– Vó, hoje um menino lá na escola falou que o Lula é cachaceiro.
– E o que você falou pra ele, João?
– Eu falei: e daí? Minha mãe também é e ela é super legal.
(João Luís, 6 anos)
– Vó, hoje um menino lá na escola falou que o Lula é cachaceiro.
– E o que você falou pra ele, João?
– Eu falei: e daí? Minha mãe também é e ela é super legal.
(João Luís, 6 anos)
Rafael estava triste e comentou:
– Ninguém quer brincar comigo!
Mateus respondeu:
– Brinca com o seu amigo invisível!
– Mas eu não tenho amigo invisível…
– Então brinca com o meu!
(Mateus, 6 anos e Rafael, 4)
Meu filho me disse que queria estudar em Harvard. Fiquei toda orgulhosa e perguntei:
– Mas, por que você quer estudar lá?
– É que quando eu crescer quero arrumar um emprego na lanchonete Subway.
(Raul, 5 anos)
Era verão, um dia de muito calor e o Nico estava empolgando:
– Hoje nós vamos na praia! A mami vai no carro, eu vou na minha bicicleta e o papi… vai com Deus.
(Nicolas, 3 anos)
Mateus fazendo sua oração antes de dormir:
– Obrigado, Papai do Céu, porque hoje foi um dia muito legal. E faça com que meu cérebro sonhe com Cheetos. Amém!
(Mateus, 6 anos)
Na sala de aula, falávamos sobre o tema família, quando fui interrompida pela Rafa:
– Professora, por que minha mãe chama a minha vó de mãe se o nome dela é vó?
(Rafaela, 5 anos)
Em parceria com a @humanicorretora
Fiz ovo mexido para o Rafa e ele queria omelete:
– Filho, eu fiz com muito carinho. Você come assim mesmo?
Ele concordou, colocou uma colherada na boca e comentou:
– Papai, eu não gostei. Você precisa fazer com muito, muito, muito mais carinho pra ficar gostoso!
(Rafael, 3 anos)
– Pai, será que eu posso dormir dois dias na casa do Pedro?
– Acho que sim, filha. Vamos ver com a tia.
– Eu queria ir hoje porque é sexta-feira.
– Tá. Então vamos falar com a mamãe porque ela é que tem o telefone.
– Mas, é que pai… sabe, a mamãe não é muito boa em deixar eu fazer essas coisas.
(Cecília, 7 anos)
Perguntei para o Davi se ele queria estudar inglês comigo hoje:
– Let’s study English today? Yes or no? (Vamos estudar inglês hoje? Sim ou não?)
– Yes… só que no.
(Davi, 10 anos)
– Oi, filha, como foi na escola?
– Mamãe, você acredita que mudou minha professora de inglês?
– Ah é?
– E você acredita que essa também se chama Teacher?
(Luana, 5 anos)
Meu irmão ama imitar as propagandas da TV. Outro dia, depois de assistir ao comercial de uma clínica para homens, ele soltou:
– Tem problemas de eleição ou pra controlar a tosse?*
(*problemas de ereção ou ejaculação precoce?)
(Arthur, 4 anos)
Meu marido e eu estávamos conversando sobre saúde e eu comentei que ele era sedentário. Leonardo, estava atendo à conversa e, a certa altura, interrompeu:
– Mãe, eu sou de Touro, o padrasto é de “Sedentário” e você?
(Leonardo, 6 anos)
Estávamos brincando de fazer caretas. A Cecília fazia e eu imitava. Em certo momento, encantada com as carinhas dela, eu disse:
– Filhinha, você não consegue ficar feia!
– Você consegue, mamãe!
(Cecília, 3 anos)
Estava preparando o café e escutando o diálogo do Arthur com a vovó:
– Arthur, você sabia que o nome de verdade do suvaco é axila?
– Ah é? E do peito?
– Tórax
– E da barriga?
– Abdomem
– E da mulher?
– Mulher é igual, Arthur.
– É não! Acho que é abdamulher!
(Arthur, 6 anos)
Estava tudo em silêncio em casa, quando de repente escutei:
– “Escravos de Jó, jogavam Satanás…”
(Alice, 2 anos)
– Mamãe, o papai também é médico, igual você?
– Não, filho, ele é advogado.
– Mas, o que um advogado faz?
– Ele cuida da justiça.
– Da liga? Da Liga da Justiça?!
(Tomaz, 3 anos)
Certo dia, quando acordei, vi que o Kallel já estava sentado ao meu lado. E o abracei apertado, ele me olhou e perguntou:
– Tá com saudades de mim, mãe?
– Tô sim…
– Eu também tô com saudades… do meu pai — que estava lá na cozinha.
(Kallel, 4 anos)
Estava distraída, quando escutei
– Mamãe, você fica tão fofa com a carinha assim!
Então eu sorri, claro. E ela emendou:
– Assim não fica.
(Valquiria, 4 anos)
Quando vem na minha casa, minha priminha sempre me chama para brincar com ela. Ultimamente, como estou estudando para os vestibulares, não tenho conseguido dar tanta atenção para ela. Hoje, quando veio aqui, ela disse:
– Por que você estuda tanto se já aprendeu a escrever com a letra juntinha?
(Liz, 4 anos)
– Mamãe, quando eu estava na sua barriga tinha brinquedos?
– Não. Por que, filha?
– O que eu ficava fazendo lá dentro, então?
(Alice, 3 anos)
Domingo de eleição, o Isaque saiu com o pai e eu perguntei:
– Você vai votar com o papai?
– Criança não vota, mãe! Só vou votar quando eu crescer.
(Isaque, 5 anos)
– Ah, filha, você é um amor! Nem sei como te agradecer.
– É fácil, eu ensino: você diz “obrigado” e eu respondo “de nada”.
(Nina, 2 anos)
Hoje abracei Joaquim e disse:
– Queria ficar agarrada com você pra sempre!
– Pra sempre não dá, mãe. A gente nasce, cresce, fica velho, tem verruga e morre!
(Joaquim, 5 anos)
A professora na aula online ensinando sobre a metamorfose da borboleta:
– Os ovos viram lagarta e a lagarta vira…
E o Heitor, empolgado:
– Vulva!
Eu escutei e corri para corrigir:
– Não, Heitor! É pupa.
– Ah, eu me confundi…
(Heitor, 4 anos)
– Filho, quando eu era da sua idade, não existia muita coisa que tem hoje. Não tinha celular e nem telefone na casa de mamãe…
– Sua casa era no Egito?
(Vinicius, 5 anos)
Bia estava quietinha escrevendo, quando terminou deu um salto e toda animada me contou:
– Mamãe, eu anotei 15 coisas que já sei fazer sozinha. Isso significa que já sou independente?
(Beatriz, 8 anos)
Estava brincando de médico com a Gabi e ela perguntou:
– O que você comeu hoje?
Relatei meu almoço e vi que ela já estava cansada de ouvir e dispersou. Falei:
– Se você não prestar atenção, eu não vou mais brincar. Você chegou a escutar o que eu disse?
– Sim!
– Então o que foi que eu comi?
– Um monte de coisas, ué. Você não lembra, mamãe?
(Gabriela, 3 anos)
Íris estava no sofá e eu a abracei e beijei muito. Ela ria bastante. Quando acabei, ela suspirou e me disse sorrindo:
– Ai, ai, mamãe… o amor faz cócegas.
(Íris, 4 anos)
Caê estava tentando guardar um objeto no bolso da bermuda. Perguntei:
– Você não conseguiu?
– Não cabeu – ele disse.
– Não é “não cabeu”, é não coube.
– Mãe, não é coube, é couve!
(Caê, 3 anos)
– Mãe, tenho três notícias boas. Qual você quer primeiro?
(Daniela, 7 anos)
Estêvão voltou às aulas presenciais durante a pandemia. A professora veio recebê-lo e comentou:
– Oi, Estêvão. Seja bem-vindo!
Ele saiu de trás de mim, olhou para a professora e disse:
– Estêvão, não. O meu nome é Sonic, eu sou muito rápido!
(Estêvão, 3 anos)
Estávamos sentados na sala conversando e Miguel estava com uma blusa do Sonic. Perguntei:
– Miguel, quem é esse na sua blusa?
– É o “chouriço” mais rápido de todos!
(Miguel, 4 anos)
Meu terceiro filho, Gustavo, havia acabado de nascer. Com duas semanas em casa, meu filho do meio chegou em mim uma hora para conversar sobre o irmão:
– Mãe, posso te perguntar uma coisa?
– Claro, Gui.
– Mãe, o Gu é legal e tudo mais… mas quando é que ele vai embora?
(Guilherme, 4 anos)
Meu filho estava brincando perto de mim e soltou um pum, fez um barulho muito alto:
– Lucca, que barulho foi esse? Foi um pum?
– Sim, ué – e deu uma risadinha.
– Filho, como você consegue soltar um pum tão alto assim?
– Ah, prática, né?
(Lucca, 5 anos)
Raul contou que tem uma amiga na escola de quem gosta muito e ela se chama Cora. Eu comentei:
– Cora Coralina foi uma grande poetisa. Será que a mãe dela gosta de poesia?
– O que é poesia, mãe?
– Poesia é uma forma de falar sobre coisas lindas.
– Hum, então eu sou uma poesia.
(Raul, 6 anos)
Estávamos no carro e ele perguntou:
– Mãe, quem trabalha na padaria e padeiro, né?
– Sim, filho.
– E na marcenaria é marceneiro?
– Sim.
– E quem entrega iFood?
– Entregador de lanche.
– Não, mãe! É ifoodeiro!
(João Paulo, 9 anos)
– Mãe, como chama aquele show que tem os jurados?
– De música? É o X-Factor?
– Isso… Você sabe se eles estão com as inscrições abertas?
– Não sei, filha. Por quê?
– Porque eu quero participar.
– Que bacana.
– Mãe, você sabe qual é o valor do prêmio?
– Não… Mas acho que é 1 milhão.
– Hum. Se eu conseguir ganhar pelo menos mil reais, nós já poderemos ser mais ou menos ricos… E aí não precisarei mais ouvir vocês falando que tudo está muito caro e não dá pra comprar nada.
(Cecília, 7 anos)
Kauê estava concentrado no vídeo-game. Eu me aproximei e dei vários beijos nele e o abracei. Ele falou:
– Tia Flávia, olha o que você fez! Me perturbou e eu perdi o jogo.
– Ô, Kauê, eu te perturbei? Me desculpe.
– Perturbou… Mas com carinho.
(Kauê, 4 anos)
Bruno até hoje dorme com a babá eletrônica ligada. Dia desses, ele acordou super cedo e veio com essa:
– Alô, papai? Tá na escuta?
(Bruno, 4 anos)
– Tia Jú, você gostou desse desenho que a gente estava assistindo?
– Sim, muito legal!
– Esse desenho é da minha infância, sabia?
– Jura?
– Sim, eu assistia muito quando eu tinha 4 anos!
(Pedro, 5 anos).
Um parente distante faleceu e passamos no velório rapidinho, só para acolher a família. Na hora de ir embora, o Diogo falou bem alto:
– Mas, mamãe, a gente não pode ir embora antes de cantar parabéns!
(Diogo, 3 anos)
Sou enfermeira e estava trabalhando na linha de frente durante a pandemia, longe de casa e da família. Quando encontrei meu filho, eu o abracei toda enrolada em panos. Assim que saí, minha irmã enviou uma mensagem sobre um comentário dele:
– Quando vi minha mãe, eu fiquei tão feliz quanto um rato com um queijo na mão.
(Bento, 5 anos)
A Maitê brincando de escolinha:
– Crianças, comam tudo! Se não comerem… eu vou comer.
(Maitê, 3 anos)
Levi e o avô estavam brincando no quintal quando passou um avião lá no alto. Ele olhou e comentou:
– Este avião aí é chato. Só cabe gente pequena nele…
(Levi, 7 anos)
Estavamos na sala brincando de médica e a Tauane falou:
– Vamos ver o coração do tigre.
– Vamos.
– Deixe eu pegar o negócio pra escutar.
– Tá certo.
– Agora vamos escutar o coração dele. Tum tum tum tum…
– O que ele tem, Tau?
– Coração partido.
(Tauane, 7 anos)
Chegamos na casa da minha neta, que nos esperava na porta e, depois de um beijo, foi logo dizendo:
– Vó Mari, vem ver o meu quarto.
Segui a pequena, que saltitava na minha frente.
– Que lindo, Teresa. Tá bem bonito, em ordem. Parabéns!
– O papai falou que você vinha e que a gente tinha de arrumar tudo correndo…
(Teresa, 2 anos)
– Filho, você seria um psicólogo quando crescer?
– Não!
– Mas, por quê?
– Eu sou muito fofoqueiro.
(Enzo, 9 anos)
Depois de ouvir a história do Saci, o Cadu quis brincar:
– Mamãe, eu vou ser o Saci. E você, quer ser “assassina”?
(Cadu, 4 anos)
Pedimos para Mariana desenhar um balão no computador. Ela fez um monte de rabiscos na tela e meu irmão comentou:
– Mas, isso não é um balão!
E ela, no mesmo instante:
– É porque está estourado.
(Mariana, 2 anos)
Estava falando com minha irmã:
– Fui no cinema com meu namorado na semana passada.
– Eu adoro quando vocês fazem pombagem.
– O que é pombagem, Ana?
– Ué, é quando vocês ficam que nem pombinhos, bem juntinhos.
(Ana Luisa, 8 anos)