Em uma chamada de vídeo com minha sobrinha, perguntei:
– E você fez o quê nesse domingão, Laurinha?
– Eu vivi, titia.
(Laura, 7 anos)
Em uma chamada de vídeo com minha sobrinha, perguntei:
– E você fez o quê nesse domingão, Laurinha?
– Eu vivi, titia.
(Laura, 7 anos)
– Esse aí é seu o cachorro, Tom?
– Sim, é meu apoio emocional.
(Tom, 7 anos)
– Amanda, você soltou um pum?
– Sim. Mas foi um pum de amizade.
(Amanda, 4 anos)
Eu estava assistindo a um documentário sobre o universo com a Gabi, quando ela perguntou:
– Tia, o que é gravidade? É quando uma mulher tá grávida?
(Gabriela Fernanda, 5 anos)
Várias crianças de idades diferentes estavam brincando juntas de esconde-esconde. Chegou a vez da minha filha contar. Um menino mais velho segurou na mãozinha dela e disse:
– Pode contar até onde você sabe que a gente se esconde mais rápido.
(Camile, 5 anos e seus amigos)
O papai estava ensinando a Bíblia para o Davi:
– Filho, depois que Noé terminou de construir a arca, vários animais entraram nela…
Davi completou:
– O leão, o tigre, o elefante e o Baby Shark.
(Davi, 2 anos)
Estava deitada no sofá quando minha filha deitou do meu lado, me cheirou e disse:
– Hummm, você tem cheirinho de mamãe!
(Maria Alice, 4 anos)
Eu estava em uma aula online e o professor falou comigo. Abri o microfone para responder e a Raíssa soltou:
– Mamãe, de novo você tá falando com esse professor chato?
Eu pedi desculpas para o professor e, ainda com o microfone ligado, disse a ela:
– Raíssa, você não pode falar assim. Peça desculpas.
– Mas você que fala que ele é chato. Pede desculpas você.
(Raíssa, 4 anos)
Cecília e eu estávamos sentadas juntinhas e perguntei:
– Filha, como eu posso ser uma mãe melhor para você?
– Mãe, você só precisa aprender uma coisa: você está indo muito bem.
(Cecília, 7 anos)
O Asafe estava brincando e de repente parou sentindo uma dorzinha na barriga. Fui logo preocupada, perguntar o que ele estava sentindo e se já havia melhorado. Ele, seriamente, me respondeu:
– Mamãe, não precisa ficar assim, eu tô bem. Se preocupe com a sua saúde.
(Asafe, 4 anos)
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Vovó Guida estava ensinando a Laurinha a “dança da vassoura” para varrer a casa com a mini-vassourinha que ganhou:
– Ó, diga aonde você vai, Laurinha?
– Eu “vovó” varrendo!
(Laura, 2 anos)
Estávamos estudando sobre as profissões. Sou jornalista e perguntei para minha filha:
– Mel, você sabe o que a mamãe faz?
– Trabalha falando da vida dos outros.
(Mel, 5 anos)
Sou otorrinolaringologista e outro dia, no plantão, atendi um menino que tinha colocado massinha de modelar nos ouvidos. Eu comentei:
– Precisaremos fazer uma lavagem de ouvido para tirar a massinha…
– Mas, doutora, é só lavagem de ouvido? Não tem lavagem cerebral, né?
(Beni, 5 anos)
Na aula de História, estávamos estudando a Idade da Pedra Lascada. A certa altura, a Sofia interrompeu:
– Tia, nem precisa continuar explicando porque tô vendo que a gente tá lascado desde essa época!
(Sofia Maria, 11 anos)
Eu disse para a Beatriz que o amor de mãe era maior que tudo.
– Mamãe, quantos anos você tinha quando eu nasci?
– 29, filha.
– Então eu te amo mais. Porque você só começou a me amar com 29 anos e eu te amo desde que nasci!
(Beatriz, 7 anos)
- Como foi o seu dia?
– Foi muito bom, eu nem chorei!
(Kiara, 5 anos)
Olívia foi se trocar para ir à terapia e voltou calçando chinelos. Um pouco incomodada, mas, ao mesmo tempo, sem querer podar sua autonomia, comentei:
– Está pronta, filha? Não prefere colocar uma sandália? Acho que fica mais elegante.
– Mãe, a gente se veste elegante para passear, ir em uma festa ou no shopping, não para falar dos nossos sentimentos. Na terapia a gente vai vestido “da gente mesmo”.
(Olívia, 7 anos)
– Mãe, a gente agradece a Deus né?
– Sim, filha.
– E Deus, agradece a quem? A ele mesmo? Ele diz: “obrigado a mim mesmo por ser eu. Que eu abençoe meu dia”?
(Ana Lis, 5 anos)
– Mãe, decidi o que quero ser quando crescer: turista!
(Clara, 6 anos)
Depois da prova, a Júlia soltou:
– Mamãe, qual o nome da esposa do cavalo?
– É a égua, filha.
– Ah, eu sabia que era um palavrão!
– Mas o que você colocou, meu amor?
– Puta.
(Júlia, 6 anos)
Nós viajávamos para outro estado e, na divisa, o guarda nos parou, desejou bom dia, olhou para dentro do carro e, olhando pras crianças, falou:
– Tá amarrado? – referindo-se ao cinto de segurança.
E a Mel respondeu:
– Em nome de Jesus!
(Mel, 5 anos)
– Eu não imaginava que a vida era tão difícil.
(Júlio, 4 anos)
– Vovô, qual é o nome dessas árvores?
– Eucalipto.
João ficou mudo e o vovô falou:
– Vamos lá, repita a palavra para você aprender: eu-ca-lip-to.
E o João:
– Vo-cê-ca-lip-to.
(João, 3 anos)
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Eu tive um aluno, o Pedro, que era muito bagunceiro. Um dia, eu coloquei a cadeira dele do meu lado para ele prestar atenção na aula. No dia seguinte, ele chegou com a cadeira…
– Pedro, por que você trouxe essa cadeira?
– Porque hoje eu estou impossível e preciso ficar do seu lado, teacher.
(Pedro, 3 anos)
– Quem te deu esse colar, Josi?
– Foi minha mãe.
– Ah, é?! E como ela se chama?
– Margarida.
– Margarida??
– Isso, nome de flor. E a sua mãe, como chama?
– Zil, nome de gente mesmo.
(Lara, 4 anos)
– Isa, o que você vai ser quando crescer?
– Dentista. E depois, sereia.
(Isabelle, 4 anos)
– Laura, desligue essa televisão agora e vá dormir.
– Vovó, a senhora poderia ser mais carinhosa comigo e dizer assim: “Laurinha, minha filha, desligue essa TV.” E eu responderia: “Daqui a pouco, vovozinha” e a senhora falaria: “Tudo bem, minha filha.”
(Laura, 5 anos)
– Dudu, você é o galã da mamãe.
– Ahhh mamãe, você também é minha galinha.
(Dudu, 6 anos)
– Mãe, como chama mesmo a periquita?
– Que periquita, Beatriz?
Bia, aponta para a “periquita” dela e diz:
– Essa aqui. Não é Regina?
(Beatriz, 5 anos)
Vinícius ao ver duas pessoas se despedindo:
– Vá com Deus.
– Fique com ele.
Vinícius, confuso, perguntou:
– Ele vai ou fica?
(Vinícius, 4 anos)
– Mãe, do que é feita a cédula de dinheiro?
– De papel, Pedro.
– Depois tu diz que dinheiro não dá em árvore, né?!
(Pedro, 6 anos)
– Tia, a bisavó é maior chata, né?
– Por que a bisa é chata, Matheus?
– Por que eu pedi benção para ela.
– E o que ela respondeu?
– Deus te abençoe.
(Matheus, 4 anos)
– Mamãe, quando lavamos as mãos, as bactérias vão para o ralo chorando.
– Por quê?
– Porque cai sabão no olho delas.
(Clarice, 3 anos)
Ouvi minha filha falando:
– De vez em quando minha mãe passa batom escuro em mim. Só que ela coloca papel na minha boca pra tirar o “sucesso”.
– Excesso, filha. Para tirar o excesso.
(Duda, 5 anos)
Em um restaurante, a garçonete veio recolher os pedidos.
– Eu quero um whisky!
– Mas, Murillo, você não tem idade pra isso! Ele apontou o cardápio e disse:
– Claro que tenho, mãe! Está escrito aqui: whisky, 8 anos e whisky, 12 anos. Eu quero o de 8!
(Murillo, 8 anos)
– Tia Carla, eu vou ganhar um irmãozinho. O nome dele vai ser Miguel.
– Jura?!
– Não, Miguel.
(Julia Beatriz, 4 anos)
– Sophia, você é mais introvertida ou extrovertida?
– Eu sou intrometida.
(Sophia, 7 anos)
E no momento da oração:
– Papai do céu, por favor, abençoe a gente igual ao Buzz Lightyear: infinito e além!
(Maria Fernanda, 7 anos)
A professora da Amanda mencionou que a letra “Q” era casada com a letra “U”.
Ela chegou em casa, começou a realizar a atividade e ficou muito pensativa.
Então perguntei:
– Alguma dúvida, filha?
– Mãe, eu desconfio que esse negócio de que o “Q” casou com o “U” não é verdade.
– Por que, Amanda?
– Eu já vi o “U” solteiro no Urubu.
(Amanda Caroline, 6 anos)
Caco e Cecília estavam chegando na escola e começaram a correr. Ela, lá na frente, avisou:
– Caco, corre! Eu vou ganhar!
– E ele respondeu:
– Cici, me espere para a gente ganhar juntos.
(Caco e Cecília, 3 anos)
Estávamos nos arrumando para ir à festa surpresa da nossa vizinha, quando ela apareceu em casa e perguntou:
– Clarice, onde você vai tão linda?
– Na sua festa surpresa.
(Clarice, 3 anos)
Gustavo, fazendo a lição de casa e respondendo algumas perguntas:
Nome: Gustavo Rodrigues
Idade: 7 anos
O que gosta de fazer: jogar video-game
Sexo: nunca fiz
(Gustavo, 7 anos)
Eu estava me arrumando para sair com meu marido e a Maria Luísa apareceu:
– Que bonita, mamãe. Onde você vai?
– Vou sair filha, mas é um passeio de adulto.
Então ela vira para o pai e diz:
– Papai, a mamãe vai sair num passeio de adulto. E a gente vai aonde?
(Maria Luísa, 2 anos)
Ceceu, na casa dos avós, atendeu o telefone.
– Alô, quem tá falando?
Do outro lado da linha:
– É o Jesus. Posso falar com o Sr. Angelo?
Ele tirou o telefone da orelha e gritou:
– Vovô! Papai do Céu quer falar contigo!
(Ceceu, 4 anos)
– Filha, hoje o papai vai chegar tarde. Você quer ir lá na sala jogar vídeo-game com a mamãe?⠀
– Hmm, tá bom mamãe. Mas deixa eu pegar um jogo de criança porque esse do Panda é muito difícil pra você.⠀
⠀
(Maria Fernanda, 4 anos)
– Vovó, vamos brincar de mamãe e filhinha?
– Vamos!
No decorrer da brincadeira, a vó comentou:
– Mamãe, vamos no mercado comigo?
– Vamos!
No caminho, a Manu soltou:
– Filhinha, tá na hora de você levar a mamãe no colo.
(Manuela, 4 anos)
A caminho da escola, brinquei com a Letícia:
– Eu vou deixar você no ponto de ônibus, te dou o dinheiro e você vai pra escola, tá?
– Eu não sei chegar, papai.
– Então a gente aproveita e aprende. Você pega o BRT, salta no shopping e vai andando até a escola.
– Não vai dar certo.
– Por quê?
– Porque eu vou pegar o dinheiro do ônibus e vou ficar no shopping.
(Letícia, 6 anos)
Raul estava na sacada quando o escutei gritando:
– Mamãe!
Fui correndo até ele, imaginando uma cena terrível.
– O que foi?
– Olha que lindo! O sol está se “fondo”!
(Raul, 4 anos)
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– Pai, digite aí no Google para pesquisarmos sobre o Arqueopterix – é uma espécie de dinossauro e ele é muito fã.
– Mas, como se escreve isso?
– Com letras!
(Francisco, 4 anos)
Depois de passar por um aborto, estava chorando enquanto fazia uma oração ao lado do Pedrinho. Ouvindo tudo quietinho, esperou eu terminar e comentou:
– Mãe, eu tenho um amiguinho que queria um irmão, mas a fábrica da mãe dele está fechada de vez. Mas a sua está fechada só pra balanço. Você tem uma fábrica de bebês. Fique bem!
(Pedro Jorge, 5 anos)