Estava levando minhas filhas para escola, quando começou a tocar uma música cujo início é “O meu combustível pra continuar…” e a Maria Alice comentou:
– Ah não! Até a música vai reclamar do aumento da gasolina!
(Maria Alice, 8 anos)
Estava levando minhas filhas para escola, quando começou a tocar uma música cujo início é “O meu combustível pra continuar…” e a Maria Alice comentou:
– Ah não! Até a música vai reclamar do aumento da gasolina!
(Maria Alice, 8 anos)
Certo dia, Louise e eu fomos ao correio. Na rua, nos deparamos com um cachorrinho. Louise virou para mim e falou:
– Mamãe, olha esse cãozinho. Ele está sozinho… precisamos comprar um dono para ele.
(Louise, 3 anos)
Chegou uma mensagem no celular e a Juju perguntou o que eu estava lendo.
– Recebi a notícia de que um paciente da mamãe morreu, Juju.
– Por que, mamãe?
– Porque o coraçãozinho dele não funcionava mais, tava muito fraquinho.
– Mas então ele não sentia mais amor?
(Juju, 5 anos)
Miguel quebrou um pedacinho do dente. Dei uma olhada e comentei:
– Será que esse dente ainda é de leite?
– Acho que não deve ser. Ele está bem duro!
(Miguel, 11 anos)
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– Mamãe, o Papai Noel existe há quanto tempo?
– Muitos anos…
– E ele morre?
– Acho que não.
– Uai, então vou pedir pra ser ele!
(Benício, 6 anos)
– Rafa, quer morango com leite condensado?
– Não, obrigada.
– Você não gosta mais de morango com leite condensado?
– Gosto, mas é que estou tentando dar uma reduzida no doce.
– Entendi… quer sorvete?
– Quero!
(Rafaela, 8 anos)
Estávamos no Uber e o Vitor começou:
– Mãe, eu quero um irmãozinho.
– Pede um pro seu pai.
– Ah, não pode ser pro Uber?
(Vitor, 3 anos)
Estêvão estava voltando às aulas depois da pandemia. A professora o recebeu na porta:
– Oi, Estêvão! Seja bem-vindo!
Ele saiu de trás de mim, olhou para a professora e disse:
– Estêvão, não. O meu nome é Sonic e eu sou muito rápido!
(Estevão, 3 anos)
O padrinho do Lucas é flamenguista fanático. Depois de uma derrota do time, a avó ligou por vídeo e falou:
– O Flamengo perdeu Lucas…
– Então tem que achar!
(Lucas, 3 anos)
– Vitor, o ouvido serve pra quê?
– Pra escutar!
– E o nariz, serve pra quê?
– Pra escorrer!
(Vitor, 3 anos)
Alice e Amarylis estavam na cozinha fazendo o próprio sanduíche. Depois de colocar o queijo, Alice perguntou para a irmã:
– Quer um peito de frango?
E Amarylis questionou:
– Sai leite?
(Amarylis e Alice, 7 anos)
Estava com a garganta inflamada e voz bem rouca. Durante o banho, minha filha perguntou porque minha voz estava tão baixa e eu disse que era porque estava doente. Ela respondeu:
– Ah, você está doente! Sua voz tá tão fraquinha que eu achei que estivesse sem sinal!
(Rafaela, 6 anos)
Todas as noites, leio para Lorenzo. Hoje ele escolheu o livro “Sinto o que Sinto” de Lázaro Ramos. Chegamos em uma parte da história em que uma professora pergunta ao aluno “Tito, se hoje eu lhe der três chocolates e, amanhã, quatro sorvetes, você vai ficar com… com?”. E o Lorenzo, antes que eu lesse a resposta do personagem, emendou:
– Com dor de barriga!
(Lorenzo, 4 anos)
Minha aluna foi mordida por um cachorro. Ao retornar para a escola perguntei se ela tinha tomado a vacina (antirrábica) e ela respondeu:
– Sim, já tomei. Vou tomar a segunda dose…
– Não falei da vacina contra Covid. Quis dizer a vacina da raiva!
– Ah, essa aí não! Mas eu preciso tomar porque fiquei com muita raiva!
(Julia, 7 anos)
– Nossa, tia, essa cama é a cara do Brasil.
– Por que, Laura?
– Porque tá muito bagunçada.
(Laura, 6 anos)
– Mamãe, queria que esse Covid fosse embora pra sempre. Estou com saudades dos tempos antigos e dos amigos que eu ainda não conheço.
(Isadora, 5 anos)
Estávamos fazendo compras para casa quando meu filho soltou:
– Mãe, antigamente as lojas colocavam promoção de “pague um e leve dois”, agora a gente paga como se fosse dois e leva só um…
(Luiz Felipe, 10 anos)
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Enquanto a família se arrumava para sair, Analu olhou para o pai e disse:
(Analu, 2 anos)
Sou vegana e estava tentando explicar pro meu sobrinho quais os alimentos que não consumo.
– Leite pode?
– Não, porque vem da vaca.
– E ovo?
– Não, porque vem da galinha.
– Mas, carne de sol pode, né? Porque sol não é animal.
(Marcéu, 5 anos)
Estava conversando com minha filha sobre como é maravilhoso ter filhos, mas que depois do terceiro não poderia ter mais.
– Mas, seria legal, mãe!
– Não, filha, tenho três filhos. Já tá bom.
– Não, mãe, você tem quatro filhos.
– Como assim?
– Eu, Alice, Derek e o papai.
– Malu, como assim?
– É que o papai às vezes se comporta como criança e você tem que educar!
(Malu, 8 anos)
Durante o jantar, o Luigi perguntou:
– Mãe, você já esteve em um relacionamento sério?
Um pouco assustada com a seriedade do assunto, respondi:
– Claro.
– Com quem?
– Com seu pai, oras.
– Ué, mamãe, mas você e o papai vivem rindo em casa.
(Luigi, 7 anos)
– Quando eu crescer, quero ser igual ao meu pai que gosta de livros e igual a você, mãe, que é interesseira!
– Ahn?! Como assim?!
– É, mãe, você é interesseira porque gosta de saber da vida dos outros.
– Ahn?! Como assim?! – de novo
– Mãe, você não é psicóloga? Então você gosta de saber da vida dos outros!
(Isadora, 9 anos)
Estávamos voltando da escola e Júlia me perguntou:
– Mamãe, o ladrão pula o muro da casa das pessoas para roubar?
– Sim, filha.
– Mas, roubar o quê? Dinheiro?
– Sim. Também, Ju.
– Ah, ufa! Ainda bem que a gente não tem!
(Júlia, 4 anos)
Estávamos almoçando e escutando Celine Dion, quando meus pais começaram a elogiar a cantora:
– Essa mulher é um espetáculo! Vocês, não tem ideia do que é show dela em Las Vegas! Incrível!
E eis que a minha sobrinha interrompe, respondendo:
– Ah… é porque vocês ainda não viram o show do palhaço Muçarela!
(Helena, 5 anos)
– Mamãe, amanhã eu tenho prova.
– Ah, tudo bem, você estará na escola.
– A “condenadora” da escola disse pra não faltar.
(João Pedro, 6 anos)
Estávamos fazendo a oração da noite e Sophia perguntou:
– Tia, se o papai do céu só vai nascer no Natal, como é que ele tá escutando a gente agora?
(Sophia, 5 anos)
– Tia, o que você está fazendo?
– Estou trabalhando.
– Mas, por quê?
– Pra ganhar dinheiro.
– Eu também quero.
– Trabalhar?
– Ganhar dinheiro.
(Bernardo, 3 anos)
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– Nina, deixe a mamãe te ajudar a tomar banho pra ir mais rápido.
– Não, você não pode me ajudar.
– Por quê?
– Ninguém pode mexer na minha parte “rítmica”.
(Nina, 5 anos)
Lucca estava brincando com o pai de massinha. Entregou a ele um pedaço e disse:
– Faça um trem com essa massinha. Se você achar difícil, peça a ajuda de um adulto!
(Lucca, 4 anos)
– Mamãe, quem colocou o Tobias na sua barriga?
Assustada com o rumo e o momento da conversa, eu respondi:
– Foi o seu pai, Maya.
Ela soltou uma gargalhada e acrescentou:
– Ai, mãe, você é muito engraçada! Eu sei que foi Deus.
(Maya, 4 anos)
– Mãe, preciso fazer uma apresentação na escola, mas ainda não sei o que fazer.
– Você pode contar uma piada ou cantar uma música. O que acha melhor?
– Não ir para a escola.
(Oscar, 5 anos)
Eu conversando com a Maria Clara e explicando que os meus pais não são de São Paulo:
– É que eles são mineiros.
– Ah! Como os 7 anões?
(Maria Clara, 8 anos)
– Filho, você prefere casa ou apartamento?
– Prefiro hotel, papai.
(Rocco, 4 anos)
– Clara eu vou tomar o seu xarope, estou tossindo muito.
– Tome, mãe. E sinta o gosto da maldade.
(Clara, 7 anos)
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– Pare de fazer bagunça senão você não vai para o céu.
– Eu não quero ir para o céu. Quero ir para a praia!
(Pedro, 3 anos)
Estou ensinando o Dominic a rezar. Certa noite, ele pediu para rezar sozinho e, quando chegou na Ave Maria, ele começou:
(Dominic, 5 anos)
Ví a Natália na janela olhando para a rua e perguntei:
– Está olhando o mundo?
– Não, mãe. Estou olhando a liberdade.
(Natália, 6 anos)
Em um restaurante, a garçonete veio recolher os pedidos.
– Eu quero um whisky!
– Mas, Murilo, você não tem idade pra isso! Ele apontou o cardápio e disse:
– Claro que tenho, mãe! Está escrito aqui: whisky, 8 anos e whisky, 12 anos. Eu quero o de 8!
(Murillo, 8 anos)
– Caio, quando crescer você quer trabalhar com o quê?
– Deixa eu pensar… testador de camas!
(Caio, 7 anos)
Levamos o Bernardo para cortar o cabelo. Quando a cabeleireira ligou a máquina e passou perto da orelha dele, ele disse:
– Cuidado com a minha orelha, porque eu preciso pendurar a minha máscara.
(Bernardo, 2 anos)
Estávamos numa festa e a Lavínia pediu para ir no pula-pula. Falei pra pular com cuidado porque tinha um garotinho menor no brinquedo.
– Tá bom, mamãe.
No final da brincadeira, ela voltou:
– Mamãe, pulei com tanto cuidado que quase tirei um cochilo!
(Lavínia, 7 anos)
Sentada no colo do pai, Catarina disse, com expressão dramática:
– Papai, tô com dor de cabeça.
– Onde dói, filha?
– Aqui no pé.
(Catarina, 4 anos)
– Mamãe não aguento mais!
– O quê, filha?
– Te amar tanto…
(Mellissa, 7 anos)
Estava contando para a Luísa que passaremos o Natal na casa dos bisavós dela, no sertão da Bahia. Ela escutou atenta e depois perguntou:
– Pai, porque lá é conhecido como sertão? É por que eles estão sempre certos?
(Luísa, 6 anos)
Estava ensinando a tarefa para a Maria Luiza quando ela perguntou:
– Mãe, caçador é com S ou SS?
– É com C, Malu.
– Ah, tá. Aquele C fazendo cocô, né?
(Malu, 8 anos)
PS: nunca mais vou enxergar o Ç da mesma forma.
Sou dentista e quando faço uma extração em crianças, costumo “prescrever” um sorvete. Depois de atender o Pedro, perguntei:
– Você ainda lembra o que não pode faltar depois da consulta?
– Sim.
– Um sor…
– Sorriso!
(Pedro, 8 anos)]
Em parceria com @humanicorretora
Gustavo estuda em um colégio bilíngue e já sabe algumas palavras em inglês. Por isso, fica perguntado como se traduz algumas delas:
– Mamãe, como é sol em inglês?
– É sun, filho.
– E como é lua?
– Lua é moon.
– Não, mamãe. Moon é vaca!
(Gustavo, 2 anos)
Estávamos pulando sete ondas no primeiro dia do ano. Na última onda, falei para meu filho fazer o pedido dele.
– Mamãe, quero açúcar na água do mar!
(Antônio, 2 anos)
– Filho, amanhã é dia de retornar para a creche, né?
– Sim
– Bem que podia ter creche para adultos…
– A creche dos adultos é o trabalho!
(Enzo, 3 anos)
Minha irmã contou para o Antonio que as coisas caiam por causa da Lei da Gravidade e falou sobre Isaac Newton. Certo dia, estávamos em casa, o brinquedo dele caiu no chão e eu perguntei:
– Antonio, por que o brinquedo caiu?
– Por causa da gravidade.
– Ah é? E quem descobriu?
– O Seu Ailton.
(Antonio, 3 anos)