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Um minuto para os comerciais

Ontem, estávamos na festa da nossa Igreja, o Hermes brincou muito, e se sujou na mesma proporção. Chegamos em casa e ele foi direto pro chuveiro. Depois de o convencer de que ele não precisava de detergente pra se limpar, ele tomou um banho bem caprichado. Acabando, ele se olhou no espelho e comentou:
– Babá, olha meu joelho, nunca ficou tão limpo assim. To branquinho, branquinho, igual eu vim ao mundo, só que maior um pouquinho.
Eu dou uma risada e digo:
– Eee Hermes, só você mesmo.
E ele finaliza:
– Manda pro Frases de Crianças.

(Hermes, 8 anos – nosso garoto-propaganda)

Enviado pela Bárbara Caretta

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Cata-vento

Dia desses, indo de carro para a casa dos avós, a Yasmin, enquanto observava os moinhos de vento pela janela (moramos na Holanda), perguntou:
– Pra que servem os moinhos de vento?
E o papai sugeriu:
– Fala pro papai pra que você acha que serve, depois o papai te fala se está certo ou não e te explica.
A Yasmin pensou um pouco e disse:
– Eu acho que os moinhos de vento existem pra soprar as núvens embora, e assim o sol poder aparecer de novo.

(Yasmin, 3 anos)

Enviado pela Rose Tuin

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Menino do Rio

– Vinícius, já contou pra vovó que você vai conhecer a praia?
– É, eu vou conhecer a praia…
– É, vovó, o Vinícius vai voltar moreninho.
– Nããão, mamãe, eu vou voltar de carro!

(Vinicius, 2 anos)

Enviado pela Aline

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Sábado Animado

A Nicolly gosta muito da Maisa. Um belo dia, ela virou sua motoca e ficou girando a sua rodinha. Ela saía correndo e gritando: “Computador! Computador!”.
E eu, sem entender nada, fiquei pensando por que ela estava fazendo isso, até que percebi que ela estava imitando a Maysa e perguntei:
– Você é a Maisa?
E ela respondeu:
– Um beijão! E agora assiste o desenho!!

(Nicolly)

Enviado pela Sabrina Soares

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Cotonete 8

– Mãe, como coloca no 8?
– Não tem nada no canal 8, Lucas.
– Mas meu amigo disse que a noite passa o Ben10 no Cotonete 8.
– Hã!?

Pausa, pára, pensa: ”Cartoon Network”.

(Lucas)

Enviado pela Simone Holanda

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Eram umas vezes…

– Mamãe?
– Oi, Nina.
– Você conta uma história?
– Conto.
– Mãe, como você tem dois olhos, então você precisa contar duas histórias.
– …
– Vai, mãe, conta.
– Nina, mas como eu só tenho uma boca, então eu só vou contar uma história.
– …
– Te peguei!
– Mãe?
– Oi.
– Mas como você tem vááários dentes, então vai contar vááárias histórias. Beleza?

(Nina, 3 anos)

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Benjamin Button

– Titiê, hoje na sala o Valdemir…
– Valdemir?
– É.
– Valdemir, Caio?
– É titiê, meu amigo.
– Você tem um amiguinho chamado Valdemir?
– Tenho titiê.
– Coitado… já tem nome de adulto.
– É… mas ele vai ficar adulto.

(Caio, 6 anos)

Enviado pelo Sérgio Dantas

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Mãe judia

Minha mãe está lendo um livro sobre mães judias (O Complexo de Portnoy). Ela comentou comigo, observando meu relacionamento com minha filha:
– Alexandra, tu é a própria mãe judia.
– Não sou não.
Minha filha interrompe e fala:
– É sim. Tu às vezes judia de mim.

(Catarina, 7 anos)

Enviado pela Alexandra, do Destemperadinhos

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Barriga cheia

O Emanuel estava vendo as fotos da mamãe grávida e alguém perguntou:
– Quem é que estava ai dentro da barriga da mamãe?
E a resposta certeira:
– Um monte de arroz, macarrão e feijão.

(Emanuel, 2 anos)

Enviado pela Flávia Riepenhoff

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Comprando um pedacinho do céu

Devido ao ar seco que tem feito em São Paulo, os avós da Ísis compraram um umidificador de ar. Ao ver o aparelho em funcionamento, ela imediatamente o batizou de “máquina de fazer nuvem” e começou a abanar os braços no ar e cantarolar:
– O céu é meeeu!!! O céu é meeuu!!!”

(Ísis, 3 anos)

Enviada pelo Bruno Loturco

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Pé de moleca

O pai tentava usar sua “autoridade” para fazer a filha permanecer calçada.
– Isabelle, não tire o sapato!
A menina então olhou para o pai, tirou o sapato e disse, acariciando o pé:
– Mas, pai, olha que pezinho mais bonito!

(Isabelle, 2 anos)

Enviada pelo Rui Luis

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Crônica: O tempo, o amor e um Chevette 1982

Amigos,

Faz tempo que não fazemos isso por aqui, por isso quero pedir licença para postar um texto nosso mais longo aqui no Frases. É uma crônica sobre filhos, sobre pais, sobre a Nina e pode ser que valha a pena. Esperamos que gostem.

Abraços e bom fim de semana.

O tempo, o amor e um Chevette 1982

por Luiz Henrique Matos

Ela agora me liga no meio do dia para pedir coisas. Estou no escritório, toca o telefone, percebo que é o número de casa e acho que é assunto sério. Então uma voz fina do outro lado derrete minha postura de profissional empenhado, pedindo para que eu leve algum doce no fim do dia, perguntando se pode ir brincar na casa da avó ou querendo assistir um DVD diferente.

Não reclamo, eu gosto. Apesar do constrangimento em falar com uma criança no telefone diante de uma audiência concentrada no trabalho, atender as ligações da minha filha ou esposa durante o dia é como fazer uma visita instantânea até em casa.

Outro dia, tocou o telefone e era ela outra vez.

– Alô?
– Papai…
– Oi, filha?
– Eu quero você aqui.
– O quê?
– Eu quero você aqui em casa agora.

Crianças…

Ela não quer saber se vivemos em uma mansão ou numa quitinete, se dirijo o carro do ano ou um Chevette 1982. Para ela pouco importa o cargo que ocupo, a marca da roupa estampada em sua camiseta suja de chocolate, a quantidade de prêmios que ganhei – e não ganhei nenhum, se quer saber – ou qualquer dessas coisas que nos parecem fundamentais em grande parte do tempo.

Ela não se importa com o valor dos presentes que ganha. Aliás, ela nem se importa com presentes. Ela é feliz quando os recebe e também é quando nada acontece. Basta a brincadeira, uma nova história e pessoas ao seu lado.

A cada mês, minha menina deixa de ser aquele serzinho dependente e começa a revelar um pouco de sua personalidade. Ela tem olhos bons. Quando sorri, eles ficam apertados entre as bochechas e as sobrancelhas. De uns tempos pra cá, os cachos já encostam nos ombros, seu rostinho já não está tão fofo e o português vai se ajustando num vocabulário correto e claro nas idéias que quer expressar. Se em algum momento eu achei que tinha qualquer controle sobre as coisas, já não me iludo.

E aos poucos, limitado como sou, vou percebendo que longe de objetos e artifícios de que lanço mão para mostrar o bom pai que pretendo ser, ela prefere que eu lhe dê algo mais simples: tempo.

E ela não está interessada em recompensas, não espera que eu retribua o seu carinho, ela só me quer por perto. Ela quer alguém para viajar junto em sua imaginação, quer jogar qualquer coisa, brincar do que der na telha, quer um leite fresquinho quando acorda e um braço pra se apoiar enquanto a Dora, a Aventureira, resgata algum animal perdido na floresta.

Nada do que ela me pede, nada, me custa mais do que um mísero centavo. A verdade é que as crianças tem um tipo de amor que eu não entendo e não expresso. Um amor desinteressado, gratuito, livre de coisas, que não exige condições, que aceita um pedido de desculpas quando a gente deixa de brincar e que espera o dia inteiro, às vezes bem longo, só para ganhar um colo e ouvir uma nova história antes de dormir.

– Nina, as princesas dormem sozinhas em suas próprias camas, sabia?
– Mas, pai, a princesa quer ficar aqui, perto do príncipe.

Ela me acha bonito.

Às vezes eu me pego pensando no dia em que ela vai descobrir que eu não sou “o” cara. De príncipe, herói e marido exemplar, um dia minha menina vai me achar careta, fraco e pedir para que eu estacione a 300 metros da escola para que os amigos não a vejam entrar no carro comigo. Mas até que isso aconteça, deixo as preocupações para a hora apropriada. Enquanto ela ainda se sente suprida simplesmente por eu sentar ao seu lado no sofá, eu desfruto.

Eu me regozijo em sua inocência, no pensamento puro, nos contos de fadas, nas palavras mal faladas e no cheiro de xampu de neném que ainda perfuma uma parte da casa.

– Pai…
– Oi, Nina.

Ela me mostra a mão espalmada.

– Você fica… você fica só mais assim, ó. Fica só mais cinco minutos comigo?
– Claro, querida. Como não?

Sorri.

– Tá. Então senta, pai.

Ela não me cobra se estou acima do peso, não quer saber serei um sujeito careca daqui um tempo e também não liga se não me visto segundo o catálogo da Armani. Ela só quer que eu esteja ali.

Pais são assim. Às vezes, depois que passamos da infância e, num instante crescemos, pode acontecer de o assunto acabar. Pode ser que o encanto se quebre. Pode até ser que filhos e pais, em função do tempo e das circunstâncias, deixem de ter a afinidade natural, aquela amizade que parecia instransponível lá atrás. Mas inexplicavelmente, a gente sabe o quanto precisa deles. Bem, às vezes nem sabemos, mas notamos que em determinados momentos, precisamos daquele colo, daquele cheiro, sentimos falta de estar perto, gastando um tempo que parece à toa, mas que preenche um vazio que só esse tipo amor pode completar.

O primeiro amor, aquele desinteressado, que tudo sofria e suportava, que acreditava e esperava, de repente parece cheio de condições, cercado de regras, empoeirado, espremido entre tantas lembranças naquele baú esquecido no sótão. E a gente sente saudades mas não sabe como voltar.

Nesses momentos, numa fagulha, filhos se distanciam, amigos se perdem, casais se separam e o homem, ao longo da história, se afasta do seu Criador.

O filho perde de vista o Pai, que nunca deixou de esperar pela volta de sua criança, ansioso, aguardando por mais uns minutinhos. E Deus tenta dizer que ele não quer súditos ou empregados que o sirvam com sacrifício, ele quer seus filhos invadindo a cozinha, cansados de correr no quintal, pedindo por uma história, contando sobre o novo amigo e precisando de um copo de água para saciar sua sede.

E como em qualquer relacionamento, um e outro não esperavam mais do que presença, nada além daquele amor simples, o respeito, carinho… nada que se represente em coisas, nenhuma grande fortuna. Talvez uma aventura frustrada a bordo de um Chevette, uma história para contar juntos, talvez uma conversa franca de vez em quando.

No amor, não se dá nada que custe mais do que um mísero centavo.

(Publicada originalmente no missaovirtual.com)
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Sem embromation

A madrinha de Ana Beatriz, professora, comprou alguns gibis em inglês para passar a seus alunos. A Bia, como adora um gibi, viu e já foi logo pegando para ler quando, de repente, resmunga em voz baixa:
– Eu juro que sabia ler, eu sabia ler (alterando a voz)! Minha dindinha, pode perguntar para a professora, eu sabia ler direitinho.

(Ana Beatriz, 6 anos)

Enviado pela Ana Paula

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Item de fábrica

A Larissa ganhou uma irmãzinha. No dia de conhecer o bebê, a mãe a colocou em seu colo e ela, curiosa, não parava de olhar intrigada para as carinhas que a irmãzinha fazia. De repente, assustada, ela vira para a mãe:
– Mamãe! Ela já vem com língua!

(Larissa, 4 anos)

Enviado pela Miriam Barreto

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Higiene é tudo

Antes de entrar na casa da vovó, a mãe alertou:
– Gabriel, limpe os pés no tapete antes de entrar na casa da vovó.
O filho, ligeiramente, tirou os sapatos, limpou os pés, colocou os sapatos novamente e entrou.

(Gabriel, 5 anos)

Enviado pela Miriam Barreto

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Longe é um lugar que não existe

A Ana Beatriz estava com conjuntivite e, por isso, a madrinha dela alertou:
– Bia, não fica perto da tia Marília porque ela está gravida e não pode ficar dodói.
Então, a Bia respodeu:
– Mas você não está vendo que eu estou a mais de 1 litro de distância dela?

(Ana Beatriz, 6 anos)

Enviado pela Ana Paula

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Justificando o injustificável

Minha tia repreendeu minha prima por ter sobrado comida no prato:
– Filha, tem tanta criança passando fome, revirando lixo pra poder comer, e você fica disperdiçando comida desse jeito!
Depois de refletir por um minuto, ela rebateu:
– Mas mãe, se não sobrar comida o que é que as criancinhas pobres que reviram o lixo vão comer!?

(Gabriela, 4 anos)

Enviado pela Maura Ferreira Fischer

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Blog – Aniversário de 1 ano

Cena: casal sentado na cama, cada um com seu computador no colo.

– Ontem postei umas frases lá no blog.
– Eu vi! Engraçada aquela da Lady Gaga…
– Heheh, é. Aproveitei e fiz uma página contando a história do blog.
– A gente precisa colocar mais coisas. Acho que uns posts mais sérios também, pra conscientizar. E mais vídeos, só texto acaba ficando cansativo.
– É, também acho, dá pra bolar uma agenda, cada dia da semana uma coisa diferente. Sabe que eu estava mexendo no blog ontem e só então me dei conta de que na semana passada o Frases fez um ano.
– Sério!?
– É. O primeiro post foi no dia 9 de julho, no feriado.
– Putz… a gente devia ter feito alguma coisa diferente.
– Pois é. Tô pensando em escrever uma mensagem. Sei lá, pra falar de tudo isso, que tem sido divertido, que tem gente mandando coisas pelo Twitter, que já chegaram mais e-mails do que conseguimos responder… acho importante agradecer as pessoas por mandarem as frases. Pense bem, é algo tão pessoal, né?
– Verdade.

Cena: os dois ficam olhando para a tela, em silêncio, lendo as frases do dia anterior.

– É muito legal, né?
– O quê?
– O blog. É uma coisa muito legal.
– É… que bom que a gente fez isso. Acho que se fosse de outra pessoa, eu iria acessar direto.

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Ser mãe depois dos 30

Minha mãe foi convidada para dar uma entrevista para um jornalzinho da universidade onde estudo, falando sobre mães que tiveram filhos depois dos 30 anos. Ela toda vaidosa, pensava alto sobre o tema:
– Ser mãe depois dos 30… O que aconteceu de diferente?
Antes que ela pudesse continuar, o Hermes concluiu:
– Fica doida!

(Hermes, 8 anos)

Enviado pela Bárbara Caretta

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O astro rei

O Hermes está aprendendo na escola sobre a terra, o sol e a lua. Há alguns dias, na prova, a professora colocou a seguinte pergunta:
– Como podemos nos orientar à noite quando não há a luz do Sol?
E ele respondeu:
– Pela energia elétrica

(Hermes, 8 anos)

Enviado pela Bárbara Caretta

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Encalhado

Fui ao casamento de uma amiga e meu filho, espantado, comentou:
– Mãe, que horror, sua amiga tá casando com um velhinho!!
Ela estava entrando com o pai na igreja…

(Igor, 7 anos)

Enviado pela Aline

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Violência doméstica

– Isabelly, a mamãe te bate?
– Bate sim!
– Que horas, minha filha? Que horas que a mamãe te bate!? – a mãe, espantada porque nunca havia batido na filha.
– Humm, eu não tenho relógio!

(Isabelly, 3 anos)

Enviado pela Ellen Moulin

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Colonizados vs. Colonizadores

Estávamos num churrasco e o Vinícius resolveu mostrar o seu álbum de figurinhas da Copa para uma de nossas amigas. Mostrou todo empolgado, passando por todos os países, até que perguntou:
– Você vai torcer para quem na Copa?
– Portugal!
– Por quê?
– Porque eu sou portuguesa!
Ele se encheu de raiva, olhou bem sério para ela e levantando os braços, disse enfurecido:
– Você me escravizooou!! Roubou o nosso ouro!

(Vinicius, 7 anos)

Enviado pela Renata Oliveira

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Muito axé

Quando eu estava grávida, fiquei muito emotiva e chorava por qualquer coisa. Um dia, voltando do consultório médico com minha mãe e minha sobrinha, comecei a receber uns conselhos da minha mãe:
– Filha, você não pode ficar assim, faz mal pra bebê! Pare de chorar, levanta esse astral!
Minha sobrinha deu um salto no banco de trás e mandou:
– É, Tata, extravasa!!!

(Rayane, 5 anos)

Enviado pela Thais Martins

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Inimiga íntima

Minha filha estava assistindo desenhos na TV quando, durante o intervalo, foram chamadas as machetes do noticiário que viria em seguida. O âncora anunciava: “Pai mata criança de X anos”, “Mãe agride filho…”, “Pai atira bebê na parede”… Atenta à televisão, a Rafaela olhou para avó e disse:
– Eu me cuido um monte pra minha mãe não me matar.

(Rafaela)

Enviado pela Leandra Fatima de Andrade

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Pesadelo com picanha

Era quase meia-noite quando o Gustavo saiu do quarto dele aos prantos e chamando o papai. Corremos os dois para acalmá-lo e perguntamos o que estava acontecendo. Entre lágrimas e soluços ele tentou dizer:
– O chuaco me pegou!
– O Tiago te pegou filho?
– Não! O chuaco!
Meio na dúvida, perguntei:
– O churrasco te pegou?
– É!!!
Depois de acalmá-lo (tentando não rir…), continuei:
– Filho, que sonho maluco. Churrasco não tem perna ou braço prá pegar ninguém…
– Tinha só uma perna, mãe.

(Gustavo, 2 anos)

Enviado pela Lígia