Eu estava em uma reunião de trabalho por vídeo e Theo estava escutando. No final, veio perguntar:
– Mamãe, superintendente é aquela pessoa que entende de tudo?
(Theo, 5 anos)
Eu estava em uma reunião de trabalho por vídeo e Theo estava escutando. No final, veio perguntar:
– Mamãe, superintendente é aquela pessoa que entende de tudo?
(Theo, 5 anos)
Estava brincando com o filho da minha amiga, quando peguei a foto de um cachorro e perguntei:
– O que é isso? É um ‘au au’?
– Não é au au, é cachorro!
(Daniel, 2 anos)
Eventualmente, ma atrasava para buscar meu filho na escola. Ao chegar, ele sempre estava com o Tio Toinho, funcionário do colégio. Certa vez, já no carro, ele comentou:
– Sabia que você é a mãe mais bonita da escola?
– Ah, meu amor… obrigada!
– Eu e o Tio Toinho da portaria que achamos isso.
(Cauã, 7 anos)
Sempre que ia mercado, fazia questão de ensinar meus filhos sobre o valor das coisas e colocava limites nas compras. Certa vez, Luara questionou porque não podia levar duas coisas. Eu me abaixei para explicar a importância das escolhas e que por isso teria que decidir apenas por um. Ela passou a mão na minha cabeça, muito preocupada, olhou para a moça do caixa e disse bem alto:
– É, parece que estamos mesmo passando por problemas de dinheiro em casa!
(Luara, 6 anos)
Estávamos no elevador quando entrou uma mulher carregando um pacote de bombons e ofereceu um para o Cauã. Rapidamente, ele esticou a mãozinha para pegar um. Em seguida, eu o cutuquei e falei:
– Como é que se diz?
E ele:
– Tem mais?
(Cauã, 3 anos)
Ensinei a Sofia que ela não precisava ter medo do escuro, que Deus sempre está presente para cuidar de nós, mesmo que não possamos enxergá-lo. Dias depois, vendo TV, meu marido trocou o desenho pela missa. Ela perguntou:
– Papai, não é verdade que Deus está presente mesmo sem nós o vermos?
– Sim, filha. Deus está sempre presente.
– Então não precisa ver a missa na TV. Pode deixar no desenho…
(Sofia, 5 anos)
Minha irmã e eu estávamos conversando sobre nossos maiores sonhos. Eduardo, ouvindo a conversa, falou com lágrimas nos olhos:
– Gente, vocês sabem qual é o meu maior sonho? Meu sonho é ter um galinheiro!
(Eduardo, 5 anos)
Valentina contando uma história:
– E a bruxa, o Super Pai do Amor, a Supergirl e o Batman viveram todos felizes para frente!
(Valentina, 4 anos)
Bruno estava fazendo lição de casa e pediu ajuda para Alice. O enunciado da questão dizia o seguinte: “Faça duas frases a seu
critério”. Alice rapidamente respondeu:
– Ora, Bruno, é muito fácil! “Seu critério foi à festa” e “Seu Critério foi ao salão”!
(Bruno, 6 anos e Alice, 7)
Sandra estava toda feliz com a saia nova que a mãe costurou para ela e mostrou para a vizinha:
– Que saia bonita, Sandra! Sua mãe costura para fora?
Ela fez uma cara confusa, conferiu a barra da saia e respondeu:
– Não, ela costura para dentro.
(Sandra, 4 anos)
– Mamãe, o que é signo?
Respiro fundo…
– Nossa, filha, como eu te explico isso?
– Minha amiga falou que ela era de touro e a outra falou que era um bicho estranho… Tipo capivara com unicórnio.
(Carolina, 7 anos)
Estávamos numa festa de aniversário e, na hora de comer, perguntei para a Giovana:
– Você prefere suco ou refrigerante?
– Quero suco.
– De quê?
– Suco de coelho rosa.
(Giovana, 3 anos)
Estava visitando minha afilhada e ela adora ajudar a mãe na cozinha. Na hora do jantar, ela veio até eu estava:
– Você quer comer arroz com feijão ou macarrão com molho?
– Arroz com feijão.
– Não tem!
– Então por que você ofereceu?
– Por educação.
(Sara, 7 anos)
Julia me entregou dois brinquedos velhos e disse:
– Papai, dá para doação.
A avó, professora, corrigiu:
– “Dar para doação” é pleonasmo.
Eis que Julia a reparou:
– Não, vovó, é bondade!
(Julia, 6 anos)
Estávamos comendo frutas. Quando terminei de comer a minha, Pedro disse:
– Mamãe, você é uma boa garota, comeu toda a fruta!
A vovó perguntou na sequência:
– E a vovó, é uma boa garota?
– Não, vovó, a senhora é uma ótima velha!
(Pedro, 4 anos)
Fizemos uma consulta com uma terapeuta de florais que recomendou que eu falasse para a Helena que os remédios eram gotinhas de luz.
– Filha, esse aqui é um remédio pra gente ficar feliz.
– Mas, mamãe, porque vamos tomar um remédio? A felicidade não vem de dentro da gente?
(Helena, 6 anos)
Estava assistindo Star Wars com minha filha e comentei:
– Que a força esteja com você.
– Ela está no meio de nós!
(Anita, 12 anos)
– Vô, olha que bonita a minha blusa! Quando você crescer, eu dou pra você.
(Arthur, 3 anos)
Dudu estava no banho e me chamou:
– Mãe, preciso de outro shampoo!
– Por quê? Usa esse mesmo.
– Não dá! Aqui tá falando que esse é pra cabelos secos e eu já molhei o meu.
(Eduardo, 10 anos)
Estávamos em um retiro espiritual onde a comida era vegetariana. Avisei a Laís:
– Vá até lá, pegue sua comida e não reclame.
Ela devolveu:
– Então eu pego lá e reclamo aqui?
(Laís, 6 anos)
Depois de cantar os parabéns, enquanto a Celine cortava o primeiro pedaço de bolo, perguntamos:
– E o primeiro pedaço vai para…?
E ela toda empolgada:
– Para o prato!
(Celine, 2 anos)
– Samuel, por que Deus não queria que Adão e Eva comessem a maçã?
– Porque ainda estava verde!
(Samuel, 3 anos)
A avó estava ajudando o Fernando com a tarefa sobre tempos verbais.
– Fê, a vovó vai dizer uma frase é você diz qual o tempo verbal dela, se é presente, passado ou futuro, ok?
– Beleza, vó!
– “A vovó canta super bem!”. Em que tempo verbal está a frase?
– Presente da Mentira!
(Fernando, 8 anos)
Annalu perdeu um dentinho e eu esqueci de colocar a moedinha da Fada do Dente para ela, que acordou chorando:
– A fadinha do dente esqueceu de mim papai…
– Vai ver ela tava muito ocupada, meu amor.
– Papai, faz assim então: pede para ela fazer um Pix. Assim ela não esquece.
(Annalu, 7 anos)
Chegando em casa, falei para a Helena que tinha uma surpresa para ela em cima da minha cama. Ela correu até quarto para ver o presente e quando chegou, a primeira coisa que comentou foi:
– Caraca, mãe, você nem arrumou sua cama hoje, hein!
(Helena, 4 anos)
– Mãe, por que nos casamentos o padre fala para o noivo beijar a noiva e não fala para a noiva beijar o noivo?
(Kayla, 8 anos)
Em uma atividade na escola, a professora perguntou:
– Noah, qual é o seu nome, idade e o que você quer ser quando crescer?
– Sou o Noah, tenho 5 anos e quando crescer quero ser um dragão!
(Noah, 5 anos)
O pai estava arrumando a torneira da cozinha e usava uma fita branca de veda-rosca. Vinícius estava ajudando, quando perguntou:
– Papai, porque chamam esta fita de ‘Fita Véia da Rosca’?
(Vinícius, 9 anos)
Estávamos a caminho da escola:
– Pai, cadê a vovó e o vovô?
– Eles estão em casa, meu amor. Eles são velhinhos.
– Papai, quando você for velhinho, eu vou cuidar de você. Vou botar a meia, dar banho e vestir o vestido da Barbie em você.
(Luísa, 2 anos)
– Mamãe, você já viu um elefante de verdade?
– Já.
– Mas, nesse mundo?
(Beatriz, 3 anos)
Estávamos em um rodízio de pizza e o garçom passou oferecendo pizza “alho e óleo”. Vinícius ficou animadíssimo e pediu dois pedaços de uma vez. O garçom serviu e ele ficou decepcionado:
– Mas, isso aqui não parece nada com pizza de Oreo!
(Vinicius, 7 anos)
Estávamos dançando juntos eu perguntei:
– Ester, que música vamos dançar?
– Tatú na batata, papai.
– Que música é essa filha?
– Aquela do Rei Leão!
(Maria Ester, 5 anos)
Eu e meu marido estávamos preparando o almoço, quando minha filha chegou faminta:
– Quero melancia! Quero melancia! Quero melancia!
– Minha filha, tenha paciência!
– Não quero paciência, mamãe. Eu quero melancia.
(Yasmin, 1 ano)
Tomei um remédio para alergia e depois me deitei na cama esperando a crise passar. Ronaldo entrou no quarto e me viu deitada olhando para o teto:
– O que você está fazendo aí?
– Tô esperando a alergia passar.
Ele deitou do meu lado e ficou olhando fixamente para o teto. Depois de alguns minutos, virou pro meu lado e sussurrou:
– Cadê?
– Cadê o quê?
– A alergia passando…
(Ronald, 3 anos)
A avó da Bia tem um cachorrinho chamado Scott. Um dia, ela resolveu perguntar:
– Mamãe, o Scott nasceu da barriga da vovó?
(Beatriz, 3 anos)
Vítor perguntou uma coisa para o pai, mas desconfiando de que ele estava zoando ao responder, comentou:
– Eu vou confirmar essa história com a mamãe. Ela é mais madura que você!
(Vitor, 9 anos)
Caio estuda numa escola católica. Pensando nas canções religiosas, pedi para ele me cantar sua música favorita. Empolgado, ele começou:
– Ô sol, vê se não me esquece e me ilumina… amém!
(Caio, 3 anos)
Meu filho perdeu o avô no começo de 2019, eles eram muito apegados e ele ainda sofre muito com a ausência. Hoje, durante uma atividade da escola em que estudava sobre um grupo que transcreve e envia cartas para pessoas, havia uma pergunta assim: “Você aceitaria ditar uma carta para que fosse entregue a qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo?”. Ele leu e me perguntou, já chorando:
– Mãe, eles conseguem entregar no céu?
(Luiz Gabriel, 11 anos)
– Mamãe, eu nunca quero virar adulta.
– Mas porquê, filha?
– Por que ser adulto deve ser muito chato. Você e o papai não tem nenhum brinquedo nessa casa.
(Duda, 5 anos)
– Mamãe, vou te contar uma história muito louca! Eu sei que ainda tô começando a minha vida, mas eu tenho muita história pra contar!
(Vitor, 9 anos)
Antes de ir para a escola, Maria estava um pouco chorosa e eu perguntei:
– Você está triste, filha? O que houve?
– A raiva… Ela tá chegando e vai me pegar.
– Ah, então como é que a gente faz para a raiva não chegar?
Maria Alice inspirou e expirou profundamente e disse:
– Pronto, agora ela foi embora.
(Maria Alice, 2 anos)
Outro dia, Ana chegou da escola contando que a amiguinha estava namorando um coleguinha. Esse assunto aqui em casa sempre morre no começo (afinal de contas criança não namora), mas resolvi perguntar:
– Filha, e o que é namorar?
– Ai, mãe! Namorar é sentar pertinho!
(Ana Frida, 6 anos)
Voltando do supermercado, comentei:
– Nossa, fomos para comprar uns chocolatinhos e acabamos fazendo uma compra de 200 reais!
– Isso é o mercado, mamãe! Te faz comprar mais do que precisa. Você vai comprar um pão e eles colocam uma mortadela perto, depois uma maionese e você pensa: vou fazer um sanduíche!
(Vitor, 9 anos)
Meu filho começou a fazer aulas de inglês. Certo dia, pela manhã, ao acordá-lo, ele falou:
– I love you!
– I love you too.
E ele replicou:
– I love you three!
(Ary, 4 anos)
– Filho, como foi a prova de História hoje?
– Foi tudo bem, mamãe.
– Você revisou antes de enviar as respostas?
– Mamãe, fica tranquila que eu segui minha “instituição”. Vai dar tudo certo.
(Victor, 9 anos)
A pediatra receitou um remédio contra vermes para a Lívia tomar. Antes de medica-la, avisei:
– Esse é um remédio para vermes que a médica pediu para eu te dar.
Fui levando a colher até a boca dela, que perguntou:
– Mas, é para quê?
– Para matar.
Desesperada, ela afastou a cabeça:
– Me matar?!
(Lívia, 6 anos)
O Miguel escutou minha conversa ao telefone com uma amiga sobre a CPI da Covid. Assim que desliguei, ele perguntou:
– Mãe, é possível peidar Covid?
– Oi? Não entendi.
– Eu ouvi você falando “cê peida covid”. É possível?
(Miguel, 11 anos)
Meu marido e eu evitamos comer doces na frente das crianças. Certa noite, comemos chocolate e esquecemos a embalagem na cabeceira da cama. Na manhã seguinte, Helena veio até o quarto e quando viu a embalagem, comentou:
– Nossa, a vida é generosa por aqui, hein?
(Helena, 8 anos)
– Mamãe, para ser feliz é só ir pro balanço e balançar bem alto e bem forte.
(Benício, 3 anos)
Malu veio até mim e perguntou:
– Bel, você é GBLT?
– Você quer dizer LGBT? Sou, sim.
Ela me ofereceu um abraço e perguntou:
– E qual letra você é?
(Maria Luiza, 8 anos)