Estávamos andando de carro quando Alice falou para o irmão:
– Cauã, sabia que eu já posso beber energético? Mas, só um pouco, porque amanhã cedo tenho que ir na missa rezar!
(Alice, 4 anos)
Estávamos andando de carro quando Alice falou para o irmão:
– Cauã, sabia que eu já posso beber energético? Mas, só um pouco, porque amanhã cedo tenho que ir na missa rezar!
(Alice, 4 anos)
– Preciso comprar umas roupas pra mim, urgente.
– Então compra, mamãe.
– Não dá, filho. Agora a mamãe não tem dinheiro.
– Então eu vou pegar umas frutinhas, vou fazer picolé, pegar minha bicicleta, vou vender tudo e daí eu vou te dar o dinheiro, tá mãe?
(Lucas Guilherme, 3 anos)
Logo depois de levar uma bronca, Vitor olhou nos meus olhos e disse com a maior cara lavada:
– Mãe, você está brava por fora, mas feliz por dentro.
(Vitor, 4 anos)
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Dei um beijo no meu filho e em seguida vi que ele estava com a mãozinha no lugar e movendo em direção ao queixo. Perguntei:
– Fernando, você está limpando o beijo que eu te dei?
– Não, mamãe, eu estou mudando o beijo de lugar!
(Fernando, 3 anos)
– Marina, o que teve de lanchinho na escola?
– Pão e queijinho.
– Que delícia! Tinha suco do quê?
– De maracujá.
– E fruta? Que fruta você comeu?
– Batata fruta.
(Marina, 2 anos)
Semana do Natal, no estacionamento de um shopping, perguntei:
– Breno, o shopping está lotado… Está vendo alguma vaga?
– Muitas, mamãe, mas estão todas ocupadas.
(Breno, 5 anos)
– Victor, você está gripado. Não pode tomar sorvete.
– Não, tia Nena, eu posso, sim. Só meus olhos e meu nariz estão gripados, a boca não.
(Victor, 4 anos)
Enquanto Lavínia rabiscava seus desejos na cartinha de Natal, ela começou a pedir em voz alta os presentes para seus primos e amiguinhos. Eu escutei e comentei:
– Lavínia, peça também para as crianças que moram no orfanato. Elas não tem papai e mamãe.
Ela silenciou e continuou a “escrever”. Quando terminou, me entregou a carta e disse:
– Mamãe, eu pedi presentes. E também pedi uma família para eles.
(Lavínia, 4 anos)
Apesar da orientação para dormirem em seus quartos, Débora e Daniel adoram dormir na nossa cama. Outro dia, pegamos os dois conversando:
– Daniel, temos que dormir em nossas camas. Você sabia que eu descobri que infelizmente o papai é o crush de mamãe e que crushs não podem dormir separados?
– Ah, meu Deus do céu, estamos ferrados! Bem que eu pensei que eles eram namorados! Eles poderiam ser só pais, né?
(Débora, 8 anos e Daniel, 6)
Sou professor do sexto ano e estava ditando um exercício para os alunos e falei:
– Peço silêncio, pessoal. Quando eu ditar, só eu falo e vocês escutam.
Quando todos finalmente fizeram silêncio, Gabriel falou em alto e bom som:
– Então vai, ô ditador!
(Gabriel, 11 anos)
Estávamos aprendendo as formas em inglês. Então desenhei corações no chão para as crianças colocarem as mãozinhas dentro. Quando terminamos a atividade, pedi para contornarem o coração com os dedinhos apagando a forma do chão. Nessa hora, Matias começou a chorar e disse:
– Teacher, não vou apagar o meu! Eu não gosto de fazer isso… não gosto de destruir um coração.
(Matias, 4 anos)
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Na sala de aula, depois de conduzir uma sensibilização e falar da história por trás do Dia Internacional da Mulher (8 de março), terminei com um comentário:
– Bom, isso aconteceu no século passado.
E um aluno corrigiu:
– No século ultrapassado!
(Custódio, 7 anos)
Guilherme veio me chamar e notou que eu estava com um ferro de passar roupas e uma blusa nas mãos. Parou e comentou:
– Mãe, quando você terminar de ferrar sua roupa, pode vir aqui?
(Guilherme, 4 anos)
– Mãe, hoje você está pensando sem empatia.
– E você sabe o que é empatia, filha?
– Claro, mãe. É pensar sem cérebro.
(Giovanna, 5 anos)
João Pedro estava me contando uma história mirabolante sobre suas manobras na bicicleta. Para deixá-lo ainda mais animado, eu incentivava e respondia com exclamações. A certa altura, comentei:
– Uau! Mentira!
Ele parou tudo, ficou desanimado e respondeu:
– Sim, mamãe, era mentira… agora vou te contar a verdade.
(João Pedro, 3 anos)
Estávamos na classe durante a aula de inglês e organizei uma roda de conversa com a turma. Perguntei:
– Alguém aqui sabe o que significa friend?
– Eu sei! Friend é quando você vai nos Estados Unidos e diz para alguém “vamos ser friend”. E aí pega na mão da pessoa e já é friend.
(Eloísa, 7 anos)
– Mamãe, um dia você me diz uma coisa linda?
– Claro, filha!
– Você me diz uma coisa linda agora?
– Eu adoro ser sua mãe!
– Agora me fala “vamos jantar”? Isso é uma coisa linda!
(Julia, 2 anos)
Igor vive querendo me acompanhar em minhas idas ao banheiro. Dias atrás, ele me viu trocando o absorvente, mesmo eu tentando ser o mais discreta possível. Hoje de manhã, novamente me esperando no banheiro, observou e depois me perguntou:
– Ué, cadê sua fralda?
(Igor, 2 anos)
Na rua, voltando da creche, Charlotte começou a cantar:
– Meu pintinho amarelinho, “caga” aqui na minha mão. Na minha mão!
(Charlotte, 3 anos)
Ouvi a respeito da importância do sol na nossa saúde e humor e convidei minha sobrinha para se juntar a mim:
– Vem, Mimi. Vem tomar o sol da alegria.
Alguns minutos depois, ela se levantou dizendo:
– Tia, vou sair daqui porque essa felicidade toda já tá me queimando.
(Emilly, 6 anos)
Estava passando propaganda política na tv e o candidato estava falando que ia tapar todos os buracos das ruas. O Nicolas ficou preocupado:
– E onde vão morar os tatus?
(Nicolas, 4 anos)
– Mamãe se você tivesse muito dinheiro, qual carro você teria?
– Uma Ferrari. E você?
– Ah eu teria uma “burguer king”.
– Uma Lamborghini?
– Isso!
(Paulo Vinícius, 6 anos)
No dia em que anunciaram o retorno da obrigatoriedade das máscaras, meus filhos ficaram tristes, menos a Mariana, que estava comemorando. Ao perguntar o motivo da alegria, ela disse:
– É que agora ninguém vai saber que eu não sei cantar o hino.
(Mariana, 7 anos)
Letícia estava passando uma temporada na casa dos avós. Um dia, estava tristonha e a avó perguntou:
– O que aconteceu, Lê?
– Estou com saudades do papai e da mamãe.
– Mas o que é isso, saudade?
– Saudade é estar aqui e querer estar lá.
(Letícia, 7 anos)
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Fiquei admirando a beleza do meu filho e disse:
– Como você é lindo!
E ele respondeu:
– Devo ser parecido com Deus, porque com a minha família que não é.
(Lucas, 9 anos)
Maicon estava brincando de arqueólogo com seu cunhado Kevin, quando Kevin disse:
– Olha, Maicon, tem pegadas aqui. Acho que é de dinossauro.
– Hum… minha mãe fazia caminhadas aqui.
(Maicon, 5 anos)
Contando o dinheiro no cofrinho do Léo, peguei duas notas de 5 euros e perguntei:
– Cinco mais cinco dá…
– Dá pra comprar carta do Pokémon!
(Léo, 5 anos)
Estávamos assistindo a um jogo de tênis quando o jogador para quem torcíamos errou e eu reclamei. Prontamente, Luiz disse:
– Eita que pariu!
– Luiz, não pode falar essas coisas! É feio xingar.
– Ué, mas eu falei “eita” e não “puta”.
(Luiz Antônio, 3 anos)
– Maria, o que você quer fazer quando crescer?
– Eu quero ser cientista.
– E com o que você vai trabalhar nisso?
– Ué, com os “cientimentos”.
(Maria Clara, 4 anos)
Estava brincando com o meu afilhado com uma coleção de bonecos que tem como tema o deserto. Quando estávamos montando, tinha um bonequinho que ficava puxando o camelo com o Faraó em cima. Coloquei o bonequinho nessa posição e ele tirou.
– Dindinha, no meu reino não tem escravo.
(Lucca, 8 anos)
Estávamos assistindo a um filme com Isaac, quando um dos personagens comentou sobre um mistério a ser resolvido:
– Só há uma forma de descobrirmos isso…
Rapidamente, Isaac respondeu:
– Google!
(Isaac, 7 anos)
Lúna estava brincando com sua amiga, quando começou a chover e a amiga convidou:
– Vamos tomar banho de chuva?
– Não, obrigada. Eu tomo banho de chuveiro mesmo.
(Lúna, 7 anos)
Cecília contando para o pai sobre seu passeio na praia:
– Papai, uma hora veio uma onda gigante e eu entrei no fundo do mar para sempre… Mas agora estou bem.
(Cecília, 3 anos)
Sou professora de português e, certo dia, os alunos do sexto ano me disseram mais uma vez que gostavam de mim e das minhas aulas. Curiosa, perguntei:
– Gente, agradeço muito. Mas, por que tantos elogios hoje?
Um menino disse:
– Você é diferente.
Falei que não, que não fazia nada diferente, mas uma aluna respondeu:
– Faz sim, professora. Você nos faz sorrir.
(Vários, 11 anos)
Depois de o quadriciclo do pai ter ficado preso num rio durante uma trilha, Alice perguntou preocupada:
– Pai, mas o que foi isso?!
– Isso é aventura, minha filha.
– Aventura é uma coisa, querer se matar é outra, né?
(Alice, 9 anos)
O pai da Helena viajou e ela ficou um pouco manhosa e chorando. O irmão mais velho, tentando ajudar, comentou:
– Calma, já já você faz uma ligação de vídeo e vê o pai.
– Mas eu não quero falar com o pai. Quero estar com ele…
(Helena, 6 anos)
Saí do banho e estava me enxugando. Lorenzo viu minhas pernas todas arranhadas e machucadas por conta de um passeio na cachoeira:
– Mamãe do céu, tadinha da senhora! O que aconteceu com as suas perninhas?
Rindo, respondi:
– Briguei com a onça, filho!
– Uai, mamãe! Mas a onça é a senhora!
(Lorenzo, 5 anos)
Quando o pai do Gabriel foi buscá-lo na escola, a professora comentou que ele não passou muito bem e que tinha vomitado. Mais tarde, quando nos encontramos, perguntei:
– Agora você já está bem, filho?
– Não tô muito bem hoje, mãe. Vomitei duas vezes na escola, ainda estou um pouco enjoado. Eu tô precisando passear, viajar para um lugar novo, sabe?
(Gabriel, 5 anos)
– Mãe, eu não gosto de comer salgadinho que já está aberto.
– E você acha que meu dinheiro dá em árvore?
– Do que é feito o dinheiro?
– De papel.
– E de onde vem o papel?
– Da árvore.
– Entãããão…
(Joaquim, 4 anos)
Estava dizendo pro meu filho o quanto estava cansada e pedi pra ele me dar uma sessão de massagem de presente.
– E como eu vou pagar, mamãe? Com dinheiro do meu cofrinho?
– Pode ser.
– E quanto custa isso?
– Acho que uns 100, 150 reais.
– Vixi! Mas aí já chegou no limite do nosso orçamento.
(Alexandre, 8 anos)
– Está bom o macarrão, Sofia?
– Está ótimo, mãe.
– Me dá uma nota então.
– Nota mil.
– Nossa, então já posso abrir um restaurante, né?
– Ainda não. Você precisa ter dinheiro pra isso.
(Sofia, 6 anos)
Eu e minha filha estávamos no elevador. Um vizinho entrou e perguntou:
– Que anel lindo! É de princesa?
– Não, é de pirata!
(Daniela, 4 anos)
Estávamos falando sobre uma montanha-russa bem radical e perguntei para Elena se ela gostaria de ir. Ela respondeu:
– Eu quero curtir essa aventura. E se eu morrer, diga a todos que eu fui uma lenda.
(Elena, 7 anos)
Estava fazendo minha filha dormir, olhando os adesivos brilhantes no teto, com estrelas e planetas. Ela então apontou para o alto e disse:
– Olha, mamãe! É Saturno! O planeta que tem um bambolê!
(Daniela, 4 anos)
Mãe e filho conversando sobre uma viagem para o campo:
– Fred, a gente pode levar uma lanterna e explorar a floresta à noite.
– Mas à noite tem onça-pintada, mãe!
– Ah, a gente pede pro papai ir na frente para proteger a gente.
– Não! E se a onça engole ele? Já sei… vai você na frente!
(Frederico, 5 anos)
– Mãe, eu tenho um amigo, o Leozinho. Ele sofre de uma doença do coração.
– Nossa, Má… que triste.
– Não, mãe, a doença dele, do coração, é olhar tudo com bondade. Tudo ele fala: “Own…” É uma doença que você enxerga com o coração.
(Maria Flor, 6 anos)
*Leozinho tem Síndrome de Down
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Helena e o avô estavam passeando pelas plantações no sítio e ele, preocupado, perguntou:
– Está cansada, Helena? Quer voltar?
– Não, vovô. Vamos explorar o mundo!
(Helena, 5 anos)
Meu irmão encheu uma pequena mochila com dinossauros e comida, abriu a porta de casa e foi saindo. Quando perguntado onde estava indo, ele falou:
– Vou para o Egito!
(Davi, 5 anos)
– Mãe, feche os olhos que eu vou te guiar. Não precisa ter medo. O máximo que pode acontecer é ter uma múmia toda enrolada aqui, mas eu não deixo ela te pegar.
(Manuela, 4 anos)
No elevador do prédio, Arthur e uma vizinha conversam:
– Hoje eu vou comprar Yakissoba pro meu pai com meu dinheiro.
– Ah é? E você tá trabalhando com o quê?
– Eu vendo dentes para a Fada do Dente.
(Arthur, 6 anos)