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Perdidinha

A Ana Carolina estava “arrumando” umas roupas na gaveta, quando me disse:
– Este short não dá mais em mim. Coloca no achados e perdidos?

(Ana Carolina, 5 anos)

Elke Abreu

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Direto pro confessionário

Minha mãe levou eu e minha irmã mais nova, na época com 3 anos de idade, à Igreja. Após a comunhão, enquanto ela fazia sua oração em silêncio, minha irmã insistentemente perguntava:
– Mãe, o que é isso que você está comendo? Mãe, é biscoito? Mãe, eu também quero esse biscoito que o padre tá dando…
Já irritada, minha mãe respondeu rispidamente:
– Não é biscoito, é hóstia, filha.
Foi quando em alto e bom som minha irmã gritou:
– Seu padre eu também quero essa “bóstia”!

(Claudine, na época com 3 anos, hoje com 25)

Enviado pela Maura Fischer

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Perigo no trânsito

Mamãe dirigindo, toca o celular.
– Mamãe, você não vai atender?
– Não, porque não pode falar no celular dirigindo.
– Por quê?
– Porque é perigoso e porque a mamãe pode levar uma multa.
O telefone toca de novo.
– Izadora, atende para a mamãe, por favor.
– Não mamãe, senão a puta pega a gente.

(Izadora, 4 anos)

Enviado pela Daniela Correia

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Raul no arraiá

O Raul estava ensaiando todos os dias para a quadrilha que iria dançar na escolinha. Um dia, quando fui buscá-lo perguntei:
– Dançou quadrilha hoje filho?
E ele prontamente:
– Não, mãe, dancei com a Antonia.

(Raul, 4 anos)

Enviado pela Juliana Lopes

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Por que você não brinca com alguém do seu tamanho?

Quando casei com meu marido, a Marina, minha enteada, perguntou se agora ela teria duas mães. Então, eu e meu marido explicamos que não, que eu seria a amiga dela. E ela disse:
– Você não pode ser minha amiga porque não tem a minha idade.

Agora estou grávida. E sempre que a Marina está conosco, ela coloca o ouvido na minha barriga e diz:
– Deixa eu escutar meu feijãozinho!

(Marina, 6 anos)

Enviado pela Juliana Kolbe

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Torcida

– Davi, canta assim ó: “Meeeeeeengo!”
Ele, na mesma hora, com tom e cara de bravo, me responde:
– Xxxuuu (gesticulando para eu ficar quieta)!! Ó, o papai biiiiga. É: “Vácooooo!”

(Davi, 2 anos)

Enviado pela Ju Barcellos

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Palavras mágicas

A Luanna aprontou e ficou de castigo. Depois de 2 minutos chorando, ela começou a gritar:
– Mamãezinha, eu te amo! Me tira daqui…
Sem obter resultado, ela continou:
– Mamãezinhaaaaaa… eu te amoo! Me tira daqui!

(Luanna, 2 anos)

Enviado pela Luciana Azevedo

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Na hora do bolo

Eu estava colocando uns materiais na mesa para preparar um bolo e minha afilhada ficava me olhando. Quando eu pus os ovos em cima da mesa, um deles rolou e caiu no chão. A Clarinha colocou as mãos na cabeça e exclamou preocupada:
– Ôh meu Deus do céu!

(Maria Clara, 2 aninhhos)

Enviado pelo Jenílton Junior

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Adeus, cheirinho de suor…

A Nicolly tinha chegado da creche e eu comentei que ela precisava de um banho. Mas depois, comecei a conversar com meu esposo e acabei me esquecendo. De repente, ela começou a me chamar:
– Mamãe, mamãe, mamãe!!
Como ainda assim eu não prestei atenção, ela deu um grito. Nós dois então olhamos curiosos, ela andou na minha direção, pegou no meu colarinho, olhou bem nos meus olhos e disse:
– Mamãe, BANHO!!!

(Nicolly, 1 ano)

Enviado pela Sabrina Soares do Nascimento

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Alô? Quem fala?

Estávamos todos em casa e o Henrique, como sempre, fazendo gracinha. Ele pegou o telefone e fingiu estar falando com alguém. Então, eu peguei um celular e disse:
– Filho, fala comigo.
E ele respondeu, ao telefone:
– Miguuuuuuuuu!

(Henrique, 1 ano)

Enviado pela Julia Mendes

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Árvore genealógica

Estava passeando com a Ísis quando ela, que adora bichos, abordou uma senhora passeando com três cachorrinhos. Enquanto ela brincava com os cãezinhos, a senhora, muito simpática, explicava:
– Esse branquinho é pai daquele cinza.
No mesmo instante a Ísis, estupefata, pára tudo o que está fazendo, se levanta, encara a dona dos cachorros e constata, travando a língua e trocando a ordem das palavras:
– Tem cachorro de pai!?

(Ísis, 3 anos)

Enviado pelo Bruno Loturco

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Retomando as atividades

Olás,

No post anterior, da última terça-feira, pedimos desculpas pela nossa ausência por aqui. São sinceras. Achamos até que a gente sinta mais falta do blog do que vocês 🙂

Pois bem, estamos de volta. Olhando por cima, temos mais de 100 e-mails não respondidos no Gmail, mensagens não respondidas no Twitter e uma comunidade abandonada no Facebook.

Por favor, tenham só mais um pouco de paciência. Vamos arrumar a casa, organizar as frases e postar tudo por aqui.

Aos que não desistiram, obrigado!

PS: Para comemorar a volta, design novo por aqui.

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Na batida do… coração

Eu estava brincando de médico com o Arthur (em casa chamamos ele de Tutu). Então, no meio da brincadeira, eu disse:
– Tutu, põe a mão no coração da mamãe. Olha, ele faz tutu… tutu… tutu…
E com aquela carinha linda, ele vira para mim e diz:
– E o meu coração faz mamãe… mamãe… mamãe!

(Artur, 2 anos)

Enviado pela Luciana DeMichelli

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Primeiros socorros

Eu estava contando a história da Bela Adormecida para a Clara:
– … Aí, ela espetou o dedo, dormiu… e o Príncipe chegou, deu-lhe um beijo e foram felizes para sempre!
Então, ela reagiu imediatamente:
– Não! Aí, ele foi passar um gelinho!

(Clara, 2 anos)

Enviado por Sut-Mie e Carlos

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A moça do tempo

Certa vez, eu e a Bibi fomos a uma festinha em plena segunda-feira. Chegamos tarde da noite e no outro dia a Bibi levantou cedo para ir à escola. Como ela estava com muito sono, fiquei apressando ela a todo instante.
– Vamos logo! Estamos bem em cima da hora. Vamos, vamos!
– Eu não estou em cima da hora, não! Por acaso a senhora está vendo algum relógio debaixo dos meus pés?

(Gabrielle, 6 anos)

Enviado pela Andrea Santos

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Anexo

O Enzo estava brincando de virar cambalhotas na sala e disse:
– Má agora você vira “bacalhota”!
– Mas Enzo, eu não posso, tem o neném, lembra?
E ele com os olhos arregalados e deitando a cabecinha em direção ao ombro:
– Então tira ele e põe aqui (apontando para o armário).

(Enzo, 2 anos)

Enviado pela Aline Doná

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Papai elástico

– Pai, minha bexiga caiu – a Ísis avisa, sentada na cadeirinha, no banco de trás do carro.
– E você não consegue pegar?
– Não, meu braço não é muito esticado igual o seu. – ela constata.

(Ísis, 3 anos)

Enviada pelo Bruno Loturco

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Eu quero uma casa no campo…

Em um belo sábado eu e a minha família estávamos voltando do sítio. O lugar é muito bonito e tem alguns cupins espalhado pelos campos. De repente, meu sobrinho dispara:
– E aí piquim? – empolgado, ele estava cumprimentando o cupim.

(Gustavo, 8 anos)

Enviado pela Debora Júlio

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Negociando

Desde pequena, a Gabi gosta de comer coisas de sabor forte (como salame, por exemplo). Um dia, fazendo um lanche à noite, depois de se deliciar com algumas fatias, a mãe dela disse:
– Pára, Gabi, já comeu demais.
– Aahh, mãe…
– Tá bom, Gabi. Mas só mais um.
– Um em cada mão?

(Gabriela)

Enviado pela Silvana Monteiro

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Churrasco japonês

– Mãe, como se diz “obrigado” em japonês?
– Arigatô.
– E “de nada”?
– Não sei.
– E “churrasco”?
– Ih, piorou…
– Ai, tô com tanta vontade de comer piorô!

(Giulia, 3 anos)

Enviado pela Sueli Pequini

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1berto

Outro dia, a Julia chegou em casa com a tarefa da escola para fazer. O pedido era para que escrevesse nomes que começam com a letra H. Cheguei à noite em casa pra ver tarefa com ela e fui ditando os nomes enquanto ela escrevia.
– Heloísa, Heitor, Hugo, Humberto…
Depois fui ver o caderno e li que ela havia escrito “1berto” no lugar de Humberto. Quando perguntei o motivo, ela respondeu:
– É porque pode ter 2bertos, 3 bertos…

(Julia, 4 anos)

Enviado pela Jackeline Intrieri

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Studio W

O Hermes veio e começou a mexer no meu cabelo. Estava tudo bem até ele começar a puxar.
Então eu pedi pra parar e ele disse:
– Espera, tô pegando uma análise.

(Hermes, 8 anos)

Enviado pela Bárbara Caretta

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Dr. House

O Asafe estava brincando e de repente parou sentindo uma dorzinha na barriga. Fui logo preocupada, perguntar o que ele estava sentindo e se já havia melhorado. Ele, seriamente, me respondeu:
– Mamãe, não precisa ficar assim, eu tô bem. Se preocupe com a sua saúde.

(Asafe, 4 anos)

Enviado pela Márcia Cristina

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Muita véia

Eu estava conversando com a vizinha, quando o filho dela:
– Minha mãe come muita veia.
– O quê? – perguntou a mãe.
– Muita veia! Tem um pacotão.
– Aveia! Eu como aveia!!

(Linquinho, 6 anos)

Enviado por Sergio e Clara

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Cama do gato

Meu filho acordou muito cedo, justo numa segunda-feira e começou a insistir em pôr os pés em minha barriga e ficava reclamando. Por fim, resolvi me levantar, já que não tinha mais sossego pra ficar deitada. Quando me sentei na cama, ele falou:
– Milagre!

(Henzo Felipe, 2 anos)

Enviado pela Débora Julio

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Destra

A Yasmin estava brincando e escrevendo com a mãozinha direita. Então ela me pediu:
– Lena, olha aqui, veja se eu não sou CARIOCA*

*Canhota

(Yasmin, 7 anos)

Enviado pela Thais Priscila de Araujo

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Du iú spique portuguise?

Recebi uma amiga americana em casa e, enquanto estava ajudando na cozinha, as duas ficaram sozinhas na sala. Fiquei imaginando o que daria, pois a Yasmim nunca tinha tido contato com ninguém de fora do país.
Ela estava deslumbrada com a nova amiga e quando cheguei na sala, a Lauren me diz que aprendeu algumas palavras em português com a Yasmim. E foi apontando:
– Chão, mesa, flor… TELELISÃO.

(Yasmin, 5 anos)

Enviado pela Thaís Priscila de Araújo

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Sistema digestivo em ação

O Guilherme e a Antonia estavam se preparando para tomar banho, quando a Antonia me pediu para fazer cocô. Sentei-a na privada e ela mesma disse ao irmão:
– Guigui, vou fazer um cocô rosa – ela disse rosa porque é menina e menina usa rosa.
– Nããooooo, cocô rosa não! Só sai marrom!

(Guilherme, 4 anos e Antonia, 2 anos)

Enviado pela Paola Regino Rebelo

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Consolo

Sexta feira, último dia da semana e aquela correria normal de sair para o trabalho e levar o Gustavo para a casa da tia. Ao entrar no elevador, me olho no espelho e reparo que estou sem brincos:
– Ih filho, a mamãe esqueceu de colocar os brincos hoje. Vou sem brincos…
– Mas você vai de orelhas, mãe.

(Gustavo, 2 anos)

Enviado pela Ligia

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Papai imaginário

– Mãe, você vai ou não me dar aquele álbum de figurinhas?
– Ainda não sei filho, preciso conversar com o seu pai sobre isso.
– Ah não, mãe! Com o papai não! Ele vai dizer “não”! É melhor você ver isso com o seu amigo imaginário!

(Egon Herman, 9 anos)

Enviado pela Monique F. Kniggendorf

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A perereca do vovô

No fim do ano, minha enteada veio passar uns dias com a família. A casa estava cheia, já que meus pais e os pais do meu esposo vieram passar o reveillon conosco também. Um dia, meu sogro foi tomar banho e esqueceu de trancar a porta. A Ana Clara sentiu falta do avô e começou a procurá-lo pelo apartamento, até que o ouviu responder de dentro do banheiro. Como a maioria das crianças, ela entrou no banheiro sem bater e acabou vendo o avô tomando banho.
Se matando de rir, ela voltou para a sala e puxou meu braço dizendo:
– Silmara, vem comigo no banheiro pra você ver a perereca doida do vovô!

(Ana Clara, 5 anos)

Enviado pela Silmara Silveira

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Aula de geografia

O Pedro estava na escola, brincando com as massinhas azul e marrom, quando eu comentei:
-Nossa, Pepe que bonito! O que você fez?
-Ah é o rio Nilo tia!

(Pedro Henrique, 4 anos)

Enviado pela Thamyres Souza

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Embalos de sábado à tarde

Perguntei para o meu filho que tema de festa ele queria no seu aniversário. Ele disse:
– Quero uma balada!
– Balada, meu filho? Você não é muito pequeno para isso?
– Não, mamãe, eu adoro bala!

(Gabriel, 3 anos)

Enviado pela Luciana Sotelo

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Uma lagartixa na cabeça

Ontem (dia 05/04), estavamos no carro indo para uma festa quando o Caique disse:
– Mãe, tem uma lagartixa na sua cabeça.
Eu passei a mão na cabeça e respondi:
– Filho, não tem nada na cabeça da mamãe.
Ai ele, com aquele sorrisinho mais lindo devolveu:
– Te peguei! Dia 11 de abril.

(Caíque, 4 anos)

Enviado pela Daiane Aniceto

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Conselheiro matrimonial

Estávamos no carro quando meu marido e eu começamos uma discussão a respeito de um assunto sobre o qual discordamos. No calor da conversa, vozes elevadas, o Pedro Henrique apareceu entre os bancos e apaziguou:
– Mãe, pai, vocês não sabem que cada um tem seu jeito?

(Pedro Henrique, 7 anos)

Enviado pela Ana Carolina Xavier

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Sono de barata

Estávamos todos reunidos na sala quando meu filho soltou a seguinte:
– Sshhhiu, silêncio gente.
– O que foi, Cristyan?
– Cala a boca porque a baratinha tá dormindo.
E ele observava a coitada morta no chão.

(Cristyan, 2 anos)

Enviado pela Tayana Vieira