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Cinderela

O brinco da Esther havia caído durante uma brincadeira com seu avô. Ele tentando procurar o brinco no chão, sentiu a neta muito ansiosa e perguntou:
– O que foi, Esther?
– Vai logo, vô. Se você demorar mais um pouco o buraquinho fecha e eu viro menino.

(Esther, 3 anos)

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Dividir

Meu sobrinho estava me dizendo que será um jogador de futebol famoso.
Eu perguntei:
– Sério?! E o que você vai fazer com tanto dinheiro?
– Vou comprar um Camaro!
– E o que vai me dar?
– Uma carona.

(João Pedro, 6 anos)

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Orra, meu

Yori e Amara brigaram por causa de um brinquedo:
– É meu!
– Não, é meu. Me dá!
A mãe interveio:
– Aqui em casa não tem isso de “meu”, aqui tudo é “nosso”.
Algum tempo depois, na mesa de jantar, Yori apontou para um pote de mel em cima da mesa e perguntou:
– Mamãe, é mel?
E Amara respondeu:
– Não, Yori, é nosso.

(Yori, 5 anos e Amara, 2)

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Características

Eu estava limpando o quintal quando escutei um trecho da conversa do meu sobrinho com o amiguinho:
– Lucas, qual seu signo?
– Linguiça.
Pensativo, o amiguinho pergunta:
– Lucas, você sabe o que é signo?
– É o que eu mais gosto de comer, não é?!

(Lucas, 5 anos)

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Troca

Helena falou para a irmã mais velha (que tem 24 anos):
– A mamãe disse que vai dar os gatos.
– Então vamos dar a mamãe.
Helena ficou pensativa. Aí olhou para a irmã e disse:
– Se nós dermos a mamãe, quem vai limpar a casa?

(Helena, 4 anos)

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Educando

Estou há alguns dias tentando fazer com que minha mãe, que tem 75 anos, entenda que não é para sair de casa devido a pandemia.
Hoje o Gabriel falou para ela:
– Eu parei de ir para a escola, não estou brincando com meus amigos e a senhora passeando… Não me deixe triste, vovó!
Ela começou a chorar e prometeu que não vai mais sair de casa.

(Gabriel, 8 anos)

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Vocação

– Filhas, vocês já sabem o que querem ser quando crescerem?
Ana Teresa, seguindo a profissão da mãe, respondeu:
– Eu tenho certeza que vou ser arquiteta!
A Gabriela completou:
– E eu vou ser taxista. Adoro dirigir.

(Ana Teresa, 8 anos e Gabriela, 5)

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Empatia

– Bárbara, como foi na escola?
– Foi bem legal, fizemos um trabalho sobre qual tipo de gente queremos no mundo.
– Que legal, filha! E como você gostaria que fossem as pessoas?
– Mamãe, eu quero pessoas gentis e que tenham empatia.
O pai perguntou:
– E o que é empatia?
– Ohhh, papai! É a capacidade de se colocar no lugar do outro.

(Bárbara, 6 anos)

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Intenção

Estávamos indo almoçar na casa da minha avó em um dia bem quente e a minha irmãzinha estava com um tênis que parecia esquentar os pés. Perguntei:
– Por que você não escolheu uma sandália mais fresquinha?
– Porque eu queria “calçar” uma boa impressão.

(Betina, 6 anos)

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Filho

Na família temos três primos da mesma idade, sendo dois com o mesmo nome dos pais.
O Matheus desabafou:
– Pai, eu queria ter o nome igual ao seu também.
Emocionado, o pai perguntou:
– Meu filho, você queria se chamar Sebastião?
– Não. Eu queria que você se chamasse Matheus.

(Matheus, 10 anos)

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Vivendo e aprendendo

Minha filha é muito mandona, então estamos num trabalho constante para educá-la:
– Pai, quero água!
– O quê?
– Pai, quero água por favor!
Como ele demorou 3 segundos pra pegar o copo, escutou:
– Vai logo!
– Como é?
– Nada, tá indo muito bem!

(Maria Clara, 4 anos)

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Selvagem

Passei na lavanderia pra deixar um edredom pra lavar. O Theo perguntou:
– Mãe, por que tudo a gente tem que dar dinheiro?
– Porque a gente vive num mundo capitalista. A gente troca coisas ou serviços por dinheiro.
– E existe outro mundo?

(Theo, 6 anos)

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Mais gostoso

– Cecília, qual foi o momento que você mais gostou hoje na escola nova?
– Foi a hora do lanche, mamãe.
– Humm… comeu todo o lanche? Estava gostoso?
– Não, mamãe, é porque eu fiz uma nova amiga.

(Cecília, 5 anos)

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Tarde

Estávamos no quarto com a Julia, já eram dez da noite e ela estava brincando de Barbie quando comentou:
– Papai, quero pegar as minhas Lols também.
– Não, filha. A essa hora você já devia estar na cama.
Ela me olhou com cara de deboche e disse:
– Tarde demais, papai.

(Julia, 4 anos

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Importante

Estávamos jogando corrida no video game. Quando meu filho percebeu que estava perdendo começou a reclamar e pedir para que eu o deixasse ganhar.
Disse pra ele não levar tão a sério pois era apenas um jogo. Minha filha, ouvindo tudo, aconselhou:
– Miguel, é só um jogo. O importante não é ganhar, é discutir!

(Sarah, 7 anos)

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Espera

Na sala de espera do consultório, o médico chegou, entrou na sala dele e demorou para chamar.
A Alice começou a bater palmas e cantar bem alto:
– Médicoooo, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!

(Alice, 4 anos)

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Carnaval

Estava passando a máquina depiladora na perna enquanto Mariana saltitava feliz, com sua fantasia de carnaval, pronta para saírmos.
Quando ela me viu, disse:
– Não precisa passar essa maquininha, mamãe. Deixe assim e você pode ir de cactos.

(Mariana, 4 anos)

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Melhor definição

– Tio Alvaro, o que é isso?
– Isso é um enfeite, Rafinha.
– O que é enfeite?
– Enfeite é uma coisa que se usa para decoração. Você sabe o que é decoração?
– Sei sim, tio Alvaro. É quando você dá um presente de coração.

(Rafael, 4 anos)

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Nível

Estávamos discutindo no carro porque meu filho mais velho achava a escola nova muito difícil.
Até que paramos no sinal e Any, que estava olhando para fora, comentou:
– Coloca o Yan nessa escola ao lado… aqui o ensino é Médio!

(Any, 11 anos)

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Ufa

Mateus veio correndo para a sala com um dinossauro na mão, rugindo e me mostrando os dentes.
Entrei na brincadeira e falei:
– Socorro, um dinossauro.
Ele ficou preocupado e me acalmou:
– Não, mamãe. Não fica com medo. Sou eu, Mateus.

(Mateus, 3 anos)

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Se vira

– Filha, vou comprar sua fantasia de carnaval. Você vai querer se fantasiar de quê?
– Cinderela, mãe.
– Se eu não achar da Cinderela, compro qual?
– Você procura em outra loja, né mãe?!

(Maria Eduarda, 4 anos)

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Adjetivo

Pedro entrou no carro da mãe chateado e reclamando da irmã que dá trabalho:
– Sophia é fogo, mãe! É fogo!
– Ué, Pedro, se ela é fogo, você é o quê? Água?
– Não, sou um pingo.
– Um pingo?
– Sim, um pingo. Porque eu só dou um pingo de trabalho.

(Pedro, 5 anos)