– Filho, quando você estiver nervoso, respire profundamente que você se acalma. Inspira… Expira…
– Não dá, mamãe. Meu nariz está cheio de catarro.
(Bernardo, 3 anos)
– Filho, quando você estiver nervoso, respire profundamente que você se acalma. Inspira… Expira…
– Não dá, mamãe. Meu nariz está cheio de catarro.
(Bernardo, 3 anos)
Na aula de ciências, a professora estava ensinando sobre as marés:
– E aí, alguém sabe o que é ressaca?
– Eu sei professora. Ressaca é quando minha prima Bruna bebe demais e fica pedindo para eu pegar água pra ela.
(Gabriela, 7 anos)
Alice perguntou para vovó:
– Vovó, como era o nome do vovô mesmo?
– Orozimbo.
– Vovó, é o nome dele, não da doença que ele morreu.
(Alice, 6 anos)
Estava no quarto estudando sozinha, quando meu irmão entrou e ficou sentado na cama, bem quietinho. Perguntei:
– Ué, Dudu, o que você tá fazendo aqui?
– Companhia!
(Eduardo, 8 anos)
– A comida está tão boa que até a colher tá gostosa!
(Isadora, 7 anos)
– Mamãe, conta uma história?
– Tá. Espere aí que vou pegar o livro…
– Não, mãe, conta da sua cabeça!
– Ai, filho, da minha cabeça? Mamãe não tá sabendo.
– Ué, mas você não é professora de histórias?!
Eu sou professora de História.
(Benício, 3 anos)
Helena costuma fazer o sinal da cruz na hora do almoço. A avó, orgulhosa de ver sempre o gesto, perguntou:
– Helena, o que você pensou neste momento?
E ela respondeu:
– Vai, Corinthians!
(Helena, 10 anos)
Estávamos conversando sobre os pratos do jantar:
– Mamãe, arroz é igual à letra H.
– Como assim, Maria?
– Sozinho, ele não funciona. Tem que ter algo pra acompanhar!
(Maria Clarice, 8 anos)
– Hoje a louça é sua, tá! O pai já lavou duas vezes ontem e eu fiz a unha, não quero que estrague.
– Ah, mãe! Acho que vou fazer a unha também.
(Gustavo, 11 anos)
Ana Clara estava tomando banho, quando a avó a viu bebendo água da banheira:
– Se você beber água da banheira, vai ficar com a barriga grande e cheia de bichinhos.
Ela olhou para a barriga da avó e respondeu:
– Você bebeu muita água de banheira, né vovó?
(Ana Clara, 3 anos)
Na noite de Natal:
– Mamãe, o que você pediu de Natal?
– Um relógio. Porque eu perdi o meu.
Ela me deu um abraço apertado e disse:
– Vai ganhar um abraço então. Porque Papai Noel só traz boneca.
(Maria Eduarda, 3 anos)
Estava brincando com meu sobrinho e expliquei que no meu celular existia uma moça chamada Siri que responderia qualquer pergunta que ele fizesse.
– Qualquer pergunta, titia?
– Sim, Joaquim. Qualquer pergunta!
– Ô, Siri – ele chamou – onde é que tá meu pirulito?
(Joaquim, 4 anos)
Samuel estava olhando umas fotos antigas, quando viu as fotos da minha gravidez.
– Nossa, mamãe, olha o tamanho da sua barriga!
– Ué, filho, você morava aqui dentro.
Ele parou, pensou e disse:
– É mesmo, eu me lembro. Eu me mudei por que estava muito apertado.
(Samuel, 6 anos)
Estava com meu marido e nossa sobrinha em casa, quando ele me perguntou o que eu gostaria de ganhar de presente de aniversário.
– Eu quero saúde – respondi.
Ao que a Malu emendou:
– Ah, então não precisa. Ela já tem convênio!
(Malu, 10 anos)
Estava me penteando no espelho, quando ela me perguntou:
– Tia, você me acha bonita?
– Claro! Você puxou a tia Du. É linda e carismática.
– É, no carismática te puxei mesmo.
(Ana Clara, 6 anos)
Fui explicar para meus alunos que não poderia participar da festinha deles no final do ano porque iria a um casamento:
– Mas, profe, você é a noiva do casamento?
– Não…
– Então não precisa ir, não. As pessoas só olham para a noiva!
(Isadora, 5 anos)
Gustavo perdeu a bisavó e estávamos rezando por ela:
– Mamãe, eu amo muito a bisa e estou com saudades. Amanhã podemos ligar pra ela?
– Não dá, filho. A bisa está no céu.
– Mas e o celular? Ela não levou?
(Gustavo, 4 anos)
Estávamos no quarto e o Davi viu uma lagartixa na parede.
– Mãe, qual o nome daquele bichinho?
– Lagartixa!
– La-gar-tixa… Quantos anos ela tem?
Pra ele entender que ela ra menor do que o tamanho normal, eu disse:
– Ah, essa deve ter sua idade. uns 3 anos.
Ele colocou a mão no rosto e disse:
– Vixe! Vai bagunçar a casa toda!
(Davi Lucas, 3 anos)
– Mãe, você tem sua vida, né? E eu tenho a minha.
– Isso.
– Mas, se a vida é minha, então porque é você quem manda nela?
(Alice, 5 anos)
Era aniversário da avó e fizemos um bolo para surpreendê-la. Antes de levar o bolo, minha filha foi na janela da avó e a chamou.
– Vó, hoje é seu aniversário! Já fizemos até um bolo!
Eu alertei:
– Filha, era surpresa!
E ela gritou :
– E é surpresa, vó!
(Isabel, 3 anos)
Alice estava na casa dos avós, quando o avô se preparava pra sair:
– Vai pra onde, vovô?
– Ver as multas do carro no Detran.
Certa de que tinha entendido, repassou a informação para irmã:
– Sophia, o vovô vai lá ver as “putas” no Detran!
(Alice, 4 anos e Sophia, 7)
Estava conversando com a minha aluna sobre comidas de Natal…
– Alice, você gosta daquela carne meio redondinha? Como é mesmo o nome?
– Ahh, o Tinder?
(Alice, 9 anos)
Todos no carro quando o pai perguntou:
– Olha, não é aqui a casa do Lucas, Isabella?
– Sim!
A Clara se antecipou:
– É o namorado dela, pai.
A mãe tentando entender a situação, perguntou:
– Mas Isa, você já não gosta do João? Como pode ter dois namorados?
E a Clara arrematou:
– Lógico que ela pode ter dois namorados. Ela tem duas bochechas!
(Clara, 5 anos e Isabella, 7)
Alice é muito parecida com o pai. Achamos uma foto dele criança e ela olhou para foto e ficou apavorada:
– Mãe, eu já fui menino!
Eu disse:
-Não, esse é o papai quando era criança.
Ela pôs a mão na boca:
– Meu Deus, ele já foi menina!
(Alice 4 anos)
– Jujú, você é católica?
– Não, Nina. Mas minha irmã é.
– Por que você não é católica?
– Porque eu escrevo com a mão direita.
(Jujú e Nina, 7 anos)
O Gustavo chegou triste da escola e nem quis almoçar. Perguntei o que havia acontecido e ele não quis falar. O João, irmão mais velho, respondeu por ele:
– É que a Vitória não quis brincar com ele hoje, mãe. E o Gustavo não tira a Vitória da cabeça.
Ouvindo o irmão falar, Gustavo replicou:
– Não, João! A Vitória não está na minha cabeça. Ela está no meu coração.
(Gustavo, 5 anos e João, 7)
– Mamãe, vamos jogar o jogo do idoso?
– Desconheço esse jogo!
Ele veio no meu ouvido e disse:
– Mamãe, é o jogo da velha. Mas eu sou um rapazinho educado, não posso falar assim!
(Aldemar, 8 anos)
– Hugo, você vai querer ovo?
– Só se for do jeito da mamãe.
– E qual é o jeito da mamãe?
– Rápido.
(Hugo, 3 anos)
Na igreja, a professora perguntou:
– Como se chamavam os 12 amigos que seguiam Jesus?
E o Pedro logo respondeu:
– Eram os tricículos!
Ao que Rafael, de pronto, corrigiu:
– Nada disso! Os 12 amigos de Jesus eram os apóstrofos!
(Pedro e Rafael, 6 anos)
Passamos sempre em frente a um motel quando estamos indo para casa. Certa vez, o Aslan disse:
– Quando eu crescer, eu vou nesse motel.
– E o que você vai fazer ali?!
– Ah, vou relaxar, tomar banho de piscina, tomar café da manhã, ler minha Bíblia… essas coisas.
(Aslan, 7 anos)
– Hugo, em que você está pensando?
– Nada. Quando estou com fome, não penso em nada.
(Hugo, 3 anos)
– Mamãe, o que é uma olaria?
– É o lugar onde se fazem objetos de cerâmica, filha.
– Ah, achei que era um lugar para as pessoas ficarem falando “olá, olá, olá…”
(Alice, 7 anos)
– Mamãe, galinha solteira bota ovos?
(Aldemar, 8 anos)
– Hugo, onde você vai com essa mala?
– Vou viajar!
– Mas você é criança, não pode viajar sozinho.
– Eu vou viajar de papai.
(Hugo, 3 anos)
Enquanto eu estacionava o carro, minha filha estava no banco de trás toda eufórica para um passeio. Eu disse:
– Maria, sossega. Pare um pouco.
– Mamãe, não dá pra parar de ser feliz!
(Maria Fernanda, 5 anos)
– Mãe, você se lembra que ontem você perdeu seu celular e ligou para ele para encontrar?
– Lembro.
– Então liga pra minha chupeta?
(Cecília, 3 anos)
Isaac estava vendo uma foto da família no porta retrato.
– Tô com saudade!
– De quê?
– Do passado!
(Isaac, 4 anos)
Levamos Bernardo ao shopping alguns dias depois do Natal.
– Mãe, o Papai Noel vai estar lá?
– Não sei, filho. Por que? Você quer agradecer pelo presente de Natal?
– Não, vou falar que não era esse presente que eu queria. Eu queria dois dinossauros, mas de verdade.
(Bernardo, 4 anos)
– Mamãe, me dá uma irmãzinha?
– Minha filha, não dá. E seu pai não pode mais ter bebê – me referindo a vasectomia que o pai já tinha feito.
– Pera aí, mamãe! Mas os bebês não saem da barriga do papai!
(Luiza, 5 anos)
– Samuel, qual a palavra você mais fala o dia todo?
– Mamãe.
– Por que, meu filho, você me chama tanto?
– Porque quando eu te vejo meu coração bate, mamãe.
(Samuel, 6 anos)
Minha filha pediu para irmos num restaurante, mas como meu marido estava trabalhando, eu disse:
– Filha, só nós duas não vai ter graça.
– Mas eu te conto piada…
(Harumi, 6 anos)
Eu estava trocando de roupa com minhas sobrinhas, quando a Cinddy comentou:
– Tia, seu peito está tão derretido…
E a Howanne, querendo justificar:
– É porque o clima está quente.
(Cinddy 8 anos e Howanne, 9)
– Tia, ser humano só pode casar com ser humano?
– Ué, Larah, você tá querendo casar com o quê?
– Com esse empadão!
(Larah, 9 anos)
Último dia de férias e a mãe explicou:
– Amanhã eu volto pro trabalho. Dessa vez passou rápido porque eu tirei férias em janeiro e julho…
E o Theo, inconformado, reclamou:
– Mas não é para “tirar” férias! É pra colocar!
(Theo, 4 anos)
– Vinícius, tô indo tomar banho, então vou deixar você vendo um filme enquanto isso.
– Qual filme, papai?
– O Pequeno Polegar.
– Não conheço.
– Quando eu era criança, a vovó contava essa história pra mim.
– Então o filme é em preto e branco?
(Vinicius, 5 anos)
– Mãe, por que você não deixa seu cabelo cacheado?
– Porque seu pai não gosta, filho.
– Mas, é o seu cabelo. Quem tem que gostar é você!
(Danilo, 8 anos)
– Mãe, eu vou ser padre!
– Tá bom, filho. Mas, padres não podem namorar…
Depois de alguns instantes:
– Mãe, acho que vou servir a Deus de outro jeito!
(Rafael, 10 anos)
Na sala de aula, Miguel pegou meu celular, olhou a tela e notou que a foto no fundo era de um cantor que eu gosto. Com cara de poucos amigos, perguntou:
– Quem é esse homem?
– Um cantor que eu gosto muito, Miguel.
– E seu marido sabe que você tem fotos de outros homens no seu celular?
(Miguel, 3 anos)
(Melissa, 3 anos)
Minha mãe me pediu para levar meu irmão para a creche. Eu não conseguia levantar da cama de tanto sono e preguiça. Ele chegou bem perto de mim e disse:
-Eu deixei a minha preguiça lá no quarto da mãe. Quer que eu coloque a sua lá também?
(Murilo, 4 anos)