Estava explicando pro Davi como as pessoas de Dubai vivem:
– Lá em Dubai as pessoas tem até animais selvagens de estimação, filho.
– Mamãe, se eu fosse “Dubaiano”…
(Davi Henrique, 9 anos)
Estava explicando pro Davi como as pessoas de Dubai vivem:
– Lá em Dubai as pessoas tem até animais selvagens de estimação, filho.
– Mamãe, se eu fosse “Dubaiano”…
(Davi Henrique, 9 anos)
Cecília estava jogando videogame pela primeira vez. Depois de vários minutos mexendo no controle sem conseguir fazer o personagem do jogo sair do lugar, finalmente ele se mexeu. Pouco modesta, ela comentou:
– Uau! Alguém está pegando o jeito, hein…
(Cecília, 4 anos)
– Aquela máquina de pegar ursinhos de pelúcia é difícil. Ela é de tentar, não de pegar.
(Pedro, 4 anos)
– Tia, eu e minha irmã achamos um cachorrinho debaixo do “Augusto”.
– Mas quem é Augusto e por que vocês estavam falando com estranhos?
Ele me olhou com uma carinha de confuso e falou:
– Tia, Augusto não é aquela árvore pequena que fica no chão?
(Lorran, 5 anos)
Minha mãe colocou um vestido para passar o réveillon e perguntou:
– Alícia, tá feia a roupa da vovó?
– Não tá feia, vovó. Tá linda a sua fantasia.
(Alícia, 3 anos)
As visitas estavam para chegar em casa. Letícia invadiu o quarto enquanto a mãe se trocava, na tentativa de fugir da irmã que deveria arrumar seu cabelo. A mãe falou:
– Lê, as visitas estão chegando. Desse jeito elas vão olhar e dizer: “Nossa, que menina descabelada!”
Letícia tirou a chupeta da boca e respondeu:
– Não. Eles vão olhar e vão dizer: “Nossa, que mulher pelada!”
(Letícia, 3 anos)
Estávamos com visitas em casa e o Benjamin pediu:
– Mãe, deixa elas dormirem aqui?
– Mas, filho, onde? Aqui não tem espaço…
– Tem, sim. Elas podem dormir no quarto de óbitos.
(Benjamin, 3 anos)
Depois de um ano sem ver minha prima, cheguei em casa de viagem. Ela correu, me abraçou e falou:
– Nossa, eu estava com tanta saudade guardada.
(Maria Alice, 6 anos)
Final de ano na escola. Os alunos faziam um trabalho relacionado ao Natal. Gabriel levantou e foi tirar uma dúvida com a professora:
– Professora, como é que se escreve áspero?
A professora soletrou a palavra, mesmo sem entender como ela entraria no tema proposto. No final da atividade, o menino entregou o trabalho. Nele estava escrito:
“Feliz Natal e um Áspero Ano Novo!”
(Gabriel, 8 anos)
– Mamãe, estou preocupada.
– O que foi, Gabi?
– Eu pedi um ursinho de presente para o Papai Noel, mas esqueci de dizer que eu queria de pelúcia.
(Gabriela, 3 anos)
Augusto estava na sala e gritou para o irmão que estava na cozinha:
– Gabriel, traz um limão daí.
Eu, na cozinha, disse:
– Não ouvi a palavra mágica, Augusto.
– Gabriel, traz o limão, abracadabra.
(Augusto, 7 anos)
Estávamos falando sobre a prova do Detran que a Dona Célia, avó da Manu, reprovou. E eu perguntei para meu marido:
– Ela reprovou em quê?
E a Manu respondeu:
– Ela reprovou na Monaliza.
(Manu, 7 anos)
Miguel se referindo a sua irmã de 1 mês:
– Mãe, o ar que ela respira é muito cheiroso.
(Miguel, 6 anos)
Minha irmã e eu estávamos conversando com minha sobrinha e perguntamos:
– O que fizeram no recreio, Lalá?
– Corremos, ué!? Chegou a sair lágrima da testa.
(Lavínia, 6 anos)
Minutos antes do Davi dormir, eu falei:
– A mamãe ama você.
– Eu sei.
– Como você sabe?
– Porque quando eu te beijo, você ri.
(Davi, 5 anos)
Minha tia e eu estávamos no parquinho com meu primo e falamos pra ele ir fazer amizade com um grupo de crianças que já estavam por lá quando chegamos. Ele foi. E na tentativa de fazer novos amigos, chegou perto das crianças e falou:
– E aí, quem peidou?
(Júlio, 4 anos)
– Ô mãe, você já explicou para os meus irmãos o real significado do Natal?
– Ainda não, Mi.
– Pode deixar que eu explico: gêminhos, o Natal significa que Jesus nasceu e lá na Páscoa ele vai morrer e nascer de novo. Tipo o Deadpool.
(Miguel, 6 anos)
Perguntei ao meu filho se ele queria ganhar um patinete de natal e ele respondeu:
– Não! Quero ganhar um patinete de dinossauro.
(Leonardo, 2 anos)
Minha filha chupava o dedo escondido, e um dia perguntei:
– Você está chupando o dedo de novo?
– Não, mãe. Eu estou só coçando o dente.
(Bibiana, 4 anos)
Estávamos na casa da minha mãe, quando chegou minha avó andando devagar. Matheus ficou observando e quando ela se afastou ele perguntou:
– Mamãe, quando é o aniversário da bisa?
– Vai demorar ainda. Por que, filho?
– É que eu queria dar uma roupa do Flash pra ela.
(Matheus, 4 anos)

– Davi, quando você for adulto vai poder dirigir o carro do papai. Você quer?
– Quero. Mas, quando o papai vai virar criança para poder sentar na cadeirinha?
(Davi, 3 anos)
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Saí da cozinha correndo e falei para minha mãe:
– Tem um morcego voando na cozinha!
Minha sobrinha ouviu e respondeu:
– É o Batman!
(Carol, 5 anos)
– Eu amo quando a mamãe vai trabalhar.
– Por que você ama?
– Porque ela volta todos os dias. E eu amo quando ela volta pra casa.
(Liam, 3 anos)
– Mamãe, você é linda!
– Meu amor, eu estou com conjuntivite. Meu olho está vermelho.
– Mas você sabia que vermelho é minha cor favorita?
(Eloah, 4 anos)
Meu tio pediu para meu primo participar da reza:
– Seja feita a sua vontade, assim na terra como no…
– No shopping.
(Filipe, 3 anos)
A Lara ganhou uma maçã do amor e comeu só o caramelo. A avó perguntou:
– Você não vai comer a maçã?
– Não, eu só quero o amor.
(Lara, 3 anos)
– Mamãe, eu tô com fome.
– Você só pensa em comer, menino.
Pausa de três segundos e escuto:
– Você não?!
(Luiz, 6 anos)

As meninas estavam brincando de fazer um colar e eu esqueci a tesoura grande no chão.
Estava na cozinha, quando a Nina chegou, toda brava, com a tesoura na mão:
– Mamãe guarda isso. É perigoso pra mim.
(Nina, 3 anos)
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No auge do verão, minha irmã foi se despedir antes de dormir:
– Vovó, vou mimir.
– Boa noite, minha filha. Que a Nossa Senhora te cubra com o seu manto.
– Ah não, vó. Está muito calor!
(Melina, 2 anos)
– Mãe, vou te contar uma historinha: Era uma vez um patinho feio, ele era diferente dos outros patinhos e por isso todos riam dele. Mas um dia ele cresceu, se tornou um lindo pônei e viveu feliz pra sempre.
(Danilo, 6 anos)
A professora da Maria Clara perguntou para cada aluno qual seu animal de estimação favorito. Quando chegou a vez da Maria Clara ela respondeu:
– Tia Ediane, meu animal prefiro é galinha caipira com arroz.
(Maria Clara, 5 anos)
Era um dia chuvoso e eu ia sair com meu filho. Quando ele viu a chuva, olhou pra mim e perguntou:
– Mamãe, a gente vai “dibardi”?
– O que, Enzo? “Dibardi”?
– É, mãe… “dibardi” chuva.
(Enzo, 4 anos)
Em um dia de domingo chamei a Eduarda para me fazer um favor:
– Eduarda, por favor, vai na vendinha pra mim e compra uma Itubaina?
Eduarda foi, porém não tinha entendido muito bem o nome, quando voltou me disse:
– Evelyn, o moço riu da minha cara e disse que lá não vende cocaína.
(Eduarda, 9 anos)
– Tia, me ajuda a escolher minha roupa?
– Ajudo.
– Acho que eu vou usar minha bota preta, porque a rosa não vai ficar boa, né?
– Eu acho que a rosa fica boa, sim.
– Não, eu vou usar a preta mesmo.
– Você pediu ajuda, mas você já sabe o que quer.
– É que eu pensei que a sua ideia seria boa.
(Juliana, 7 anos)
A dinda viu um machucado no Felipe e perguntou preocupada:
– Felipe, onde você fez esse machucado?
– Eu machuquei na casa da tia Macha (Márcia).
O Arthur ouviu e rebateu:
– Não é tia Macha. É tia Marcha.
(Arthur e Felipe, 4 anos)

Logo pela manhã, depois do dia do seu aniversário, a tia perguntou:
– Gaby como você se sente com 6 anos?
Ela, com um semblante sério, virou para tia e respondeu:
– Estou me sentindo responsável.
(Gaby, 6 anos)
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– Guilherme, o que você quer ser quando crescer?
– Quero ser piloto de avião, pai.
Gabi entrou na conversa e comentou:
– Eu quero ser igual a Ná.
– Que linda, filha. Quer ser arquiteta!
– Não, pai. Solteira!
(Gabi, 4 anos)
– Sofia, está chegando o seu aniversário. Que dia você nasceu?
– Dia 31 de janeiro de 2014, titia.
– Muito bem, meu amor. Então o seu aniversário está chegando. Você já pensou no presente?
Surpresa e indignada, concluiu:
– Opa! Eu nasci no dia do meu aniversário? Meu Deus!
(Sofia, 5 anos)
– Bibi, você que é mais nova, pega a tesoura lá na cozinha pra vó?
– Ah vó, vai você que é mais bonita!
(Gabriela, 8 anos)
Minha sobrinha atendeu o telefone e a moça perguntou:
– Oi, posso falar com o responsável?
E ela respondeu:
– Moça, não mora nenhum responsável aqui.
(Duda, 7 anos)
Passeando com o Miguel, tentando animá-lo no período pós operatório, comento que muitas pessoas estavam querendo saber notícias e emendei:
– Filho, você é querido, bonito, educado, gentil, prestativo, está sempre pronto ajudar…
Ele me interrompeu:
– Prestativo não! De vez em quando eu falo umas coisas que não presta.
(Miguel, 8 anos)
– Daniel, qual gelatina você quer? A vermelha ou a verde?
– A vermelha, papai… Depois a verde.
(Daniel, 3 anos)
Haverá uma corrida de crianças no condomínio onde moro e perguntei para o Caco e para a Cecília se eles gostariam de participar. Os dois responderam empolgados:
– Siiiiim!
Em seguida, o Caco falou:
– Não! A Cici não!
– Mas eu quero, Caco.
– Não, Cici!
– Mas eu deixo você ganhar, Caco.
– Então tá bom! Então pode.
– Caco, eu vou torcer pra você! Eu vou torcer pra você comendo um salgadinho.
(Caco e Cecília, 4 anos)

Estávamos em uma praça e minha sobrinha viu uma criança correndo pela rua. Então ela comentou:
– Olha aquela criança brincando na rua. Que perigo!
Cinco segundos depois, ela mesmo falou:
– Eu falei criança (risos). Até parece que eu sou adulta, né?
– Pois é (risos).
Então ela emendou:
– É porque eu tenho juízo, titia.
(Letícia, 8 anos)

Eu e meu sobrinho estávamos no táxi e o motorista ultrapassou o sinal vermelho. Ele não resistiu e comentou:
– Moço, eu vi você passando no sinal vermelho. Não pode! Tem que ser no verde! Por acaso você não sabe disso? Tem que ter segurança!
(Henrique, 5 anos)

Eu e meu pai fomos colher pitangas no jardim. Para isso, pegamos uma escada e decidimos pegar as frutas que estavam no alto. De repente, a escada onde meu pai estava quebrou e eu precisei fazer força para que ele não caísse. Gritei e pedi pra ele descer rápido. A Nicole, que nesse momento estava jogando, correu em nossa direção e disse:
– Vocês dois ainda vão me matar do coração!
(Nicole, 8 anos)

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– Vitor, o que você vai pedir de presente pro Papai Noel?
– Um Kinder Ovo.
– Mais o quê? Só isso?
– Sim, ué?! Eu quero um Kinder Ovo.
– Então vou pedir pra ele te dar dois.
Não se contendo de alegria, ele perguntou:
– Dois?! Eu posso ganhar dois?
(Vitor, 3 anos)
– Filha, lembra que a gente combinou que nadaria até o sol se pôr?
– Lembro.
– Então, o sol já se pôs. Vamos sair da piscina?
– Mamãe, deixa eu nadar só mais 5 quilômetros?
(Cecília, 4 anos)
Minha filha se chama Julia. Nós sempre a chamamos de Jú ou Juju. Um dia, estávamos brincando e em dado momento eu a chamei de Xuxu. Em um outro dia, seguindo a vida, eu a chamei de Jú e ela me respondeu:
– Mamãe, não me chame de Jú não.
– Ué, filha, você não gosta? É uma forma carinhosa.
– Eu prefiro que chame de Xuxu, porque assim é só você que me chama. E eu me sinto só sua!
(Julia, 5 anos)
– Mamãe, eu tô com fome.
– Você só pensa em comer, menino.
– Você não?!
(Luiz, 6 anos)
– Mamãe, Finados comemora o dia dos finos?
(Ana Luiza, 6 anos)
Estava limpando o espaço da minha cadela e meu sobrinho me observando com cara de atenção. Então perguntei:
– Dadá, por quê você é tão lindo assim?
– Ah, tia Lala, acontece que eu não sou tããão lindo assim. É que você me ama muito e o amor faz com que a gente enxergue beleza nas coisas.
(Davi Lucca, 4 anos)