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DR. HOUSE

O Asafe estava brincando e de repente parou sentindo uma dorzinha na barriga. Fui logo preocupada, perguntar o que ele estava sentindo e se já havia melhorado. Ele, seriamente, me respondeu:
– Mamãe, não precisa ficar assim, eu tô bem. Se preocupe com a sua saúde.

(Asafe, 4 anos)

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MOLEJO

Vovó Guida estava ensinando a Laurinha a “dança da vassoura” para varrer a casa com a mini-vassourinha que ganhou:
– Ó, diga aonde você vai, Laurinha?
– Eu “vovó” varrendo!

(Laura, 2 anos)

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MASSA CINZENTA

Sou otorrinolaringologista e outro dia, no plantão, atendi um menino que tinha colocado massinha de modelar nos ouvidos. Eu comentei:
– Precisaremos fazer uma lavagem de ouvido para tirar a massinha…
– Mas, doutora, é só lavagem de ouvido? Não tem lavagem cerebral, né?

(Beni, 5 anos)

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ROLANDO LERO

Na aula de História, estávamos estudando a Idade da Pedra Lascada. A certa altura, a Sofia interrompeu:
– Tia, nem precisa continuar explicando porque tô vendo que a gente tá lascado desde essa época!

(Sofia Maria, 11 anos)

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NÃO FREUD

⁣⁣⁣⁣Olívia foi se trocar para ir à terapia e voltou calçando chinelos. Um pouco incomodada, mas, ao mesmo tempo, sem querer podar sua autonomia, comentei:
– Está pronta, filha? Não prefere colocar uma sandália? Acho que fica mais elegante.
– Mãe, a gente se veste elegante para passear, ir em uma festa ou no shopping, não para falar dos nossos sentimentos. Na terapia a gente vai vestido “da gente mesmo”.

(Olívia, 7 anos)

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CODINOME

⁣⁣⁣⁣Depois da prova, a Júlia soltou:
– Mamãe, qual o nome da esposa do cavalo?
– É a égua, filha.
– Ah, eu sabia que era um palavrão!
– Mas o que você colocou, meu amor?
– Puta.

(Júlia, 6 anos)

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AMÉM

⁣⁣⁣⁣Nós viajávamos para outro estado e, na divisa, o guarda nos parou, desejou bom dia, olhou para dentro do carro e, olhando pras crianças, falou:
– Tá amarrado? – referindo-se ao cinto de segurança.
E a Mel respondeu:
– Em nome de Jesus!

(Mel, 5 anos)

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NÃO É POSSÍVEL

Eu tive um aluno, o Pedro, que era muito bagunceiro. Um dia, eu coloquei a cadeira dele do meu lado para ele prestar atenção na aula. No dia seguinte, ele chegou com a cadeira…
– Pedro, por que você trouxe essa cadeira?
– Porque hoje eu estou impossível e preciso ficar do seu lado, teacher.

(Pedro, 3 anos)

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COM JEITINHO

– Laura, desligue essa televisão agora e vá dormir.
– Vovó, a senhora poderia ser mais carinhosa comigo e dizer assim: “Laurinha, minha filha, desligue essa TV.” E eu responderia: “Daqui a pouco, vovozinha” e a senhora falaria: “Tudo bem, minha filha.”

(Laura, 5 anos)

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ON THE ROCKS

Em um restaurante, a garçonete veio recolher os pedidos.⁣
– Eu quero um whisky!
– Mas, Murillo, você não tem idade pra isso!⁣ Ele apontou o cardápio e disse:
– Claro que tenho, mãe! Está escrito aqui: whisky, 8 anos e whisky, 12 anos. Eu quero o de 8!⁣

(Murillo, 8 anos)

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RELACIONAMENTO SÉRIO

A professora da Amanda mencionou que a letra “Q” era casada com a letra “U”.
Ela chegou em casa, começou a realizar a atividade e ficou muito pensativa.
Então perguntei:
– Alguma dúvida, filha?
– Mãe, eu desconfio que esse negócio de que o “Q” casou com o “U” não é verdade.
– Por que, Amanda?
– Eu já vi o “U” solteiro no Urubu.

(Amanda Caroline, 6 anos)

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BARRADOS NO BAILE

Eu estava me arrumando para sair com meu marido e a Maria Luísa apareceu:
– Que bonita, mamãe. Onde você vai?
– Vou sair filha, mas é um passeio de adulto.
Então ela vira para o pai e diz:
– Papai, a mamãe vai sair num passeio de adulto. E a gente vai aonde?

(Maria Luísa, 2 anos)

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JESUS TE CHAMA

Ceceu, na casa dos avós, atendeu o telefone.
– Alô, quem tá falando?
Do outro lado da linha:
– É o Jesus. Posso falar com o Sr. Angelo?
Ele tirou o telefone da orelha e gritou:
– Vovô! Papai do Céu quer falar contigo!

(Ceceu, 4 anos)

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GAME OVER⠀

– Filha, hoje o papai vai chegar tarde. Você quer ir lá na sala jogar vídeo-game com a mamãe?⠀
– Hmm, tá bom mamãe. Mas deixa eu pegar um jogo de criança porque esse do Panda é muito difícil pra você.⠀

(Maria Fernanda, 4 anos)

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CADEIA HEREDITÁRIA

– Vovó, vamos brincar de mamãe e filhinha?
– Vamos!
No decorrer da brincadeira, a vó comentou:
– Mamãe, vamos no mercado comigo?
– Vamos!
No caminho, a Manu soltou:
– Filhinha, tá na hora de você levar a mamãe no colo.

(Manuela, 4 anos)

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ME POUPE!

A caminho da escola, brinquei com a Letícia:
– Eu vou deixar você no ponto de ônibus, te dou o dinheiro e você vai pra escola, tá?
– Eu não sei chegar, papai.
– Então a gente aproveita e aprende. Você pega o BRT, salta no shopping e vai andando até a escola.
– Não vai dar certo.
– Por quê?
– Porque eu vou pegar o dinheiro do ônibus e vou ficar no shopping.

(Letícia, 6 anos)

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ORA ESSA

Depois de passar por um aborto, estava chorando enquanto fazia uma oração ao lado do Pedrinho. Ouvindo tudo quietinho, esperou eu terminar e comentou:
– Mãe, eu tenho um amiguinho que queria um irmão, mas a fábrica da mãe dele está fechada de vez. Mas a sua está fechada só pra balanço. Você tem uma fábrica de bebês. Fique bem!

(Pedro Jorge, 5 anos)

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DEU NO PÉ

Lívia estava empolgada com sua sapatilha nova e correu para buscar a caixa e me mostrar. Mas, quando abriu, percebeu que a sapatilha não estava dentro e reclamou:
– Dinda, tem um vazio na minha caixa!

(Lívia, 4 anos)

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PAIRLAMENTARISMO?

Vinicius sempre reclama que eu mando muito nele e que não vê a hora de ser adulto para poder decidir tudo da sua vida. Certo dia, pedi para ele descer na garagem para pegar algo que eu havia esquecido no carro. Ele me olhou e falou:
– Estou cansado de viver em uma “mãe-narquia”. Queria viver em uma “demãecracia”.

(Vinicius, 10 anos)

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TESTA MENTOS

Heitor estava fissurado em chicletes que vinham com adesivos que grudam na pele. Um dia, encontrou o vizinho passeando com seu cachorro, sem camisa e com muitas tatuagens. Ele virou para o homem e comentou:
– Nossa, você deve gostar muito de mascar chiclete, né!?

(Heitor, 4 anos)