A Maitê brincando de escolinha:
– Crianças, comam tudo! Se não comerem… eu vou comer.
(Maitê, 3 anos)
A Maitê brincando de escolinha:
– Crianças, comam tudo! Se não comerem… eu vou comer.
(Maitê, 3 anos)
Levi e o avô estavam brincando no quintal quando passou um avião lá no alto. Ele olhou e comentou:
– Este avião aí é chato. Só cabe gente pequena nele…
(Levi, 7 anos)
Estavamos na sala brincando de médica e a Tauane falou:
– Vamos ver o coração do tigre.
– Vamos.
– Deixe eu pegar o negócio pra escutar.
– Tá certo.
– Agora vamos escutar o coração dele. Tum tum tum tum…
– O que ele tem, Tau?
– Coração partido.
(Tauane, 7 anos)
Chegamos na casa da minha neta, que nos esperava na porta e, depois de um beijo, foi logo dizendo:
– Vó Mari, vem ver o meu quarto.
Segui a pequena, que saltitava na minha frente.
– Que lindo, Teresa. Tá bem bonito, em ordem. Parabéns!
– O papai falou que você vinha e que a gente tinha de arrumar tudo correndo…
(Teresa, 2 anos)
– Filho, você seria um psicólogo quando crescer?
– Não!
– Mas, por quê?
– Eu sou muito fofoqueiro.
(Enzo, 9 anos)
Depois de ouvir a história do Saci, o Cadu quis brincar:
– Mamãe, eu vou ser o Saci. E você, quer ser “assassina”?
(Cadu, 4 anos)
Pedimos para Mariana desenhar um balão no computador. Ela fez um monte de rabiscos na tela e meu irmão comentou:
– Mas, isso não é um balão!
E ela, no mesmo instante:
– É porque está estourado.
(Mariana, 2 anos)
Estava falando com minha irmã:
– Fui no cinema com meu namorado na semana passada.
– Eu adoro quando vocês fazem pombagem.
– O que é pombagem, Ana?
– Ué, é quando vocês ficam que nem pombinhos, bem juntinhos.
(Ana Luisa, 8 anos)
Lohan estava brincando de vender nossa gatinha:
– Olha a gata! É pretinha e solta pelo! Só por um milhão de dólares!
– Hum, eu pago um açaí por ela.
– Negócio fechado!
(Lohan, 6 anos)
Gustavo estava brincando quando olhou para o pai dele e perguntou:
– Papai, você é meu irmão?
– Não, filho. Sou só seu pai mesmo.
– Ah… é porque eu te acho minha cara.
(Gustavo, 4 anos)
Falei pro meu filho:
– Heitor, você tem que arrumar seus brinquedos e separar alguns para doar para quem não tem.
– Mãe, você tem brinquedos?
– Não.
– Então vou doar para você.
(Heitor, 4 anos)
Estávamos no trânsito e tivemos que desviar de um carro que quase bateu em nós. Assustada, eu pedi:
– Deus, livrai-nos do mal!
E a Marina completou:
– Do mal e da burrice também, né? Senão não adianta nada!
(Marina, 10 anos)
Estávamos brincando com a Isabela de falar palavras pra ela repetir:
– Isa, fale “casa”.
– Casa.
– Cachorro.
– Cachorro.
– Helicóptero.
Ela demorou uns segundos, olhou pra nós e falou:
– Avião.
(Isabela, 2 anos)
Durante a aula, expliquei que antigamente existiam escolas só de meninas e outras só de meninos. Na escola das meninas, além de matérias, elas aprendiam a bordar, cozinhar, costurar, pintar em telas etc. Notei várias carinhas indignadas e uma delas levantou a mão e falou:
– Quer dizer que a gente ia ter que aprender a costurar e cozinhar e os meninos não? Pois eu não vou costurar nem cozinhar para menino nenhum, viu, tia? Eles que aprendam também!
(Anamel, 8 anos)
– Você foi no “Ponto” Socorro, papai?
– Sim. Mas o correto é Pronto Socorro, filha.
– Não! É “Ponto” Socorro. Porque as pessoas dão ponto e gritam “socorro!”
(Mariana, 6 anos)
Depois do almoço minha cunhada pediu ao meu sobrinho para que ele contasse uma história. Ele então começou a contar a história da menina do zoológico de Toronto.
– Luan, que bichinhos tinham no zoológico?
– Ah, tinha panda, girafa, gorila, tigre, morangotango…
(Luan, 3 anos)
Certa noite, antes de dormir, chamei Sophia para orar. Ela perguntou
– Mamãe, Papai do Céu é esquecido, é?
– Não, filha, por quê?
– Porque todo dia a gente tem que falar com ele as mesmas coisas?
(Sophia, 5 anos)
Júlia estava lendo e confundiu a palavra “solidária” com “solitária”. A frase perdeu o sentido, então ela me pediu:
– Titia, explica o significado dessas palavras?
Expliquei, ela ouviu atentamente e comentou:
– Preciso ler mais. Um errinho e a gente deixa de ser uma pessoa querida e passa a ser triste.
(Júlia, 8 anos)
Em uma conversa com meu filho, eu disse: – Filho, amanhã você vai pra escola.
– Ah, não, mamãe. Eu não quero ir, quero ficar em casa com você.
– Filho, você tem que ir. Tem que estudar pra ser alguém na vida.
– Você é minha vida, mamãe.
(Matheus, 3 anos)
Meu marido e eu estávamos brincando e ele me chamou de palhaça. Rapidamente, meu filho retrucou:
– Papai, minha mãe não é palhaça!
– Não, filho, a mamãe é linda.
– Ela não é linda… ela é feia, mas é a minha mãe.
(Viccenzo, 3 anos)
Estava conversando com meu marido e falei:
– Amor, preciso que me faça um Pix.
A Valentina, ouvindo a conversa, emendou:
– Ah, mãe, eu também quero um picles!
(Valentina, 3 anos)
O Gustavo chegou triste da escola e nem quis almoçar. Perguntei o que havia acontecido e ele não quis falar.
O João, irmão mais velho, respondeu por ele:
– É que a Vitória não quis brincar com ele hoje, mãe. E o Gustavo não tira a Vitória da cabeça.
Ouvindo o João falar, o Gustavo replicou:
– Não, João! A Vitória não está na minha cabeça. Ela está no meu coração.
(Gustavo, 5 anos e João, 7)
Quantos anos você tem, Elis?
– Três.
– E que dia você faz aniversário?
– No dia que minha mãe fizer a festa.
(Elis, 3 anos)
Eu estava passando creme no meu rosto e a Malu perguntou:
– Tia Lu, o que isso?
– É ácido, Malu. Pra ficar mais jovem.
– Não tá funcionando…
(Malu, 2 anos)
O Victor estava com a mãe e a irmãzinha, quando a mãe lhe pediu um favor:
-Victor, espere um pouco que eu vou trocar a sua irmã.
E ele suplicou:
-Troca não, mãe. Eu gosto muito dela.
(Victor, 5 anos)
Estava brincando de médico com o Arthur (em casa chamamos ele de Tutu). Então, no meio da brincadeira, eu disse:
- Tutu, põe a mão no coração da mamãe. Olha, ele faz tutu… tutu… tutu…
E com aquela carinha linda, ele vira para mim e diz:
- E o meu coração faz mamãe… mamãe… mamãe!
(Arthur, 2 anos)
– Mamãe, hoje eu chorei quando você foi para o trabalho.
Com a voz embargada, respondi:
– Ahh filha, eu também senti saudades e quase chorei.
– Não, mãe. Eu chorei porque a minha chupeta ficou no seu carro.
(Ana, 3 anos)
– Pietro, temos que comprar uma lembrancinha de dia dos professores para seu professor. O que será que ele gosta?
– Ah mamãe, sei lá, acho que de silêncio.
(Pietro, 10 anos)
– Guilherme, o que você quer ser quando crescer?
– Quero ser piloto de avião, pai.
Gabi entrou na conversa e comentou:
– Eu quero ser igual a Ná.
– Que linda, filha. Quer ser arquiteta!
– Não, pai. Solteira!
(Gabi, 4 anos)
Estava limpando o espaço da minha cadela e meu sobrinho me observando com cara de atenção. Então perguntei:
– Dadá, por quê você é tão lindo assim?
– Ah, tia Lala, acontece que eu não sou tããão lindo assim. É que você me ama muito e o amor faz com que a gente enxergue beleza nas coisas.
(Davi Lucca, 4 anos)
– Mãe, o que é certificado?
– É quando a pessoa conclui um curso. No final, ela ganha um certificado.
– E por que a igreja tem certificado?
– Como assim, filha?
– Assim, mãe: “Pai nosso que está no céu, certificado seja o teu nome…”
(Melissa, 7 anos)
– Laura, quem é seu melhor amigo?
– O Miguel – primo dela, de três anos.
– Por quê?
– Porque quando eu caio no chão é ele quem me ajuda a levantar.
(Laura, 4 anos)
Estava no mercado com o Miguel e passamos pelo corredor de rações. Vi uma com a foto de um cachorro e expliquei:
– Essa é comida do cachorrinho.
E ele, vendo um gato em outra embalagem:
– E essa é do gatinho.
– Isso mesmo.
Depois, entramos no corredor onde tinha um desinfetante Pato Purific e ele:
– E essa é a comida do patinho!
(Miguel, 3 anos)
Estamos na Alemanha e, vendo as notícias da guerra tão perto de nós, Kiran comentou:
– Mãe, vou falar pra esse moço que não pode jogar bomba nas pessoas. Nas pessoas, a gente faz é carinho!
(Kiran, 4 anos)
– Gosto de cachorros porque eles parecem crianças!
(Lívia, 3 anos)
Estávamos experimentando alguns picolés. Então, comentei com meu marido:
– Nossa, esse picolé de milho é muito bom!
E a Cecília entrou na conversa:
– Eu também acho!
– Como você sabe? Você nunca quis experimentar esse sabor!
– Estou brincando! Falei só para socializar.
(Cecília, 7 anos)
Fomos tirar fotos com minhas priminhas. Estavam todas organizadas para a foto e só faltava o sorriso. Eis que a Valentina grita:
– PIIIIIX!
(Valentina, 3 anos)
– Mamãe, vamos jogar futebol?
– Vamos.
– Então vamos fazer um combinado? Se eu ganhar, você me dá uma surpresa.
– E se a mamãe ganhar?
– Aí você não me dá a surpresa!
(Arthur, 4 anos)
Moramos nos EUA e avó veio nos visitar. Na hora de dormir, a Gaia escolheu um livro em inglês para ler e a avó comentou:
– Mas eu não sei ler em inglês.
– Leia em português então.
A avó tentou explicar que não dava e a Gaia pegou outro livro:
– Lê esse. É em português?
– Não é. Olha só, o nome dele é “Dear Girl”.
– Ah, viu? Você sabe ler em inglês!
(Gaia, 2 anos)
O pai estava com a bebê de 5 meses no colo e a Celine pediu pra tirar uma foto:
– Mamãe, tira uma foto nossa?
– Claro, filha. Vai lá com eles.
– Vou ficar do lado do papai porque ele não baba…
(Celine, 2 anos)
Conversa antes de dormir:
– Lívia, do que o vovô gosta?
– Da vovó Sueli!
– Que lindo. E do que a vovó Sueli gosta?
– De pão de queijo!
(Lívia, 2 anos)
Estava incentivando meu filho a praticar leitura com a professora na escola:
– Filho, o que você fez hoje na escola?
– Fomos no parquinho e lemos um livro.
– Que legal! E você ajudou a sua professora a ler?
– Não! Ela já sabe.
(Paco, 6 anos)
– Mãe, no céu tem comida?
– Não, filha. Não precisa.
– Credo, mãe. Quando eu for pro céu, vou levar um cachorro-quente pra mim e pra você!
(Maria Júlia, 5 anos)
Fui fazer exame de sangue e o Lucas foi junto. Durante a espera, ele queria me convencer de que não faria exame de jeito nenhum:
– Se eu ficar doente, vou ficar com febre! E se eu ficar com febre, só vou ter que colocar o quilômetro.
– Colocar o quê, Lucas?
– O quilômetro! Aquele negócio que coloca debaixo do braço!
(Lucas, 5 anos)
Uma amiga minha mandou uma mensagem de áudio via WhatsApp para o Matheus:
– Oi, Matheus, você foi na aulinha de funcional hoje?
Ele prontamente respondeu:
– Sim! Eu fui na aulinha e já tô funcionando!
(Matheus, 4 anos)
– Mamãe, eu quero uma bicicleta.
– Ah, então vamos pedir para o Papai Noel e no fim do ano ele te traz.
– Não, mãe. Eu só quero ir numa loja comprar!
(Melina, 3 anos)
Quando Nina tinha dois anos, fomos morar nos EUA e ela nunca tinha tido uma aula de inglês. Lá, começou a frequentar uma escolinha.
– Nina, como foi a escola hoje?
– A professora conversou comigo.
– E o que ela falou?
– Ela disse: gtrsjiut asftinbf xbhyrrd!
– Ah é? E o que você respondeu?
– Respondi: kjgddryui schjutt dfcvbbh!
(Nina, 2 anos)
Manu entrou correndo na cozinha:
– Mãe, mãe! A Isa não pagou o mal com o bem!
– O que ela fez, Manu?
– Eu bati nela e ela bateu de volta em mim! Não pode! Ela tem que pagar o mal com o bem.
(Manu, 4 anos)
Eu falando com meu filho e, achando que ele não estava prestando atenção, reclamei:
– Gabriel, eu estou falando com você e você não está me ouvindo!
– Estou sim, te ovo muito bem!
– Não, filho, é ouço! Ovo é de galinha!
– Ué, osso também!
Gabriel – 9 anos
– Mamãe, nós somos gêmeas!
– Sim, nós somos!
– Só temos o cabelo e os olhos de cores diferentes, né?
– Sim, só isso.
– Mas não tem problema, mamãe, nós somos gêmeas por dentro!
(Raphaela, 4 anos)