Após fazer nossa oração para dormirmos, Samuel comentou:
– Mãe, esse vírus precisa ir embora logo porque ele deixa a gente com saudade das outras pessoas.
(Samuel Henrique, 6 anos)
Após fazer nossa oração para dormirmos, Samuel comentou:
– Mãe, esse vírus precisa ir embora logo porque ele deixa a gente com saudade das outras pessoas.
(Samuel Henrique, 6 anos)
O brinco da Esther havia caído durante uma brincadeira com seu avô. Ele tentando procurar o brinco no chão, sentiu a neta muito ansiosa e perguntou:
– O que foi, Esther?
– Vai logo, vô. Se você demorar mais um pouco o buraquinho fecha e eu viro menino.
(Esther, 3 anos)
Meu sobrinho estava me dizendo que será um jogador de futebol famoso.
Eu perguntei:
– Sério?! E o que você vai fazer com tanto dinheiro?
– Vou comprar um Camaro!
– E o que vai me dar?
– Uma carona.
(João Pedro, 6 anos)
– Minha filha, cadê seu pai e sua irmã?
– O papai tá colocando ela pra dormir, mãe.
– Ela chorou muito?
– Não, não se preocupe. O papai é uma boa mãe.
(Elza Sophia, 5 anos)
Yori e Amara brigaram por causa de um brinquedo:
– É meu!
– Não, é meu. Me dá!
A mãe interveio:
– Aqui em casa não tem isso de “meu”, aqui tudo é “nosso”.
Algum tempo depois, na mesa de jantar, Yori apontou para um pote de mel em cima da mesa e perguntou:
– Mamãe, é mel?
E Amara respondeu:
– Não, Yori, é nosso.
(Yori, 5 anos e Amara, 2)
Eu estava limpando o quintal quando escutei um trecho da conversa do meu sobrinho com o amiguinho:
– Lucas, qual seu signo?
– Linguiça.
Pensativo, o amiguinho pergunta:
– Lucas, você sabe o que é signo?
– É o que eu mais gosto de comer, não é?!
(Lucas, 5 anos)
Helena falou para a irmã mais velha (que tem 24 anos):
– A mamãe disse que vai dar os gatos.
– Então vamos dar a mamãe.
Helena ficou pensativa. Aí olhou para a irmã e disse:
– Se nós dermos a mamãe, quem vai limpar a casa?
(Helena, 4 anos)
– Mãe, quantos anos você demorou pra fazer 30 anos?
(Ulisses, 6 anos)
– Mamãe, como é o nome daquilo mesmo que te deixa nervosa?
– TPM?
– É! Pois eu tô com isso!
(Luiz Neto, 8 anos)
Em tempos de home office:
– Filho, vai brincar pra lá e deixa a mamãe trabalhar.
– Mas eu não estou te atrapalhando. Estou aqui no meu canto… É que meu canto é atrás de você.
(Rafael, 8 anos)
Minha tia estava fazendo uma oração antes de dormir:
– Que Deus cuide da vó Marlene, do vô Geraldo…
E o Francisco completou:
– …e do “vô Verine”.
(Francisco, 7 anos)
– Mãe, quando alguém morre dormindo, ela acorda e morre ou ela vai no embalo?
(Jessica, 9 anos)
Na cozinha:
– Vó, me empresta uma colher?
– Qual colher você quer?
– De mexer, vó!
(Maria, 3 anos)
Eu estava ensinando meu afilhado a contar os números em inglês:
– Repita com a Dinda: thirteen (13), fourteen (14), fifteen (15)…
– Tortinho, fortinho, fifitinho.
(Bernardo, 3 anos)
– Deus criou o mundo em seis dias. E no sétimo dia, o que Ele fez?
– Ele morreu.
– Não, ele descansou.
– É a mesma coisa. Porque minha mãe falou que só vai descansar quando morrer.
(Laura, 6 anos)
– Mamãe, vou pedir para brincar de estátua com o coronavírus. Aí ele fica parado e não pega ninguém.
(Heitor, 5 anos)
Estou há alguns dias tentando fazer com que minha mãe, que tem 75 anos, entenda que não é para sair de casa devido a pandemia.
Hoje o Gabriel falou para ela:
– Eu parei de ir para a escola, não estou brincando com meus amigos e a senhora passeando… Não me deixe triste, vovó!
Ela começou a chorar e prometeu que não vai mais sair de casa.
(Gabriel, 8 anos)
– Filhas, vocês já sabem o que querem ser quando crescerem?
Ana Teresa, seguindo a profissão da mãe, respondeu:
– Eu tenho certeza que vou ser arquiteta!
A Gabriela completou:
– E eu vou ser taxista. Adoro dirigir.
(Ana Teresa, 8 anos e Gabriela, 5)
Era hora de dormir e eu disse:
– Filho, eu te amo daqui até a lua.
– Mamãe, eu te amo daqui até o ventilador.
– Como assim?
– A lua tá muito longe. Eu gosto de te amar de pertinho.
(Isaac, 5 anos)
Conversando hoje com meu filho sobre o coronavírus, ele me perguntou:
– Mamãe, aqui tem água e sabão?
Será que com a bolinha de sabão a gente protege o mundo inteiro?
(Cauã, 3 anos)
– Mãe, que dia é meu aniversário?
– 27 de julho.
– Tô perguntando o meu, mãe, nem conheço esse Júlio.
(Lívia, 3 anos)
Meu sobrinho levou uma picada de abelha. Saiu chorando e dizendo:
– Eu vou morrer!
Então, meu outro sobrinho foi tentar confortá-lo:
– Relaxa. Não vai, não. Eu conheço a abelha.
(Kelvin, 6 anos e Bernardo, 8)
– Bárbara, como foi na escola?
– Foi bem legal, fizemos um trabalho sobre qual tipo de gente queremos no mundo.
– Que legal, filha! E como você gostaria que fossem as pessoas?
– Mamãe, eu quero pessoas gentis e que tenham empatia.
O pai perguntou:
– E o que é empatia?
– Ohhh, papai! É a capacidade de se colocar no lugar do outro.
(Bárbara, 6 anos)
Estávamos indo almoçar na casa da minha avó em um dia bem quente e a minha irmãzinha estava com um tênis que parecia esquentar os pés. Perguntei:
– Por que você não escolheu uma sandália mais fresquinha?
– Porque eu queria “calçar” uma boa impressão.
(Betina, 6 anos)
Na família temos três primos da mesma idade, sendo dois com o mesmo nome dos pais.
O Matheus desabafou:
– Pai, eu queria ter o nome igual ao seu também.
Emocionado, o pai perguntou:
– Meu filho, você queria se chamar Sebastião?
– Não. Eu queria que você se chamasse Matheus.
(Matheus, 10 anos)
Minha filha é muito mandona, então estamos num trabalho constante para educá-la:
– Pai, quero água!
– O quê?
– Pai, quero água por favor!
Como ele demorou 3 segundos pra pegar o copo, escutou:
– Vai logo!
– Como é?
– Nada, tá indo muito bem!
(Maria Clara, 4 anos)
– Manu, por que as mulheres são tão dramáticas?
– Porque sentimos muito.
(Caua, 4 anos e Manú, 6)
– Mamãe, te amo mais do que todos os alienígenas que existem.
(Theo, 6 anos)
Um grupo de crianças estava conversando sobre signos. Rafa estava quietinho então resolvi puxar assunto.
– Qual seu signo, Rafa?
– É que eu ainda não tenho bichinho de estimação… Mas eu sei que vou ganhar o meu logo!
(Rafael, 5 anos)
Passei na lavanderia pra deixar um edredom pra lavar. O Theo perguntou:
– Mãe, por que tudo a gente tem que dar dinheiro?
– Porque a gente vive num mundo capitalista. A gente troca coisas ou serviços por dinheiro.
– E existe outro mundo?
(Theo, 6 anos)
Meu irmão falando com o amigo ao telefone:
– Vou desligar, tá? Tem dia que você tá mais legal e hoje não é esse dia.
(Luiz, 7 anos)
– Titia, o amigo do meu pai morreu, sabia?
– Vixe, Nicole, e ele ficou triste?
– Não, ele só morreu mesmo.
(Nicole, 4 anos)
– Nossa, R$ 900,00 um apartamento sem entrada, mamãe?
– Sim, por quê?
– Por onde a pessoa vai entrar?
(Cora, 8 anos)
– Cecília, qual foi o momento que você mais gostou hoje na escola nova?
– Foi a hora do lanche, mamãe.
– Humm… comeu todo o lanche? Estava gostoso?
– Não, mamãe, é porque eu fiz uma nova amiga.
(Cecília, 5 anos)
Estávamos no quarto com a Julia, já eram dez da noite e ela estava brincando de Barbie quando comentou:
– Papai, quero pegar as minhas Lols também.
– Não, filha. A essa hora você já devia estar na cama.
Ela me olhou com cara de deboche e disse:
– Tarde demais, papai.
(Julia, 4 anos
Estávamos jogando corrida no video game. Quando meu filho percebeu que estava perdendo começou a reclamar e pedir para que eu o deixasse ganhar.
Disse pra ele não levar tão a sério pois era apenas um jogo. Minha filha, ouvindo tudo, aconselhou:
– Miguel, é só um jogo. O importante não é ganhar, é discutir!
(Sarah, 7 anos)
Na sala de espera do consultório, o médico chegou, entrou na sala dele e demorou para chamar.
A Alice começou a bater palmas e cantar bem alto:
– Médicoooo, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!
(Alice, 4 anos)
– Mamãe, quando eu crescer eu vou ter um cachorro que late, um gato que mia e um marido… Mas ainda não tenho certeza sobre o marido.
(Luiza, 5 anos)
Meu sobrinho estava vendo um desenho de dinossauro em chinês, então eu falei:
– Miguel, esse desenho está em chinês, não dá pra entender nada.
– Mas eles não riem em chinês.
(Miguel, 5 anos)
Estava em casa com minha filha fazendo tarefa de matemática, havia uma ilustração e um texto problema que li:
– Carol tinha dois lápis e ganhou mais dois. Carol ficou com?
– Contente!
(Heloisa, 5 anos)
Filha, qual a música de carnaval que você mais gostou?
– A da Bela Adormecida.
– Que música é essa, filha?
– Se você fosse sincera, ô ô ô ô Aurora…
(Júlia, 4 anos)
Estava passando a máquina depiladora na perna enquanto Mariana saltitava feliz, com sua fantasia de carnaval, pronta para saírmos.
Quando ela me viu, disse:
– Não precisa passar essa maquininha, mamãe. Deixe assim e você pode ir de cactos.
(Mariana, 4 anos)
– Tio Alvaro, o que é isso?
– Isso é um enfeite, Rafinha.
– O que é enfeite?
– Enfeite é uma coisa que se usa para decoração. Você sabe o que é decoração?
– Sei sim, tio Alvaro. É quando você dá um presente de coração.
(Rafael, 4 anos)
– Mamãe, a caneta cabeu.
– Se fala “coube”, filho.
– Mamãe, a coube cabeu.
(Luís, 3 anos)
Estávamos discutindo no carro porque meu filho mais velho achava a escola nova muito difícil.
Até que paramos no sinal e Any, que estava olhando para fora, comentou:
– Coloca o Yan nessa escola ao lado… aqui o ensino é Médio!
(Any, 11 anos)
Meu irmão estava brincando de vendedor e falou:
– Promoção! Promoção! Leve 1 e pague 2!
(Hector, 6 anos)
Mateus veio correndo para a sala com um dinossauro na mão, rugindo e me mostrando os dentes.
Entrei na brincadeira e falei:
– Socorro, um dinossauro.
Ele ficou preocupado e me acalmou:
– Não, mamãe. Não fica com medo. Sou eu, Mateus.
(Mateus, 3 anos)
– Filha, vou comprar sua fantasia de carnaval. Você vai querer se fantasiar de quê?
– Cinderela, mãe.
– Se eu não achar da Cinderela, compro qual?
– Você procura em outra loja, né mãe?!
(Maria Eduarda, 4 anos)
Pedro entrou no carro da mãe chateado e reclamando da irmã que dá trabalho:
– Sophia é fogo, mãe! É fogo!
– Ué, Pedro, se ela é fogo, você é o quê? Água?
– Não, sou um pingo.
– Um pingo?
– Sim, um pingo. Porque eu só dou um pingo de trabalho.
(Pedro, 5 anos)
– Mãe, quero um bolo de chocolate.
– Vai lá na tia Cieuda, pega um fiado e diz que eu pago amanhã.
– Mãe, eu não gosto de fiado, gosto de bolo de chocolate.
(Maria Lili, 6 anos)