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Panelinha

Gabriel pegou um livro de receitas, olhou a capa e viu várias coisas gostosas. Abriu a primeira página e falou:
– Hummm, mãe, olha, você já comeu Sumário?

(Gabriel, 8 anos)

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Feliz Ano Novo

Final de ano na escola. Os alunos faziam um trabalho relacionado ao Natal. Gabriel levantou e foi tirar uma dúvida com a professora:
– Professora, como é que se escreve áspero?
A professora soletrou a palavra, mesmo sem entender como ela entraria no tema proposto. No final da atividade, o menino entregou o trabalho. Nele estava escrito:

“FELIZ NATAL E UM ÁSPERO ANO NOVO!” 

(Gabriel, 8 anos)
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Blog – Mais engraçado do que a ficção

Fanfic. Até semana passada a gente nem sabia o que isso significava. Mas notamos que começaram a surgir comentários no Facebook dizendo que estávamos fazendo isso e precisamos correr para aprender mais um termo.

Bom, gente, precisamos dizer: não fazemos fanfic no Frases de Crianças. Também não inventamos frases e nem copiamos de nenhum lugar. Primeiro, porque não temos tanta criatividade assim e seria impossível, dadas nossas limitações, inventar coisas tão divertidas. Segundo, porque isso fere gravemente o princípio pelo qual o blog foi criado.

Compartilhar as pérolas ditas pelas nossas crianças é parte de algo elementar em que acreditamos: que a inocência da infância merece ser celebrada e que crianças não são seres menores, limitados ou menos inteligentes que os adultos. Mas, precisamente o contrário, são perspicazes, sensíveis e capazes de nos surpreender diariamente com sua graça. Quem convive com uma criança diariamente, sabe disso.

O Frases de Crianças é um blog colaborativo. Tudo o que postamos aqui é dito por crianças que convivem com a gente (filhas, sobrinhos, filhos de amigos) ou recebemos por email ou mensagem da comunidade de leitores que temos. Nos emails que recebemos (são mais de mil todos os meses), constam o nome completo do adulto que nos enviou e o nome e idade da criança. Não colocamos esses dados nos posts para garantir a privacidade dessas pessoas, mas temos os emails guardados, até como prova e autorização para que possamos compartilhar conteúdo de terceiros por aqui.

Talvez seja inevitável que, em algum momento, alguma frase falsa chegue em nossa caixa de entrada (hoje, somos mais de 130 mil pessoas aqui no Facebook e, no blog, chegamos a 500 mil acessos mensalmente). Mas se isso acontecer, acreditamos que, tal como confiamos na honestidade dos que contribuem com conteúdo para o blog, confiamos também que esse conteúdo será denunciado por essa mesma comunidade para que possamos excluí-lo.

Obrigado por continuarem com a gente.

Beijos,
Manú e Henrique

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Situação

– Mãe, baleia casa ou namora?
– Não sei, filha. Por quê?
– É que passou na tv que uma baleia morreu encalhada em Búzios.

(Ana Beatriz, 8 anos)

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Roteiro

– Angelina, cadê sua avó?
– Foi para a igreja e depois ela vai sair com as amigas para beber cerveja sem álcool.

(Angelina, 5 anos)

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Crediário

Minha prima, encantada com os efeitos do Snapchat, pediu para que eu “criasse um Snap” para ela também. Então respondi:
– Duda, a prima vai fazer a conta no Snapchat para você, ok?!
– Conta, prima?! Conta?! Como vou pagar uma conta?

(Eduarda, 7 anos)

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Aproveitando

– Evelyn, você foi boa o ano todo? Se não o Papai Noel vai te dar um carvão.
– Eu fui. E você?
– Ah, não sei. Mas se o Papai Noel me der um carvão eu faço um churrasco.

(Pedro Henrique, 5 anos)

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Quem tem pressa come cru

Minha filha estava vendo desenho e eu a chamei para tomar banho. Como ela demorava muito, eu disse:
– Vamos, vamos! Já está na hora.
– Calma, mãe, espera.
– Não espero, não.
Ela me olhou sorrindo e disse devagar:
– Ah, mamãe. Coisas boas vem para quem espera. Não sabia?

(Ana Laura, 5 anos)

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Complete a frase

Eu tava “dengando” minha irmã, falando coisas pra ela completar:
– A menina mais linda é a Ana…
– Luísa!
– Que é maravi…
– lhosa!
– E chei…
– rosa!
– E den…
– gosa!
– E gos…
– ta de sorvete!

(Ana Luísa, 4 anos)

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Spoiler

Pedro se alfabetizou muito cedo. Quando ele tinha 4 anos, estávamos em uma igreja cheia, quando ele veio correndo, no meio do culto, com o livro de louvor na mão e gritando:
– Mãããeee do céu, Jesus morreeeeeeu!

(Pedro, 4 anos)

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AA

– Mãe, você gosta de vinho?
– Gosto, mas gosto mais de cerveja.
– Ah legal, mas eu estava perguntando da cor mesmo.

(Sofia, 6 anos)

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Necessário

Enquanto eu lavo louça, Geovanna, toda serelepe, apontou para o chão e me disse:
– Eu que matei essa barata.
– Foi mesmo? E você matou com o quê?
– Com coragem!

(Lara Geovanna, 3 anos)

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Promovida

– Vovó, sabia que eu tinha uma tataravó? O nome dela era Anita, igual ao meu.
– Ela virou uma estrelinha?
– Virou um esqueleto, vó.

(Anita, 4 anos)

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Publicidade

Enquanto desenhavam sobre o natal, perguntei para o Samuel:
– Esse é o Papai Noel?
– Não, profe. Esse é o empresário que coloca as propagandas de brinquedos na TV para as crianças pedirem e os pais comprarem. Daí ele fica mais rico e os pais mais pobres.

(Samuel, 5 anos)

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Ponto de vista

Minha irmã estava bastante gripada. A cada espirro que ela dava, eu dizia: saúde.
Logo ela se irritou e disse:
– Que saúde?! Isso é gripe. Olha só o meu nariz.

(Karoline Vitória, 5 anos)

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Independente

A Maria Fernanda deu um espirro muito forte na sala e a avó gritou da cozinha:
– Deus te ajude.
Ela gritou de volta:
– Eu faço sozinha.

 (Maria Fernanda, 3 anos)

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Nome próprio ou impróprio?

Camila contou que um coleguinha deu um soco nela. O pai, preocupado, tentou orientar:
– Camila, tu não podes deixar ninguém bater em ti. Se acontecer, chame a professora e diga: “Profe, o Fulano me bateu e eu não gostei. Quero que tu converse com ele…”
– Mas, pai, eu não tenho nenhum colega chamado Fulano.

(Camila, 4 anos)

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Ajuda

Estava fazendo dever com minha sobrinha e a última pergunta era:
– Indique um ponto de referência que pode ser usado para localizar a sua escola.
E ela respondeu:
– GPS, tia.

(Clara, 7 anos)

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Vegana

– Papai, não vou comer carne.
Meu marido que ama carne falou:
– Mas Helena, carne é bom.
– Mas eu gosto mais da vaca.

(Helena, 2 anos)

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Colheita

Eu e meu grupo da faculdade fomos fazer um trabalho de campo sobre alimentação infantil e para isso visitamos uma creche. Conversando com as crianças sobre as frutas que elas gostavam de comer, Luiza disse que costumava pegar amora com o pai. O tempo passou e eu perguntei:
– Então Luiza, é você quem gosta de pegar amora no pé?
E ela rapidamente respondeu:
– Não tia, eu pego com a mão mesmo.

(Luiza, 3 anos)

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#prontofalei

Depois do parabéns, falamos para ela fazer um pedido e ela respondeu:
– Não sei o que pedir, mãe.
– Peça algo que você queira, filha.
– Quero apagar a vela.

(Julia, 4 anos)

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Residência

Matheus chegou no quarto correndo e disse:
– Dinda, olha meu coração.
– Está acelerado. O que foi?
– O coração mora o amor.
– Oh, que lindo. Eu moro nele?
– Sim.
– Por que eu moro nele?
– Porque nele mora todo mundo.

(Matheus, 3 anos)

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Simples assim

Durante uma festa no condomínio onde minha priminha mora, fui com ela até o parquinho. Lá tinha uma lanchonete e ela queria comprar bala. Eu disse:
– Bia, agora não dá. Meu dinheiro ficou no salão.
Ela prontamente respondeu:
– Mas Marianna, quando eu vou com minha mãe eu não pago, só compro.

(Beatriz, 4 anos)

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Tum tum tum

– Titia, estou apaixonado.
– Por quem?
– Pela menina nova. Ela é linda, você tem que ver.
– Como você sabe que está apaixonado?
– Ah titia, porque meu coração está batendo.

(Douglas, 5 anos)

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Quer comprar?

Estava conversando com a minha comadre sobre um problema. E perto da minha afilhada eu disse: 
– A Fernanda que tem sorte, né?! Não tem esses problemas. 
Imediatamente ela respondeu:
– Não tenho, Dinda. Mas minha mãe vai comprar pra mim.

(Fernanda, 3 anos)
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Conhece-te a ti mesmo

Trabalho em uma loja de brinquedos. Certa vez, um menino agarrou algumas pelúcias e gritou:
– Pikachu! Pikachu!
A mãe o interrompeu e prometeu:
– Se você se comportar, na volta eu compro o Pikachu.
Cruzando os braços frustrado, ele respondeu:
– Ah, mas eu nunca me comporto.

 (Lucas, 7 anos)

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Inteligência emocional

Conversando sobre o dia do meu sobrinho na creche, ele me contou que um coleguinha bateu nele. Perguntei:
– E você bateu de volta?
– Não, tia, eu falei para a professora. Revidar não ia resolver nada.
(Heitor, 3 anos)
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Coragem

Estava passando um filme do Scooby Doo na TV e como tem monstros eu perguntei:
– Lucas, você não tem medo?
– Não!
– Caramba, você é muito corajoso.
– Tia, você deve enfrentar seus medos.

(Lucas, 5 anos)

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Personagens

– Gaby, você está linda, parecendo uma princesinha.

– Madrinha, princesinha é a minha irmã Sophia. Eu prefiro ser a Dora, a Aventureira.

(Gaby, 3 anos e Sophia, 5)
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Sempre não é todo dia

Minha mãe precisou viajar e deixou as crianças comigo. Quando ela foi se despedir do meu irmão mais novo, ele disse:
– Eu achei que iria passar todos os dias da minha vida com você.

(João Pedro, 5 anos)

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Escolhas

Eu estava tentando fazer minha filha ler a coleção do Harry Potter, mas ela não estava afim. Então eu aproveitei que o filme que ela queria ver estreou e disse:
– Se você ler o primeiro livro até a página cinquenta eu levo você ao cinema.
Decepcionada, respondeu:
– Deixa pra lá, mamãe.
– Por quê?
– Eu prefiro deixar de fazer uma coisa que eu gosto, do que fazer uma coisa que eu não quero.

(Tyffane, 10 anos)

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Há tempo para tudo

– Mamãe, o Pluto, nosso cãozinho, já é adulto?
– Já sim, meu filho.
– Então arruma uma namorada para ele.
E o Henrique interrompeu:
– Mas ele nem tem emprego ainda.

(Heitor, 7 anos e Henrique, 9)

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Barato ou salgado

Procurávamos um restaurante para almoçar, quando sugeri:

– Vamos nesse aqui, mesmo.
– Manú, esse é muito bom, mas é um pouco “salgado”.
E a Nina interrompeu:
– Ah não, pai! Eu não gosto de comida salgada!
(Nina, 9 anos)
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100 mil!

Chegamos a 100 mil seguidores no Facebook :o)

Pais e mães, tios e tias, irmãos e irmãs, padrinhos e madrinhas, professores, avôs e avós. Agora somos 100 mil corujas, de todos os gêneros e espécies, curtindo e compartilhando a graça, a inocência e a beleza da infância.

Cem mil amigos diários, sempre contribuindo e curtindo juntos, sem palavras para agradecer.

Beijos,
Manú e Henrique

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Estilo de vida

Desde que aprendeu que as plantas se alimentam de luz solar, Mariana quer viver na praia e se alimentar de luz:
– Mariana, venha tomar café.
– Hoje eu vou fazer fotossíntese.

(Mariana, 10 anos)

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Constipação

André me disse: 
– Mãe, estou com “visão de ventre”.
Rebeca corrigiu imediatamente: 
– Não é “visão de ventre”, é “prisão de vento”.
(André, 10 anos e Rebeca, 6)