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A melhor hora da escola

Estava olhando a caderneta da escola do Mateus. Havia um quadrinho que marcava todos os horários de aulas que ele tinha. Aula de música, aula de artes, educação física, expressão corporal etc. Achei muito interessante e por curiosidade perguntei:
– Mateus, qual hora você mais gosta da tua aula?
E ele, sem pensar:
– A hora que acaba!

(Mateus, 4 anos)

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Tempestade em copo d’água

Era sexta-feira, jornal da manhã passando na TV, fim de semana com Dia das Mães pela frente. A apresentadora da previsão do tempo mostrava os mapas e dizia que o fim de semana teria frio e chuva. A Anna Beatriz ficou em pé no sofá da sala e perguntou:
– Mãe, mas vai chover aqui em casa ou lá dentro da televisão?

(Anna Beatriz, 3 anos)

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Saudades de cama

– Luísa, você dormiu bem?
– Sim, papai, dormi!
– E sua cama te abraçou e beijou gostoso?
– Ela beijou, abraçou e até mordeu meu bumbum.
– Mordeu seu bumbum?
– É, mas foi de levinho… Ela tava com muita saudade!

(Luísa, 3 anos)

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Refletindo

A mãe estava ralhando com a Luísa que não lhe dava atenção:
– Se certa pessoinha prestasse atenção, as coisas seriam mais fáceis!
A Luísa continuou olhando para a televisão e disse:
– Certa pessoinha está pensando o que vai responder.

(Luísa, 3 anos)

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Bola de ferro

O Lincoln ganhou uma camiseta nova de um personagem em quadrinhos. Quando a avó chegou, elogiou:
– Nossa, que camiseta show de bola!
E ele corrigiu:
– Não é show de bola, vó. É o Homem de Ferro.

(Lincoln, 3 anos)

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Gentleman

Uma amiga nos visitava em casa, quando o Caio disse:
– Tia Thayza, vai embora!
A mãe, na hora, repreendeu:
– Mas que falta de educação, Caio!!
E o menino, educadamente:
– Desculpa! Tia Thayza, você pode, por favor, ir embora?

(Caio, 4 anos)

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Miss simpatia

– Filha, você está indo com a mamãe para o trabalho, então, por favor, se comporte. Eu quero que você cumprimente e sorria para todo mundo. Combinado?
– Combinado, mamãe.
– Muito bem.
– É porque você quer que depois as pessoas comentem: “nooossa, como a sua filha é simpática!”, né?

(Nina, 6 anos)

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Com jeitinho

– Mãe, a Marina hoje não quis me emprestar o brinquedo.
– E você fez o que, Isabella? Bateu nela?
– Nããããããooo! Eu pedi por favor!
– E ela deu?
– Deu.
– E se ela não tivesse dado?
– Aí eu batia nela.

(Isabella, 3 anos)

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Decorando

Quando o Davi começou a falar, eu queria que ele aprendesse o nome dele completo. Então eu falava:
– Filho, o seu nome é Davi Medeiros Rosa.
E ele, sério, me olhava e dizia:
– Rosa não, mãe. Azul!

(Davi, 2 anos)

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Tableft!

As crianças na escola em que trabalho levam o tablet para brincar depois do almoço. Eu peguei um emprestado e estava bem concentrada jogando, quando falei:
– Esse jogo é tão legal! Vou pedir um tablet desse pro Papai Noel.
De repente a Maria me olha e diz:
– Profe, tens um celular quebrado que nem pagasse ainda. Como queres um tablet?

(Maria)

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Micro-reza

– Mamãe, conta uma história pra eu dormir?
– Conto, qual delas você quer?
– Antes vamos rezar, tá, mamãe?
– Vamos. Pai Nosso que estais no céu.
– Pai nosso quitá no céu.
– Santificado seja o vosso nome.
– Santitado sosso mone.
– Venha a nós o vosso reino.
– Vassueino.
– Mamãe…
– Oi, filha.
– Vamos rezar a ôta poque essa tá muito compicada?

(Luísa, 5 anos)

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Agente literária

– O que você tá fazendo, pai?
– Estou escrevendo uma história.
– Pra quem?
– Para as pessoas.
– E pra mim?
– Também, filha.
– E é legal?
– Ah, não sei, acho que sim. Tomara.
– Você que tá inventando, pai! Você é que sabe se é legal ou não!
(Nina, 6 anos)
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O milagre da multiplicação de… açúcar

Há uma tradição religiosa de que o “Pão do Divino” – que se ganha na Festa do Divino – deve ser guardado com os mantimentos, para nunca faltar comida em casa. O Mateus, nosso vizinho, estava na cozinha com o Eduardo e viu o pão guardado no açúcar. Ele então perguntou o que era aquilo. E o Dudu respondeu:

– Isso é para nunca faltar comida aqui. Se acabar o açúcar, eles comem o pãozinho.
(Dudu)
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Natação

A mãe grávida. O Gustavo curioso:
– Mãe, o que meu irmãozinho está fazendo agora?
– Não sei, acho que ele está nadando.
– O quê? Que folgado! Eu aqui correndo para ir ao colégio e ele aí no paraiso!

(Gustavo 8 anos)

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UFC é para os fracos

Mais uma na sala de aula:
– E aí, gente, o que vocês vão querer ser quando crescer?
– Eu quero ser estilista!
– Eu vou ser bombeiro.
E as respostas seguiram até que a professora perguntou para o último:
– E você, Renan, o que vai ser quando crescer?
– Eu vou ser ninja!

(Renan, 7 anos)

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Discretamente

Aula de educação sexual para pré-adolescentes, a professora não se deu conta da presença de alguns “não tão adolescentes na classe.
– Muito bem, turma. Se algum de vocês tiver alguma dúvida sobre sexo mas ficar com vergonha de perguntar, pode escrever um bilhete e eu respondo, está bem?
Discretamente, a Melissa levanta a mão e sussurra:
– Tia, o que é que é sexo?

(Melissa, 8 anos)

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Cada festa que passa, ele fica mais velho

Meu sobrinho fez 5 anos e organizamos uma festinha para ele na escolinha, depois fizemos em casa e o pai dele fez na casa dele tambem. Quando voltou da última festinha, cansado e quieto, ele se jogou no sofá. A avó então perguntou:
– Oi lindo, como foi lá?
– Legal.
– Que bom! Aproveitou bastante?
– Sim.
– Está cansado?
– Estou. Só hoje eu fiz 3 aniversários! Já tô com 7 anos e ontem eu tinha 4.

(Juliano, 5 anos)

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Identidade secreta

O Rafa vestido de Batman, começou a refletir na sua missão:
– Daise, você já viu um vampiro?
– Já.
– E como ele não te atacou?
– Porque eu disse pra ele que eu tenho em casa um super-herói.
– E se ele me atacar?
– Eu não vou deixar. Nem tu vais deixar, pois és um super-herói.
– Mas eu tenho medo. Eu sou só uma criança com fantasia.
(Rafael, 4 anos)
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No princípio…

– Mãe, quem criou as árvores?
– Foi Deus, Pedro.
– E as casas?
– Quem criou a casa foi o homem. Mas quem deu sabedoria para o homem cria-la foi Deus também.
– Hum… e o cachorro?
– O cachorro também foi Deus quem fez. Tudo o que é da natureza foi obra do Senhor.
– Até os pernilongos? Mas por quê!?

(Pedro, 5 anos)

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Olha o passarinho!

A Nicolle estava brincando em uma casinha de piscina de bolinhas, enquanto o meu cunhado tirava várias fotografias das crianças. Então ele a chamou e disse:
– Ni, olha o para cá. Isso! Fica assim. Olha o passarinho!
Depois que disparou o flash, ela meio sem entender, perguntou:
– Cadê o passarinho?

(Nicolle, 2 anos)

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Um presente para o Papai Noel

O Papai Noel foi nos visitar na sala de aula. Papo vai, papo vem, o bom velhinho ressalta que aceita doações de mamadeiras e chupetas que as crianças, por um super engano (já que, teoricamente, deram tudo ao Coelhinho da Páscoa), ainda tenham em casa. Conclui:
– Quem tiver chupeta, pode trazer aqui para a escola que as professoras me mandam.
O Pietro me olha preocupado e diz, sussurrando:
– Tia, eu tenho, mas é que eu ainda tô chupando.

(Pietro, 3 anos)

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Espírito natalino

Era época de Natal e minha prima Maria Clara estava comigo no quarto, quando eu perguntei:
– Maria, onde está o seu espírito natalino?
Ela pensou bem e pra não dar o braço a torcer, respondeu:
– Não sei, deve estar na minha mochila.

(Maria Clara, 3 anos)

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A coisa

A mãe espirrou bem alto. O filho, por perto, levou um baita susto e avisou:
– Mamãe eu não tenho medo de bicho. Tenho medo é de catarro.

(Gabriel, 3 anos)

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Poliglota

– Mamãe, eu já sei falar mãe e pai em inglês.
– Puxa, minha linda, que legal! Como é?
– Mãe, é “móder” (mother) e pai é “fáder” (father).
– Caramba, que inteligente. E vovó, você sabe?
– É “vórer”.

(Giovanna, 7 anos)