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SEM COLHER DE CHÁ

Toda terça e quinta a avó vai buscar o Bento na escola. Certo dia, ela teve de viajar e apenas o avô foi buscá-lo. Indignado com a ausência da avó, Bento pediu para que o avô ligasse para ela. Feliz com a ligação do neto, a avó explicou calmamente o porquê da sua ausência.
Com a voz firme e pouco amigável, Bento questionou:

  • Vó, onde você está?
  • Meu querido, a vovó teve de viajar a trabalho, mas nos veremos no final de semana.
  • Você não foi me buscar na escola hoje… é isso que você quer da sua vida?

(Bento, 4 anos)

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NA TORCIDA

Na sala de espera do consultório, o médico chegou, entrou na sala dele e demorou para chamar.
A Alice começou a bater palmas e cantar bem alto:

  • Médicoooo, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!

(Alice, 4 anos)

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SEMPRE PASSA

Eu estava triste e calada, um amigo querido havia falecido. Miguel veio saber o que eu tinha…

– Eu tô triste filho, às vezes não sei lidar com a tristeza.

– Eu sei lidar com a minha tristeza mamãe!

– Ah, é? Como você faz?

– Eu fico com ela até ela ir embora. Ela sempre vai.
(Miguel, 6 anos)

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JESUS TE CHAMA

Ceceu, na casa dos avós, atendeu o telefone.

  • Alô, quem tá falando?
    Do outro lado da linha:
  • É o Jesus. Posso falar com o Sr. Angelo?
    Ele tirou o telefone da orelha e gritou:
  • Vovô! Papai do Céu quer falar contigo!

(Ceceu, 4 anos)

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BARRADOS NO BAILE

Eu estava me arrumando para sair com meu marido e a Maria Luísa apareceu:

  • Que bonita, mamãe. Onde você vai?
  • Vou sair filha, mas é um passeio de adulto.
    Então ela vira para o pai e diz:
  • Papai, a mamãe vai sair num passeio de adulto. E a gente vai aonde?

(Maria Luísa, 2 anos)

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⁣SONHANDO ASSIM

Não deixei Antonela ir fantasiada no mercado. No caminho, encontramos um passarinho. Ela se aproximou lentamente, mas ele voou.

– Tá vendo, mamãe? Se eu tivesse com a minha roupa de Branca de Neve ele teria me reconhecido e não teria se assustado.

(Antonella, 4 anos)

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GOL CONTRA

Tenho dois irmãos que são gêmeos. Eu estava assistindo futebol na TV, quando o time pelo qual torço sofreu um gol e gritei um palavrão:
– PQP! – infelizmente não usei as siglas na hora.
Quando percebi que tinha feito besteira, olhei para os dois e disse:
– Essas são palavras muito feias. Não repitam!
Um deles perguntou:
– E por que você falou?
– Porque eu sou grande. Eu posso.
Ao que o outro olhou pra mim e disse:
– Quer dizer que a gente tem que esperar ser grande pra ser mal educado?

(Lorenzo e Dante, 5 anos)

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BABEL

– Nicolas, vamos orar pra Jesus?
– Vamos.
Ele juntou as mãozinhas e disse:
– Papai do Céu, quando eu for adulto e puder trabalhar, me dê muito, mas muitoooo dinheiro, porque eu quero construir uma escada bem grande pra subir até o céu e te dar um abraço!

(Nicolas, 6 anos)

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ORA HORAS!

Meu sobrinho estava começando a entender as horas. Acordava todo dia às “oito e meia” e quando perguntávamos “que horas são?” a resposta era sempre a mesma. Um dia, a mãe dele o chamou para rezar antes de dormir.
– Gustavo, vamos dormir e fazer uma “oração”.
– Vamos! Oito e meia.

(Gustavo, 2 anos)

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NÃO FORÇA

Sentada no colo de sua mãe, Joana deu um beijo na sua bochecha, olhou no fundo dos olhos e disse:
– Sabe, mãe, eu te amo até o céu.
– E o papai?
– Até o céu também.
– E a Lulu? – a irmã mais velha.
– Até o portão.

(Joana, 4 anos)

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VALE NIGHT

Estava no carro com meus três filhos e avisei que eu e meu marido iríamos sair a noite sozinhos para passear e que eles iriam ficar com os tios. Então a Isabela protestou:

– Nossa, mãe! A senhora não tem consideração pela gente?

(Isabela, 5 anos)

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⁣Sim Salabim

Lara chegou pra mim e disse:⠀
– Pai, estou precisando da sua ajuda urgente. Vamos na cama conversar?⠀
Sentamos na cama e ela disse:⠀
– Pai, como eu faço para transferir o dinheiro que eu tenho na minha mente para a minha conta?

(Lara, 7 anos)

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AMORZINHO

Eu estava colocando meus filhos pra dormir:
– Boa noite, meus amores.
– Boa noite, minha ‘quelida’.
– Que fofo, Rafa! A mamãe ama você de montão.
– E eu te amo de pouquinho.

(Rafael, 3 anos)

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TRASH FOOD

Na aula de inglês, a teacher pediu para eles desenharem o que quisessem. Enrico desenhou uma pizza e foi mostrar para ela, que respondeu:
– Olha, uma pizza! Delicious!
Furioso, ele respondeu:
– Não, tia, minha pizza não é “de lixo”.

(Enrico, 5 anos)

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ZÉ DO CAIXÃO

Estava arrumando Theo para ir à escola e percebi que suas unhas das mãos estavam grandes:
– Nossa, Theo, com essas unhas compridas sua professora vai achar que você não tem mãe.
À tarde, na hora do banho, ele falou todo triste:
– Mamãe, a minha professora não tem mãe, sabia?
– Nossa, filho, que triste. Como você sabe?
– Você precisa ver o tamanho das unhas dela!

(Theo, 5 anos)

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MUTE

Alice estava mexendo em uma gaveta em que não podia. Por três vezes, o pai orientou:
– Alice, não mexe aí!
Ela continuou mexendo, então ele perguntou:
– Alice, você está me escutando?
– Não.

(Alice, 1 ano)

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OUÇO MAS TÁ OSSO

Eu estava dando uma bronca na Cecília e acabei fazendo um discurso. A certa altura, ela tentou falar algo e eu insisti:
– Eu estou falando, filha. Agora você espera.
E ela devolveu:
– Tá bom, pai. Mas você disse que queria conversar comigo, então eu achei que isso era um “diagolo”.

(Cecília, 7 anos)

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SABATINA

Estava ajudando minha irmã mais nova a fazer a lição de casa e fui revisar uma atividade de texto que tinha acabado de explicar, mas notei que ela ainda não tinha adicionado:
– Lívia, o que está faltando?
– Está faltando a paciência.

(Lívia, 9 anos)

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MENTA QUE EU GOSTO

Estávamos indo para escola quando Enzo começou a me contar de uma coleguinha. De repente, ele disse:
– Mãe, ela é muito doce, tipo chicletes de melancia, que fica grudado na boca.
– Qual o problema, filho? Ela só é carinhosa.
– O problema, mãe, é que eu gosto de chicletes de hortelã.

(Enzo, 7 anos)

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OLAF

Estávamos saindo da missa e caiam alguns pingos de chuva. Peguei minha filha no colo para levar até o carro e expliquei que era para ela se molhar menos. Quando estávamos chegando no carro, ela disse:
– Mas eu gosto de chuva. Só não gosto de calor, porque eu derreto muito!

(Nathalia, 5 anos)

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CHIQUE

Durante a aula de hoje, minha aluna perguntou:

  • Teacher Tici, por que você só fala em inglês?
    Antes que eu pudesse dizer algo, o amiguinho ao lado se antecipou:
  • Porque ela é chique, né Maria?

(Maria, 4 anos)