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BONS SONHOS

Estávamos contemplando o céu e o Yan comentou:
– Olha, mãe, tá noite.
– Sim, está! Você gosta mais da noite ou do dia?
– Da noite!
– Mas o dia é tão lindo, alegre…
E ele, como sempre, me matou e disparou:
– Mas à noite você não trabalha!

(Yan, 3 anos)

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SEGUNDAS INTENÇÕES

Chegou o aniversário do vovô e perguntei ao Miguel o que ele gostaria que eu comprasse para presenteá-lo:
– Quero dar um terno.
– Muito bom, filho. Só isso?
– Um sapato também.
– Ok. Um terno e um sapato.
– E uma caixa de bombom.
– Mas o vovô não come chocolate, filho.
– É, mas toda vez que ele ganha, ele dá pra mim.

(Miguel, 5 anos)

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ÓCIOS DO OFÍCIO

Nicole estava fazendo a lição e o irmão mais novo foi perturba-lá. O pai vendo a cena disse:
– Lucas, não atrapalhe sua irmã.
E ela prontamente respondeu:
– Não, papai, ele não atrapalha. É a lição que tá me atrapalhando.

(Nicole, 6 anos)

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ORA POIS!

Cecília estava assistindo um desenho no YouTube e de repente gritou:
– Mamãe, como se escreve “gays”?
– Mas o que você está querendo saber sobre gays, filha? Pode me perguntar.
– Eu quero saber como se escreve portu-gays.

(Cecília, 6 anos)

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MERO DETALHE

Eu e minha filha somos bem parecidas. Ao passarmos pelo espelho, vimos que estávamos com cabelos e óculos iguais e ela comentou:
– Olha, mamãe, somos iguaizinhas.
Abrimos um sorrisão. E ela continuou:
– Só falta seus dentes cairem pra ficar banguela igual a mim!

(Isadora, 5 anos)

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BUM-BUM TAN-TAN TIM-TIM

Estávamos na mesa conversando quando o assunto chegou em Covid-19 e a Alana me perguntou:
– Se a gente mata o vírus com álcool em gel, por que não usamos isso na vacina?
E a Lara rapidamente respondeu:
– Porque senão todo mundo vai ficar alcoolizado!

(Alana, 10 anos e Lara, 13)

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ANJINHO

Estávamos assistindo ao filme da Moana e, durante a cena em que a avó morre e vira uma arraia, eu comentei:
– Nossa, quando eu morrer quero virar um pássaro, para voar bem alto.
– Pra quê? Fantasmas já voam!

(Cecília, 6 anos)

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BUM-BUM TAN-TAN TIM-TIM

Estávamos na mesa conversando quando o assunto chegou em Covid-19 e a Alana me perguntou:
– Se a gente mata o vírus com álcool em gel, por que não usamos isso na vacina?
E a Lara rapidamente respondeu:
– Porque senão todo mundo vai ficar alcoolizado!

(Alana, 10 anos e Lara, 13)

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AH PARA

Fui levar meu irmão para cortar o cabelo e disse:
– Vamos cortar seu cabelo social.
Então, quando chegou a vez dele, virou para o moço e disse:
– Moço, vou querer um corte sensual.

(Gustavo, 7 anos)

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AMENDORUIM

Estava no supermercado com a minha sobrinha quando ela me pediu um chocolate e eu deixei ela pegar. Já no carro, ela virou e falou:
– O que está escrito aqui, tia Duda?
– Chocolate de amendoim.
– Preciso aprender a ler… odeio chocolate de amendoim!

(Gabriela, 5 anos)

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CUMA?

Júlia estava super interessada em aprender as letras. Um dia, ela falou comigo:
– Mamãe, adivinha o que eu tenho aqui na minha mão? Vou te dar uma dica: é de comer com cu.
– O que?!
– Sim, mamãe. Veja: “culher”

(Júlia, 4 anos)

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AMAR… GUINHO

Eu dei três quadradinhos de chocolate para os meus filhos. Eles pediram mais e eu respondi:
– Não, era só um pouquinho pra adoçar a vida.
– Então deu algo errado. Porque a vida ainda não está adoçada.

(Noah, 5 anos)

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MAU CAMINHO

Estava preparando o jantar e meu marido estava para chegar do trabalho. Então pedi ajuda para meu filho:
– Filho, por favor, coloque a toalha do papai no banheiro e depois vem aqui ajeitar a mesa para ele.
Depois de fazer tudo, ele olhou para mim e disse:
– Mamãe, sabia que quando eu crescer quero ser assim igual meu pai?
– É? Assim como?
– Assim… muito folgado.

(Pedro Victor, 5 anos)

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SUBINDO O TOM

Cecília estava na aula de canto virtual quando a professora perguntou para as crianças:
– Alguém aí sabe a diferença entre grave e agudo?
– Eu sei! – ela disse, levantando a mão.
– Ah, você sabe, Cecília? Pode falar!
– Grave é quando alguém fala assim: “ahh não!”

(Cecília, 6 anos)

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REFRIGÉRIO

Eu dava aula em um centro de reforço e um dos alunos chegava todos os dias tomando um sorvete que comprava de um dos vendedores ambulantes. Um dia, perguntei:
– Esse sorvete é bom mesmo, hein? Tu toma todo dia…
– Tia, eu nem gosto de sorvete.
– Ué? Por que você compra então?
– Para ajudar o homem do sorvete, tia. Ele trabalha nesse sol quente.

(Arthur, 6 anos)

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FILÉ MIAU

Cheguei em casa comendo um espetinho de carne e o Jorginho veio todo curioso:
– Ju, o que é isso ai que você está comendo?
– Espetinho de gato! Você quer?
– Eu quero.
Então levei a criança pra comprar o espetinho. O rapaz da barraquinha começou a falar:
– Tenho de kafta, de linguiça, frango, carne…
– Nããão! Quero um de gato mesmo, igual da minha irmã.

(Jorginho, 5 anos)

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VISÃO DE CARREIRA

Estou trabalhando em home office e, enquanto trabalhava, Lucas e Letícia estavam gritando e correndo pelo quarto. Eu falei:
– Pelo amor de Deus, eu estou trabalhando!
Aí o Lucas:
– Lelê, vamos ficar quietos, senão a mamãe vai demitir a gente.

(Lucas, 6 anos e Letícia, 4)

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DOBRANDO A APOSTA

Meu irmão estava brincando de mágica com minha filha e tirando moedas da orelha dela enquanto ela corria e guardava no cofrinho. Depois de guardar algumas moedas, ela falou:
– Agora tira dinheiro de papel, tio.

(Gabrielly, 6 anos)

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PERDÃO

Certo dia, estávamos jogando ludo e o Victor quis sair da brincadeira porque estava perdendo:
– Victor, volta para o jogo. Você tem que aprender a perder.
E ele, bravo e chorando, disse:
– Eu sei perder, sim. Eu perco toda hora. Eu não sei é ganhar.

(Vitor, 6 anos)

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NAS NUVENS

Cecília estava no parquinho e ajeitou sua boneca no colo para descer no escorregador:
– Prepare-se, Sarah! – ela disse.
No final da descida, virou pra boneca e perguntou:
– Você gostou?
E fez uma vozinha, como se a boneca estivesse respondendo:
– Uhuuu!
– Hum, acho que isso foi um “sim”.

(Cecília, 4 anos)