– Kaka, o que é “descreva”?
– É falar sobre alguma coisa.
– Ué, pensei que descreva era escrever e depois apagar.
(Clarisse, 7 anos)
– Kaka, o que é “descreva”?
– É falar sobre alguma coisa.
– Ué, pensei que descreva era escrever e depois apagar.
(Clarisse, 7 anos)
– Duda, não estamos mais tomando refrigerante aqui em casa. Tem que tomar suco natural.
– Então, titia, compra o refrigerante para a gente e esconde de você.
(Duda, 6 anos)
Meu aluno Heitor, querendo me mostrar as habilidades em matemática, disse:
– Eu gosto de adição, multiplicação e evacuação.
(Heitor, 6 anos)
– Bem que a vida poderia ser ao contrário, né Vic?
– Como assim ao contrário?
– Cinco dias de descanso e dois dias de trabalho.
(Mariana, 7 anos)
– Tia, qual o sentido da vida?
– Perdoar, amar e ser amado.
Algum tempo depois:
– E pra você, Julia? Qual o sentido da vida?
– Comer.
(Julia, 5 anos)
Estávamos rezando o Pai Nosso antes de dormir e deixei o Isaac falar primeiro enquanto eu repetia a reza. No final ele disse:
– Então, não nos deixeis cair… em… algum lugar. Amém “
(Isaac, 5 anos)
Meu priminho estava chorando sem motivo aparente, então perguntei:
– Por que você está chorando?
– É manha.
(Domênico, 2 anos)
Estamos no site comprando ingressos para o cinema. Samara viu que pedi duas inteiras e uma meia entrada, então questiona:
– Mãe, porque meia entrada?
– É para você, Sam.
– Mas eu quero assistir o filme inteiro. Não meio filme.
(Samara, 8 anos)
– Mãe, não pode mentir, né?
– Não!
– Só pode mentir no cinema, né?
– Não! Também não pode. Por quê?
– Porque o homem da TV disse: “Somente nos cinemas”.
(Ryan, 7 anos)
– Gigi você vai de perua para a escola?
– Não, tia. Eu vou de uniforme, mesmo.
(Giovanna, 4 anos)
Espirrei e a Cecília falou:
– Saúde!
– Amém, filha.
– Amém, não, obrigada.
(Cecília, 2 anos)
Conversando sobre as possibilidades de cursar uma licenciatura e vendo a página de uma faculdade privada, eu disse:
– Ah, desses cursos aqui, eu acho que eu faria o de Sociologia e o de Letras.
Meu irmão, indignado, logo interfere:
– Letras? Que horror! Que tal fazer faculdade de números? Eu acho bem melhor.
(Tiago, 11 anos)
– O que você vai dar para a mamãe de dia das mães, Helena?
– Vou dar uma Barbie para ela dar para a filha dela.
(Helena, 4 anos)
– Camila, você não vai mais poder dormir com a vovó. Agora a cama dela é de solteiro.
– Por que, madrinha? Eu também sou solteira.
(Camila, 8 anos)
– Fiorella, seu relógio está atrasado.
– Atrasado para ir para onde?
(Fiorella, 4 anos)
Voltando da escola:
– Mãe, eu tenho um segredo muito importante. Não posso te contar que você vai ganhar um sabonete no dia das mães.
(Teodoro, 5 anos)
Cecília veio da cozinha com a mãozinha fechada.
– Olha, pai.
Abriu a mão e mostrou alguns milhos apertadinhos.
– O que é isso, filha?
– Semente.
– Ah é? Semente de que?
– Semente de pipoca.
(Cecília, 2 anos)
Na porta da escola foi colocado um desenho de umas abelhas com mel e uma frase de dia das mães: “Mamãe é tão doce como o mel”.
Meu aluno me perguntou:
– Tia, já está chegando o dia das abelhas? Porque já passou o do coelho.
(Carlos Eduardo, 3 anos)
Estávamos assistindo o jornal da noite que falava sobre as eleições presidenciais nos EUA e meu sobrinho, sempre muito atento às reportagens, exclamou:
– Nos Estados Unidos o candidato que vence ganha a Casa Branca. Aqui no Brasil ganha a crise.
(Lucas, 6 anos)
Vinicius ao ver duas pessoas se despedindo:
– Vá com Deus.
– Fique com ele.
Vinícius, confuso, perguntou:
– Ele vai ou fica?
(Vinícius, 4 anos)
Minha sobrinha foi morar recentemente no USA. Eu querendo fazer uma gracinha, falei:
– Hello!
– Relou onde, tia Paula?
(Gabriely Vitória, 7 anos)
Olhando uma foto do nosso casamento, Samuel me perguntou:
– Mãe, você era desse jeito quando se casou?
– Sim. Desse jeitinho, Sam.
– Com pouca carne?
(Samuel, 6 anos)
– Mãe, como chama mesmo a periquita?
– Que periquita, Beatriz?
Bia aponta para a periquita dela e diz:
– Essa aqui. Não é Regina?
(Beatriz, 5 anos)
Ouvi minha filha falando:
– De vez em quando minha mãe passa batom escuro em mim. Só que ela coloca papel na minha boca pra tirar o “sucesso”.
– Excesso, filha. Para tirar o excesso.
(Duda, 5 anos)
– Mamãe, tem sinusite na sua perna.
– Celulite, Isa.
– Celulite? Que doença é essa?
(Isabella, 5 anos)
Brincando com a minha prima, dei um beijo em sua testa e ela fez como quem estivesse limpando o beijo, então perguntei:
– Júlia, você está limpando meu beijo?
– Não, Lelê. Eu estou espalhando.
(Júlia, 8 anos)
Na igreja:
– Natália, o que você tem que fazer para Deus perdoar seus pecados?
– Pecar.
(Natália, 7anos)
Uma aluna minha vai ter um irmãozinho, então eu fui falar com ela:
– Parabéns, Clarinha, pelo seu irmãozinho.
– Eu não tenho um irmão. Ele não é meu irmão.
– Ah, claro que é! Por que não?
– Não é! Eu quero teste de MMA!
(Clara, 7 anos)
A professora da Amanda mencionou que a letra “Q” era casada com a letra “U”.
Em um restaurante, enquanto esperávamos pela refeição, alertei a Nina:
– Clara eu vou tomar o seu xarope, estou tossindo muito.
– Tome, mãe. E sinta o gosto da maldade.
(Clara, 7 anos)
Minha tia queria ter um segundo filho, mas o marido dela não. Então ela falou para a filha dela:
– Laura, quando chegarmos em casa, peça para o papai te dar um irmãozinho.
– Ah, mamãe, mas eu queria pedir pizza.
(Laura, 4 anos)
– Bernardo, isso não é seu.
– Relaxado não é roubado.
(Bernardo, 5 anos)
– Mamãe, a bicicleta está trancada na casinha.
– Está, filha. Desça da bicicleta e dê uma rezinha nela que destranca.
– Tá bom, mamãe.
Nisso ela desce da bicicleta, junta as mãozinhas e começa a rezar.
(Betina, 3 anos)
– Mamãe, deixa eu baixar um jogo no seu celular?
– Não dá, Alice. Não tem espaço.
– Como não, mamãe? Só estamos nós duas aqui no quarto.
(Alice, 3 anos)
Já postamos isso antes por aqui. Mas postaremos todo ano, porque hoje é domingo e essa é a mensagem mais importante, para crianças de todas as idades 🙂
– Vini, será que o coelhinho da páscoa vai trazer um ovo pra você este ano?
– Um, não, mãe. Três!
– Ué, por quê?
– Porque ele canta assim: “coelhinho da páscoa o que trazes pra mim? Um ovo, dois ovos, três ovos assim”
(Vinícius, 5 anos)
– Mãe, hoje eu aprendi a escrever ovo. É O-V-O.
– Isso mesmo! E se forem ovos?
– Aí é O-V-O-V-O-V-O-V-O-V-O, depende de quantos tu quer.
(Isabelle, 7 anos)
Minha prima estava com um ovo da páscoa na mão e eu perguntei:
– Tia, a bisavó é maior chata, né?
– Por que a bisa é chata, Matheus?
– Por que eu pedi benção para ela.
– E o que ela respondeu?
– Deus te abençoe.
– Bernardo, vamos tomar banho.
– Mãe, eu já tomei muito banho nessa vida.
(Bernardo, 4 anos)
– Alice, eu não acredito mais na fada dos dentes.
– Por que você não acredita mais?
– Porque ela está devendo cinco reais para a Júlia.
(Isabella, 7 anos)
Iago não via os avós há uma semana, então pediu pra dormir na casa deles.
Logo que chegou, o avô falou:
– Iago, vá comer alguma coisa.
– Não quero, vô.
– Você veio pra cá para passar fome, é?
– Não, vô. Eu vim para passar a saudade.
(Iago, 6 anos)
Sou professora e na sala de aula perguntei:
– Jaqueline, como se diz estrela em inglês?
– Fácil, é star.
– Ótimo! Agora forme uma frase.
– Eu queria “star” dormindo.
(Jaqueline, 7 anos)
Ian sempre ouviu Elis Regina e um dia me perguntou:
– Mãe, como é uma pessoa mal passada?
– Como, Ian? Não entendi.
– É, mãe, fala na música: “Mas é você que é mal passado e que não vê, que o novo sempre vem…”
(Ian, 3 anos)
– Mãe, do que é feita a cédula de dinheiro?
– De papel, Pedro.
– Depois tu diz que dinheiro não dá em árvore, né?!
(Pedro, 6 anos)
– Tia Carla, eu vou ganhar um irmãozinho. O nome dele vai ser Miguel.
– Jura?!
– Não, Miguel.
(Julia Beatriz, 4 anos)