Estávamos comendo amendoim torrado na praia e alguns vieram bem pequenos. Brincando, falei:
– Olha, esses são filhotinhos.
E antes de colocar todos na boca, ela falou:
– Vem com a mamãe.
(Lara Ágnes, 3 anos)
Estávamos comendo amendoim torrado na praia e alguns vieram bem pequenos. Brincando, falei:
– Olha, esses são filhotinhos.
E antes de colocar todos na boca, ela falou:
– Vem com a mamãe.
(Lara Ágnes, 3 anos)
– Tatá, hoje na escola eu aprendi a soluçar os problemas.
(Bianca, 3 anos)
Meu noivo é médico e tinha acabado de sair quando o Gabriel perguntou:
– Titia, o tio já foi?
– Já foi, meu amor. Por quê?
– Olha, eu não queria preocupar ninguém, mas eu estou sentindo meu coração bater.
(Gabriel, 7 anos)
– Você tem razão, filha…
– Não tenho, não!
– Ué?! Mas você sabe o que significa razão?
– Sei, sim. É comida de cachorro!
(Mell, 4 anos)
Estávamos entrando em um banco e Júlia logo saiu à frente para apertar o botão e empurrar a porta. Então perguntei:
– Julia, como você sabia que tinha que apertar o botão?
– Ah, tia, foi só um apetite.
(Júlia, 4 anos)
Igor foi até a geladeira e pegou um iogurte. Com pressa para comer, não esperou eu abrir a embalagem e ao tentar abrir sozinho deixou cair fazendo uma sujeira danada na cozinha. Eu então falei com ele:
– Poxa, filho, olha a sujeira que você fez. E agora, o que faço com você?
Ele tranquilamente respondeu:
– Faz carinho, mamãe!
(Igor, 3 anos)
– Arthur, galinha começa com qual letra?
– H.
– H, Arthur?
– É, uai! H-linha
(Arthur, 5 anos)
Perguntei para meu filho o que é o amor, e ele me respondeu:
– Ah, mamãe, amor é quando a gente compra uma batata frita para alguém e não pede nenhum pedacinho.
(Davi, 5 anos)
Guilherme estava cantarolando garota de Ipanema:
– Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça… O Senhor é convosco…
(Guilherme, 7 anos)
– Tia Cris, eu não quero comer arroz branco. Eu quero integral.
– Mas hoje só temos o branco.
– Não quero o branco porque ele engorda.
– Não engorda, não.
Então ela me olhou dos pés à cabeça e falou:
– Tem certeza?
(Valentina, 6 anos)
Perto do aniversário do meu sobrinho, perguntei se ele estava feliz e ele me respondeu:
– Mais ou menos. É muito ruim fazer aniversário em outubro. Tenho que esperar um ano todo para fazer de novo.
(Gustavo, 9 anos)
Como domingo será aniversário da minha mãe, chamei o meu irmão para perguntar o que daríamos para ela:
– Má, o que você acha que a mamãe gostaria de ganhar de presente de aniversário?
– Já sei!
– O quê?
– Ela sempre fala que queria ganhar na Mega-Sena.
(Matheus, 6 anos)
Jenifer e sua tia em um rodízio de pizza:
– Ai, tia, não quero mais comer, não. Estou com dor de cabeça e enjoada.
Passados dez minutos, começaram a oferecer as pizzas doces e ela comeu vários pedaços. Daí a tia perguntou:
– Ué, Jenifer, mas você não estava passando mal?
– Ah, tia, mas é chocolate, né? Chocolate cura.
(Jenifer, 10 anos)
– Evyllin, quando eu crescer eu quero ser idiota.
– Quer ser o quê?
– Idiota. Aquelas que emprestam dinheiro para as pessoas.
(Kathleen, 9 anos)
Uma escapadinha para beijar o marido no banheiro, nossa filha bate na porta e grita:
– Por que vocês estão no modo silencioso?!
(Isabella, 7 anos)
Estávamos brincando de “adivinha qual é a música?” e era a vez da Soffia dizer uma palavra:
– Paulo.
– Paulo? Que música tem Paulo, Sof?
– Atirei o Paulo gato…
(Soffia, 5 anos)
– O que você aprendeu no judô hoje?
– Aprendi a dar cambalhota.
– Legal. É difícil?
– Não, só precisa tomar cuidado para não morrer.
(Davi, 4 anos)
Acabamos de parar num posto de gasolina. Na saída, a Clarice viu um estátua de Aparecida e falou:
– Olha, uma estátua!
– É a estátua de Aparecida.
– Parecida com quê?
(Clarice, 5 anos)
No final da oração:
– Ah, e traga minha avó de volta…
Então pensou um pouco e continuou:
– Mas só se ela voltar normal. Se for como zumbi, pode deixar ela aí.
(Manoel, 4 anos)
Decidi passar um vídeo para meus alunos na escola:
– Fiquem aqui quietinhos que a tia vai buscar o benjamim para ligar o datashow na tomada e já volta.
– Tia, benjamim é seu namorado?
(Sofia, 7 anos)
Meu primo estava assistindo ao filme Meu Malvado Favorito. Me olhou reflexivo e disse:
– Eu queria ser um Minion, mas não sei… eles são muitos iguais e eu gosto de ser diferente.
(Guilherme, 5 anos)
– Bia, meu estômago fica no ouvido?
– Não, Helena. Por quê?
– Porque eu escuto ele roncar.
(Helena, 3 anos)
Igor caiu escada abaixo:
– Nossa, Igor, você se machucou?
– Tá tudo bem. Pelo menos eu cheguei aqui embaixo mais rápido.
(Igor, 8 anos)
– Então, Sophie, qual é o seu sonho?
– Morar num castelo do lado de um mercado.
– Por que do lado de um mercado?
– Porque eu sou faminta.
(Sophie, 8 anos)
Maria chegou pulando e batendo palmas, então perguntei:
– Maria, por que você está pulando dessa maneira?
– Ué, tia, eu nasci para a diversão.
(Maria, 7 anos)
Thaís colocando a blusa para sair e minha mãe diz:
– Thaís, vem aqui para eu arrumar a gola.
E ela corrige
– Não é a gola, mamãe. É agora!
(Thaís, 3 anos)
Levei minha filha comigo na faculdade. Meses depois, estava conversando com ela e falei que quando ela crescesse iria estudar na faculdade também. A resposta dela foi imediata:
– Eu não vou estudar na faculdade, mamãe. Lá nem tem parquinho.
(Louise, 5 anos)
– Mamãe, você sabe como se faz bebê?
Eu suspirei, contei até três e antes que eu falasse qualquer coisa, ela me interrompeu:
– Assim, mamãe: primeiro você coloca a letra “B”, depois a vogal “E”; a letra “B” outra vez e a letra “E” no final. Tem um acentinho mas eu ainda estou aprendendo… pronto! Assim você escreve Bebê. Viu como é fácil, mamãe?
(Rafaela, 6 anos)
Minha sobrinha estava brincando com a galinha pintadinha e o galo carijó (imaginários):
-Toma, vovô. Segure para mim.
Meu padrasto, no meio da conversa com outra pessoa, botou na boca e disse:
– Nossa, que delícia.
Ela fez uma cara de chocada, os olhinhos arregalados quase chorando e falou:
– Ele comeu o galo Carijó!
(Bianca 2 anos)
Machuquei meu pé faltando três dias para o Rock in Rio e meu afilhado ficou muito preocupado porque fiquei bem chateada. Quando contei que estava triste ele falou:
– Dinda, liga para eles e pede para mudarem o dia. Aí você fica boa e vai no show.
(Daniel, 6 anos)
– Pedro, o que você quer ser quando crescer?
– Vou fazer faculdade de artes cênicas. Se não der certo, vou fazer design de games. E por último, se nada der certo, vou ser experimentador de sorvetes mesmo.
(Pedro, 10 anos)
Depois de voltar de um aniversário infantil, Maria Laura fiou um tempão pensativa, olhando pra mim, até que eu perguntei:
– O que foi, filha?
– Sabe o que é, mamãe… eu queria tanto que você namorasse o Homem Aranha!
(Maria Laura, 5 anos)
Eu tentando descobrir os apelidos do meu filho na nova escola:
– Como a tia da escola te chama?
– Léo.
– Como seus amigos te chamam?
– Leléo.
– E como a professora te chama?
– Léééooo, sentaaaa!
(Leonardo, 3 anos)
(Isadora, 4 anos)
– Mamãe, eu adoro suas bochechas.
– Por que, meu bem?
– Porque elas são fofinhas. As vezes, quando estou na escola, queria que suas bochechas estivessem lá para eu apertar.
(Vinicius, 5 anos)
– Danilo, quando alguém perguntar seu nome você diz: eu sou o Danilo.
– Sim, mamãe!
– Então, responda. Qual é o seu nome?
– Qual é o seu nome, mamãe?
– Nãããoo, Danilo. Eu que pergunto, qual é o seu nome?
– Qual é o seu nome?
– Nãããoooo. Você responde: meu nome é Danilo.
– O meu também, mamãe!
(Danilo Augusto, 2 anos)
Na hora de dormir…
– Filha, você já vai fazer seis anos. Precisa dormir na sua cama.
– Mamãe, você já tem trinta e ainda dorme com o papai.
(Rafaela, 6 anos)
Sophia é uma vizinha da nossa rua. Ela estava passando pela porta da minha casa e meu pai perguntou:
– Oi, Sophia. Tudo bem? Você não veio mais nos visitar, nunca mais apareceu por aqui.
– É a correria.
(Sophia, 6 anos)
Eu e meu pai trabalhamos com salgados. Eu estava cortando cebolas quando a Lívia entrou:
– Tia, por que você está chorando?
– É por causa da cebola, amor.
– Mas o que ela fez pra você?
(Lívia, 4 anos)
Cecília pediu a chupeta, insistiu. A contragosto, a avó deu. Depois perguntou:
– Rafael, você sabe o que é o dia da Independência?
– É o dia em que ninguém precisa de ninguém para nada.
(Michelle, 7 anos e Rafael, 10)
Estávamos no carro, indo para uma festa e a Cecília, sentada na cadeirinha, dava palpites para o pai enquanto ele dirigia:
– Cuidado com o carro, papai.
– Pode deixar, filha.
– Papai, olhe para frente. Cuidado com os carros.
– Combinado, filha.
– Combinado, não, “obrigado”.
(Cecília, 2 anos)
Estava brincando com minha vizinha e o irmão dela de esconde-esconde. Eu pedi para ela ficar em silêncio para nós escutarmos a respiração do irmão dela, quando ela grita:
Minha prima e eu estávamos discutindo de brincadeira até que eu falei:
– Sua peruazinha.
– Eu não sou perua. Eu sou van.
(Sofia, 11 anos)
A Júlia viajava pela primeira vez de avião. Ao levantar o voo, ela começou a chorar.
Preocupada perguntei o que estava havendo e ela respondeu:
– Tô emocionada, tia. Realizei meu sonho. Agora só falta o outro.
– Qual?
– Conhecer Jesus.
– Acho melhor deixar para outro dia.
(Julia, 8 anos)
Minha prima acabou de aprender o Hino Nacional na escola e quando chegou em casa começou a cantar:
– Se o penhor dessa maldade…
(Sâmyla, 4 anos)
Meus dois alunos conversando na hora da tarefa:
Eu estava lavando louça, quando o cachorro começou a se agitar. Minha irmãzinha Gabrielle ouviu aquilo e logo foi ver o motivo da agitação. Eram dois gatinhos. Ela entrou correndo e gritou:
– Lê, eu acho que eles vão ter filhotinhos!
Surpresa, perguntei:
– Como assim, Gabi?
E ela, na maior inocência do mundo, respondeu:
– É que eles estão passando o narizinho um no outro.
(Gabrielle, 10 anos)
– Quem te deu esse colar, Josi?
– Foi minha mãe.
– Ah, é?! E como ela se chama?
– Margarida.
– Margarida??
– Isso, nome de flor. E a sua mãe, como chama?
– Zil, nome de gente mesmo.
(Lara, 4 anos)