RÉU PRÉ-PRIMÁRIO

Estava no carro com minha sobrinha falando sobre o que faz um advogado e dei um exemplo:
– Se um carro batesse em nós e o dono não quisesse pagar o dano, nós contrataríamos um advogado para nos ajudar.
– Hum, tio, tiraram o parquinho de frente da minha casa. Eu posso chamar um advogado para me ajudar?

(Gabrielly, 9 anos)

BOI NA LINHA

– Mãe, coloca aquela música da vaca azul?
– Que música da vaca azul? Canta um pouquinho pra ver se eu me lembro?
– Aquela: “vaca azul vai me proteger enquanto eu andar distraído!”

(Augusto, 6 anos)

FELIZ 2025!

– Isa, já estamos no Ano Novo e não mudou nada, né?
– Mudou, sim, madrinha. Agora estamos em janeiro.

(Isabel, 4 anos)

Minha afilhada estava na sala e soltou um pum. A avó dela perguntou:
– O que foi isso, Manuela?
– Sabe o que é, vovó? É que eu tô tão feliz que nós vamos pra chácara no Ano Novo que minha barriga tá soltando rojão!

(Manuela, 5 anos)

Estávamos eu, a vó e o biso almoçando. O biso comentou:
– Eu não gosto dessa época de Natal e Ano Novo.
– Por que, biso? Você só ganhou roupa no Natal?

(Heitor, 5 anos)

Na virada do ano, a mãe comentou sobre os pedidos para se fazer para o Novo Ano. Disse que desejava paz, saúde e amor para toda família e perguntou para o Bernardo o que ele desejava.
– Eu vou pedir um porco.
– Por que um porco?
– Porque eu adoro linguicinha!
E complementa:
– A farofa vem junto?

(Bernardo, 5 anos)

– Bebé, vamos tomar banho!
– Não vou, mamãe, não quero dormir.
– Mas nós não vamos dormir. Vamos pra festa de Ano Novo!
– Oba! Festa?! – tirou a roupa e pulou no banho.

(Isabella, 3 anos)

Dia de Réveillon, o banco estava lotado, mas chegou minha vez de sacar. Mariana olhou para o dinheiro que saiu do caixa eletrônico e disse pra toda a agência ouvir:
– Só isso, tia?! Quando venho com minha vó ela tira um montão.

(Mariana, 5 anos)

Era Reveillone e, como em todos os anos, nos juntamos em família para rezar. Dessa vez, eu comecei falando:
– Que esse ano seja repleto de alegria e muita paz.
E o Leonardo completou:
– E mães, também, não se esqueça.

(Leonardo, 7 anos)

Isadora, estava admirada vendos os fogos na praia na noite de Reveillon:
– Tá gostando dos fogos, Isa?
– Tô! Parece até 3D! E nem precisa usar aquele óculos!
– É bonito, né?
– É muito bonito…
E com as mãos nos ouvidos comentou:
– Mas os ETs devem estar ficando surdos!

(Isadora, 6 anos)

FELIZ REI LEÃO!

– Gael, a mamãe fez lentilha.
– O que é lentilha?
– É um parente do feijão, só que pequena e redondinha. Dizem que quando a gente come na virada do ano, a gente fica rico. Mas eu sempre comi e nunca fiquei…
– Porque você está fazendo errado. Não tem que comer lentilha pra ficar rico, tem que vender.

(Gael, 7 anos)

– Bento, vem se arrumar que o Ano Novo já está chegando.
– E ele vai ficar na casa do vovô, mamãe?

(Bento, 4 anos)

Íamos mandar mensagem de Ano Novo para os primos que moram na Austrália e ensinei o Davi a falar em inglês. Na hora do áudio, ao invés de Happy New Year, saiu:
– Hollywood!

(Davi, 5 anos)

– Filho, vamos colocar cueca branca para você ter paz no Ano Novo.
– Mais paz?! Eu já tenho minha mãe e meu pai, não preciso de mais “pais”.

(Antonio, 8 anos)

Hoje minha sobrinha me ligou e disse:
Oi, tia Nana, você sabe que dia é amanhã?
Eu fingi não saber e respondi:
– Não sei, Nina.
– Amanhã é Ano Novo, tia! Você faz tim-tim comigo?

(Nina, 5 anos)

– Mamãe, se a gente não tiver dinheiro para mudar de casa e também para viajar no ano novo, tudo bem ficar sem viajar. Eu prefiro me mudar. Já tenho cinco anos e nunca me mudei.

(Gabriela, 5 anos)

– Esse ano vou passar o Reveillon de branco, para a mamãe parar de mandar eu arrumar o quarto e eu poder ter paz nessa casa.

(Natasha, 5 anos)

Temos o costume de todo final de ano fazer uma lista de planos para o próximo. Anne tinha colocado na lista que seria mais obediente em 2020. Logo após terminarmos, ela acabou sendo desobediente em uma situação e o pai disse:
– Anne, você não colocou que seria mais obediente?
– Sim, pai. Só que em 2020. E nós ainda estamos em 2019.

(Anne, 8 anos)

DRAMÁTICA GRAMÁTICA

Estava conversando com Lívia antes de dormir e explicava as palavras ditas do jeito certo podiam melhorar ou piorar as coisas (um pouco antes, ela havia me perguntado o que era ser rude). Então emendei:
– Por isso é que dizem que palavras tem poder.
– Pai, palavras não tem poder. Palavras são só os impulsos das letras.

(Lívia, 5 anos)

ZZZZZOOLÓGICO

Estava tentando tirar o João Paulo do banho, já atrasado para ir à escola.
– Filho, vamos fazer de conta que você é um guepardo? Ele é o animal mais rápido da terra.
– Mas, mãe, eu sou um bicho preguiça.

(João Paulo, 5 anos)

ACREDITANDO EM DOENTES

Isabela desconfiada se Papai Noel existe mesmo perguntou:
– Mãe, Papai Noel não existe mesmo? Porque se for você e o papai que compram meus presentes, vocês precisam me avisar quando eu for adulta e tiver filhos. Se não vou achar que Papai Noel existe e eles vão ficar sem presentes no Natal!



(Isabela, 9 anos)

– Mãe, quero um patinete da Frozen.
– Tá bom, Mari. A mamãe compra um patinete de Natal para você.
– De Natal, não, mãe! Da Frozen!

(Mariana, 4 anos)

– Luísa, o que você aprendeu na escolinha hoje?
– Uma música de Natal, mamãe.
– Ah, é? Então me ensina pra gente cantar junto.
– Passarinho pequenino, indo pra Belém.

(Luísa, 2 anos)

Depois de ver três papais-noeis no mesmo dia, o Benjamin perguntou:
– Papai Noel, como o senhor consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo?

(Benjamin, 5 anos)

Miguel estava sentado na minha cama, com sua roupa nova, esperando para irmos à missa de Natal e quando me viu colocando um vestido, disse:
– Nossa! Que bonito seu pijama.

(Miguel, 3 anos)

Estava brincando com minha sobrinha quando ela disse:
– Tia, queria muito brincar na neve.
– Aqui no Brasil não tem neve. Teríamos que ir pra outro país.
– Tipo qual?
– Tipo o país do Papai Noel.
– O país do shopping?

(Paloma, 5 anos)

Estávamos montando a árvore de Natal, até que a Sophia perguntou:
– Mamãe, quem ajuda o Papai Noel?
– Os elfos, filha. Eles são os ajudantes do Papai Noel, fazem as coisas para ele…
– Ah, entendi mamãe! Então o papai é o seu elfo?

(Sophia, 5 anos)

A vovó perguntou para Maria Eduarda o que ela queria de presente de Natal e ela respondeu:
– Uma boneca, uma maleta de médica, uma roupa de princesa… e paz!

(Maria Eduarda, 4 anos)

MANHAS E MANHÃS DE NATAL

Sou professora da educação infantil e estava dando uma aula sobre o Natal. Depois de contar a história, falar sobre Jesus e sua bondade, perguntei:
– Que boas ações podemos fazer assim como fazia Jesus?
– Comer! Comer deixa as pessoas felizes e ninguém briga.

(Fernando, 3 anos)

Meu paciente quebrou o aparelho dele. Como foi na semana do Natal, consertei de urgência, no consultório mesmo. Satisfeito ao ver o aparelho reformado, falou: 

– Tia, quando eu crescer quero ser dentista, pra saber fazer gambiarra igual a você!

(Isaac, 7 anos)


Manhã de Natal, todos estão reunidos a mesa para tomar café, quando a Sofia pergunta:
– Panetone é o pão de Jesus?


(Sofia, 6 anos)

Benjamin começou a se interessar muito pelas histórias de Natal e um dia, do nada, me perguntou:
– Tia, você conhece a história dos três reis magros?

(Benjamin, 6 anos)

Quando criança, vi minha mãe vestida de Papai Noel e fiquei toda desconfiada. Até que perguntei:
– Papai Noel, você é parente da minha mãe? Porque você tem o olho igualzinho ao dela.

(Lis, 5 anos)

Começou a época do Natal e a família toda está empolgada:
– Ian, você quer ir ver o Papai Noel?

– Não! Vou querer só o presente mesmo!

(Ian, 4 anos)

Bento pediu ao papai Noel uma chuteira. Compramos a chuteira, colocamos embaixo da árvore e ele me disse:
– Mãe, você não me deu nada de Natal?
– E a chuteira, Bento?
– Mas não foi o Papai Noel?

(Bento, 4 anos)

Moramos longe das nossas famílias e costumamos visitá-los uma vez por ano. Com isso, Miguel ainda não conheceu todos os nossos parentes. Nesse feriado de Natal, foram muitas as pessoas que ele conheceu. Entre eles, meu tio que falou:
– Vem aqui, Miguel! Vem conversar com o tio.
E Miguel respondeu:
– Sou tímido, meu querido.

(Miguel, 2 anos)

Francisco estava observando a avó cozinhar e perguntou:
– Vovó, por que você está fazendo isso?
– Uai, as pessoas pedem e eu faço.
– Então isso é uma tradição de Natal?
– Sim! Podemos considerar uma tradição!
– A tradição na minha família é ir pra casa dos outros.

(Francisco, 6 Anos)

HO HO HOPS!

Fizemos um bingo pra brincar no Natal e minha sobrinha ganhou um ralador.
– O que eu vou fazer com um ralador?
E a Ana Julia respondeu:
– Ana Clara, você nunca ouviu que quanto mais a gente rala, mais a gente cresce?

(Ana Clara, 10 anos e Ana Julia, 8 anos)

– O que é isso, mãe? – apontando para a máquina no lobby do hotel.
– É um caixa eletrônico.
– Mas, o que faz?
– Serve para sacar dinheiro.
– Hum, me empresta um papel e uma caneta?
– O que você vai fazer?
– Vou escrever minha carta para o Papai Noel pedindo um caixa eletrônico de Natal.

(Antonio, 6 anos)

Meu irmão tirou um print com a foto do brinquedo que ele queria ganhar do Papai Noel, circulou o valor e mandou para o meu pai, que explicou para ele que o valor estava em dólar e que era muito caro. Ele entendeu e desistiu do brinquedo. Depois, ele escreveu uma carta ao Papai Noel e entregou para o meu pai. A carta dizia: “Papai Noel, eu estou com seu gorro, ou você traz meu presente, ou vai ficar com a careca de fora”.

(Matheus, 7 anos)

– Mamãe, eu vi as amigas do papai hoje.
– Que amigas, filha?
– Aquelas que ficam dançando de vestido com ele.
– Não entendi, filha, que amigas são essas?
– Aquelas que ajudam ele a entregar os presentes de Natal.
– Ah tá, filha, as amigas do Papai Noel!

(Isadora, 4 anos)

Moramos na Espanha e meu filho chegou da escola todo feliz com o recorte de um brinquedo nas mãos.
– Mamãe, olha. Pedi esse brinquedo para os 3 Reis Magos.
E depois completou:
– Pedi o presente pra eles. Assim, nós não gastamos nosso dinheiro com isso.

(Pietro, 4 anos)

Na ceia de Natal, eu costumo sempre fazer uma oração e dedicar o bolo e todo alimento ao meu Jesus, afinal o aniversário é dele. Meu filho interrompeu a oração e disse:
– Mamãe, a gente vai dar só um pedaço do Chester, né? Pra gente poder comer também.



(Miguel, 6 anos)

Era Natal, minha filha olhou a estrela que fica na ponta da árvore e falou:

– Olha, mãe, essa estrela. Ela brilha igual eu.



(Sofia, 3 anos)

Enquanto montávamos a árvore de Natal, Bento começou a cantar feliz:
– Bate o sino pequenino, sino de Belém. Já nasceu Deus me livre para o nosso bem. Paz na terra, bate o sino tananananan. Abençoe “e Deus me livre” desse nosso lar!

(Bento, 4 anos)

-
Mãe, que horas vai ser o aniversário de Jesus? Eu acho que ele gosta de bolo de chocolate. E o que a gente vai dar de presente pra ele?

(Ana Lívia, 5 anos)

A avó, com o intuito de dar um presente que Manu precisasse, perguntou:
– Manu, o que você está precisando?
– Paciência.

(Manuela, 8 anos)

MEIRE CRISTINAS

Neste período de Natal, estamos fazendo uma missão para cada dia do calendário do advento.
– Vovó, lê pra mim a missão de hoje?
– É arrumar o quarto.
Ele pegou o papel da mão da avó, virou e devolveu:
– Estava de cabeça pra baixo. Lê de novo.

(Luca, 4 anos)

Falei para o Arthur que ele precisava escrever a cartinha pro Papai Noel e ele escreveu: “Papai Noel, eu quero que meu presente vá para o orfanato”. Quando perguntei o porquê dele pedir isso, ele disse:
– Mamãe, eu já tenho o mais importante: minha família. E o Natal só é feliz por causa disso. Então eu quero que meu presente vá para o orfanato pra deixar uma criança que não tem família um pouco mais feliz.

(Arthur, 7 anos)

A noite de Natal Carolzinha estava querendo jantar antes da meia-noite. De tanto insistir, minha irmã disse brava:
– Ô vô, diga pra Carol a que horas Jesus nasceu.
Carolzinha, sem esperar a resposta, respondeu: 

– Isso você tem que perguntar pra Maria, mãe de Jesus. Só ela vai saber.

(Carol, 7 anos)

Estava fazendo uma brincadeira com as crianças e comentei:
– Papai Noel só traz presentes para quem se comportar bem durante o ano… Se não, na noite de Natal ele deixa carvão no lugar do presente.
Ao que Alice rapidamente respondeu:
– Ah, que ótimo! Assim eu já aproveito pra fazer um churrasquinho.

(Alice, 8 anos)

– Filha, sabia que se você der a chupeta pro Papai Noel, ele transforma ela em um brinquedo?
– Mãe, eu quero que ele pegue meu brinquedo e transforme em uma chupeta pra eu ficar com ela pra sempre.


(Helena, 3 anos)

Minha sobrinha Lorena perguntou:
– Que horas a gente pode abrir os presentes? Tô ansiosa!
– Somente à meia-noite, se acalma!
– Ah. Eu trouxe um presente pra você, tia!
– Sério? O que é?
– Só vai abrir à meia-noite! Viu como dói esperar?

(Lorena, 9 anos)

No Natal, todos liam os cartões que recebiam. Minha mãe ganhou um livro e Thales, ansioso para receber o presente do seu amigo X, perguntou: 

– Vovó, vamos ter que esperar você ler tudo isso? 



(Thales, 6 anos)

Era Natal e as mulheres da nossa família estavam conversando sobre os meninos, que quase sempre são arteiros. Eis que a Cora dispara:
– Tia Camila, dizem que quando castra eles sossegam um pouco.

(Cora, 10 anos)

Um dia antes do Natal, minha filha perguntou:
– Mamãe, o que você pediu para o Papai Noel?
– Saúde para todo mundo!
– Mamãe, saúde a gente pede para o Papai do Céu. Para o Papai Noel, a gente pede só brinquedo mesmo.

(Larissa, 4 anos)

Segunda-feira, depois do Natal, cheguei do trabalho, Isis correu na minha direção e disse:

– Meu presente!
– Que presente?
– Você é meu presente!

(Isis, 3 anos)

SEGUNDOU

Na aula de ciências, a professora estava ensinando sobre as marés:
– E aí, alguém sabe o que é ressaca?
– Eu sei professora. Ressaca é quando minha prima Bruna bebe demais e fica pedindo para eu pegar água pra ela.

(Gabriela, 7 anos)

AI MEU JESUS ARMADO

Na igreja, a professora perguntou:
– Como se chamavam os 12 amigos que seguiam Jesus?
E o Pedro logo respondeu:
– Eram os tricículos!
Ao que Rafael, de pronto, corrigiu:
– Nada disso! Os 12 amigos de Jesus eram os apóstrofos!

(Pedro e Rafael, 6 anos)

CRUZ CREDO!

Helena costuma fazer o sinal da cruz na hora do almoço. A avó, orgulhosa de ver sempre o gesto, perguntou:
– Helena, o que você pensou neste momento?
E ela respondeu:
– Vai, Corinthians!

(Helena, 10 anos)

CLOUD COMPUTING

Gustavo perdeu a bisavó e estávamos rezando por ela:
– Mamãe, eu amo muito a bisa e estou com saudades. Amanhã podemos ligar pra ela?
– Não dá, filho. A bisa está no céu.
– Mas e o celular? Ela não levou?

(Gustavo, 4 anos)

GRANERO

Samuel estava olhando umas fotos antigas, quando viu as fotos da minha gravidez.
– Nossa, mamãe, olha o tamanho da sua barriga!
– Ué, filho, você morava aqui dentro.
Ele parou, pensou e disse:
– É mesmo, eu me lembro. Eu me mudei por que estava muito apertado.

(Samuel, 6 anos)

A frase de hoje é um oferecimento de Humani Corretora. Se você precisa reduzir seus custos com plano de saúde ou fazer um upgrade, a Humani pode te ajudar no processo de pesquisa e escolha da melhor opção para atender as necessidades de sua família ou negócio.

*Sobre #publicidade no Frases de Crianças: o perfil não tem fins lucrativos. O lucro obtido com a veiculação de campanhas é revertido para iniciativas sociais que atuam na proteção da infância e apoio à educação. As marcas que patrocinam e apoiam nosso trabalho também apoiam, por consequência, esses projetos. Para saber mais, acesse o link na bio.

CAMA DE GATO

Passamos sempre em frente a um motel quando estamos indo para casa. Certa vez, o Aslan disse:
– Quando eu crescer, eu vou nesse motel.
– E o que você vai fazer ali?!
– Ah, vou relaxar, tomar banho de piscina, tomar café da manhã, ler minha Bíblia… essas coisas.

(Aslan, 7 anos)

⁣É O AMOR

O Gustavo chegou triste da escola e nem quis almoçar. Perguntei o que havia acontecido e ele não quis falar. O João, irmão mais velho, respondeu por ele:
– É que a Vitória não quis brincar com ele hoje, mãe. E o Gustavo não tira a Vitória da cabeça.
Ouvindo o irmão falar, Gustavo replicou:
– Não, João! A Vitória não está na minha cabeça. Ela está no meu coração.

(Gustavo, 5 anos e João, 7)

CRAQUE DA BOCHA

– Mamãe, vamos jogar o jogo do idoso?
– Desconheço esse jogo!
Ele veio no meu ouvido e disse:
– Mamãe, é o jogo da velha. Mas eu sou um rapazinho educado, não posso falar assim!

(Aldemar, 8 anos)

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CHOCOLATE, MAS NÃO MORDE

Meu marido e eu evitamos comer doces na frente das crianças. Certa noite, comemos chocolate e esquecemos a embalagem na cabeceira da cama. Na manhã seguinte, Helena veio até o quarto e quando viu a embalagem, comentou:
– Nossa, a vida é generosa por aqui, hein?

(Helena, 8 anos)

AS APARÊNCIAS ENGANAM

Alice é muito parecida com o pai. Achamos uma foto dele criança e ela olhou para foto e ficou apavorada:
– Mãe, eu já fui menino!
Eu disse:
– Não, esse é o papai quando era criança.
Ela pôs a mão na boca:
– Meu Deus, ele já foi menina!

(Alice 4 anos)

⁣DISTORCIDA

Depois de um banho de mangueira, eu disse:
– Bernardo, vai torcer a cueca enquanto eu preparo seu banho.
Quando voltei, o encontrei todo animado, gesticulando e cantando em coro:
– Cueca! Cueca! Cueca!
Não entendi, mas deixei para lá. Instantes depois, ele veio intrigado:
– Mamãe, por que você me pediu para torcer pra cueca?

(Bernardo, 6 anos)

⁣COMO VEIO AO MUNDO

Estávamos conversando com o padre após a missa e ele pediu para o Miguel rezar a oração que ele mais gostava. Então ele começou:
– Creio em Deus pai…
E lá no meio:
– …nasceu da Virgem Maria, padeceu sobre todos pelados.

(Miguel, 3 anos)

SÓ UM TOQUE

Eu estava em um momento bem complicado, com repetidas crises de ansiedade. Minha mãe e meu irmão vieram me visitar. Ele notou que eu chorava muito, então se aproximou e disse:
– Irmã, vamos lá pra nossa casa dormir com a gente. Lá tem amor, carinho e remédio.

(Davi, 6 anos)

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MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO

Em casa, estávamos conversando sobre o Natal e comentei:
– Sabe, acho que nem deveríamos ganhar presentes no Natal. O aniversário é de quem?
– De Jesus.
– Então quem deveria ganhar o presente?
– Ah… Mas Jesus não está dentro de nós?

(Miguel, 4 anos e André, 10)

PAPAI NÃO É

– Mãe, quantos dias faltam para o Natal? Eu quero muito meu videogame.
– Vai demorar, filho. Mas seu aniversário está chegando. O papai e eu podemos te dar de presente.
– Não, mãe, é muito caro. Eu espero o Natal porque é de graça.

(Rodrigo, 7 anos)

BENJAMIN BUTTON

O pai foi brigar com o cachorro que fez xixi no lugar errado. O Santiago entrou na frente e disse:
– Não, pai, Pistache (nome do cachorro) é minha jurisdição.
– Jurisdição? Filho, como você conhece essa palavra com 7 anos?
– Eu tenho 7 anos só por fora. Por dentro, tenho 50.

(Santiago, 7 anos)

O MAIOR AUMOR DO MUNDO

Maria e eu estávamos deitadas e abraçadas para dormir:
– Filha, qual o maior animal do mundo?
– A girafa… e o elefante.
– Então eu te amo do tamanho de uma girafa e de um elefante.
– Eu te amo do tamanho de um cachorro, mamãe.
– Nossa, filha, um cachorro é pequenininho.
– Não, mamãe, é porque dentro do cachorro cabe muito amor.

(Maria Beatriz, 3 anos)

BOLOS & BOLETOS

Minha sobrinha fez aniversário e depois nos enviou uma mensagem pelo celular que dizia:
– Muito obrigada para quem me mandou feliz aniversário. Eu não queria fazer nove anos porque estou crescendo eu não quero ter que pagar conta de luz, nem de água.

(Patrícia, 9 anos)