Gabriel pegou um livro de receitas, olhou a capa e viu várias coisas gostosas. Abriu a primeira página e falou:
– Hummm, mãe, olha, você já comeu Sumário?
(Gabriel, 8 anos)
Gabriel pegou um livro de receitas, olhou a capa e viu várias coisas gostosas. Abriu a primeira página e falou:
– Hummm, mãe, olha, você já comeu Sumário?
(Gabriel, 8 anos)
Eu chamei minha filha e ela respondeu:
– O que foi, mamãe?
– O que foi, não. É senhora.
– O que foi, senhora?
(Alice, 3 anos)
Eu estava deitada, com febre e o Antônio me perguntou:
– Mãe, sabe o que me faz bem?
– O quê?
– Você.
(Antônio, 4 anos)
– Mãe, isso é uma abelha.
– Não é, filha.
– Certeza?
– Absoluta.
– “Bissoluta” voa?
(Morgana, 6 anos)
Durante os fogos no Réveillon, o Pippo ficou todo preocupado:
Fanfic. Até semana passada a gente nem sabia o que isso significava. Mas notamos que começaram a surgir comentários no Facebook dizendo que estávamos fazendo isso e precisamos correr para aprender mais um termo.
Bom, gente, precisamos dizer: não fazemos fanfic no Frases de Crianças. Também não inventamos frases e nem copiamos de nenhum lugar. Primeiro, porque não temos tanta criatividade assim e seria impossível, dadas nossas limitações, inventar coisas tão divertidas. Segundo, porque isso fere gravemente o princípio pelo qual o blog foi criado.
Compartilhar as pérolas ditas pelas nossas crianças é parte de algo elementar em que acreditamos: que a inocência da infância merece ser celebrada e que crianças não são seres menores, limitados ou menos inteligentes que os adultos. Mas, precisamente o contrário, são perspicazes, sensíveis e capazes de nos surpreender diariamente com sua graça. Quem convive com uma criança diariamente, sabe disso.
O Frases de Crianças é um blog colaborativo. Tudo o que postamos aqui é dito por crianças que convivem com a gente (filhas, sobrinhos, filhos de amigos) ou recebemos por email ou mensagem da comunidade de leitores que temos. Nos emails que recebemos (são mais de mil todos os meses), constam o nome completo do adulto que nos enviou e o nome e idade da criança. Não colocamos esses dados nos posts para garantir a privacidade dessas pessoas, mas temos os emails guardados, até como prova e autorização para que possamos compartilhar conteúdo de terceiros por aqui.
Talvez seja inevitável que, em algum momento, alguma frase falsa chegue em nossa caixa de entrada (hoje, somos mais de 130 mil pessoas aqui no Facebook e, no blog, chegamos a 500 mil acessos mensalmente). Mas se isso acontecer, acreditamos que, tal como confiamos na honestidade dos que contribuem com conteúdo para o blog, confiamos também que esse conteúdo será denunciado por essa mesma comunidade para que possamos excluí-lo.
Obrigado por continuarem com a gente.
Beijos,
Manú e Henrique
O Nicolas pediu:
– Colo, mãe.
– Ah filho, vai andando. Você já é grandão.
– Um grandão cansado, mãe.
(Nicolas, 2 anos)
– Júlia, o que você vai pedir para o Papai Noel?
– Nada, quero que ele me surpreenda.
(Julia, 8 anos)
– Mãe, baleia casa ou namora?
– Não sei, filha. Por quê?
– É que passou na tv que uma baleia morreu encalhada em Búzios.
(Ana Beatriz, 8 anos)
– Angelina, cadê sua avó?
– Foi para a igreja e depois ela vai sair com as amigas para beber cerveja sem álcool.
(Angelina, 5 anos)
Minha prima, encantada com os efeitos do Snapchat, pediu para que eu “criasse um Snap” para ela também. Então respondi:
– Duda, a prima vai fazer a conta no Snapchat para você, ok?!
– Conta, prima?! Conta?! Como vou pagar uma conta?
(Eduarda, 7 anos)
– Evelyn, você foi boa o ano todo? Se não o Papai Noel vai te dar um carvão.
– Eu fui. E você?
– Ah, não sei. Mas se o Papai Noel me der um carvão eu faço um churrasco.
(Pedro Henrique, 5 anos)
Minha filha estava vendo desenho e eu a chamei para tomar banho. Como ela demorava muito, eu disse:
– Vamos, vamos! Já está na hora.
– Calma, mãe, espera.
– Não espero, não.
Ela me olhou sorrindo e disse devagar:
– Ah, mamãe. Coisas boas vem para quem espera. Não sabia?
(Ana Laura, 5 anos)
Eu tava “dengando” minha irmã, falando coisas pra ela completar:
– A menina mais linda é a Ana…
– Luísa!
– Que é maravi…
– lhosa!
– E chei…
– rosa!
– E den…
– gosa!
– E gos…
– ta de sorvete!
(Ana Luísa, 4 anos)
Pedro se alfabetizou muito cedo. Quando ele tinha 4 anos, estávamos em uma igreja cheia, quando ele veio correndo, no meio do culto, com o livro de louvor na mão e gritando:
– Mãããeee do céu, Jesus morreeeeeeu!
(Pedro, 4 anos)
– Mãe, você gosta de vinho?
– Gosto, mas gosto mais de cerveja.
– Ah legal, mas eu estava perguntando da cor mesmo.
(Sofia, 6 anos)
Enquanto eu lavo louça, Geovanna, toda serelepe, apontou para o chão e me disse:
– Eu que matei essa barata.
– Foi mesmo? E você matou com o quê?
– Com coragem!
(Lara Geovanna, 3 anos)
– Vovó, sabia que eu tinha uma tataravó? O nome dela era Anita, igual ao meu.
– Ela virou uma estrelinha?
– Virou um esqueleto, vó.
(Anita, 4 anos)
Enquanto desenhavam sobre o natal, perguntei para o Samuel:
– Esse é o Papai Noel?
– Não, profe. Esse é o empresário que coloca as propagandas de brinquedos na TV para as crianças pedirem e os pais comprarem. Daí ele fica mais rico e os pais mais pobres.
(Samuel, 5 anos)
Minha irmã estava bastante gripada. A cada espirro que ela dava, eu dizia: saúde.
Logo ela se irritou e disse:
– Que saúde?! Isso é gripe. Olha só o meu nariz.
(Karoline Vitória, 5 anos)
– Sofia, cante aquela musiquinha de Natal para a gente.
– “Bate o sino, pequenino, sino de Belém. Já nasceu Deus me livre para o nosso bem”.
(Sofia, 3 anos)
A Maria Fernanda deu um espirro muito forte na sala e a avó gritou da cozinha:
– Deus te ajude.
Ela gritou de volta:
– Eu faço sozinha.
(Maria Fernanda, 3 anos)
Camila contou que um coleguinha deu um soco nela. O pai, preocupado, tentou orientar:
– Camila, tu não podes deixar ninguém bater em ti. Se acontecer, chame a professora e diga: “Profe, o Fulano me bateu e eu não gostei. Quero que tu converse com ele…”
– Mas, pai, eu não tenho nenhum colega chamado Fulano.
(Camila, 4 anos)
Estava fazendo dever com minha sobrinha e a última pergunta era:
– Indique um ponto de referência que pode ser usado para localizar a sua escola.
E ela respondeu:
– GPS, tia.
(Clara, 7 anos)
– Papai, não vou comer carne.
Meu marido que ama carne falou:
– Mas Helena, carne é bom.
– Mas eu gosto mais da vaca.
(Helena, 2 anos)
Eu e meu grupo da faculdade fomos fazer um trabalho de campo sobre alimentação infantil e para isso visitamos uma creche. Conversando com as crianças sobre as frutas que elas gostavam de comer, Luiza disse que costumava pegar amora com o pai. O tempo passou e eu perguntei:
– Então Luiza, é você quem gosta de pegar amora no pé?
E ela rapidamente respondeu:
– Não tia, eu pego com a mão mesmo.
(Luiza, 3 anos)
Eu estava indo dormir e disse:
– Boa noite, gente. Estou me retirando aos meus aposentos.
Surpresa me respondeu:
– Tu vai se aposentar, mãe?
(Rillary, 8 anos)
Depois do parabéns, falamos para ela fazer um pedido e ela respondeu:
– Não sei o que pedir, mãe.
– Peça algo que você queira, filha.
– Quero apagar a vela.
(Julia, 4 anos)
Matheus chegou no quarto correndo e disse:
– Dinda, olha meu coração.
– Está acelerado. O que foi?
– O coração mora o amor.
– Oh, que lindo. Eu moro nele?
– Sim.
– Por que eu moro nele?
– Porque nele mora todo mundo.
(Matheus, 3 anos)
Durante uma festa no condomínio onde minha priminha mora, fui com ela até o parquinho. Lá tinha uma lanchonete e ela queria comprar bala. Eu disse:
– Bia, agora não dá. Meu dinheiro ficou no salão.
Ela prontamente respondeu:
– Mas Marianna, quando eu vou com minha mãe eu não pago, só compro.
(Beatriz, 4 anos)
– Titia, estou apaixonado.
– Por quem?
– Pela menina nova. Ela é linda, você tem que ver.
– Como você sabe que está apaixonado?
– Ah titia, porque meu coração está batendo.
(Douglas, 5 anos)
Levamos um amigo peruano para a casa da tia da minha namorada. Chegando lá, o Pedro começou a conversar com o rapaz. Passado um tempinho, ele comentou:
– Ah, o português é igual ao espanhol. Só muda as palavras.
(Pedro, 8 anos)
– Felipe, onde está seu pai?
– No vaso solitário.
(Felipe, 2 anos)
Trabalho em uma loja de brinquedos. Certa vez, um menino agarrou algumas pelúcias e gritou:
– Pikachu! Pikachu!
A mãe o interrompeu e prometeu:
– Se você se comportar, na volta eu compro o Pikachu.
Cruzando os braços frustrado, ele respondeu:
– Ah, mas eu nunca me comporto.
(Lucas, 7 anos)
Estava passando um filme do Scooby Doo na TV e como tem monstros eu perguntei:
– Lucas, você não tem medo?
– Não!
– Caramba, você é muito corajoso.
– Tia, você deve enfrentar seus medos.
(Lucas, 5 anos)
Antes de dormir eu escuto:
– E eu nem precisei do Google para achar a mãe certa.
(Tomás, 9 anos)
– Gaby, você está linda, parecendo uma princesinha.
Minha mãe precisou viajar e deixou as crianças comigo. Quando ela foi se despedir do meu irmão mais novo, ele disse:
– Eu achei que iria passar todos os dias da minha vida com você.
(João Pedro, 5 anos)
Eu estava tentando fazer minha filha ler a coleção do Harry Potter, mas ela não estava afim. Então eu aproveitei que o filme que ela queria ver estreou e disse:
– Se você ler o primeiro livro até a página cinquenta eu levo você ao cinema.
Decepcionada, respondeu:
– Deixa pra lá, mamãe.
– Por quê?
– Eu prefiro deixar de fazer uma coisa que eu gosto, do que fazer uma coisa que eu não quero.
(Tyffane, 10 anos)
– Mamãe, o Pluto, nosso cãozinho, já é adulto?
– Já sim, meu filho.
– Então arruma uma namorada para ele.
E o Henrique interrompeu:
– Mas ele nem tem emprego ainda.
(Heitor, 7 anos e Henrique, 9)
Procurávamos um restaurante para almoçar, quando sugeri:
Chegamos a 100 mil seguidores no Facebook :o)
Pais e mães, tios e tias, irmãos e irmãs, padrinhos e madrinhas, professores, avôs e avós. Agora somos 100 mil corujas, de todos os gêneros e espécies, curtindo e compartilhando a graça, a inocência e a beleza da infância.
Cem mil amigos diários, sempre contribuindo e curtindo juntos, sem palavras para agradecer.
Beijos,
Manú e Henrique
– Mãe, por que “reunião de pais” se só vão as mães?