A Luísa rabiscou a parede da sala com giz de cera colorido. Eu fiquei brava e a chamei para perguntar:
– Pode me dizer o que é isso, Luísa?!
E ela respondeu:
– É um Dinossauro.
(Luísa, 2 anos)
A Luísa rabiscou a parede da sala com giz de cera colorido. Eu fiquei brava e a chamei para perguntar:
– Pode me dizer o que é isso, Luísa?!
E ela respondeu:
– É um Dinossauro.
(Luísa, 2 anos)
– Mãe, o que tem lá no beleléu?
(Julia, 4 anos)
Minha irmã estava na piscina e comentou:
– Eu “se” afoguei.
Tentando corrigi-la, respondi:
– Eu me afoguei.
Ela olhou assustada:
– Nossa, eu também!
(Marina, 7 anos)
– Papai, quero tomar um iogurte quando chegar em casa.
– Ok, filho. É só chegar e tomar.
– Mas, papai, o iogurte que tem lá já está fora da realidade*.
*validade
(Gael, 5 anos)
– Will, sabia que tenho um vídeo game bem antigo, mas muito louco?
– É, Luan? Qual?
– Nintendo.
– O que você não entende?
(Willian, 4 anos)
– Julia, a gente vai chegar em cima da hora!
– Mas a gente ia chegar embaixo da hora?
(Julia, 4 anos)
Cecília é apaixonada por animais, de qualquer tipo. Ontem, ela encontrou uma joaninha em casa e não a largava de jeito nenhum. A certa altura, falei:
– Filha, por favor, solte essa joaninha no jardim. Ela precisa voltar para a família dela.
Decepcionada, ela obedeceu. Foi até a varanda com ela nas mãos e eu escutei a despedida:
– Adeus, Joana…
(Cecília, 6 anos)
Meu irmão achou um chapéu de cowboy, colocou na cabeça e falou:
– Pronto! Agora estou pronto para um romance.
(José Luiz, 6 anos)
Eu tinha uma reunião com uma consultora para conversarmos sobre seguro de vida. Muito curioso, meu filho me perguntou:
– Para que serve seguro de vida?
Quando eu fui abrir a boca para responder, ele emendou outra pergunta:
– É pra quando a gente morrer, ganhar outra vida?
(Bernardo, 9 anos)
Depois de muita discussão para tomar banho e ir dormir, a Ana Júlia me deu boa noite e falou:
– Melhor eu dormir mesmo. Tomara que amanhã eu não acorde de mau amor.
(Ana Júlia, 4 anos)
– Quem era Maria Madalena?
– Era uma das seguidoras de Jesus.
– Já existia celular naquela época?
(Otávio, 8 anos)
– Irmã, em que dia eu nasci?
– No dia 9 de agosto.
– Ai meu Deus, que coincidência! Foi no dia do meu aniversário!
(Gustavo, 6 anos)
– Mamãe, você precisa brincar comigo pra ter mais energia e paciência.
– E você sabe o que é paciência?
– Ué, é aquilo que o vovô joga no celular.
(Paulo Henrique, 4 anos)
Meu filho teria uma prova da escola no dia seguinte e ao amanhecer, o acordei. Ele deu um pulo assustado porque estava sonhando com a prova e decepcionado falou:
– Ah, não acredito que era um sonho e agora vou ter que fazer a prova de novo!
(Julio, 10 anos)
– Afinal, por que nós viemos dos macacos?
– Porque há muito, muito tempo, alguns macacos começaram a ficar um pouco diferentes. Cada vez que um macaco nascia, ele vinha com alguma coisinha mais parecida com uma pessoa…
– Um chinelinho?
(Violeta, 3 anos)
– Pai, o que vamos fazer hoje?
– Eu vou jantar com a sua mãe e você vai ser o garçom. Mas tem que usar gravata borboleta e camisa branca, por favor.
– Fechô, pai. Hoje eu vou fazer home office.
(Benício, 8 anos)
– Que sapatilha bonita, filha! Mas por que você está com ela e usando pijama?
– Foi a vovó que me deu. Eu coloquei, mas não resolveu.
– Não resolveu o quê?
– Eu coloquei para ver se parava de sentir saudade dela… Mas não deu certo.
(Cecília, 6 anos)
No dia em que terminei com meu namorado, meu irmão me viu chorando e veio me abraçar. Ele lamentou:
– Poxa, eu gostava tanto dele.
– Tudo bem, Gu, ele ainda vai continuar gostando de você.
E ele devolveu:
– Mas de você não.
(Gustavo, 11 anos)
– Mãe, porque você toma tanto chá?
– Pra ficar calminha, filha.
– Então não está resolvendo, né?
(Pietra, 8 anos)
Estava ajudando a Emília a fazer sua tarefa. Tinha uma pergunta sobre qual parte do dia ela mais gostava e por quê. Ela pensou e comentou:
– Aí fica difícil escolher, mamãe. Porque de manhã tem café, à tarde tem almoço e à noite tem o jantar…
(Emília, 7 anos)
Minha neta e eu estávamos assistindo a um desenho quando ela falou de repente:
– Vovó, eu te amo.
– Eu também te amo, meu amor!
– Eu te amo do tamanho do mundo, vovó.
– Ah! Mas eu amo mais. Amo maior que o mundo três vezes.
Ela, sem conseguir responder, ficou calada. Alguns dias depois, ouço novamente:
– Vovó, eu te amo.
– Eu também te amo, meu amor.
– Mas, vovó, eu te amo do tamanho que tu me ama.
(Heloisa. 4 anos)
Miguel tinha uma lição da escola pra fazer e precisava escrever o nome dos avós e bisavós.
– Vovó, como é o nome completo da bisa Júlia?
– Júlia Palom…
E foi interrompida pelo Miguel:
– O “Bisa” vem antes ou depois do Júlia?
(Miguel, 6 anos)
Estávamos almoçando e a avó contou que havia tomado a vacina contra Covid. Francisco parou de comer e ficou pensativo.
O avô, apontando para a comida sobre a mesa, perguntou:
– Você quer alguma coisa, meu neto?
Ele deu um suspiro e disse:
– Quero vacina, vovô.
(Francisco, 7 anos)
Era época de Natal e fomos a um shopping center.
– Biel, venha tirar foto com o Papai Noel.
– Mamãe, ele não é o Papai Noel, é um homem vestido de Papai Noel.
Preocupada de a fantasia ter acabado cedo para ele, comentei:
– É mesmo, filho?
– É, mamãe, não é o Papai Noel de verdade. A voz dele é diferente!
(Gabriel, 5 anos)
Percebendo que eu estava um pouco aflita, Bruna perguntou:
– Mamãe, o que foi?
– Estou um pouco ansiosa com algumas coisas…
– Mamãe, você sabe que muitas vezes nos preocupamos com coisas que acabam nem acontecendo, né?
(Bruna, 5 anos)
Estávamos brincando com meu priminho e ele perguntou para minha irmã:
– Qual seu nome?
– Eulália. E o seu?
– Eu João.
(João, 3 anos)
– Mamãe, antes de eu voltar para a escola, minha vida estava contaminada de tristeza.
(Isadora, 6 anos)
Nesse Dia dos Pais, segue uma coletânea de pérolas que expressam todo amor de nossos pequenos e pequenas pelos seus progenitores (bem, nem sempre tanto amor assim…).
No Dia dos Pais, a professora perguntou para Alice quem era o seu herói:
– O meu pai, professora.
– Por que o seu pai é seu herói?
– Porque ele é muito corajoso.
– E existe alguma coisa que o seu herói tenha medo?
– Minha mãe!
(Alice, 5 anos)
—
– Manu, tenho que te contar uma coisa!
– O quê?
– O Dia dos Pais está chegando!
– Engraçado, pra mim o dia dos pais é todo dia.
(Manu, 4 anos)
—
Estávamos olhando uma revista com propagandas de roupas masculinas e sugestões para o Dia dos Pais. A certa altura, Cecília comentou:
– Olha, mãe, aqui é pra gente comprar outro pai… – e seguiu escolhendo.
(Cecília, 3 anos)
—
– Helena, vamos nos arrumar e sair para comprar o presente de Dia dos Pais.
– Mas, mamãe, e o meu presente?
– Não vamos comprar presente para você, Helena. Só os papais ganham presente de Dia dos Pais.
– Mas sem filhinha não tem papai.
(Helena, 3 anos)
—
– Flávio, o que você vai dar de presente para seu pai no Dia dos Pais?
Ele ficou pensativo e respondeu:
– Ah, tia! Acho que vou dar um dia de folga pra ele.
(Flávio, 8 anos)
—
Samuel perdeu o pai há cinco anos e desde então é cuidado pela avó juntamente com a mãe. Em uma tarde qualquer ele me pediu:
– Mãe, me dá oito reias?
– Pra quê, Samuel?
– Preciso levar dinheiro para fazer as coisas do Dia dos Pais na escola. Pediram quatro reais.
– Então te dou os quatro reais.
– Mas com oito eu dou um para você e outro para a vó.
(Samuel, 11 anos)
—
Meu marido tinha o hábito de comer a casquinha do pão e dar o miolo para nossa filha. Uma noite, eu a estava ensinando a rezar o Pai Nosso:
– O pão nosso de cada dia nos dai hoje…
– Só o miolo. A casquinha é do papai.
(Camila, 4 anos)
—
Na comemoração de Dia dos Pais feita na escola, a professora chamou a Laysa no palco e perguntou:
– Qual a profissão do papai?
– Eletricista.
– E em casa o que ele faz?
– Solta pum.
(Laysa, 7 anos)
Os papais donos de negócios tem desafios só seus. Em parceria com a @stone, falamos com os chefinhos sobre negócios e as respostas envolveram muita fofura e vontade de apertar. Comenta aqui qual você mais gostou. #publi
– Pai, quero batata frita.
– Aqui não vende batata, Miguel.
– Então vamos vender aqui.
(Miguel, 4 anos)
– Conversa comigo, mãe.
– Claro, filho. Sobre o quê?
– Qualquer coisa, só não quero falar de negócios!
(Matias, 3 anos)
O pai do Calebe trabalha em uma oficina e sempre chega em casa com as mãos sujas. Um dia, perguntei para ele:
– Filho, onde está o papai?
– Na oficina.
– E o que ele foi fazer na oficina?
– Pintar os dedos.
(Calebe, 1 ano)
*Sobre anúncios no Frases de Crianças: o blog não tem fins lucrativos. O lucro obtido com a veiculação de publicidade e parcerias é revertido para iniciativas sociais que atuam na proteção da infância e apoio à educação. As marcas que patrocinam e apoiam nosso trabalho também apoiam, por consequência, esses projetos. O valor arrecadado com essa campanha será doado para o projeto O Arcanjo, liderado pelo Padre Julio Lancelotti (@padrejulio.lancellotti) em favor das crianças e adultos em situação de rua na cidade de São Paulo.
Davi estava passando a mãozinha pelo meu rosto. Ele contornou os olhos, depois a boca, segurou minha cabeça com carinho e disse:
– Mamãe, você tem uma cara de dinossauro.
(Davi, 2 anos)
– Mamãe, a gente mora em casa ou apartamento?
– Em apartamento, filha.
– Ah, então eu não vou precisar fazer o dever de casa!
(Isabela, 4 anos)
Meu irmãozinho fez ovos mexidos pela primeira vez. Quando vi, disse:
– Que lindo, Pi! E você colocou até uns tomatinhos…
– Não, é melancia!
(Pietro, 11 anos)
Estava no final da gestação e liguei para minha mãe pra avisar que minha bolsa amniótica havia rompido.
– Mãe, a minha bolsa estourou.
E o João grita lá no fundo:
– Compra outra!
(João Lucas, 8 anos)
– Gi, onde você colocou a sua touca?
– No lugar errado.
– E onde é o lugar errado?
– Onde não é o certo.
(Giulia, 4 anos)
– Mamãe, olha aquele cachorrinho abandonado… tadinho! Acho que ele precisa de uma menina de quatro anos.
(Maitê, 4 anos)
Laura viu sua avó deitada e reparou que suas narinas eram bem grandes. Intrigada, ela comentou:
– Vovó, é por isto que você vive tanto. Você respira mais ar!
(Laura, 5 anos)
– Pai, as pessoas nascem gostando de umas coisas e não gostando de outras e a gente tem que respeitar, né?
– Sim, filho.
– Então, eu nasci não gostando de ir para a escola.
(William, 5 anos)
Felipe estava brincando na praia e levou um capote em uma onda. Aflito, ele veio até mim:
– Mamãe, peguei uma onda que acho que não era pra minha idade…
(Felipe, 5 anos)
Estávamos na cozinha conversando quando a Eveliny passou com a mochila nas costas e eu perguntei:
– Vai para a escola?
– Não, vou salvar o mundo.
(Eveliny, 4 anos)
O pai do Arthur chegou e soltou um lamento:
– Oh, dear!
Aí o Arthur:
– Oh, noite!
(Arthur, 4 anos)
Guilherme está aprendendo a ler. Estávamos fazendo uma atividade escolar e ele perguntou:
– Mãe, casa se escreve com a letra O, né?
– Não, filho, casa não é com a letra O.
– Então porque as pessoas falam: “O de casa! O de casa!”?
(Guilherme, 6 anos)
Neste mês de julho, o Frases de Crianças está completando 12 anos. É uma boa jornada. Desde 2009, publicamos quase 2 mil pérolas no blog enviadas para nosso e-mail (são centenas toda semana) por mães, país, padrinhos, avós, professores, tias, irmãs, amigos e milhares de corujas que convivem com crianças e riem, se comovem e compartilham com a gente o privilégio de testemunhar esses pequenos crescendo.
A missão do Frases é celebrar a pureza, a espontaneidade e a graça da infância. Queremos trazer isso aqui para o feed dos adultos. E seja com piada, seja com fofura, de algum jeito levantar a bandeira de que essa pureza merece ser celebrada e protegida.
Por isso, temos na infância essa causa. E por isso, dedicamos nosso tempo lendo, selecionando e editando as frases que vão pro ar (e criando os títulos e legendas também). Além disso, decidimos desde o começo que reverteríamos toda receita que arrecadamos para apoiar instituições que atuam com educação e proteção da infância para que, algum dia, as pérolas dessas pérolas possam estar aqui na página também.
Neste post, estamos compartilhando o ranking com as frases mais populares do último ano 🙂
Obrigado pela companhia!
Manú e Henrique
A Lara veio me pedir para dormir na minha cama mais vezes, então eu respondi:
– Lara, não sei. Vamos ver, vamos ver…
Ela bem debochada e boa de tirada, respondeu:
– Ai, mamãe, sempre que você diz “vamos ver”, no outro dia a gente não enxerga é nada.
(Lara, 6 anos)
O carnê do IPTU chegou em casa e minha filha o pegou:
– Filha, larga isso aí agora! Esse livrinho é de gente grande e é muito importante. Não pode perder e nem rasgar.
– Ah, mãe, deixa eu brincar com ele?
– Mariáh, isso é conta pra pagar. Guarde.
Contrariada, ela retrucou:
– Ahh, só eu que não tenho conta para pagar!
(Mariáh, 4 anos)
– Mamãe, o que é chantagem?
– É quando você só faz uma coisa por estar interessado em ganhar algo em troca.
– Ah, entendi. Igual a um ter um emprego.
(Bernardo, 7 anos)
Gael e eu estávamos brincando de Star Wars. Ele era o Darth Vader e eu a Princesa Leia:
– Princesa, um professor verde me treinou para ser mal. Mas você me treinou para o amor…
(Gael, 4 anos)
Estávamos sentados na mesa e o Miguel comentou:
– Pai, estava pesquisando e descobri que o Paul McCartney é um Sir.
A Maria Paula, na mesma hora, emendou:
– É sir… ser humano!
(Maria Paula, 4 anos e Miguel, 12)
Minha avó morreu e eu herdei um anel dela. Maria viu e perguntou:
– Mamãe, por que você está com o anel da bisa?
– Porque para onde ela foi não se usa jóia.
– Porque lá ela é que é a jóia, né?
(Maria Heloísa, 4 anos)
Perguntei para minha sobrinha o que ela quer ser quando crescer:
– Quero ser uma fada!
– Mas, Helena, você tem que trabalhar com algo que dê dinheiro.
– Vou ser a fada do dente então. Ela sempre tem moedas!
(Helena, 4 anos)
Minha mãe ajudando o Heitor na tarefa:
– Heitor, para separar as sílabas, você tem que prestar atenção em como você pronuncia a palavra. Por exemplo: você fala lo-u-ça ou lou-ça?
– Na verdade, eu falo vasilha mesmo.
(Heitor, 8 anos)