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Aprendiz

Estávamos passando o ano novo na casa da avó do Vinicius, quando ele entra na sala e grita, me olhando pela janela entreaberta:
– Madrrrriiiinha, vem aqui acender a árvore de Natal da minha vó!
– Mas Eu não sei, Vinicius.
– Vem que eu te “aprendo”.

(Vinicius, 3 anos)

Enviado pela Andrea Fregnani

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Pernalonga

Na creche, um coelho de verdade foi apresentado para as crianças interagirem. Dentre os muitos diálogos e manifestações, deu para ouvir:
– Nossa! Não! O coelho tá sentando em cima da cenoura e ele vai matar ela!

(Anônimo, turma de 3 anos)

Enviado pela Mayra Fontebasso

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Fiat lux!

Vivo dizendo ao meu filho para apagar as luzes de casa, que ele vive acendendo (com o auxílio do chinelo), diga-se de passagem). Um dia, estava chovendo, tinha acabado a luz e relampejava muito. Então, o Nicholas soltou:
– Xi, mãe! Deus está acendendo as luzes tudo do céu!

(Nicholas, 2 anos)

Enviado pela Lissandra Pereira Lopes

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Suposição

Os pais voltavam do hospital, ainda muito assustados com a febre alta que o João teve de repente. Depois da consulta, foram direto para a farmácia. O pai, ainda sem se recuperar, pergunta pra esposa:
– Vivi, supositório infantil ou pra adulto?
E o João, atento, do banco de trás responde:
– Pra bunda, né pai?

(João, 6 anos)

Enviado pela Silvana Monteiro

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Um mundo de queijo!

– Ísis, o mundo não é feito só de queijo! – Disse isso para ela, que insistia em só comer a cobertura da esfiha.
– O mundo é feito de batata frita, pai. – Rindo ao mudar o prato.

(Ísis, 3 anos)

Enviado pelo Bruno Loturco

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Separando bem as coisas

A professora do Daniel pediu para ele desenhar os irmãos e ele desenhou apenas o irmão do meio (somos em três). Minha mãe o questionou:
– Dani, mas você só tem um irmão??
– Sim!
– Mas e a Michele??
– Ela é minha irmã!

(Daniel, 5 anos)

Enviado pela Michele Lima

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O Pasquale que se cuide

Outro dia, em uma conversa dentro do carro, a avó fez um comentário sobre um assunto qualquer:
– Faz tempo que não ouço falar sobre isso.
Então, rapidamente a Julia corrigiu:
– Ô vó, por acaso você é cachorro pra falar “não osso”? O certo é “não ouvo”.

(Julia, 4 anos)

Enviado pela Jackeline Batista

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Don Juan

– Mãe como é esse negócio de namorar?
Com muito cuidado eu respondi, que primeiro ele iria conhecer uma menina, depois ele se tornaria muito amigo dela, aí iria gostar mais dela do que das outras meninas e então iria na casa dos pais dela e pediria para namorá-la.
Depois disso tudo eu perguntei:
– Por que você quer saber isso, Samuel?
Então ele respondeu com ar de importante:
-É pra saber como eu vou fazer quando tiver que namorar a Ana Clara!

(Samuel, 6 anos)

Enviado pela Lu Cabral

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Papai, metrossexual

Enquanto levava o Gustavo para a escola, hoje cedo, comentei que amanhã é aniversário do papai e que precisávamos comprar o presente dele, mas eu não sabia o que iria comprar. Com cara de quem está pensando, ele responde:
– Compra uma maletinha.
– Pra que filho?
– Prás coisas de tomar banho dele.

(Gustavo, 2 anos)

Enviado pela Ligia

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O negociador

Estava passeando com o Lino numa loja de departamentos e, quando viu o ovo de páscoa do Homem Aranha, ele disparou:
– Mamãe, você gosta da Hannah Montana?
Eu não assisto a série, mas sei quem é. Respondi:
– Gosto filho, por quê?
– Porque assim eu te dou um ovo da Hannah Montana… E você já compra aquele alí do Homem Aranha pra mim.

(Lino, 03 anos)

Enviado pela Thaís

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Matusalém

A Nina fez aniversário na semana passada. Passeando na casa da avó, ela quis contar a novidade.
– Vovó, antes eu tinha assim ó (fazendo 2 com os dedinhos) e agora eu tenho assim ó (erguendo, com dificuldade, o terceiro dedo).
– Que linda, Nina! Parabéns!
– E você, vovó, quantos anos você tem?
– Eu? Humm, eu tenho assim ó (a avó começou a abrir e fechar a mão várias vezes para somar a idade).
– Nossa, vovó, você já até perdeu a conta!

(Nina, 3 anos)

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Baby Einstein

Fomos passear numa fazenda e ao ver uma vaquinha mastigando, a Gabriela perguntou:
– Mamãe, o que a vaca come?
– Feno, minha filha.
Comecei toda uma explicação sobre a digestão dos ruminantes:
– Você sabia, Gabriela, que quando a vaquinha come, a comida primeiro vai para o estômago, depois ela volta e…
Ao que Gabriela retrucou:
– Eu já sei, mamãe, eu vi num livro: é pança, barrete, folhoso e coagulador.
– …

(Gabriela, 5 anos)

Enviado pela Clarissa Machado

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Feijoada completa

Estávamos no metrô, indo para a casa da minha mãe e o vagão estava um pouco cheio. E a Izadora mandou:
– Mamãe, todo mundo vai para a casa da vovó!? Não vai caber todo mundo lá…

(Izadora, 2 anos)

Enviado pela Daniela Correia

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Sua majestade

Estava lendo para o Vinicius e assim que acabei o livro do Rei Leão ele perguntou:
– Madrinha, eu posso ser rei?
– Depende, Vinicius, seu pai é rei?
– É…

(Vinicius, 4 anos)

Enviado pela Andrea Fregnani

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No varejo

Passamos um final de semana com um casal de amigos muito especial e que gosta de brincar com as crianças.
Na segunda-feira, minha filha me diz:
– Mamãe, a Fina é muito legal, né? Por que a gente não compra ela?

(Izadora, 4 anos)

Enviado pela Daniela Correia

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Inconfundível

O Samuel, depois de brincar na rua com os coleguinhas, (temos ainda esse privilégio) veio todo eufórico:
– Mãe, eu conheci um amiguinho novo!
– Que legal, filho! E qual é o nome dele?
– Hiiiii, mãe! Nem me pergunta! Ele tem um nome muito confundível!

(Samuel, 6 anos)

Enviado pela Lú Cabral

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Mão boba

Meu aluno Vinicius tem mania de pegar no rosto das pessoas enquanto fala. Com as duas mãos, chega perto e puxa o queixo para que a pessoa olhe para ele quando ele quer contar alguma coisa. É uma maneira inocente, que ainda não comecei a interferir porque ele tem menos de três anos de idade e ainda está se adaptando à escola. No entanto, depois de hoje, acredito que os pais já começaram a educá-lo em casa quanto a esta mania.
Eu estava com outras crianças sentada no chão conversando, quando o Vinicius puxou meu rosto. Me vi com o rosto praticamente colado no dele, com muitas crianças ao redor exigindo atenção. Mais seriamente que o comum, perguntei:
– O que foi, Vini?
Um pouco assustado, ele tirou as mãos e respondeu:
– Não foi nada.
– Por que você puxou meu rosto, então?
– Eu não puxei seu rosto!
– Não?
– Não… (pausa) Acho que foi minha mão.
– Ah… E por que ela fez isso?
– Não sei… (Um pouco desapontado) Acho que ela não sabe ser boazinha.

(Vinicius, 2 anos)

Enviado pela Isabella Ianelli

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Doutor House

O Matheus estava fazendo o dever de casa e tinha que trocar a primeira letra da palavra “mala” por três vezes. Então ele escreveu “bala”, “sala” e me pediu:
– Mãe, me ajuda na outra?
Eu disse:
– Tala.
Ele me perguntou o que era “tala”. Então eu expliquei e ele respondeu:
– Não, melhor não… é muito hospitálico.

(Matheus, 6 anos)

Enviado pela Ana Carolina Leão

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O mão-de-vaca

O Hermes queria que o ajudasse a levar o colchão da sua cama para a sala, mas não queria falar, só fazia gestos. Eu insistia:
– Hermes, fala o que você quer, não estou entendendo, por que você não quer falar?
Ele solta:
– É que eu quero economizar palavras!

(Hermes, 8 anos)

Enviado pela Bárbara Caretta, irmã do Hermes.

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My name is…

O Matheus teve sua primeira aula de inglês esta semana. Quando perguntei o nome da professora, ele disse:

– My name is…
– “My name is” o quê, filho? Qual é o nome dela? O que ela disse, em inglês, foi “Meu nome é…”.

E ele, bravo que só, fechou a cara e me disse:

– Ai, mãe, eu já disse, é tia “My name is”.

(Matheus, 5 anos)
Enviado pela Ana Carolina Silva
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Foie de gras

Ainda no parque… (continuação do post anterior).

As crianças observavam o lago e os bichinhos. Do outro lado, alguns patos nadavam quando um deles, em certa hora, mergulhou e sumiu em baixo d’água. As crianças ficaram espantadas.
E ficaram ainda mais admiradas quando ele voltou à superfície do outro lado da cerca.
– Noooossa! – elas diziam – você viu!?
Então o Vitor sondou os dois menores e, do alto de sua superioridade e sabedoria, passou seu sermão de ensinamento definitivo:
– Ai, ai! Mas será que vocês não sabem que o pato é uma espécie de peixe!?
(Vitor, 8 anos)
Enviado pelo Fernando Mattei
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Peixe-boi?

Fomos ao parque com as crianças e, numa pausa entre as brincadeiras, ficamos observando o lago e mostrando coisas para elas. Tudo corria em paz, quando o Vitor, espantado, apontou para a água e exclamou:

– Olha lá! Olhá lá, gente! Uma ma-na-da de peixes!!
(Vitor, 8 anos)
Enviado pelo Fernando Mattei
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Cachinhos dourados

Estávamos numa loja, aguardando na fila do caixa. A vendedora, querendo ser simpática, puxou assunto com a Nina:

– Nossa, como você é linda! E que cabelo mais bonito! Me diz, como é o seu nome?
– Cachinhos dourados!
(Nina, 2 anos)
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Controle remoto

Hora do jantar. A mãe insistia para a Leda comer. A filha, já cansada, apontou o garfo na direção da mãe e ameaçou:

– Eu vou te desligar! Vou te desligar!
(Leda, 2 anos)
Enviado por Júnior e Carol
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Eu não gosto muito de você

As duas declarações “apaixonadas” do garoto:
– Eu só gosto de você quando você me dá biscoitos.
– Eu também te amo, mas eu não gosto de você o tempo todo.

Vídeo indicado pela coruja Gabriela Rampazo, que junto com o link fez o comentário: “Depois de 9 meses na barriga, é essa a consideração que uma mãe recebe”.

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A casa dos três porquinhos

No último fim de semana, estávamos na estrada quando passamos por uma comunidade com casas bem simples, algumas de madeira, outras de tijolos. No banco de trás, o Eduardo estava atento à paisagem. De repente, ele fala:

– Mamãe, mamãe, estou vendo as casas dos três porquinhos!

(Eduardo, 4 anos)

Enviado pela Luciana Vargas Borba

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Frase de criança grande

Estava na casa de um tio da minha esposa, ajudando a instalar alguns programas. Por alguma razão que não sei explicar, fiquei sabendo depois que o Skype parou de funcionar. Ele me avisou do problema, eu fiquei de ir até lá corrigir e reinstalar o programa, mas o dia passou e eu esqueci.

No dia seguinte, ele nos fez uma visita. Conversa vai, conversa vem e ele nem tocou no assunto. Na hora das despedidas, já entrando no carro, ele envia sua saudação:
– Bem, até amanhã para vocês.
– Até!
– E, Henrique… amanhã você não me Skype!
(Stanley, uma criança de 77 anos)
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Férias (pois é, de novo)

Tudo bem, a gente sabe, vão dizer que essa família anda muito ociosa, que duas férias em tão pouco tempo é coisa para gente fina ou coisa do tipo. Mas o fato é que aproveitamos os 15 dias restantes e paramos um pouco nesse começo de ano. Teve até abstinência de blog.
Mas, o ano recomeça e estamos de volta. Com a bagagem cheia de boas intenções, frases (férias em família sempre produzem boas pérolas) e a vontade de fazer esse blog crescer.
É isso, gente. Mandem suas frases para cá também.
Abraços e um grande ano para todos!
Manú e Henrique
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Criança especial

Esta semana o Caio descobriu algo surpreendente:

– Titiê, sabia que eu sou uma criança especial?
– Especial? Por que você é especial? – curioso para descobrir qual virtude o torna tão especial.
– É que eu descobri que minha cabeça é amassada.

(Caio, 6 anos)

Enviado pelo Sérgio Dantas

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As horas

Eu estava no banheiro me aprontando para ir trabalhar e a Nina ficou no quarto bebendo seu leitinho na cama. De repente, naquele intervalo de silêncio preocupante, eu a ouço fazendo uma oração. Curiosa, estico o pescoço pela porta e a vejo com as mãozinhas juntas, sussurrando algo. Ela percebe que estou ali, pára e fica me olhando quieta. Então eu pergunto:

– Filha, que oração é essa?

E ela responde de pronto:

– Cinco e meia.

(Nina, 2 anos)