As crianças estavam assistindo tv na sala. Cheguei e perguntei:
- Ei, crianças. O que vocês estão assistindo?
- Dora, a Macumbeira.
(Helena, 7 anos)
As crianças estavam assistindo tv na sala. Cheguei e perguntei:
(Helena, 7 anos)
Eu estava saindo para trabalhar, quando meu filho me chamou e disse:
(João Pedro, 5 anos)
– Filha, como foi a aula hoje?
– Mamãe, não quero conversa agora. Estou com fome. Alimente a criança e depois conversamos sobre o dia.
(Laísa, 4 anos)
Minha filha é muito mandona, então estamos num trabalho constante para educá-la:
(Maria Clara, 4 anos)
Na família temos três primos da mesma idade, sendo dois com o mesmo nome dos pais.
O Matheus desabafou:
(Matheus, 10 anos)
Meu irmão falando com o amigo ao telefone:
(Luiz, 7 anos)
– Filho, hoje você vai dormir na sua cama, ok?!
– Nunca vi uma mãe ter coragem de deixar o filho dormir sozinho.
(Gabriel, 4 anos)
Minha filha se chama Julia. Nós sempre a chamamos de Jú ou Juju. Um dia, estávamos brincando e em dado momento eu a chamei de Xuxu. Em um outro dia, seguindo a vida, eu a chamei de Jú e ela me respondeu:
– Mamãe, não me chame de Jú não. – Ué, filha, você não gosta? É uma forma carinhosa.
– Eu prefiro que chame de Xuxu, porque assim é só você que me chama. E eu me sinto só sua!
(Julia, 5 anos)
Toda terça e quinta a avó vai buscar o Bento na escola. Certo dia, ela teve de viajar e apenas o avô foi buscá-lo. Indignado com a ausência da avó, Bento pediu para que o avô ligasse para ela. Feliz com a ligação do neto, a avó explicou calmamente o porquê da sua ausência.
Com a voz firme e pouco amigável, Bento questionou:
(Bento, 4 anos)
Na sala de espera do consultório, o médico chegou, entrou na sala dele e demorou para chamar.
A Alice começou a bater palmas e cantar bem alto:
(Alice, 4 anos)
Miguel ficou um tempo mexendo no meu cabelo e eu perguntei:⠀
– Está fazendo carinho, filho?⠀
– Não, mamãe, estou passando cuspe.⠀⠀
(Miguel, 4 anos)
– “Eu vi o dois pilantra…”, canta mãe!⠀
– Que música é essa, Benício?⠀
– É o Hino do Brasil, ué.⠀⠀
(Benício, 4 anos)
Eu estava triste e calada, um amigo querido havia falecido. Miguel veio saber o que eu tinha…
– Eu tô triste filho, às vezes não sei lidar com a tristeza.
– Eu sei lidar com a minha tristeza mamãe!
– Ah, é? Como você faz?
– Eu fico com ela até ela ir embora. Ela sempre vai.
(Miguel, 6 anos)
– Mãe, a gente agradece a Deus né?
– Sim, filha.
– E Deus, agradece a quem? A ele mesmo? Ele diz: “obrigado a mim mesmo por ser eu. Que eu abençoe meu dia”?
(Ana Lis, 5 anos)
Caco e Cecília estavam chegando na escola e começaram a correr. Ela, lá na frente, avisou:
(Caco e Cecília, 3 anos)
A tia grávida, sentada no sofá e a Luiza ao lado observando a barriga. A tia pergunta:
(Luiza, 5 anos)
E no momento da oração:
(Maria Fernanda, 7 anos)
Ceceu, na casa dos avós, atendeu o telefone.
(Ceceu, 4 anos)
Eu estava me arrumando para sair com meu marido e a Maria Luísa apareceu:
(Maria Luísa, 2 anos)
Gustavo, fazendo a lição de casa e respondendo algumas perguntas:
Nome: Gustavo.
Idade: 7 anos.
O que gosta de fazer: jogar video-game.
Sexo: nunca fiz.
(Gustavo, 7 anos)
Estava com a minha sobrinha e vi que ela tinha feito uma tatuagem de henna:⠀
Não deixei Antonela ir fantasiada no mercado. No caminho, encontramos um passarinho. Ela se aproximou lentamente, mas ele voou.
– Tá vendo, mamãe? Se eu tivesse com a minha roupa de Branca de Neve ele teria me reconhecido e não teria se assustado.
(Antonella, 4 anos)
E assim Isabela iniciou a oração:⠀
– Pai nosso que estás no céu, ave-maria cheia de graça, santificado seja o ouviram do Ipiranga as margens plácidas…⠀
⠀
(Isabela, 2 anos)
Estudando com meu filho para a sua prova de ciências, perguntei:
(João Vitor, 7 anos)
(Cecília, 5 anos)
Tenho dois irmãos que são gêmeos. Eu estava assistindo futebol na TV, quando o time pelo qual torço sofreu um gol e gritei um palavrão:
– PQP! – infelizmente não usei as siglas na hora.
Quando percebi que tinha feito besteira, olhei para os dois e disse:
– Essas são palavras muito feias. Não repitam!
Um deles perguntou:
– E por que você falou?
– Porque eu sou grande. Eu posso.
Ao que o outro olhou pra mim e disse:
– Quer dizer que a gente tem que esperar ser grande pra ser mal educado?
(Lorenzo e Dante, 5 anos)
– Nicolas, vamos orar pra Jesus?
– Vamos.
Ele juntou as mãozinhas e disse:
– Papai do Céu, quando eu for adulto e puder trabalhar, me dê muito, mas muitoooo dinheiro, porque eu quero construir uma escada bem grande pra subir até o céu e te dar um abraço!
(Nicolas, 6 anos)
Isabella pegou um sapo de brinquedo, colocou no colo e disse:
– Ah meu filho, você era um girininho dentro da minha barriga!
(Isabella, 4 anos)
Hoje eu estava conversando com a minha irmã e perguntei:
– Isa, você sabe o que é um político?
– Sim, é uma pessoa que polui as coisas.
(Isabela, 5 anos)
Meu sobrinho estava começando a entender as horas. Acordava todo dia às “oito e meia” e quando perguntávamos “que horas são?” a resposta era sempre a mesma. Um dia, a mãe dele o chamou para rezar antes de dormir.
– Gustavo, vamos dormir e fazer uma “oração”.
– Vamos! Oito e meia.
(Gustavo, 2 anos)
– Mamãe, não escute a minha conversa.
– Ah é, filhinho?
– Porque estou conversando comigo mesmo.
(Ângelo, 6 anos)
Sentada no colo de sua mãe, Joana deu um beijo na sua bochecha, olhou no fundo dos olhos e disse:
– Sabe, mãe, eu te amo até o céu.
– E o papai?
– Até o céu também.
– E a Lulu? – a irmã mais velha.
– Até o portão.
(Joana, 4 anos)
Estava no carro com meus três filhos e avisei que eu e meu marido iríamos sair a noite sozinhos para passear e que eles iriam ficar com os tios. Então a Isabela protestou:
– Nossa, mãe! A senhora não tem consideração pela gente?
(Isabela, 5 anos)
Estava ensinando Eduardo sobre o som da letra B na sílaba BU. Perguntei:
– Eduardo, quando eu falo a sílaba BU, quais são os sons que você escuta?
– O som de susto!
(José Eduardo, 5 anos)
– Filho, você é lindo.⠀
– Você também é linda, mãe.⠀
– Meu xuxu.⠀
– Meu frango frito.⠀
– Nossa, filho, mas por quê? ⠀
– Eu gosto muito de frango frito, mãe.⠀
⠀
(Miguel, 6 anos)
Lara chegou pra mim e disse:⠀
– Pai, estou precisando da sua ajuda urgente. Vamos na cama conversar?⠀
Sentamos na cama e ela disse:⠀
– Pai, como eu faço para transferir o dinheiro que eu tenho na minha mente para a minha conta?
(Lara, 7 anos)
– Mãe, pega água pra mim beber?⠀
– É para eu beber.⠀
– Pega para nós dois, então.⠀
⠀
(Miguel, 7 anos)
Davi sentou no meu colo enquanto eu via TV e fiquei beijando a cabecinha dele. Ele virou e falou:⠀
– Nossa, como é bom o amor.⠀
⠀
(Davi, 5 anos)
– Mamãe, eu queria ter duas bocas.
– Por que, Rafa?
– Para poder comer e dar risada junto!
(Rafael, 4 anos)
Eu estava colocando meus filhos pra dormir:
– Boa noite, meus amores.
– Boa noite, minha ‘quelida’.
– Que fofo, Rafa! A mamãe ama você de montão.
– E eu te amo de pouquinho.
(Rafael, 3 anos)
Na aula de inglês, a teacher pediu para eles desenharem o que quisessem. Enrico desenhou uma pizza e foi mostrar para ela, que respondeu:
– Olha, uma pizza! Delicious!
Furioso, ele respondeu:
– Não, tia, minha pizza não é “de lixo”.
(Enrico, 5 anos)
Estávamos estudando História e aprendendo sobre documentos:
– Filha, para que serve o Título de Eleitor?
– Para ajudar os leitores a lerem.
(Luisa, 7 anos)
Estava com o bebê da vizinha no colo e ela comentou admirada:
– Nossa, o que será que se passa na cabeça desses bebês, né?
A Juliane estava brincando pertinho e respondeu na hora:
– Ah, shampoo.
(Juliane, 4 anos)
Entrei na sala de aula e meu aluno disse:
– Eu estou com sou urso.
– Com o quê, Enzo?
– Sou (irc!) urso.
– Ah, soluço!
(Enzo, 3 anos)
Estava arrumando Theo para ir à escola e percebi que suas unhas das mãos estavam grandes:
– Nossa, Theo, com essas unhas compridas sua professora vai achar que você não tem mãe.
À tarde, na hora do banho, ele falou todo triste:
– Mamãe, a minha professora não tem mãe, sabia?
– Nossa, filho, que triste. Como você sabe?
– Você precisa ver o tamanho das unhas dela!
(Theo, 5 anos)
Cecília pegou um livro na minha estante e disse que estava lendo um livro com palavrinhas mágicas. Perguntei:
– E quais são as palavrinhas mágicas?
– “Por favor” e “eita pega!”.
(Cecília, 3 anos)
Alice estava mexendo em uma gaveta em que não podia. Por três vezes, o pai orientou:
– Alice, não mexe aí!
Ela continuou mexendo, então ele perguntou:
– Alice, você está me escutando?
– Não.
(Alice, 1 ano)
Eu estava dando uma bronca na Cecília e acabei fazendo um discurso. A certa altura, ela tentou falar algo e eu insisti:
– Eu estou falando, filha. Agora você espera.
E ela devolveu:
– Tá bom, pai. Mas você disse que queria conversar comigo, então eu achei que isso era um “diagolo”.
(Cecília, 7 anos)
– Mãe, ir para a escola deveria ser igual ter um trabalho.
– Por quê? – imaginando que a resposta dele seria sobre receber um salário.
– Pra poder pedir demissão!
(Raul, 6 anos)
– Mãe, quero ganhar um celular da maçã mordida.
(João Pedro, 6 anos)