Era hora de dormir e eu disse:
– Filho, eu te amo daqui até a lua.
– Mamãe, eu te amo daqui até o ventilador.
– Como assim?
– A lua tá muito longe. Eu gosto de te amar de pertinho.
(Isaac, 5 anos)
Era hora de dormir e eu disse:
– Filho, eu te amo daqui até a lua.
– Mamãe, eu te amo daqui até o ventilador.
– Como assim?
– A lua tá muito longe. Eu gosto de te amar de pertinho.
(Isaac, 5 anos)
Caco e Cecília estavam chegando na escola e começaram a correr. Ela, lá na frente, avisou:
– Caco, corre! Eu vou ganhar!
E ele respondeu:
– Cici, me espere para a gente ganhar juntos.
(Caco e Cecília, 3 anos)
Alice estava mexendo em uma gaveta em que não podia. Por três vezes, o pai orientou:
– Alice, não mexe aí!
Ela continuou mexendo, então ele perguntou:
– Alice, você está me escutando?
– Não.
(Alice, 1 ano)
Em uma conversa entre o Miguel e a vovó, ela diz:
– Miguel, segunda vou te levar para uma caminhada. Você está muito gordinho!
– Podemos levar lanche?
(Miguel, 4 anos)
Estava com o bebê da vizinha no colo e ela comentou admirada:
– Nossa, o que será que se passa na cabeça desses bebês, né?
A Juliane estava brincando pertinho e respondeu na hora:
– Ah, shampoo.
(Juliane, 4 anos)
Ceceu, na casa dos avós, atendeu o telefone.
– Alô, quem tá falando?
Do outro lado da linha:
– É o Jesus. Posso falar com o Sr. Angelo?
Ele tirou o telefone da orelha e gritou:
– Vovô! Papai do Céu quer falar contigo!
(Ceceu, 4 anos)
Isabella pegou um sapo de brinquedo, colocou no colo e disse:
– Ah meu filho, você era um girininho dentro da minha barriga!
(Isabella, 4 anos)
Minha filha se chama Julia. Nós sempre a chamamos de Jú ou Juju. Um dia, estávamos brincando e em dado momento eu a chamei de Xuxu. Em um outro dia, seguindo a vida, eu a chamei de Jú e ela me respondeu:
– Mamãe, não me chame de Jú não.
– Ué, filha, você não gosta? É uma forma carinhosa.
– Eu prefiro que chame de Xuxu, porque assim é só você que me chama. E eu me sinto só sua!
(Julia, 5 anos)
A Geovanna me perguntou que vestido eu escolheria se fosse me casar.
Eu respondi:
– Um vestido branco com uma faixa preta no meio.
– Mãe, um vestido branco com uma faixa preta no meio?! Você vai casar ou lutar karatê?
(Geovanna, 9 anos)
Meu irmão falando com o amigo ao telefone:
– Vou desligar, tá?
Tem dia que você tá mais legal e hoje não é esse dia.
(Luiz, 7 anos)
– Mamãe, eu queria ter duas bocas.
– Por que, Rafa?
– Para poder comer e dar risada junto!
(Rafael, 4 anos)
Hoje eu estava conversando com a minha irmã e perguntei:
– Isa, você sabe o que é um político?
– Sim, é uma pessoa que polui as coisas.
(Isabela, 5 anos)
Tenho dois irmãos que são gêmeos. Eu estava assistindo futebol na TV, quando o time pelo qual torço sofreu um gol e gritei um palavrão:
– PQP! – infelizmente não usei as siglas na hora.
Quando percebi que tinha feito besteira, olhei para os dois e disse:
– Essas são palavras muito feias. Não repitam!
Um deles perguntou:
– E por que você falou?
– Porque eu sou grande. Eu posso.
Ao que o outro olhou pra mim e disse:
– Quer dizer que a gente tem que esperar ser grande pra ser mal educado?
(Lorenzo e Dante, 5 anos)
Eu estava me arrumando para sair com meu marido e a Maria Luísa apareceu:
– Que bonita, mamãe. Onde você vai?
– Vou sair filha, mas é um passeio de adulto.
Então ela vira para o pai e diz:
– Papai, a mamãe vai sair num passeio de adulto. E a gente vai aonde?
(Maria Luísa, 2 anos)
Estudando com meu filho para a sua prova de ciências, perguntei:
– João, todos os seres vivos precisam do que para sobreviver?
– De amor, mamãe, amor!
(João Vitor, 7 anos)
Toda terça e quinta a avó vai buscar o Bento na escola. Certo dia, ela teve de viajar e apenas o avô foi buscá-lo. Indignado com a ausência da avó, Bento pediu para que o avô ligasse para ela. Feliz com a ligação do neto, a avó explicou calmamente o porquê da sua ausência.
Com a voz firme e pouco amigável, Bento questionou:
– Vó, onde você está?
– Meu querido, a vovó teve de viajar a trabalho, mas nos veremos no final de semana.
– Você não foi me buscar na escola hoje… é isso que você quer da sua vida?
(Bento, 4 anos)
A tia grávida, sentada no sofá e a Luiza ao lado observando a barriga. A tia pergunta:
– Lú, como você acha que deve chamar o nenezinho da tia?
– Júnior.
– Ahh, que linda, por causa do seu tio, né?
Ela fica quieta.
– E se for menina, Lú, como deve chamar?
– Sandy.
(Luiza, 5 anos)
– Filho, você é lindo.
– Você também é linda, mãe.
– Meu xuxu.
– Meu frango frito.
– Nossa, filho, mas por quê?
– Eu gosto muito de frango frito, mãe.
(Miguel, 6 anos)
Eu estava triste e calada, um amigo querido havia falecido. Miguel veio saber o que eu tinha…
– Eu tô triste filho, às vezes não sei lidar com a tristeza.
– Eu sei lidar com a minha tristeza mamãe!
– Ah, é? Como você faz?
– Eu fico com ela até ela ir embora. Ela sempre vai.
(Miguel, 6 anos)
Eu estava dando uma bronca na Cecília e acabei fazendo um discurso. A certa altura, ela tentou falar algo e eu insisti:
– Eu estou falando, filha. Agora você espera.
E ela devolveu:
– Tá bom, pai. Mas você disse que queria conversar comigo, então eu achei que isso era um “diagolo”.
(Cecília, 7 anos)
E no momento da oração:
– Papai do céu, por favor, abençoe a gente igual ao Buzz Lightyear: infinito e além!
(Maria Fernanda, 7 anos)
Não deixei Antonela ir fantasiada no mercado. No caminho, encontramos um passarinho. Ela se aproximou lentamente, mas ele voou.
– Tá vendo, mamãe? Se eu tivesse com a minha roupa de Branca de Neve ele teria me reconhecido e não teria se assustado.
(Antonella, 4 anos)
Na sala de espera do consultório, o médico chegou, entrou na sala dele e demorou para chamar.
A Alice começou a bater palmas e cantar bem alto:
– Médicoooo, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!
(Alice, 4 anos)
Miguel ficou um tempo mexendo no meu cabelo e eu perguntei:
– Está fazendo carinho, filho?
– Não, mamãe, estou passando cuspe.
(Miguel, 4 anos)
Na família temos três primos da mesma idade, sendo dois com o mesmo nome dos pais.
O Matheus desabafou:
– Pai, eu também queria ter o nome igual ao seu.
Emocionado, o pai perguntou:
– Meu filho, você queria se chamar Sebastião?
– Não. Eu queria que você se chamasse Matheus.
(Matheus, 10 anos)
– Nicolas, vamos orar pra Jesus?
– Vamos.
Ele juntou as mãozinhas e disse:
– Papai do Céu, quando eu for adulto e puder trabalhar, me dê muito, mas muitoooo dinheiro, porque eu quero construir uma escada bem grande pra subir até o céu e te dar um abraço!
(Nicolas, 6 anos)
E assim Isabela iniciou a oração:
– Pai nosso que estás no céu, ave-maria cheia de graça, santificado seja o ouviram do Ipiranga as margens plácidas…
(Isabela, 2 anos)
Minha filha é muito mandona, então estamos num trabalho constante para educá-la:
– Pai, quero água!
– O quê?
– Pai, quero água por favor!
Como ele demorou 3 segundos pra pegar o copo, escutou:
– Vai logo!
– Como é?
– Nada, tá indo muito bem!
(Maria Clara, 4 anos)
Sentada no colo de sua mãe, Joana deu um beijo na sua bochecha, olhou no fundo dos olhos e disse:
– Sabe, mãe, eu te amo até o céu.
– E o papai?
– Até o céu também.
– E a Lulu? – airmã mais velha.
– Até o portão.
(Joana, 4 anos)
Lara chegou pra mim e disse:
– Pai, estou precisando da sua ajuda urgente. Vamos na cama conversar?
Sentamos na cama e ela disse:
– Pai, como eu faço para transferir o dinheiro que eu tenho na minha mente para a minha conta?
(Lara, 7 anos)
Davi sentou no meu colo enquanto eu via TV e fiquei beijando a cabecinha dele. Ele virou e falou:
– Nossa, como é bom o amor.
(Davi, 5 anos)
As crianças estavam assistindo tv na sala. Cheguei e perguntei:
– Ei, crianças. O que vocês estão assistindo?
– Dora, a Macumbeira.
(Helena, 7 anos)
– Mamãe, sabia que eu escuto Deus?
– É, filha? E o que ele fala para você?
– Que não é para eu ter medo. Que ele me deu muita coragem.
(Cecília, 5 anos)
– Filha, como foi a aula hoje?
– Mamãe, não quero conversa agora. Estou com fome. Alimente a criança e depois conversamos sobre o dia.
(Laísa, 4 anos)
– “Eu vi o dois pilantra…”, canta mãe!
– Que música é essa, Benício?
– É o Hino do Brasil, ué.
(Benício, 4 anos)
– Mãe, a gente agradece a Deus né?
– Sim, filha.
– E Deus, agradece a quem? A ele mesmo? Ele diz: “obrigado a mim mesmo por ser eu. Que eu abençoe meu dia”?
(Ana Lis, 5 anos)
Gustavo, fazendo a lição de casa e respondendo algumas perguntas:
Nome: Gustavo.
Idade: 7 anos.
O que gosta de fazer: jogar videogame.
Sexo: nunca fiz.
(Gustavo, 7 anos)
– Filho, hoje você vai dormir na sua cama, ok?!
– Nunca vi uma mãe ter coragem de deixar o filho dormir sozinho.
(Gabriel, 4 anos)
Estava arrumando Theo para ir à escola e percebi que suas unhas das mãos estavam grandes:
– Nossa, Theo, com essas unhas compridas sua professora vai achar que você não tem mãe.
À tarde, na hora do banho, ele falou todo triste:
– Mamãe, a minha professora não tem mãe, sabia?
– Nossa, filho, que triste. Como você sabe?
– Você precisa ver o tamanho das unhas dela!
(Theo, 5 anos)
Estávamos saindo da missa e caiam alguns pingos de chuva. Peguei minha filha no colo para levar até o carro e expliquei que era para ela se molhar menos. Quando estávamos chegando no carro, ela disse:
– Mas eu gosto de chuva. Só não gosto de calor, porque eu derreto muito!
(Nathalia, 5 anos)
Certo dia, quando acordei, vi que o Kallel já estava sentado ao meu lado. E o abracei apertado, ele me olhou e perguntou:
– Tá com saudades de mim, mãe?
– Tô sim…
– Eu também tô com saudades… do meu pai — que estava lá na cozinha.
(Kallel, 4 anos)
Estava ajudando minha irmã mais nova a fazer a lição de casa e fui revisar uma atividade de texto que tinha acabado de explicar, mas notei que ela ainda não tinha adicionado:
– Lívia, o que está faltando?
– Está faltando a paciência.
(Lívia, 9 anos)
Bia estava quietinha escrevendo, quando terminou deu um salto e toda animada me contou:
– Mamãe, eu anotei 15 coisas que já sei fazer sozinha. Isso significa que já sou independente?
(Beatriz, 8 anos)
– Mãe, tenho três notícias boas. Qual você quer primeiro?
(Daniela, 7 anos)
Coloquei minha filha, ainda bebê, no colo da minha afilhada e ela deu um espirro. Eu falei:
– Saúde!
E minha afilhada devolveu:
– Dinda, ela me sujou toda de saúde!
(Maria Teresa, 3 anos)
Era verão, um dia de muito calor e o Nico estava empolgando:
– Hoje nós vamos na praia! A mami vai no carro, eu vou na minha bicicleta e o papi… vai com Deus.
(Nicolas, 3 anos)
Raul contou que tem uma amiga na escola de quem gosta muito e ela se chama Cora. Eu comentei:
– Cora Coralina foi uma grande poetisa. Será que a mãe dela gosta de poesia?
– O que é poesia, mãe?
– Poesia é uma forma de falar sobre coisas lindas.
– Hum, então eu sou uma poesia.
(Raul, 6 anos)
Meu marido e eu estávamos conversando sobre saúde e eu comentei que ele era sedentário. Leonardo, estava atendo à conversa e, a certa altura, interrompeu:
– Mãe, eu sou de Touro, o padrasto é de “Sedentário” e você?
(Leonardo, 6 anos)
Estava assistindo o vídeo da Festa Junina da escola e comentei:
– Nossa, é a Xuxa que está cantando?
– Não, mãe, é aquela caixa preta ali.
(Rafael, 4 anos)
Caê estava tentando guardar um objeto no bolso da bermuda. Perguntei:
– Você não conseguiu?
– Não cabeu – ele disse.
– Não é “não cabeu”, é não coube.
– Mãe, não é coube, é couve!
(Caê, 3 anos)