Levei minhas sobrinhas para assistir Moana no cinema. Em certa hora do filme, eu disse:
– Vai, Moana, você vai conseguir!
E a Elis me alertou:
– Calma, tia. É filme infantil. Sempre dá certo no final.
(Elis, 9 anos)
Levei minhas sobrinhas para assistir Moana no cinema. Em certa hora do filme, eu disse:
– Vai, Moana, você vai conseguir!
E a Elis me alertou:
– Calma, tia. É filme infantil. Sempre dá certo no final.
(Elis, 9 anos)
– Rafa, o que você quer de presente de aniversário?
– Quero um hipopótamo!
– Hum, um hipopótamo? Vai ser meio difícil… Não cabe no nosso quintal.
– Não tem problema. Pode ser um filhotinho.
(Rafael, 4)
Estávamos no shopping e o Arthur viu um boneco do Homem-Aranha em tamanho real pendurado em uma loja. Quando estavam se aproximando, ele pediu pra ficar longe. Pensamos que ele tinha ficado com medo e fomos embora. Dias depois, no carro, estávamos conversando:
– Mamãe, mamãe! Eu vi o Homem Aranha em cima daquele prédio, bem lá no alto!
– Era igual ao da loja, filho?
– Hum, mas eu quis ficar longe daquele da loja porque se a gente chegasse perto, logo viria uma moça perguntando se a gente quer comprar roupa!
(Arthur, 3 anos)
Comprei um shampoo para queda de cabelo, caríssimo. Certo dia, cheguei no banheiro e a Maria Cecília estava tomando banho com sua boneca. Olhei meu shampoo e estava vazio.
– Maria Cecília, você acabou com meu shampoo!
Ela mostrou a boneca e disse:
– Mas, mãe, o cabelo dela ficou lindo!
(Maria Cecilia, 4 anos)
Tomé estava experimentando um suspensório e gravata borboleta pela primeira vez para usar na sua formatura, quando me perguntou:
– Mamãe, eu vou ter que casar com alguém, é isso?
(Tomé, 6 anos)
Isabela acordou com uma picada vermelha na coxa, então comentei:
– Olha, o que será que te picou aqui?
– A boca, mamãe!
(Isabela, 2 anos)
Estou fazendo intercâmbio na Irlanda e meus sobrinhos já estão com saudades. Numa ligação, o Lorenzzo perguntou:
– Quando você vai voltar?
Ao que a Maria Luiza respondeu:
– Ela ainda vai ficar por mais uns seis meses…
– Então eu não ligo mais! A vida é dela. Eu cansei de sofrer!
(Lorenzzo, 8 anos)
– Boa noite, mamãe. Te amo!
– Boa noite, meu amor. Também te amo!
– Eu amo pessoas que nem tu…
– Como assim?
– Com sardinhas no rosto e esse cheiro maravilhoso!
(Victória, 5 anos)
Estávamos a caminho da escola:
– Pai, cadê a vovó e o vovô?
– Eles estão em casa, meu amor. Eles são velhinhos.
– Papai, quando você for velhinho, eu vou cuidar de você. Vou botar a meia, dar banho e vestir o vestido da Barbie em você.
(Luísa, 2 anos)
Estávamos dançando juntos eu perguntei:
– Ester, que música vamos dançar?
– Tatú na batata, papai.
– Que música é essa filha?
– Aquela do Rei Leão!
(Maria Ester, 5 anos)
Estava com o Davi (que tem seis meses) no colo e o Antonio disse:
– Hum, tá fedido. Será que ele não fez cocô?
Conferi a fralda e estava tudo limpo. O pai do Davi brincou dizendo:
– Tô achando que você soltou pum e tá colocando a culpa nele…
– Eu não! Meu pai é que faz isso às vezes.
(Antônio, 5 anos)
Estávamos brincando de massinha e eu falei:
– Olha, filha, a mamãe fez uma Cacatua!
– Uma Caca-minha?!
(Stella, 2 anos)
Depois de pegar um caminho novo e entrar em uma rua sem saída, Helena chegou a conclusão:
– Mamãe, nós estamos em um “bacon” sem saida!
(Helena, 5 anos)
Nina abriu a porta do elevador pra gente e o pai entrou primeiro do que eu. Na hora, ela o repreendeu:
– Papai! Primeiro as damas e depois os cavalos!
(Nina, 9 anos)
– Filha, vou te inscrever no programa de calouros da TV. Você faz muito melhor do que a menina que ganhou.
– Mamãe, eu não gosto disso!
– Mas você é muito talentosa!
– Não é isso. Não gosto de você ficar falando mal das pessoas.
(Suzana, 7 anos)
Miguel vai ganhar um irmãozinho em alguns meses.
– Mamãe, o meu irmão está do tamanho de que?
– Nesta semana, do tamanho de um limão.
– Ah tá. Então, é um “lirmão”!
(Miguel, 5 anos)
Lucas levou uma bronca e ficou triste. Minutos depois, perguntei se eles queriam cuscuz. Pedro, rapidinho, disse que sim. E o Lucas emendou:
– Eu quero. Cuscuz é bom pra passar a tristeza.
(Pedro e Lucas, 5 anos)
Levamos nossa sobrinha em uma viagem com a gente e perguntamos:
– E aí, Helena. Pronta para viajar?
– Sim! Eu estou muito “folgada” para ir! – disse ela, toda empolgada.
(Helena, 4 anos)
– Mamãe, o que é signo?
Respiro fundo…
– Nossa, filha, como eu te explico isso?
– Minha amiga falou que ela era de touro e a outra falou que era um bicho estranho… Tipo capivara com unicórnio.
(Carolina, 7 anos)
Dudu estava no banho e me chamou:
– Mãe, preciso de outro shampoo!
– Por quê? Usa esse mesmo.
– Não dá! Aqui tá falando que esse é pra cabelos secos e eu já molhei o meu.
(Eduardo, 10 anos)
– Mamãe, eu nunca quero virar adulta.
– Mas por que, filha?
– Porque ser adulto deve ser muito chato. Você e o papai não tem nenhum brinquedo nessa casa.
(Duda, 5 anos)
Estávamos no elevador quando entrou uma mulher carregando um pacote de bombons e ofereceu um para o Cauã. Rapidamente, ele esticou a mãozinha para pegar um. Em seguida, eu o cutuquei e falei:
– Como é que se diz?
E ele:
– Tem mais?
(Cauã, 3 anos)
Maju estava no banho e eu comentei:
– Maju, lava esse pé direito!
E lá do chuveiro, ela perguntou:
– E o esquerdo, tia?
(Maria Julia, 5 anos)
Meu sobrinho veio passar uns dias com a gente e viu o jornal entregue na porta de casa. Quando abri para ler, ele comentou:
– Nossa! Eu nunca tinha visto um jornal na vida real.
(Felipe, 9 anos)
Lorena pegou o celular da mãe para enviar mensagens de feliz ano novo para a família no Whatsapp.
– Mãe, posso desejar próspero no ano novo?
– Pode.
– Legal, vou colocar…
Trinta segundos depois:
– E o que significa “próspero”?
(Lorena, 11 anos)
Lilly passou a tarde do dia 31/12 com o primo e depois iriam se encontrar para a ceia de Ano Novo. Ao se despedirem, ela falou:
– Tchau, André. Até daqui a pouco na “Rebelião”!
(Lilly, 8 anos)
– Sinto uma amizade diferente por uma menina da minha sala.
– Diferente como?
– É amor, respeito, carinho… e coraçãozinho.
(Giovani, 6 anos)
Enzo insistia em me chamar de Danieli, até que eu falei que meu nome não é Danieli e sim “mamãe”. Certo dia, fomos a uma loja e a atendente perguntou o meu nome.
– Danieli – respondi.
Enzo puxou minha mão e disse:
– Viu como seu nome é Danieli?!
(Enzo, 3 anos)
Rafael estava brincando de montar blocos e, em cima dos blocos, estava equilibrando seus dinossauros. Aí soltou:
– Mamãe, se o Papai do Céu fica me olhando o tempo todo, agora Ele deve estar pensando: nooossa, o Rafael é muito inteligente e habilidoso.
(Rafael, 5 anos)
Estávamos no parque e a Bia, minha aluna, pegou meu braço e começou a cheirar.
– O que foi Bia?
– Está com cheiro de amor!
(Beatriz, 7 anos)
– Mãe, Deus fez todas as pessoas. E nas feias ele borrou um pouquinho, né?
(Amanda, 4 anos)
Na hora de dormir, Olívia pediu:
– Mamãe, canta aquela música: “boi, boi, boi da calabresa”?
(Olívia, 3 anos)
Voltando do supermercado, comentei:
– Nossa, fomos para comprar uns chocolatinhos e acabamos fazendo uma compra de 200 reais!
– Isso é o mercado, mamãe! Te faz comprar mais do que precisa. Você vai comprar um pão e eles colocam uma mortadela perto, depois uma maionese e você pensa: vou fazer um sanduíche!
(Vitor, 9 anos)
Vítor perguntou uma coisa para o pai, mas desconfiando de que ele estava zoando ao responder, comentou:
– Eu vou confirmar essa história com a mamãe. Ela é mais madura que você!
(Vitor, 9 anos)
Meu filho começou a fazer aulas de inglês. Certo dia, pela manhã, ao acordá-lo, ele falou:
– I love you!
– I love you too.
E ele replicou:
– I love you three!
(Ary, 4 anos)
Estava assistindo Star Wars com minha filha e comentei:
– Que a força esteja com você.
– Ela está no meio de nós!
(Anita, 12 anos)
Estávamos conversando sobre os pratos do jantar:
– Mamãe, arroz é igual a letra H.
– Como assim, Maria?
– Sozinho, ele não funciona. Tem que ter algo pra acompanhar!
(Maria Clarice, 8 anos)
– Mel, chega de tv e vamos dormir.
– Mas, mamãe, eu quero ver mais um pouquinho.
– Não, já está tarde.
– Mas, mamãe…
– Mas o quê, Mel?
– É que eu queria que você me obedecesse só um poquinho.
(Melissa, 3 anos)
Meu filho começou a aprender o Hino Nacional na escola e agora pede para ouvir em casa. Começou a cantar e de repente:
– “És tu Brasil no porta malas… Dos filhos deste solo és mãe gentil, porta malas Brasil!”
(Bernardo, 3 anos)
Depois de quatro dias dentro de casa por conta de uma gripe forte e clima chuvoso, saímos do apartamento para buscar uma encomenda. Na volta, o Theo começa a gritar todo feliz pelo condomínio:
– Nossa mamãe, muito obrigado por me levar na “putaria”. Eu adorei!
– É portaria, meu filho!
(Theo, 3 anos)
– Mamãe, o papai é engenheiro?
– Sim, filho. Ele estudou muito pra isso.
– Você também é engenheira?
– Não, eu sou médica.
– Ah, então você não quis estudar, né?
(Luca, 4 anos)
Giovana sentou ao meu lado e ficou segurando minha mão e fazendo carinho. Eu comentei:
– Gi, fica assim pra sempre? Promete que não vai me abandonar quando crescer?
Bem séria, ela respondeu:
– Eu nunca vou te abandonar, mãe! E quando você morrer, vou te enterrar no meu quintal.
(Giovana, 4 anos)
– Jujú, você é católica?
– Não, Nina. Mas minha irmã é.
– Por que você não é católica?
– Porque eu escrevo com a mão direita.
(Jujú e Nina, 7 anos)
– Mamãe, conta uma história?
– Tá. Espere aí que vou pegar o livro…
– Não, mãe, conta da sua cabeça!
– Ai, filho, da minha cabeça? Mamãe não tá sabendo.
– Ué, mas você não é professora de histórias?!
Eu sou professora de História.
(Benício, 3 anos)
Eu estava trocando de roupa com minhas sobrinhas, quando a Cinddy comentou:
– Tia, seu peito está tão derretido…
E a Howanne, querendo justificar:
– É porque o clima está quente.
(Cinddy 8 anos e Howanne, 9)
Ana Laura ecebeu a visita da tia durante as festas de final de ano. Quando a tia arrumava as malas para ir embora, perguntamos:
– Ana Laura, se você morasse sozinha e passasse um tempo fora de casa, quando voltasse, qual seria a primeira coisa que iria fazer?
– A primeira coisa seria lavar as mãos… Depois ia me jogar no sofá e assistir desenho.
(Ana Laura, 6 anos)
Bruninho foi comigo ao mercado e eu decidi usar os recém-instalados caixas de autoatendimento.
– Mãe, o que é isso?
– É um caixa, filho! Agora as moças que atendem a gente vão poder fazer outra coisa no mercado.
– Elas vão poder brincar de pega-pega?
(Bruno, 3 anos)
Certo dia, estava ensinando a uma criança o conceito da letra H. Expliquei que não havia muita sonoridade e com o tempo ela iria identificar as palavras em que o H estava presente, como, por exemplo, na palavra “hipopótamo”. Ela, muito indignada soltou,
– Tia! Você está completamente errada. Se hipopótamo tivesse a letra H, ele seria um “Agápopótamo”.
(Yasmin, 6 anos)
Arthur não gosta de pirulito. Certo dia, no jantar, ele não quis comer brócolis porque disse que não gostava. Então reforcei para ele, sem nenhum sucesso, a importância de comermos alimentos saudáveis mesmo que não gostemos. Depois do jantar, ele apareceu chupando um pirulito e comentou:
– Tá tudo bem, mãe! Estou comendo coisas que eu não gosto…
(Arthur, 4 anos)
Estava explicando para crianças que o movimento de rotação em Saturno é bem rápido, tendo apenas dez horas em um dia. Luiza então comentou:
– Dez horas? Então, ele deve dormir muito cedo!
(Luiza, 5 anos)