Cecília e eu estávamos sentadas juntinhas e perguntei:
– Filha, como eu posso ser uma mãe melhor para você?
– Mãe, você só precisa aprender uma coisa: você está indo muito bem.
(Cecília, 7 anos)
Cecília e eu estávamos sentadas juntinhas e perguntei:
– Filha, como eu posso ser uma mãe melhor para você?
– Mãe, você só precisa aprender uma coisa: você está indo muito bem.
(Cecília, 7 anos)
O Asafe estava brincando e de repente parou sentindo uma dorzinha na barriga. Fui logo preocupada, perguntar o que ele estava sentindo e se já havia melhorado. Ele, seriamente, me respondeu:
– Mamãe, não precisa ficar assim, eu tô bem. Se preocupe com a sua saúde.
(Asafe, 4 anos)
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Vovó Guida estava ensinando a Laurinha a “dança da vassoura” para varrer a casa com a mini-vassourinha que ganhou:
– Ó, diga aonde você vai, Laurinha?
– Eu “vovó” varrendo!
(Laura, 2 anos)
Estávamos estudando sobre as profissões. Sou jornalista e perguntei para minha filha:
– Mel, você sabe o que a mamãe faz?
– Trabalha falando da vida dos outros.
(Mel, 5 anos)
Sou otorrinolaringologista e outro dia, no plantão, atendi um menino que tinha colocado massinha de modelar nos ouvidos. Eu comentei:
– Precisaremos fazer uma lavagem de ouvido para tirar a massinha…
– Mas, doutora, é só lavagem de ouvido? Não tem lavagem cerebral, né?
(Beni, 5 anos)
Na aula de História, estávamos estudando a Idade da Pedra Lascada. A certa altura, a Sofia interrompeu:
– Tia, nem precisa continuar explicando porque tô vendo que a gente tá lascado desde essa época!
(Sofia Maria, 11 anos)
Eu disse para a Beatriz que o amor de mãe era maior que tudo.
– Mamãe, quantos anos você tinha quando eu nasci?
– 29, filha.
– Então eu te amo mais. Porque você só começou a me amar com 29 anos e eu te amo desde que nasci!
(Beatriz, 7 anos)
- Como foi o seu dia?
– Foi muito bom, eu nem chorei!
(Kiara, 5 anos)
Olívia foi se trocar para ir à terapia e voltou calçando chinelos. Um pouco incomodada, mas, ao mesmo tempo, sem querer podar sua autonomia, comentei:
– Está pronta, filha? Não prefere colocar uma sandália? Acho que fica mais elegante.
– Mãe, a gente se veste elegante para passear, ir em uma festa ou no shopping, não para falar dos nossos sentimentos. Na terapia a gente vai vestido “da gente mesmo”.
(Olívia, 7 anos)
– Mãe, a gente agradece a Deus né?
– Sim, filha.
– E Deus, agradece a quem? A ele mesmo? Ele diz: “obrigado a mim mesmo por ser eu. Que eu abençoe meu dia”?
(Ana Lis, 5 anos)
– Mãe, decidi o que quero ser quando crescer: turista!
(Clara, 6 anos)
Depois da prova, a Júlia soltou:
– Mamãe, qual o nome da esposa do cavalo?
– É a égua, filha.
– Ah, eu sabia que era um palavrão!
– Mas o que você colocou, meu amor?
– Puta.
(Júlia, 6 anos)
Nós viajávamos para outro estado e, na divisa, o guarda nos parou, desejou bom dia, olhou para dentro do carro e, olhando pras crianças, falou:
– Tá amarrado? – referindo-se ao cinto de segurança.
E a Mel respondeu:
– Em nome de Jesus!
(Mel, 5 anos)
– Eu não imaginava que a vida era tão difícil.
(Júlio, 4 anos)
– Vovô, qual é o nome dessas árvores?
– Eucalipto.
João ficou mudo e o vovô falou:
– Vamos lá, repita a palavra para você aprender: eu-ca-lip-to.
E o João:
– Vo-cê-ca-lip-to.
(João, 3 anos)
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Eu tive um aluno, o Pedro, que era muito bagunceiro. Um dia, eu coloquei a cadeira dele do meu lado para ele prestar atenção na aula. No dia seguinte, ele chegou com a cadeira…
– Pedro, por que você trouxe essa cadeira?
– Porque hoje eu estou impossível e preciso ficar do seu lado, teacher.
(Pedro, 3 anos)
– Quem te deu esse colar, Josi?
– Foi minha mãe.
– Ah, é?! E como ela se chama?
– Margarida.
– Margarida??
– Isso, nome de flor. E a sua mãe, como chama?
– Zil, nome de gente mesmo.
(Lara, 4 anos)
– Isa, o que você vai ser quando crescer?
– Dentista. E depois, sereia.
(Isabelle, 4 anos)
– Laura, desligue essa televisão agora e vá dormir.
– Vovó, a senhora poderia ser mais carinhosa comigo e dizer assim: “Laurinha, minha filha, desligue essa TV.” E eu responderia: “Daqui a pouco, vovozinha” e a senhora falaria: “Tudo bem, minha filha.”
(Laura, 5 anos)
– Dudu, você é o galã da mamãe.
– Ahhh mamãe, você também é minha galinha.
(Dudu, 6 anos)
– Mãe, como chama mesmo a periquita?
– Que periquita, Beatriz?
Bia, aponta para a “periquita” dela e diz:
– Essa aqui. Não é Regina?
(Beatriz, 5 anos)
Vinícius ao ver duas pessoas se despedindo:
– Vá com Deus.
– Fique com ele.
Vinícius, confuso, perguntou:
– Ele vai ou fica?
(Vinícius, 4 anos)
– Mãe, do que é feita a cédula de dinheiro?
– De papel, Pedro.
– Depois tu diz que dinheiro não dá em árvore, né?!
(Pedro, 6 anos)
– Tia, a bisavó é maior chata, né?
– Por que a bisa é chata, Matheus?
– Por que eu pedi benção para ela.
– E o que ela respondeu?
– Deus te abençoe.
(Matheus, 4 anos)
– Mamãe, quando lavamos as mãos, as bactérias vão para o ralo chorando.
– Por quê?
– Porque cai sabão no olho delas.
(Clarice, 3 anos)
Ouvi minha filha falando:
– De vez em quando minha mãe passa batom escuro em mim. Só que ela coloca papel na minha boca pra tirar o “sucesso”.
– Excesso, filha. Para tirar o excesso.
(Duda, 5 anos)
Em um restaurante, a garçonete veio recolher os pedidos.
– Eu quero um whisky!
– Mas, Murillo, você não tem idade pra isso! Ele apontou o cardápio e disse:
– Claro que tenho, mãe! Está escrito aqui: whisky, 8 anos e whisky, 12 anos. Eu quero o de 8!
(Murillo, 8 anos)
– Tia Carla, eu vou ganhar um irmãozinho. O nome dele vai ser Miguel.
– Jura?!
– Não, Miguel.
(Julia Beatriz, 4 anos)
– Sophia, você é mais introvertida ou extrovertida?
– Eu sou intrometida.
(Sophia, 7 anos)
E no momento da oração:
– Papai do céu, por favor, abençoe a gente igual ao Buzz Lightyear: infinito e além!
(Maria Fernanda, 7 anos)
A professora da Amanda mencionou que a letra “Q” era casada com a letra “U”.
Ela chegou em casa, começou a realizar a atividade e ficou muito pensativa.
Então perguntei:
– Alguma dúvida, filha?
– Mãe, eu desconfio que esse negócio de que o “Q” casou com o “U” não é verdade.
– Por que, Amanda?
– Eu já vi o “U” solteiro no Urubu.
(Amanda Caroline, 6 anos)
Caco e Cecília estavam chegando na escola e começaram a correr. Ela, lá na frente, avisou:
– Caco, corre! Eu vou ganhar!
– E ele respondeu:
– Cici, me espere para a gente ganhar juntos.
(Caco e Cecília, 3 anos)
Estávamos nos arrumando para ir à festa surpresa da nossa vizinha, quando ela apareceu em casa e perguntou:
– Clarice, onde você vai tão linda?
– Na sua festa surpresa.
(Clarice, 3 anos)
Gustavo, fazendo a lição de casa e respondendo algumas perguntas:
Nome: Gustavo Rodrigues
Idade: 7 anos
O que gosta de fazer: jogar video-game
Sexo: nunca fiz
(Gustavo, 7 anos)
Eu estava me arrumando para sair com meu marido e a Maria Luísa apareceu:
– Que bonita, mamãe. Onde você vai?
– Vou sair filha, mas é um passeio de adulto.
Então ela vira para o pai e diz:
– Papai, a mamãe vai sair num passeio de adulto. E a gente vai aonde?
(Maria Luísa, 2 anos)
Ceceu, na casa dos avós, atendeu o telefone.
– Alô, quem tá falando?
Do outro lado da linha:
– É o Jesus. Posso falar com o Sr. Angelo?
Ele tirou o telefone da orelha e gritou:
– Vovô! Papai do Céu quer falar contigo!
(Ceceu, 4 anos)
– Filha, hoje o papai vai chegar tarde. Você quer ir lá na sala jogar vídeo-game com a mamãe?⠀
– Hmm, tá bom mamãe. Mas deixa eu pegar um jogo de criança porque esse do Panda é muito difícil pra você.⠀
⠀
(Maria Fernanda, 4 anos)
– Vovó, vamos brincar de mamãe e filhinha?
– Vamos!
No decorrer da brincadeira, a vó comentou:
– Mamãe, vamos no mercado comigo?
– Vamos!
No caminho, a Manu soltou:
– Filhinha, tá na hora de você levar a mamãe no colo.
(Manuela, 4 anos)
A caminho da escola, brinquei com a Letícia:
– Eu vou deixar você no ponto de ônibus, te dou o dinheiro e você vai pra escola, tá?
– Eu não sei chegar, papai.
– Então a gente aproveita e aprende. Você pega o BRT, salta no shopping e vai andando até a escola.
– Não vai dar certo.
– Por quê?
– Porque eu vou pegar o dinheiro do ônibus e vou ficar no shopping.
(Letícia, 6 anos)
Raul estava na sacada quando o escutei gritando:
– Mamãe!
Fui correndo até ele, imaginando uma cena terrível.
– O que foi?
– Olha que lindo! O sol está se “fondo”!
(Raul, 4 anos)
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– Pai, digite aí no Google para pesquisarmos sobre o Arqueopterix – é uma espécie de dinossauro e ele é muito fã.
– Mas, como se escreve isso?
– Com letras!
(Francisco, 4 anos)
Depois de passar por um aborto, estava chorando enquanto fazia uma oração ao lado do Pedrinho. Ouvindo tudo quietinho, esperou eu terminar e comentou:
– Mãe, eu tenho um amiguinho que queria um irmão, mas a fábrica da mãe dele está fechada de vez. Mas a sua está fechada só pra balanço. Você tem uma fábrica de bebês. Fique bem!
(Pedro Jorge, 5 anos)
Estava ensinado algumas partes do corpo para meu priminho. Apontei para o cotovelo e dei uma dica dizendo:
– Co…
E ele:
– Covid!
(Hugo, 3 anos)
Lívia estava empolgada com sua sapatilha nova e correu para buscar a caixa e me mostrar. Mas, quando abriu, percebeu que a sapatilha não estava dentro e reclamou:
– Dinda, tem um vazio na minha caixa!
(Lívia, 4 anos)
– No Oceano Pacífico não tem tubarão? Por isso ele é pacífico?
(Ian, 8 anos)
Vinicius sempre reclama que eu mando muito nele e que não vê a hora de ser adulto para poder decidir tudo da sua vida. Certo dia, pedi para ele descer na garagem para pegar algo que eu havia esquecido no carro. Ele me olhou e falou:
– Estou cansado de viver em uma “mãe-narquia”. Queria viver em uma “demãecracia”.
(Vinicius, 10 anos)
– Teacher, sabia que eu sei como se diz “jacaré” em inglês?
– Great! E como é?
– Lacoste!
(Larissa, 6 anos)
Heitor estava fissurado em chicletes que vinham com adesivos que grudam na pele. Um dia, encontrou o vizinho passeando com seu cachorro, sem camisa e com muitas tatuagens. Ele virou para o homem e comentou:
– Nossa, você deve gostar muito de mascar chiclete, né!?
(Heitor, 4 anos)
Estávamos brincando com um jogo de perguntas e saiu a seguinte para o Miguel: “Cite 3 pratos típicos da ceia natalina”. Ele logo respondeu:
– Vidro, plástico e…
(Miguel, 7 anos)
Estávamos fazendo a oração da noite com a Ayla, quando escutei:
– Rogai por nós pecadores, que agora está na hora da nossa morte, amém!
(Ayla Maria, 5 anos)