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PARA VER MELHOR

Maria Luiza estava pintando um desenho e pediu para usar uma caneta esferográfica vermelha. A mãe explicou:
– Se você usar essa caneta e errar não vai ter como consertar o desenho, pois ela não apaga.
– Nem se pedir desculpas?

(Maria Luiza, 4 anos)

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O QUE HÁ, VELHINHO?

Estava desmontando a árvore de Natal quando o Gabriel apareceu e vi que ele ficou meio chateado. Depois ele parou, observou a cena por alguns segundos e disse:
– Melhor desmontar mesmo, né mãe? Assim não confunde o Coelhinho da Páscoa!

(Gabriel, 6 anos)

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WHY UAI?

Estava ensinando meu afilhado um exercício da escola e perguntei:
– Rafa, qual é a origem do leite? Vegetal, mineral ou animal?
– Uai, dindinha, o leite é de origem mineral porque ele é mineiro.

(Rafael, 8 anos)

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SOFRÊNCIA

Estava voltando do parquinho com minha irmã e ela reclamou:
– Ai! Ai!
– O que foi, Sabrina?
– Tem areia no meu sapato.
– Tire o sapatinho e bata ele no chão pra tirar a areia.
– Eu não quero.
– Não? Mas por que se tá doendo?
– Eu vou usar meu sofrimento pra fazer uma pérola.

(Sabrina, 5 anos)

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NÃO OVO DIREITO

Clarisse estava fazendo lição de casa com a mãe:
– Joãozinho foi comprar 36 ovos para a mãe dele. No caminho, 16 ovos quebraram. Quantos sobraram?
– Eu quero ver é como que ele vai entregar isso pra mãe dele…

(Clarisse, 7 anos)

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PASSANDO UM PANO

Estávamos caminhando pelo estacionamento do shopping e ao perceber que as crianças passavam muito perto de alguns carros sujíssimos, alertei:
– Cuidado pra não sujar as mãos e a roupa! Esse carro aí, ó, tá imundo! Éca!
– Ó, mamãe, não vamos falar mal assim do carro das pessoas… Basta dizer ‘esse carro ali tá com um pouco de poeira… ‘.

(Joel, aos 6 anos)

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PODER EMPODERADO

Minha filha me perguntou se a Mulher Maravilha tinha filhos. Eu disse que não e que achava que ela não teve tempo já que passa o tempo todo lutando com bandidos e salvando o mundo.
Então ela respondeu:
– Ué, então por que o namorado dela não fica em casa cuidando das crianças enquanto ela vai lutar com bandidos e salvar o mundo?

(Mariana, 5 anos)

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DOIS PALITO

Estava me arrumando para ir à praia com a minha sobrinha. Quando peguei o cartão do banco, ela perguntou:
– Tia, isso é para quê?
– Pra caso a gente precise de alguma coisa.
– Tipo o que?
– Ah, uma emergência.
Ela ficou um pouco pensativa e disse:
– Tipo um sorvetinho?

(Tati, 6 anos)

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DAR A OUTRA FACE DO OUTRO

A Aninha estava chateada por causa de uma brincadeira feita por outra criança. Tentei consolar e dar uma lição:
– Ô, filhinha, não fica assim. Olha só a Joana, por exemplo…
E me dirigi à Joana, sinalizando com os olhos um pedido de apoio:
– O que você faz, Joana, quando alguém lhe irrita?
Tinha certeza que ela ia ser superior e responder que não se importava, mas ela devolveu:
– Eu irrito mais ainda!

(Joana, 5 anos e Ana, 3)

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SABE DE NADA…

Estava conversando com meu afilhado sobre o Dia das Crianças e falei que não ganhei nenhum presente.
– Dinda, você não ganha presente porque você é inocente.
– Inocente, Gabriel? Que isso?
– Aquilo que você vira depois de ser criança…

(Gabriel, 6 anos)

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MESTRE DOS MAGOS

Fui ler uma redação do meu filho e o título era “Meus piores momentos”. Ele escreveu sobre um exame de sangue que fez e de quando precisou arrancar os dentes. Fiquei intrigada:
– Mas, meu filho, por que você escolheu esse tema? Pelo que vi, todo mundo escreveu sobre coisas divertidas ou alegres.
– Mamãe, a gente fica mais inteligente depois que acontece uma coisa ruim…
E continuou falando sobre isso, até concluir:
– Porque agora eu aprendi que nasce outro dente e que eu tenho alergia a camarão.

(Joel, 6 anos)

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IRMÃOS DADAS

Caio sempre pediu por um irmãozinho. Quando finalmente conseguimos engravidar, descobrimos, ainda na maternidade, que Bernardo nasceu com Síndrome de Down. Ao chegarmos em casa, eu estava pensando na melhor forma de explicar para ele sobre seu irmãozinho (nós nunca havíamos conversado sobre a possibilidade de um filho atípico). Depois de explicar a ele sobre a síndrome, Caio respondeu:
– E daí, mamãe? Eu não me importo com isso. Quanto mais especial meu irmão for, melhor. Eu vou amar ainda mais!

Percebendo que eu fiquei emocionada com sua resposta, ele tornou a dizer:
– Você tá preocupada com meu irmãozinho? Não precisa. Quando você não estiver mais aqui e for morar no céu, eu cuidarei dele com todo o meu amor.

(Caio, 8 anos)

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PAUSA-DA-MENTE

Luiz estava transcrevendo um livro:
– Mãe, pra quê serve a vírgula?
– Filho, serve para dar uma pausa no que a gente tá lendo.
Dois minutos depois, ele parou e deitou no tapete.
– O que foi, Luiz?
– É que apareceu a vírgula e eu vim dar uma pausa.

(Luiz, 6 anos)

Em parceria com a @humanicorretora

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MORTADELA

O Benício acabou de ganhar um priminho e o apelidou de Coxinha. Achamos curioso e resolvi perguntar:
– Benício, por que você chama o Bernardo de coxinha?
– Porque ele é lindo!

(Benício, 5 anos)

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NÃO RECLAMES

Pedi para meu sobrinho me contar sobre a história que está lendo antes de dormir. Ele disse que era “Branca de Neve e os sete anões” e começou:
– Aí, a madrasta pegou a maçã envenenada e tinha um banquete… e aí a minha amiga foi malcriada comigo e falei para ela pedir desculpas e ela pediu!
– Mas, Theo, e a história da Branca de Neve?!
– Ah, sim. Era só um comercial, tia! Então, aí a Branca de Neve…

(Theo, 5 anos)

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UMA LUZ NO CÉU

Yasmim tinha câncer e precisou ser internada. Certo dia, no hospital, acordou bem cedo e toda animada me chamou:
– Acorda, mamãe! O dia está lindo. E eu quero é viver!

(Yasmim, 4 anos)

*Yasmim faleceu em 2017. Esse post é uma homenagem à sua história e amor por elefantes 🙂

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PÓS-MADURO

Joel estava explicando para a irmãzinha (meio indiscreta), que uma mulher ter a barriga saliente não é sinônimo de gravidez. Com didática e um pouco de condescendência, ele comentou:
– Ô, Joana, desde que eu conheço Fulana ela tem a barriga daquele tamanho. Se ela estiver grávida, o filho vai nascer adulto!

(Joel, 5 anos)

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BFF

Depois de passar a tarde brincando com meu filho e seus amigos, ouvi de uma amiguinha dele:
– Tia, a gente brincou muito hoje, né? Quase nos tornamos amigas!

(Sarah, 5 anos)

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SHORT BIO

Carlos está em um projeto da escola que envolve escrever um livro. Ao ajudá-lo, perguntei o que deveria escrever sobre ele para a biografia do livro:
– Carlos o que a mamãe deve falar de você no livro?
– Escreva que eu obedeço, sou inteligente, divido as coisas e arrumo tudo!

(Carlos Henrique, 4 anos)

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FILHO DO PAI!

Fernanda é muito apegada ao pai. E depois que aprendeu a ler, fica de marcação cerrada em cima dele. Outro dia, chegou em casa preocupada:
– Mãe, parece que meu pai tem outro filho…
– Como assim, Fernanda?!
– É sério, mãe. Eu vi ele conversando no celular. O contato era Marcos Filho.

(Fernanda, 8 anos)

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AVOADO

Fiquei perguntando para o Joel palavras que começassem com determinadas letras. Ele ia acertando todas. Eis que chegou a vez do L (e aqui no Ceará, lê-se “éli”):
– Uma palavra que começa com L.
E ele com toda a convicção:
– Helicóptero!

(Joel, 4 anos)

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DESCONTROLADA

Joana estava descrevendo para o avô sua primeira experiência no cinema:
– Na sala, tinha muitas e muitas cadeiras para as pessoas sentarem. O som era muito alto, tinha uma televisão beeeem grandona lá na frente e… – ainda mais surpresa – não tinha controle!

(Joana, 3 anos)

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RAIOS!

Outro dia, a Manu fez um chilique na padaria porque não compramos uma bonequinha que ela queria. Hoje, ela pediu de novo, lembrou do episódio e conversamos. Expliquei:
– Não podemos ter tudo o que queremos sempre, filha. Eu sei que é muito ruim querer e não ter. O nome disso é frustração.
E ela redefiniu:
– Não, mamãe. Chama raiva do trovão!

(Manu, 3 anos)

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FIM DA LINHA

Estávamos no quarto contando histórias para dormir e pedi ao Benjamin que me contasse a da Chapeuzinho Vermelho. Ele começou:
– Era uma vez, a cha… cha… peuzinho…
Ele começou a gagueijar e eu interrompi:
– Filho, o que está acontecendo?
– Mãe, é que minha internet que tá fraca.

(Benjamim, 3 anos)