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NÃO ME ATRASA

Eventualmente, ma atrasava para buscar meu filho na escola. Ao chegar, ele sempre estava com o Tio Toinho, funcionário do colégio. Certa vez, já no carro, ele comentou:
– Sabia que você é a mãe mais bonita da escola?
– Ah, meu amor… obrigada!
– Eu e o Tio Toinho da portaria que achamos isso.

(Cauã, 7 anos)

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É CARO, COROA?

Sempre que ia mercado, fazia questão de ensinar meus filhos sobre o valor das coisas e colocava limites nas compras. Certa vez, Luara questionou porque não podia levar duas coisas. Eu me abaixei para explicar a importância das escolhas e que por isso teria que decidir apenas por um. Ela passou a mão na minha cabeça, muito preocupada, olhou para a moça do caixa e disse bem alto:
– É, parece que estamos mesmo passando por problemas de dinheiro em casa!

(Luara, 6 anos)

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BIS

Estávamos no elevador quando entrou uma mulher carregando um pacote de bombons e ofereceu um para o Cauã. Rapidamente, ele esticou a mãozinha para pegar um. Em seguida, eu o cutuquei e falei:
– Como é que se diz?
E ele:
– Tem mais?

(Cauã, 3 anos)

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EM PERFEITA SINTONIA

Ensinei a Sofia que ela não precisava ter medo do escuro, que Deus sempre está presente para cuidar de nós, mesmo que não possamos enxergá-lo. Dias depois, vendo TV, meu marido trocou o desenho pela missa. Ela perguntou:
– Papai, não é verdade que Deus está presente mesmo sem nós o vermos?
– Sim, filha. Deus está sempre presente.
– Então não precisa ver a missa na TV. Pode deixar no desenho…

(Sofia, 5 anos)

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CANTANDO DE GALO

Minha irmã e eu estávamos conversando sobre nossos maiores sonhos. Eduardo, ouvindo a conversa, falou com lágrimas nos olhos:
– Gente, vocês sabem qual é o meu maior sonho? Meu sonho é ter um galinheiro!

(Eduardo, 5 anos)

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CRITERIOSA

Bruno estava fazendo lição de casa e pediu ajuda para Alice. O enunciado da questão dizia o seguinte: “Faça duas frases a seu
critério”. Alice rapidamente respondeu:
– Ora, Bruno, é muito fácil! “Seu critério foi à festa” e “Seu Critério foi ao salão”!

(Bruno, 6 anos e Alice, 7)

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SAIA JUSTA

Sandra estava toda feliz com a saia nova que a mãe costurou para ela e mostrou para a vizinha:
– Que saia bonita, Sandra! Sua mãe costura para fora?
Ela fez uma cara confusa, conferiu a barra da saia e respondeu:
– Não, ela costura para dentro.

(Sandra, 4 anos)

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HORRORÓSCOPO

– Mamãe, o que é signo?
Respiro fundo…
– Nossa, filha, como eu te explico isso?
– Minha amiga falou que ela era de touro e a outra falou que era um bicho estranho… Tipo capivara com unicórnio.

(Carolina, 7 anos)

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VR COM DR

Estava visitando minha afilhada e ela adora ajudar a mãe na cozinha. Na hora do jantar, ela veio até eu estava:
– Você quer comer arroz com feijão ou macarrão com molho?
– Arroz com feijão.
– Não tem!
– Então por que você ofereceu?
– Por educação.

(Sara, 7 anos)

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PROMOÇÃO?

Estávamos comendo frutas. Quando terminei de comer a minha, Pedro disse:
– Mamãe, você é uma boa garota, comeu toda a fruta!
A vovó perguntou na sequência:
– E a vovó, é uma boa garota?
– Não, vovó, a senhora é uma ótima velha!

(Pedro, 4 anos)

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TOMA ESSA!

Fizemos uma consulta com uma terapeuta de florais que recomendou que eu falasse para a Helena que os remédios eram gotinhas de luz.
– Filha, esse aqui é um remédio pra gente ficar feliz.
– Mas, mamãe, porque vamos tomar um remédio? A felicidade não vem de dentro da gente?

(Helena, 6 anos)

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SOLTANDO O VERBO

A avó estava ajudando o Fernando com a tarefa sobre tempos verbais.
– Fê, a vovó vai dizer uma frase é você diz qual o tempo verbal dela, se é presente, passado ou futuro, ok?
– Beleza, vó!
– “A vovó canta super bem!”. Em que tempo verbal está a frase?
– Presente da Mentira!

(Fernando, 8 anos)

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ACEITAS PIX?

Annalu perdeu um dentinho e eu esqueci de colocar a moedinha da Fada do Dente para ela, que acordou chorando:
– A fadinha do dente esqueceu de mim papai…
– Vai ver ela tava muito ocupada, meu amor.
– Papai, faz assim então: pede para ela fazer um Pix. Assim ela não esquece.

(Annalu, 7 anos)

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MAUS LENÇÓIS

Chegando em casa, falei para a Helena que tinha uma surpresa para ela em cima da minha cama. Ela correu até quarto para ver o presente e quando chegou, a primeira coisa que comentou foi:
– Caraca, mãe, você nem arrumou sua cama hoje, hein!

(Helena, 4 anos)

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SÃO JORGE

Em uma atividade na escola, a professora perguntou:
– Noah, qual é o seu nome, idade e o que você quer ser quando crescer?
– Sou o Noah, tenho 5 anos e quando crescer quero ser um dragão!

(Noah, 5 anos)

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BARBIE, CABELO E BIGODE

Estávamos a caminho da escola:
– Pai, cadê a vovó e o vovô?
– Eles estão em casa, meu amor. Eles são velhinhos.
– Papai, quando você for velhinho, eu vou cuidar de você. Vou botar a meia, dar banho e vestir o vestido da Barbie em você.

(Luísa, 2 anos)

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ÓREOS NOS ÓLEOS

Estávamos em um rodízio de pizza e o garçom passou oferecendo pizza “alho e óleo”. Vinícius ficou animadíssimo e pediu dois pedaços de uma vez. O garçom serviu e ele ficou decepcionado:
– Mas, isso aqui não parece nada com pizza de Oreo!

(Vinicius, 7 anos)

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LÁZARO VENTURINI

Eu e meu marido estávamos preparando o almoço, quando minha filha chegou faminta:
– Quero melancia! Quero melancia! Quero melancia!
– Minha filha, tenha paciência!
– Não quero paciência, mamãe. Eu quero melancia.

(Yasmin, 1 ano)

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RI NO SORO

Tomei um remédio para alergia e depois me deitei na cama esperando a crise passar. Ronaldo entrou no quarto e me viu deitada olhando para o teto:
– O que você está fazendo aí?
– Tô esperando a alergia passar.
Ele deitou do meu lado e ficou olhando fixamente para o teto. Depois de alguns minutos, virou pro meu lado e sussurrou:
– Cadê?
– Cadê o quê?
– A alergia passando…

(Ronald, 3 anos)

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POMBO CORREIO

Meu filho perdeu o avô no começo de 2019, eles eram muito apegados e ele ainda sofre muito com a ausência. Hoje, durante uma atividade da escola em que estudava sobre um grupo que transcreve e envia cartas para pessoas, havia uma pergunta assim: “Você aceitaria ditar uma carta para que fosse entregue a qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo?”. Ele leu e me perguntou, já chorando:
– Mãe, eles conseguem entregar no céu?

(Luiz Gabriel, 11 anos)

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INSPIRAÇÃO

Antes de ir para a escola, Maria estava um pouco chorosa e eu perguntei:
– Você está triste, filha? O que houve?
– A raiva… Ela tá chegando e vai me pegar.
– Ah, então como é que a gente faz para a raiva não chegar?
Maria Alice inspirou e expirou profundamente e disse:
– Pronto, agora ela foi embora.

(Maria Alice, 2 anos)

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ABC DO AMOR

Outro dia, Ana chegou da escola contando que a amiguinha estava namorando um coleguinha. Esse assunto aqui em casa sempre morre no começo (afinal de contas criança não namora), mas resolvi perguntar:
– Filha, e o que é namorar?
– Ai, mãe! Namorar é sentar pertinho!

(Ana Frida, 6 anos)

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RECLAMES

Voltando do supermercado, comentei:
– Nossa, fomos para comprar uns chocolatinhos e acabamos fazendo uma compra de 200 reais!
– Isso é o mercado, mamãe! Te faz comprar mais do que precisa. Você vai comprar um pão e eles colocam uma mortadela perto, depois uma maionese e você pensa: vou fazer um sanduíche!

(Vitor, 9 anos)

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ENEM PENSAR

– Filho, como foi a prova de História hoje?
– Foi tudo bem, mamãe.
– Você revisou antes de enviar as respostas?
– Mamãe, fica tranquila que eu segui minha “instituição”. Vai dar tudo certo.

(Victor, 9 anos)

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PEDICOVA

A pediatra receitou um remédio contra vermes para a Lívia tomar. Antes de medica-la, avisei:
– Esse é um remédio para vermes que a médica pediu para eu te dar.
Fui levando a colher até a boca dela, que perguntou:
– Mas, é para quê?
– Para matar.
Desesperada, ela afastou a cabeça:
– Me matar?!

(Lívia, 6 anos)

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NÃO ME CHEIRA BEM

O Miguel escutou minha conversa ao telefone com uma amiga sobre a CPI da Covid. Assim que desliguei, ele perguntou:
– Mãe, é possível peidar Covid?
– Oi? Não entendi.
– Eu ouvi você falando “cê peida covid”. É possível?

(Miguel, 11 anos)

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CHOCOLATE, MAS NÃO MORDE

Meu marido e eu evitamos comer doces na frente das crianças. Certa noite, comemos chocolate e esquecemos a embalagem na cabeceira da cama. Na manhã seguinte, Helena veio até o quarto e quando viu a embalagem, comentou:
– Nossa, a vida é generosa por aqui, hein?

(Helena, 8 anos)