– Mãe, o que é endireitar?
– É deixar reto, “desentortar”.
– E por que não pode ser “esquerdar”?
(Olívia, 4 anos)
– Mãe, o que é endireitar?
– É deixar reto, “desentortar”.
– E por que não pode ser “esquerdar”?
(Olívia, 4 anos)
Maria Luiza estava pintando um desenho e pediu para usar uma caneta esferográfica vermelha. A mãe explicou:
– Se você usar essa caneta e errar não vai ter como consertar o desenho, pois ela não apaga.
– Nem se pedir desculpas?
(Maria Luiza, 4 anos)
Em tempos de Covid, uma oração antes de dormir:
– Deus, tira essa doença daqui do mundo. Taca água no planeta e passa álcool em volta…
(Geovanna, 5 anos)
Estávamos em um restaurante quando a Olívia notou a placa de proibido fumar:
– Mamãe, aqui é proibido soprar flauta!
(Olívia, 6 anos)
Estava desmontando a árvore de Natal quando o Gabriel apareceu e vi que ele ficou meio chateado. Depois ele parou, observou a cena por alguns segundos e disse:
– Melhor desmontar mesmo, né mãe? Assim não confunde o Coelhinho da Páscoa!
(Gabriel, 6 anos)
Meu primo pegou a filha no colo e ela se virou e limpou o nariz na camiseta dele. Ele viu e perguntou:
– Você tá pensando que eu sou o quê?
– Papai higiênico.
(Ana, 3 anos)
Estava ensinando meu afilhado um exercício da escola e perguntei:
– Rafa, qual é a origem do leite? Vegetal, mineral ou animal?
– Uai, dindinha, o leite é de origem mineral porque ele é mineiro.
(Rafael, 8 anos)
Estávamos assistindo uma novelinha e eu comentei sobre a vilã:
– Essa menina é uma psicopata.
E a Luma:
– É, sim, mamãe. Ela vai ser internada no precipício.
(Luma, 7 anos)
Vinícius, lendo uma embalagem de doce de leite:
– Data de fabricação: “ver no topo”.
Indignado, comentou:
– Mas por que não escrevem aqui de uma vez?!
(Vinícius, 8 anos)
Estava comentando com meu marido que o plano de saúde da Laura tem cobertura no Estado todo. Ela, ouvindo a conversa, perguntou:
– Eu tenho cobertura? Mas eu não sou bolo pra ter cobertura!
(Laura, 3 anos)
#patrocinio Humani Coretora
Mafê estava conversando com o irmão mais novo:
– Tito, qual é o seu brinquedo favorito no mundo todo?
– Qualquer um que você brinque comigo.
(Vitor, 2 anos)
Estava voltando do parquinho com minha irmã e ela reclamou:
– Ai! Ai!
– O que foi, Sabrina?
– Tem areia no meu sapato.
– Tire o sapatinho e bata ele no chão pra tirar a areia.
– Eu não quero.
– Não? Mas por que se tá doendo?
– Eu vou usar meu sofrimento pra fazer uma pérola.
(Sabrina, 5 anos)
Clarisse estava fazendo lição de casa com a mãe:
– Joãozinho foi comprar 36 ovos para a mãe dele. No caminho, 16 ovos quebraram. Quantos sobraram?
– Eu quero ver é como que ele vai entregar isso pra mãe dele…
(Clarisse, 7 anos)
– Filha, você dormiu bonitinha na casa da titia?
– Não sei, papai.
– Como assim não sabe?
– Eu estava de olhos fechados!
(Lívia, 3 anos)
– Filho, se o papai morrer o que você vai fazer?
– Ah, pai… eu vou no enterro, né?
(Pedro, 8 anos)
– Podcast é um filme na caixinha de som, mas não dá pra ver os personagens.
(Benjamin, 4 anos)
Estávamos caminhando pelo estacionamento do shopping e ao perceber que as crianças passavam muito perto de alguns carros sujíssimos, alertei:
– Cuidado pra não sujar as mãos e a roupa! Esse carro aí, ó, tá imundo! Éca!
– Ó, mamãe, não vamos falar mal assim do carro das pessoas… Basta dizer ‘esse carro ali tá com um pouco de poeira… ‘.
(Joel, aos 6 anos)
Minha filha me perguntou se a Mulher Maravilha tinha filhos. Eu disse que não e que achava que ela não teve tempo já que passa o tempo todo lutando com bandidos e salvando o mundo.
Então ela respondeu:
– Ué, então por que o namorado dela não fica em casa cuidando das crianças enquanto ela vai lutar com bandidos e salvar o mundo?
(Mariana, 5 anos)
– Filho está chegando seu aniversário. Você fará quatro anos! Quando fizer cinco, vai encher uma mão com todos os dedinhos!
– Mamãe, quando eu fizer seis anos vai crescer mais um dedo?
(Arthur, 3 anos)
Estava me arrumando para ir à praia com a minha sobrinha. Quando peguei o cartão do banco, ela perguntou:
– Tia, isso é para quê?
– Pra caso a gente precise de alguma coisa.
– Tipo o que?
– Ah, uma emergência.
Ela ficou um pouco pensativa e disse:
– Tipo um sorvetinho?
(Tati, 6 anos)
Separando alguns brinquedos para doação, Alice propôs:
– Mãe, quero doar o Migue – o irmãozinho – já cansei de brincar com ele.
(Alice, 3 anos)
– Olha, Joana, a princesa andando a cavalo. Tão linda! Parece você.
– Não, mamãe, não parece. Eu nem tenho um cavalo.
– Tá certo, faz sentido.
– Eu só tenho elefante…
(Joana, 2 anos)
A Aninha estava chateada por causa de uma brincadeira feita por outra criança. Tentei consolar e dar uma lição:
– Ô, filhinha, não fica assim. Olha só a Joana, por exemplo…
E me dirigi à Joana, sinalizando com os olhos um pedido de apoio:
– O que você faz, Joana, quando alguém lhe irrita?
Tinha certeza que ela ia ser superior e responder que não se importava, mas ela devolveu:
– Eu irrito mais ainda!
(Joana, 5 anos e Ana, 3)
Estava conversando com meu afilhado sobre o Dia das Crianças e falei que não ganhei nenhum presente.
– Dinda, você não ganha presente porque você é inocente.
– Inocente, Gabriel? Que isso?
– Aquilo que você vira depois de ser criança…
(Gabriel, 6 anos)
Estava arrumando o quarto da minha filha e comentei:
– Precisamos tirar os brinquedos que você não usa mais.
– Isso. É para doar, né?
– Isso, filha.
– Eu vou doar pra mim mesma…
(Mariana, 6 anos)
Fui ler uma redação do meu filho e o título era “Meus piores momentos”. Ele escreveu sobre um exame de sangue que fez e de quando precisou arrancar os dentes. Fiquei intrigada:
– Mas, meu filho, por que você escolheu esse tema? Pelo que vi, todo mundo escreveu sobre coisas divertidas ou alegres.
– Mamãe, a gente fica mais inteligente depois que acontece uma coisa ruim…
E continuou falando sobre isso, até concluir:
– Porque agora eu aprendi que nasce outro dente e que eu tenho alergia a camarão.
(Joel, 6 anos)
Caio sempre pediu por um irmãozinho. Quando finalmente conseguimos engravidar, descobrimos, ainda na maternidade, que Bernardo nasceu com Síndrome de Down. Ao chegarmos em casa, eu estava pensando na melhor forma de explicar para ele sobre seu irmãozinho (nós nunca havíamos conversado sobre a possibilidade de um filho atípico). Depois de explicar a ele sobre a síndrome, Caio respondeu:
– E daí, mamãe? Eu não me importo com isso. Quanto mais especial meu irmão for, melhor. Eu vou amar ainda mais!
Percebendo que eu fiquei emocionada com sua resposta, ele tornou a dizer:
– Você tá preocupada com meu irmãozinho? Não precisa. Quando você não estiver mais aqui e for morar no céu, eu cuidarei dele com todo o meu amor.
(Caio, 8 anos)
Luiz estava transcrevendo um livro:
– Mãe, pra quê serve a vírgula?
– Filho, serve para dar uma pausa no que a gente tá lendo.
Dois minutos depois, ele parou e deitou no tapete.
– O que foi, Luiz?
– É que apareceu a vírgula e eu vim dar uma pausa.
(Luiz, 6 anos)
Em parceria com a @humanicorretora
– Gente, eu queria muito saber o que mais passa pela cabeça de quem acha que a terra é plana!
(Anita, 9 anos)
O Benício acabou de ganhar um priminho e o apelidou de Coxinha. Achamos curioso e resolvi perguntar:
– Benício, por que você chama o Bernardo de coxinha?
– Porque ele é lindo!
(Benício, 5 anos)
– Mãe, por que o leite da vaca engorda, a carne da vaca engorda e a vaca é gorda sendo que ela só come capim?
(Anita, 8 anos)
Pedi para meu sobrinho me contar sobre a história que está lendo antes de dormir. Ele disse que era “Branca de Neve e os sete anões” e começou:
– Aí, a madrasta pegou a maçã envenenada e tinha um banquete… e aí a minha amiga foi malcriada comigo e falei para ela pedir desculpas e ela pediu!
– Mas, Theo, e a história da Branca de Neve?!
– Ah, sim. Era só um comercial, tia! Então, aí a Branca de Neve…
(Theo, 5 anos)
– Mamãe, a Aninha está de parabéns. Foi ao banheiro, usou o vaso “solitário” e tudo.
(Joana, 4 anos)
Minha sobrinha estava brincando com um carrinho azul, quando a bisavó perguntou:
– Azul é cor de menino ou de menina, Sofia?
– É de menina, vovó. Já que esse carrinho é meu…
(Sofia, 5 anos)
Nickolas tinha acabado de aprender a ler. Super empolgado, estava lendo tudo. Sem hesitar, falou:
– Eu já sei ler! Sou o maior leiteiro do mundo.
(Nickolas, 6 anos)
Yasmim tinha câncer e precisou ser internada. Certo dia, no hospital, acordou bem cedo e toda animada me chamou:
– Acorda, mamãe! O dia está lindo. E eu quero é viver!
(Yasmim, 4 anos)
*Yasmim faleceu em 2017. Esse post é uma homenagem à sua história e amor por elefantes 🙂
Joel estava explicando para a irmãzinha (meio indiscreta), que uma mulher ter a barriga saliente não é sinônimo de gravidez. Com didática e um pouco de condescendência, ele comentou:
– Ô, Joana, desde que eu conheço Fulana ela tem a barriga daquele tamanho. Se ela estiver grávida, o filho vai nascer adulto!
(Joel, 5 anos)
Depois de passar a tarde brincando com meu filho e seus amigos, ouvi de uma amiguinha dele:
– Tia, a gente brincou muito hoje, né? Quase nos tornamos amigas!
(Sarah, 5 anos)
Estávamos na missa de domingo e o padre falou:
– Leitura da Carta de São Paulo aos Coríntios…
E o João Pedro respondeu alto:
– Dois times ruins, padre!
(João Pedro, 4 anos)
Estava assistindo ao noticiário quando o repórter falou sobre pneumonia. Miguel perguntou:
– Mamãe, o que é pneumonia?
– É uma doença que afeta os pulmões.
– Ah é? Achei que era uma doença que dava no pneu!
(Miguel, 7 anos)
Em parceria com a @humanicorretora
Início de quarenta, liguei o som um pouco alto:
– Mãe, abaixa esse som senão o vírus vai encontrar a gente!
(Ísis, 3 anos)
Carlos está em um projeto da escola que envolve escrever um livro. Ao ajudá-lo, perguntei o que deveria escrever sobre ele para a biografia do livro:
– Carlos o que a mamãe deve falar de você no livro?
– Escreva que eu obedeço, sou inteligente, divido as coisas e arrumo tudo!
(Carlos Henrique, 4 anos)
Pedi para meu marido:
– Amor, pode trazer água para mim? Estou com azia.
E a Laís, pegando carona, completou:
– Também quero, papai. Também estou vazia!
(Laís, 2 anos)
Cheguei em casa reclamando de cansaço e tive que escutar:
– Se eu fosse você não reclamava. Porque o tédio é muito pior que o cansaço.
(Anita, 6 anos)
Fernanda é muito apegada ao pai. E depois que aprendeu a ler, fica de marcação cerrada em cima dele. Outro dia, chegou em casa preocupada:
– Mãe, parece que meu pai tem outro filho…
– Como assim, Fernanda?!
– É sério, mãe. Eu vi ele conversando no celular. O contato era Marcos Filho.
(Fernanda, 8 anos)
Cecília voltou de uma festinha de aniversário.
– E aí, a festa foi boa?
– Foi muito legal. Eu até fiz uma amiga nova.
– Ah é? Que legal.
– É. Ela é tipo a filha que eu nunca tive.
(Cecília, 6 anso)
Fiquei perguntando para o Joel palavras que começassem com determinadas letras. Ele ia acertando todas. Eis que chegou a vez do L (e aqui no Ceará, lê-se “éli”):
– Uma palavra que começa com L.
E ele com toda a convicção:
– Helicóptero!
(Joel, 4 anos)
Joana estava descrevendo para o avô sua primeira experiência no cinema:
– Na sala, tinha muitas e muitas cadeiras para as pessoas sentarem. O som era muito alto, tinha uma televisão beeeem grandona lá na frente e… – ainda mais surpresa – não tinha controle!
(Joana, 3 anos)
Outro dia, a Manu fez um chilique na padaria porque não compramos uma bonequinha que ela queria. Hoje, ela pediu de novo, lembrou do episódio e conversamos. Expliquei:
– Não podemos ter tudo o que queremos sempre, filha. Eu sei que é muito ruim querer e não ter. O nome disso é frustração.
E ela redefiniu:
– Não, mamãe. Chama raiva do trovão!
(Manu, 3 anos)
Estávamos no quarto contando histórias para dormir e pedi ao Benjamin que me contasse a da Chapeuzinho Vermelho. Ele começou:
– Era uma vez, a cha… cha… peuzinho…
Ele começou a gagueijar e eu interrompi:
– Filho, o que está acontecendo?
– Mãe, é que minha internet que tá fraca.
(Benjamim, 3 anos)