava a ‘marcha para Jesus’ com milhares de pessoas, ouço a pergunta:
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Eu estava numa festa de aniversário infantil e me encantei com um menininho lindo. Eu queria tirar foto com ele a todo momento, porém ele evitava. Então perguntei:
– Por que você não quer tirar foto comigo? Eu sou feia?
Imediatamente ele respondeu:
– Nããão. Eu que sou.
(Marcos Paulo, 3 anos)
Eu havia ensinado minha neta a falar as palavras no plural, alertando que devíamos colocar sempre o “s” no final de cada palavra.
Exemplo: A casa… as casas. A boneca… as bonecas.
Alguns dias depois, ela observava pela janela alguns passarinhos no jardim e falou:
– Olha, vó. Os passarinho.
Em seguida completou:
– Sssss.
(Julinha, 3 anos)
– Mãe, coloca Marisa Monte?
– Qual música?
– Aquela que a gente ouve no carro.
– Ok. Mas, qual?
– Para bandeira.
– Qual música é essa?
– Aquela que começa assim: “Para bandeira nã nã, para bandeira nã nã…”
(Arthur, 4 anos)
Depois de trabalhar uma semana inteira sobre a temática, perguntei aos alunos:
– Os médicos dizem que a água está em segundo lugar entre os principais alimentos para nossa vida. Vocês sabem qual é o primeiro? Começa com a letra O.
Toda a turminha gritando freneticamente:
– Ooovoo.
Toda sem graça, respondo:
– Não gente, é o oxigênio.
Uma noite dessas, eu estava no carro, voltando para casa, quando minha filha decide abrir o vidro.
– Mamãe, trombadinha é elefante, né?
(Alana, 4 anos)
– Mãe, hoje você vai ao médico?
– Vou ao cardiologista. É um médico que cuida do coração, filho.
– Hum… Mãe, eu não quero que você morra.
– Por quê?
– Quem é que vai desenhar os carros para eu pintar?
– Só por isso você precisa de mim, Pedro?
– Claro que não, mãe. São várias coisas também, mas fazer os desenhos é o principal motivo.
(Pedro, 5 anos)
Enquanto eu preparava o jantar, escutei a Nina cantando Toquinho:
“Sou eu que vou seguir você. Por todos os caminhos. Até o Ceará…”
(Nina, 8 anos)
Na volta da escola dominical a Nina comenta:
– Mamãe, sabe o que eu aprendi? Que Jesus morreu na cruz para nos salvar. E que o sangue Dele é suquinho de uva.
(Nina, 4 anos)
No estacionamento do shopping:
O garoto só queria que a mãe tivesse tempo para assistir sua peça na escola…
– Mamãe, vamos brincar de esconde-esconde?
– Vamos, filha! Eu conto e você esconde!
– Tá bom!
– 1, 2… 10. Lá vou eu! Onde está a Gabi?
– Na porta, mamãe!
– Não pode falar onde está, filha! De novo… Onde está Gabi?
– Tô aqui!
(Gabriella, 2 anos)
– Mamãe, quero mais água. Meu coração vai ficar cheio de água.
– Não, filha, não é o coração. Sua barriga que vai ficar cheia.
– É. O coração enche de amor.
(Manuella, 03 anos)
Ao buscar meu irmão na escola, a professora disse que tinha deixado um bilhete no caderno dele para mostrar para a minha mãe.
Chegando em casa vi que o bilhete estava todo pintado de preto e questionei:
– Arthur, por que você pintou o bilhete? Nem consigo ler.
– Jessica, minha mãe disse que não queria mais ver bilhete nenhum no meu caderno.
(Arthur, 5 anos)
Fui à feira com minha filha e perguntei ao feirante:
– Moço, quanto custa a caixa de fruta do conde?
– Quinze reais.
Minha filha olhou pra ele e perguntou:
– E sem a caixa?
(Laura, 6 anos )
Clara estava assistindo TV e viu um depoimento de uma mãe logo após o parto, que dizia: “Não sabia que seria tão fácil”.
Clara retruca:
– Você não viu nada, minha filha. Deixa crescer para ver o trabalhão que dá.
(Clara, 5 anos)
Para lembrarmos que nem todas as crianças vivem na boa condição das nossas. Vamos ajudar, amigos. Sempre tem uma ONG honesta, orfanato, creche, associação de bairro, igreja ou família bem perto da gente precisando de apoio.
Chego em casa, encontro meus filhos e pergunto para o menor:
– E aí, filho, deu certo o jantar?
– Deu, mãe. Estava uma delícia.
– Que maravilha. E o troco?
– Aqui nós não trabalhamos com troco, mãe.
(Emerson Filho, 7 anos)
O Pedro estava me ensinando um jogo que tinha alguns bichinhos. De repente apareceu uma vaca e um touro e ele me explicou:
– A vaca é a mulher do touro. E o touro é uma vaca, só que macho.
(Pedro, 7 anos)
– Hoje eu vendi duas pulseiras. A maior eu cobrei R$ 0,50 e a menor R$ 1,00.
– Lara, você precisa cobrar mais na maior do que na menor.
– Eu fiz isso! Cobrei 50 que é muito mais do que 1.
(Lara, 6 anos)
O meu primo André tinha um cachorro que morreu. Seu vizinho, Lucas, apesar de gostar e brincar muito com o cachorro, acompanhou o enterro do animal sem demonstrar tristeza alguma. Tempos depois, o Lucas chegou todo empolgado:
– Olha, André, agora eu também tenho um cachorro.
– Nossa, que legal! Mas, eu não tenho mais cachorro, o meu morreu, lembra?
E o Lucas questionou:
– Mas você plantou ele naquele dia e até hoje ele não nasceu!?
(Lucas, 4 anos)
Eu estava no salão de beleza, fazendo as unhas e ao lado sentou uma menininha com uns 5 anos para pintar as unhas. Eu comecei a conversar com ela e perguntei:
– Você tem algum animal de estimação?
Ela disse:
– Não. Mas tenho um irmão.
– Isabel, me dá um pirulito?
– Ô, Thiago, mas eu só tenho um.
– Mas eu só quero um mesmo.
(Thiago, 4 anos)
Lucy puxou papo com uma menina na padaria:
– Oi! Como você chama?
– Karin.
– Nossa mãe, ela é igual o bichinho que vem na boca quando a gente não escova os dentes, né?!
(Lucy, 3 anos)
Em seu aniversário de 3 anos, após o parabéns, a mãe perguntou:
– Theo, pra quem você vai dar o primeiro pedaço de bolo?
– Não sei.
– Quem é a pessoa mais legal?
– Eu.
(Theo, 3 anos)
– Filho, o que teve na escola hoje?
– Aula de ciências, mãe. A gente aprendeu sobre as partes íntimas do homem e da mulher.
– E aí?
– Minha infância acabou!
(Lucas, 11 anos)
Alice é muito parecida com o pai. Achamos uma foto dele criança e ela olhou para foto e ficou apavorada:
– Mãe, eu já fui menino!
Eu disse:
-Não, esse é o papai quando era criança.
Ela pôs a mão na boca:
– Meu Deus, ele já foi menina!
(Alice 4 anos)
Elisa não queria comer cenoura, então a Fefê disse:
– Elisa, sabia que a carrot faz você pretty?
E a Elisa respondeu:
– Ela não é magic!
(Fefê, 9 anos e Elisa, 4 – brasileirinhas sendo alfabetizadas nos EUA)
Estava falando sobre meu dia com minha esposa e num certo momento disse:
– O cara é f*#@!
Passado alguns momentos minha filha que estava por perto veio até nós, jogou um brinquedo no chão e disse:
– É f*#@, pai!
Minha esposa para contornar a situação perguntou:
– É fralda, filha?
– É, f*#@ pampers!
(Pietra, 3 anos)
– Mãe, lobo existe mas ‘”zomem” não, né?
(Clara, 5 anos)
– Filho, na sua escola servem tomate cereja?
– Não, lá só tem tomate adulto.
(Lucas, 5 anos)
Lis entrou no banheiro para escovar os dentes justo na hora em que o irmão mais velho estava tomando banho e saiu dizendo:
– Vi Kael pelado, mas não vi suas partes rítmicas.
(Lis, 7 anos)
No último sábado o Pedro voltou da catequese e falou:
– Mãe, você sabe quais são os dez mandamentos?
Eu me fiz de boba e falei:
– Não lembro, quais são?
– Não roubar. Não matar. Não “pecar contra a castidade”…
Então perguntei:
– 0 que é não pecar contra a castidade?
– Acho que é pra gente não sair do castigo enquanto a mãe da gente não mandar.
(Pedro, 08 anos)
Comecei a ensinar as meninas sobre os frutos do Espírito Santo e hoje perguntei:
– Quais são os frutos do Espírito que aprendemos ontem?
A Elisa respondeu:
– Mandioca.
(Elisa, 3 anos)
– Mamãe, vamos combinar uma coisa?
– O que, filhote?
– As segundas e sextas-feiras, não vamos acessar a internet para ficarmos mais juntos um do outro? Precisamos fazer mais isso…
(Marco Antônio, 9 anos)
Meu filho com as dificuldades da língua portuguesa, me perguntou:
– Mamãe, meu amigo disse “cabeu” e eu falei que isso não existe, que é “coube”.
Eu, toda orgulhosa, nem tive tempo de elogiar e ele continuou:
– E sabe o que ele dizeu?
(Luiz, 3 anos)
Minha sobrinha estava assistindo televisão e eu perguntei:
– Malu, vamos tirar uma foto no celular?
– Tia, isso se chama selfie.
(Malu, 4 anos)
Enrico chega da escola super animado e diz:
– Mamãe, hoje eu aprendi verbos. E você sabe que existem três tempos de verbos? Presente, presépio e futuro.
(Enrico, 8 anos)
– Eu sei o que é preconceito. É quando um moço bota uma água suja no coração dos meninos.
(Davi, 3 anos)
– Mãe, você gosta de bolacha recheada. Por que você não come?
– Porque já está acabando e só vamos ao mercado no meio da semana. Deixei pra vocês comerem.
– Puxa, mãe… isso que é prova de amor. Obrigado!
(Pedro, 7 anos)