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Mulher macho

Meu filho chegou bem pertinho do meu rosto e notou os pelinhos no canto da minha boca.
– Mãe, o que é isso?
– É bigode, filho.
– Mãe, então você é o tio.

(Victor, 2 anos)

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Festa Junina

A escola mandou um bilhetinho para ver quais alunos querem participar da quadrilha esse ano. 
Eu perguntei para o meu filho se ele iria dançar quadrilha e ele me respondeu:
– Quem é a Drilha?

(Guilherme, 7 anos)

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Passeando e cantando…

Contando uma história para a Sofia no trajeto da escola:

– Era uma vez uma menininha que não se comportava na escola. Daí o papai ficou muito triste com ela…

E a Sofia interrompe:
– Sabe, papai, eu sei por que a menininha não se comportava. É porque o papai dela não levava ela pra passear. Se ele levasse ela iria se comportar.
(Sofia, 4 anos)
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Nobre

Fomos almoçar e quando fui sentar o Matheus ficou atrás da minha cadeira. Eu disse:
 – Vai sentar, filho.
 – Não, mãe. Esqueceu que eu sou o homem e tenho que empurrar a cadeira para você?

(Matheus, 5 anos)

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Sinceridade

Levei a Mariana na padaria e gentilmente a funcionária ofereceu um salgadinho para provarmos. 
Depois que Mariana havia comido, fui lembrá-la que deveria agradecer a moça pela gentileza:
– Filha, com fala para tia?
– Me dá outro?
(Mariana, 3 anos)
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Prazo exato

No banco de trás do carro:
– Olha, Nina, acho que hoje inauguram o parquinho no condomínio.
– Sério, Jujú?! Então a tarde a gente pode descer para brincar.
O pai comentou:
– Meninas, acho que ainda não. Acredito que essa semana avisam sobre a data de inauguração.
E a Duda, até então em silêncio, interveio:
– Meninas, assim: o parquinho vai inaugurar, no mínimo, esse sábado e, no máximo, em dezembro.

(Nina e Jujú, 8 anos e Duda, 9 anos)

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Erguei as mãos

Aguardando para atravessar a rua enquanto passava a ‘marcha para Jesus’ com milhares de pessoas, ouço a pergunta: 

– O que é isso, mãe? Porque essa multidão de gente na rua? 
– É a marcha para Jesus. Acontece todo ano.
– Vixi! Vamos sair logo daqui, mãe.
– Calma, porque tanta pressa? 
– Imagine, mãe, até eles chegarem lá no céu…
(William, 6 anos)

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Cavalheiro

Eu estava numa festa de aniversário infantil e me encantei com um menininho lindo. Eu queria tirar foto com ele a todo momento, porém ele evitava. Então perguntei:
 – Por que você não quer tirar foto comigo? Eu sou feia?
Imediatamente ele respondeu: 
– Nããão. Eu que sou.

(Marcos Paulo, 3 anos)

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Plural

Eu havia ensinado minha neta a falar as palavras no plural, alertando que devíamos colocar sempre o “s” no final de cada palavra.
Exemplo: A casa… as casas. A boneca… as bonecas.
Alguns dias depois, ela observava pela janela alguns passarinhos no jardim e falou:
– Olha, vó. Os passarinho.
Em seguida completou:
– Sssss.

(Julinha, 3 anos)

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Cachola

No consultório, enquanto converso com o pediatra, a Flora sentou no chão e começou a cantar e falar sozinha.
Eu, meio sem jeito, viro para o médico e digo:
– Gostaria de saber o que se passa nessa cabecinha.
Ela, mais do que depressa, responde:
– Shampoo!
(Flora, 4 anos)
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Magamalabares

– Mãe, coloca Marisa Monte?
– Qual música? 
– Aquela que a gente ouve no carro.
– Ok. Mas, qual?
– Para bandeira.
– Qual música é essa?
– Aquela que começa assim: “Para bandeira nã nã, para bandeira nã nã…”

(Arthur, 4 anos)

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Ensinando

Depois de trabalhar uma semana inteira sobre a temática, perguntei aos alunos:
– Os médicos dizem que a água está em segundo lugar entre os principais alimentos para nossa vida. Vocês sabem qual é o primeiro? Começa com a letra O.
Toda a turminha gritando freneticamente:
– Ooovoo.
Toda sem graça, respondo:
– Não gente, é o oxigênio.

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Pureza

Uma noite dessas, eu estava no carro, voltando para casa, quando minha filha decide abrir o vidro.

 – Laninha, não abra o vidro que pode vir algum trombadinha.

 – Mamãe, trombadinha é elefante, né?

(Alana, 4 anos)

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Profissão

 – Mãe, hoje você vai ao médico?
 – Vou ao cardiologista. É um médico que cuida do coração, filho.
 – Hum… Mãe, eu não quero que você morra.
 – Por quê?
 – Quem é que vai desenhar os carros para eu pintar?
 – Só por isso você precisa de mim, Pedro?
 – Claro que não, mãe. São várias coisas também, mas fazer os desenhos é o principal motivo.

(Pedro, 5 anos)

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O caderno

Enquanto eu preparava o jantar, escutei a Nina cantando Toquinho:
“Sou eu que vou seguir você. Por todos os caminhos. Até o Ceará…”

(Nina, 8 anos)

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Comunhão

Na volta da escola dominical a Nina comenta:
– Mamãe, sabe o que eu aprendi? Que Jesus morreu na cruz para nos salvar. E que o sangue Dele é suquinho de uva.

(Nina, 4 anos)

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Sensor de ré

No estacionamento do shopping:

– Henrique, é difícil manobrar esse carro. Você deveria instalar um sensor de ré.
Ao que a Nina interveio:

– Mas já tem, mamãe.
– Não, filha. Só tem no carro da mamãe. Nesse aqui não tem.
– Tem, sim. Você, que fica falando: “já deu, deu, deeeu, deeeeeeeeu”.
(Nina, 7 anos)
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Invisível

– Mamãe, vamos brincar de esconde-esconde?
– Vamos, filha! Eu conto e você esconde!
– Tá bom!
– 1, 2… 10. Lá vou eu! Onde está a Gabi?
– Na porta, mamãe!
– Não pode falar onde está, filha! De novo… Onde está Gabi?
– Tô aqui!

(Gabriella, 2 anos)

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Cheio

– Mamãe, quero mais água. Meu coração vai ficar cheio de água.
– Não, filha, não é o coração. Sua barriga que vai ficar cheia.
– É. O coração enche de amor.

(Manuella, 03 anos)

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Obediente

Ao buscar meu irmão na escola, a professora disse que tinha deixado um bilhete no caderno dele para mostrar para a minha mãe.
Chegando em casa vi que o bilhete estava todo pintado de preto e questionei:
– Arthur, por que você pintou o bilhete? Nem consigo ler.
– Jessica, minha mãe disse que não queria mais ver bilhete nenhum no meu caderno.

(Arthur, 5 anos)

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Comerciante

Fui à feira com minha filha e perguntei ao feirante:
– Moço, quanto custa a caixa de fruta do conde?
– Quinze reais.
Minha filha olhou pra ele e perguntou:
– E sem a caixa?

(Laura, 6 anos )

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Concepção

Clara estava assistindo TV e viu um depoimento de uma mãe logo após o parto, que dizia: “Não sabia que seria tão fácil”.
Clara retruca:
– Você não viu nada, minha filha. Deixa crescer para ver o trabalhão que dá.

(Clara, 5 anos)

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Novos comerciantes

Chego em casa, encontro meus filhos e pergunto para o menor:
– E aí, filho, deu certo o jantar?
– Deu, mãe. Estava uma delícia.
– Que maravilha. E o troco?
– Aqui nós não trabalhamos com troco, mãe.

 (Emerson Filho, 7 anos)

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Lógica

O Pedro estava me ensinando um jogo que tinha alguns bichinhos. De repente apareceu uma vaca e um touro e ele me explicou:
– A vaca é a mulher do touro. E o touro é uma vaca, só que macho.

(Pedro, 7 anos)

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Contando

– Hoje eu vendi duas pulseiras. A maior eu cobrei R$ 0,50 e a menor R$ 1,00.
– Lara, você precisa cobrar mais na maior do que na menor.
– Eu fiz isso! Cobrei 50 que é muito mais do que 1.

(Lara, 6 anos)

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Funeral

O meu primo André tinha um cachorro que morreu. Seu vizinho, Lucas, apesar de gostar e brincar muito com o cachorro, acompanhou o enterro do animal sem demonstrar tristeza alguma. Tempos depois, o Lucas chegou todo empolgado:
– Olha, André, agora eu também tenho um cachorro.
– Nossa, que legal! Mas, eu não tenho mais cachorro, o meu morreu, lembra?
E o Lucas questionou:
– Mas você plantou ele naquele dia e até hoje ele não nasceu!?

(Lucas, 4 anos)

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Animal

Eu estava no salão de beleza, fazendo as unhas e ao lado sentou uma menininha com uns 5 anos para pintar as unhas. Eu comecei a conversar com ela e perguntei:
– Você tem algum animal de estimação?
Ela disse:
– Não. Mas tenho um irmão.

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Sorria

Lucy puxou papo com uma menina na padaria:
– Oi! Como você chama?
– Karin.
– Nossa mãe, ela é igual o bichinho que vem na boca quando a gente não escova os dentes, né?!

(Lucy, 3 anos)

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Eu me amo

Em seu aniversário de 3 anos, após o parabéns, a mãe perguntou:
– Theo, pra quem você vai dar o primeiro pedaço de bolo?
– Não sei.
– Quem é a pessoa mais legal?
– Eu.

(Theo, 3 anos)

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Love

– Mãe, eu estou apaixonado.
– É mesmo filho, me explica direito isso, como assim apaixonado?
– Ué, você não tá vendo os corações saindo da minha cabeça?

(Vinícius, 5 anos)
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As aparências enganam

Alice é muito parecida com o pai. Achamos uma foto dele criança e ela olhou para foto e ficou apavorada:
– Mãe, eu já fui menino!
 Eu disse:
-Não, esse é o papai quando era criança.
Ela pôs a mão na boca:
– Meu Deus, ele já foi menina!

 (Alice 4 anos)

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Transformação

Elisa não queria comer cenoura, então a Fefê disse:
– Elisa, sabia que a carrot faz você pretty?
E a Elisa respondeu:
– Ela não é magic!

(Fefê, 9 anos e Elisa, 4 – brasileirinhas sendo alfabetizadas nos EUA)

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É fralda, viu!

Estava falando sobre meu dia com minha esposa e num certo momento disse:
– O cara é f*#@!
Passado alguns momentos minha filha que estava por perto veio até nós, jogou um brinquedo no chão e disse:
– É f*#@, pai!
Minha esposa para contornar a situação perguntou:
– É fralda, filha?
– É, f*#@ pampers!

(Pietra, 3 anos)

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Ufa

Lis entrou no banheiro para escovar os dentes justo na hora em que o irmão mais velho estava tomando banho e saiu dizendo:
– Vi Kael pelado, mas não vi suas partes rítmicas.

(Lis, 7 anos)

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Os dez mandamentos

No último sábado o Pedro voltou da catequese e falou:
– Mãe, você sabe quais são os dez mandamentos?
Eu me fiz de boba e falei:
– Não lembro, quais são?
– Não roubar. Não matar. Não “pecar contra a castidade”…
Então perguntei:
– 0 que é não pecar contra a castidade?
– Acho que é pra gente não sair do castigo enquanto a mãe da gente não mandar.

(Pedro, 08 anos)

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Frutos

Comecei a ensinar as meninas sobre os frutos do Espírito Santo e hoje perguntei:
– Quais são os frutos do Espírito que aprendemos ontem?
A Elisa respondeu:
– Mandioca.

(Elisa, 3 anos)

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Língua Portuguesa

Meu filho com as dificuldades da língua portuguesa, me perguntou:
– Mamãe, meu amigo disse “cabeu” e eu falei que isso não existe, que é “coube”.
Eu, toda orgulhosa, nem tive tempo de elogiar e ele continuou:
– E sabe o que ele dizeu?

(Luiz, 3 anos)

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Aprendeu

Enrico chega da escola super animado e diz:
– Mamãe, hoje eu aprendi verbos. E você sabe que existem três tempos de verbos? Presente, presépio e futuro.

(Enrico, 8 anos)

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Amor

– Mãe, você gosta de bolacha recheada. Por que você não come?
– Porque já está acabando e só vamos ao mercado no meio da semana. Deixei pra vocês comerem.
– Puxa, mãe… isso que é prova de amor. Obrigado!

(Pedro, 7 anos)