Isabela, depois de jantar, comer uma maçã e beber água:
– Nossa, mamãe, olha como minha barriga está enorme! Acho que vai nascer uma boneca!
(Isabela, 3 anos)
Isabela, depois de jantar, comer uma maçã e beber água:
– Nossa, mamãe, olha como minha barriga está enorme! Acho que vai nascer uma boneca!
(Isabela, 3 anos)
Estávamos em frente ao balcão do posto de saúde e tinha uma caixa de camisinhas. Camila viu e logo me perguntou:
– Mãe, pra quê serve esse remédio?
– É pra não ter neném, Camilla.
– Ah! Ainda bem que você não tomou. Senão eu ia estar presa na sua barriga até hoje.
(Camilla, 5 anos)
Manuela estava assistindo TV em um volume muito baixo e perguntei:
– Manu, você está conseguindo ouvir alguma coisa neste volume?
– Sim. Eu sou nova e ainda não tenho pelos no ouvido.
(Manuela, 8 anos)
Manuela me viu amamentando e perguntou:
– Tia, seu leite sai sem nada?
– Como assim, sem nada?
– Ué, você não sabe fazer com nescauzinho? Coitadinha da Marina.
(Manuela, 6 anos)
O Asafe estava brincando e de repente parou sentindo uma dorzinha na barriga. Fui logo preocupada, perguntar o que ele estava sentindo e se já havia melhorado. Ele, seriamente, me respondeu:
– Mamãe, não precisa ficar assim, eu tô bem. Se preocupe com a sua saúde.
(Asafe, 4 anos)
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– Daniel, você teve natação ontem?
– Natação de piscina ou de futebol?
– De piscina.
– Não.
– E de futebol?
– Também não.
(Daniel, 4 anos)
Depois que acabava de fazer as tarefas da escola, o Eduardo descia para jogar futebol com os amigos no parque. Um dia, ao voltar, imundo, suado e com aquele cheirinho debaixo do braço, se jogou em cima da minha cama para ver TV. Então eu disse:
– Filho, vai tomar um banho. E depois do banho, passa o desodorante do papai debaixo dos braços.
E ele respondeu:
– Ah, não mãe! Lá se foi minha infância!
(Eduardo, 11 anos)
Entrei na loja com o Enrico, ele viu um caminhão de brinquedo e ele me pediu pra comprar. Eu falei:
– Filhinho, hoje não tenho o dinheiro. Vamos orar e pedir para o Senhor Jesus nos abençoar.
Chegando em casa, ele esperou um pouquinho e falou:
– Mamãe, olha aí se Jesus já te passou o Pix.
(Enrico, 5 anos)
– Em que você quer trabalhar quando crescer?
– Quero ser arquiteta.
– E o que arquiteta faz?
– Desenha casas. E se quiser, às vezes pinta.
(Helena, 8 anos)
Cecília revirando as gavetas:
– Pai, você sabe onde estão minhas moedas?
– Não sei, filha.
– Me ajuda a encontrar?
– Claro. Tô pensando aqui onde elas podem estar…
– Pai, porque em vez de ficar pensando, você não vem me ajudar a procurar?
(Cecília, 7 anos)
Francisco cantando a música da Xuxa:
– “Tudo que eu quiser, o cara de galinha vai me dar…”
(Francisco, 3 anos)
– Mãe, hoje a professora brigou comigo.
– E só com você, filho?
– Não, mãe. Ela sempre briga com ela mesma.
(Vitor, 5 anos)
Uma amiga precisou deixar os dois filhos dela comigo para resolver assuntos numa cidade próxima. Estava um lindo dia de sol e resolvi levar os meus dois filhos e os dela para tomar banho no rio. Conversando com as crianças os combinados do nosso passeio, me dirigi aos filhos da minha amiga, falei que eu estava cuidando de todos, que os pais deles tinham confiado em mim e, por motivo de segurança, todos precisavam ficar atentos ao que eu orientasse. Foi nesse momento que o caçula falou:
– Sim tia, vou obedecer. Eu respeito você porque gosto de você.
(Augusto, 4 anos)
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Passando pelo quintal, fiquei em choque vendo a Bela bebendo a água do cachorro e logo a corrigi:
– Isabela! Você não pode beber essa água, ela está suja!
Ainda mais assustada do que eu, ela respondeu:
– Ai, mamãe, então vamos trocar porque a Tolly (nossa cadela) estava bebendo também!
(Isabela, 5 anos)
Estava fazendo penteado na minha filha e a virei de frente pra mim para ficar mais fácil. Ela comentou:
– Mãe, sua barriga parece uma uvinha.
– É, filha? Por que uma uvinha?
– É, mamãe. Uma uvinha amassada, uma uvinha passa!
(Alice, 3 anos)
– Vittorio, por que é legal ser criança?
– Ah, porque tu pode brincar, tu pode ver Netflix, tu pode comer e não precisa fazer tua comida…
(Vittorio, 6 anos)
Luna passou o domingo na piscina e estava com muita preguiça de tomar banho e fazer a tarefa da escola.
– Quer ajuda, Luna? Sobre o que é o trabalho?
– Bom, o que você sabe sobre o Zumbi do Palmeiras?
(Luna, 10 anos)
Lara chegou em casa cantando:
– “Maria, cheia de graça e com sono! Venha caminhar…”
– Filha, o certo é “Maria cheia de graça e consolo”…
– Ah, mamãe, pensei que a Maria estava rindo porque estava com muito sono.
(Lara, 5 anos)
Estava conversando com meu pai sobre mercado financeiro, quando a Julia perguntou:
– O que é mercado financeiro?
– As pessoas que trabalhavam com dinheiro, como eu, trabalhavam no mercado financeiro.
Ela pensou um pouco, lembrou dos mercados que já conheceu e falou:
– Você é caixa do supermercado?
(Julia, 4 anos)
O Lorenzo está na fase de alfabetização e já está começando a ler. Na hora do almoço, tinha uma garrafa de chá gelado na mesa. Ele começou a ler a embalagem e em tom de espanto, comentou:
– Que horror, esse chá diz: mate o leão!
(Lorenzo, 7 anos)
– Mãe, eu não gosto de comer salgadinho que já está aberto.
– E você acha que meu dinheiro dá em árvore?
– Do que é feito do dinheiro?
– De papel…
– E de onde vem o papel?
– Da árvore.
– Então…
(Joaquim, 4 anos)
Dia desses, minha mãe disse para minha sobrinha que ela era o elo da nossa família. Hoje, enquanto brincávamos, eu a chamei de “pintinha” e ela respondeu:
– Não, eu sou um remelo!
– De onde você tirou isso?
– Foi a vovó. Ela falou que eu era o remelo da família.
(Alice, 6 anos)
Vitor rezando:
– Papai do Céu, por favor protege meu amigo Lucas, meu primo Rafael, obrigado por eu ver desenho todos os dias… Ah, por favor, destrói os noticiários!
(Vitor, 5 anos)
Cecília chegou da escola com os pés sujos de terra e queria subir na minha cama:
– Filha, não pode subir na cama, vai sujar os lençóis. Você precisa tomar banho primeiro.
Repeti por quatro vezes e continuava ela subindo, até que cheguei mais perto e falei:
– Quantas vezes eu tenho que falar que não pode subir com os pés sujos até tu entender?
– Quatro.
(Cecília, 2 anos)
Estávamos vendo fotos da Helena quando era bebê e eu disse:
– Ah, queria você bebê assim de novo!
Ao que ela respondeu:
– Mas aí você não ia me ouvir falar que te amo todo dia.
(Helena, 8 anos)
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Fomos ao mercado e no meio do caminho lembrei que tinha esquecido o dinheiro:
– Ana, vamos ter que voltar!
– Nossa, porque Deus não fez a gente como aquelas pessoas de cabeça boa que nunca perdem e não esquecem de nada…
(Ana Vitória, 5 anos)
Estávamos deitados para dormir, quando escutei:
– Mamãe, você é psicóloga né?
– Sou, filho!
– E seu trabalho é acolher as pessoas?
– Sim, filho!
– E como é que você ganha dinheiro com isso?
(Tom, 6 anos)
– Filho, os pais da Olívia estavam na festa de aniversário dela na escola?
– Mãe, ela não tem pais. Tem um pai só. Tem um pai e uma mãe.
(Pedro, 3 anos)
Estávamos numa conversa falando sobre as partes do corpo e identificando quais partes de outras pessoas não devemos tocar. Perguntei para o Ídris:
– E qual é uma parte íntima do papai?
– O coração.
(Ídris, 2 anos)
Meu filho Gael é autista não verbal, mas entende tudo. Certo dia, ele queria colo a todo momento e sempre que podia, eu o pegava. Mas houve um momento em que fui fazer comida e não consegui pegá-lo quando pediu. Ele então veio até mim e tentou me pegar no colo. Não falou, mas me deu um ótimo recado.
(Gael, 4 anos)
– Isa, vamos brincar de mamãe e filhinha?
– Vamos!
– Você é a mamãe e eu sou a filhinha.
– Ah, não! Ser mãe é difícil…
(Isabelle, 3 anos)
Meu pai e minha irmã estavam indo fazer compras e eu gritei:
– Gabi, pede para o pai comprar absorvente!
E ela:
– Papai, a Lalá pediu para comprar sorvete!
E o sorvete veio.
(Gabi, 7 anos)
Estávamos andando de carro quando Alice falou para o irmão:
– Cauã, sabia que eu já posso beber energético? Mas, só um pouco, porque amanhã cedo tenho que ir na missa rezar!
(Alice, 4 anos)
– Preciso comprar umas roupas pra mim, urgente.
– Então compra, mamãe.
– Não dá, filho. Agora a mamãe não tem dinheiro.
– Então eu vou pegar umas frutinhas, vou fazer picolé, pegar minha bicicleta, vou vender tudo e daí eu vou te dar o dinheiro, tá mãe?
(Lucas Guilherme, 3 anos)
Logo depois de levar uma bronca, Vitor olhou nos meus olhos e disse com a maior cara lavada:
– Mãe, você está brava por fora, mas feliz por dentro.
(Vitor, 4 anos)
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Dei um beijo no meu filho e em seguida vi que ele estava com a mãozinha no lugar e movendo em direção ao queixo. Perguntei:
– Fernando, você está limpando o beijo que eu te dei?
– Não, mamãe, eu estou mudando o beijo de lugar!
(Fernando, 3 anos)
– Marina, o que teve de lanchinho na escola?
– Pão e queijinho.
– Que delícia! Tinha suco do quê?
– De maracujá.
– E fruta? Que fruta você comeu?
– Batata fruta.
(Marina, 2 anos)
Semana do Natal, no estacionamento de um shopping, perguntei:
– Breno, o shopping está lotado… Está vendo alguma vaga?
– Muitas, mamãe, mas estão todas ocupadas.
(Breno, 5 anos)
– Victor, você está gripado. Não pode tomar sorvete.
– Não, tia Nena, eu posso, sim. Só meus olhos e meu nariz estão gripados, a boca não.
(Victor, 4 anos)
Enquanto Lavínia rabiscava seus desejos na cartinha de Natal, ela começou a pedir em voz alta os presentes para seus primos e amiguinhos. Eu escutei e comentei:
– Lavínia, peça também para as crianças que moram no orfanato. Elas não tem papai e mamãe.
Ela silenciou e continuou a “escrever”. Quando terminou, me entregou a carta e disse:
– Mamãe, eu pedi presentes. E também pedi uma família para eles.
(Lavínia, 4 anos)
Apesar da orientação para dormirem em seus quartos, Débora e Daniel adoram dormir na nossa cama. Outro dia, pegamos os dois conversando:
– Daniel, temos que dormir em nossas camas. Você sabia que eu descobri que infelizmente o papai é o crush de mamãe e que crushs não podem dormir separados?
– Ah, meu Deus do céu, estamos ferrados! Bem que eu pensei que eles eram namorados! Eles poderiam ser só pais, né?
(Débora, 8 anos e Daniel, 6)
Sou professor do sexto ano e estava ditando um exercício para os alunos e falei:
– Peço silêncio, pessoal. Quando eu ditar, só eu falo e vocês escutam.
Quando todos finalmente fizeram silêncio, Gabriel falou em alto e bom som:
– Então vai, ô ditador!
(Gabriel, 11 anos)
Estávamos aprendendo as formas em inglês. Então desenhei corações no chão para as crianças colocarem as mãozinhas dentro. Quando terminamos a atividade, pedi para contornarem o coração com os dedinhos apagando a forma do chão. Nessa hora, Matias começou a chorar e disse:
– Teacher, não vou apagar o meu! Eu não gosto de fazer isso… não gosto de destruir um coração.
(Matias, 4 anos)
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Na sala de aula, depois de conduzir uma sensibilização e falar da história por trás do Dia Internacional da Mulher (8 de março), terminei com um comentário:
– Bom, isso aconteceu no século passado.
E um aluno corrigiu:
– No século ultrapassado!
(Custódio, 7 anos)
Guilherme veio me chamar e notou que eu estava com um ferro de passar roupas e uma blusa nas mãos. Parou e comentou:
– Mãe, quando você terminar de ferrar sua roupa, pode vir aqui?
(Guilherme, 4 anos)
– Mãe, hoje você está pensando sem empatia.
– E você sabe o que é empatia, filha?
– Claro, mãe. É pensar sem cérebro.
(Giovanna, 5 anos)
João Pedro estava me contando uma história mirabolante sobre suas manobras na bicicleta. Para deixá-lo ainda mais animado, eu incentivava e respondia com exclamações. A certa altura, comentei:
– Uau! Mentira!
Ele parou tudo, ficou desanimado e respondeu:
– Sim, mamãe, era mentira… agora vou te contar a verdade.
(João Pedro, 3 anos)
Estávamos na classe durante a aula de inglês e organizei uma roda de conversa com a turma. Perguntei:
– Alguém aqui sabe o que significa friend?
– Eu sei! Friend é quando você vai nos Estados Unidos e diz para alguém “vamos ser friend”. E aí pega na mão da pessoa e já é friend.
(Eloísa, 7 anos)
– Mamãe, um dia você me diz uma coisa linda?
– Claro, filha!
– Você me diz uma coisa linda agora?
– Eu adoro ser sua mãe!
– Agora me fala “vamos jantar”? Isso é uma coisa linda!
(Julia, 2 anos)
Igor vive querendo me acompanhar em minhas idas ao banheiro. Dias atrás, ele me viu trocando o absorvente, mesmo eu tentando ser o mais discreta possível. Hoje de manhã, novamente me esperando no banheiro, observou e depois me perguntou:
– Ué, cadê sua fralda?
(Igor, 2 anos)