Eu estava lavando o quintal e a Eloá saiu de meia duas vezes e molhou os pés. Na terceira vez, eu gritei:
– Eloá, você está pensando que eu sou o quê?
– Bonita, ué!
(Eloá, 2 anos)
Eu estava lavando o quintal e a Eloá saiu de meia duas vezes e molhou os pés. Na terceira vez, eu gritei:
– Eloá, você está pensando que eu sou o quê?
– Bonita, ué!
(Eloá, 2 anos)
– Mãe, o Miguel tá batendo em todo mundo. Mordeu a Gabriela, bateu em mim e na Raiane.
– Sério? O que está acontecendo com ele? Ele não era seu amigo?
– Olha, mãe, eu não sei. A única coisa que eu sei é que ele está com muita coisa errada na cabeça.
(Isabella, 4 anos)
Escutei o Nicolas e a Eloá brigando:
– Eloá, quando crescer, você será uma mulher adulta.
– Eu não quero ser mulher adulta quando crescer!
Então perguntei:
– Ué, filha, o que você quer ser, então?
– Quero ser uma criança grande.
(Nicolas, 4 anos e Eloá, 2)
Estávamos num almoço em família, e falávamos sobre a namorada do meu irmão que mora em outro estado e eles se conheceram pela internet. Minha filha, escutando a conversa, comentou:
– Mas como é que pode namorar assim? Ele nem conhece o paladar dela.
(Clara, 6 anos)
O Artur quis almoçar sozinho. Fiquei só observando e vi que ele comeu a couve-flor toda, depois o brócolis, a carne, ovo, cenoura, mas nem tocou no arroz e no feijão. Então falei:
– Artur, essa colher de arroz e feijão já deveria estar dentro da sua barriga.
– Ué, mãe, eu nunca vi comer colher!
(Artur, 3 anos)
Estávamos dentro do avião voltando para casa e faríamos uma conexão no Rio de Janeiro. Um senhor sentou ao lado da Mel e ela tentou fazer amizade com ele, dizendo:
– Oi, meu nome é Mel e nós vamos viajar juntos, sabia?
– Oi, Mel! Sim, vamos viajar juntos! Eu moro no Rio, e você?
– Eu moro na Terra mesmo.
(Mel, 4 anos)
Estávamos brincando de médico, quando o Miguel ligou marcando uma consulta:
– Alô, eu queria marcar uma consulta para o meu filho. Ele tá com dor de barriga porque comeu muito doce.
– E qual é seu plano de saúde?
– O meu plano é abrir o umbigo dele e tirar todo aquele doce.
(Miguel, 3 anos)
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O Hermes queria que o ajudasse a levar o colchão da sua cama para a sala, mas não queria falar, só fazia gestos. Eu insistia:
– Hermes, fala o que você quer, não estou entendendo, por que você não quer falar?
Ele solta:
– É que eu quero economizar palavras!
(Hermes, 8 anos)
Passamos um final de semana com um casal de amigos muito especial e que gosta de brincar com as crianças.
Na segunda-feira, minha filha me diz:
– Mamãe, a Fina é muito legal, né? Por que a gente não compra ela?
(Izadora, 4 anos)
Estava em casa com minha filha fazendo tarefa de matemática, havia uma ilustração e um texto problema que li:
– Carol tinha dois lápis e ganhou mais dois. Carol ficou com?
– Contente!
(Heloisa, 5 anos)
Minha tia e eu estávamos conversando sobre cremação quando a Nathalie ouviu e perguntou:
– O que é ser cremada?
Minha tia respondeu que é quando a pessoa morre e tem seu corpo queimado e reduzido a cinzas. Ela fez uma cara de “não faz sentido” e perguntou:
– Aí morre mais ainda?!
(Nathalie, 9 anos)
Minha filha, Beatriz, quando tinha 6 anos, estava entretida com um programa de TV onde algumas mulatas concorriam ao título de Musa do Carnaval. Chamou-me entusiasmada e eu fui atendê-la. Chegando no quarto ela diz:
– Mãe, já sei o que quero ser quando crescer!
– O que, filha?
– Quero dançar na TV igual essas mulheres aí!
Olho para a TV e vejo uma das representantes que rebolava freneticamente, praticamente sem roupa alguma e digo:
– Mas você vai ter coragem de aparecer com esses biquínis minúsculos na TV?
– Quero o meu rosa e com muito brilho!
(Beatriz, 6 anos)
Passando pela Marquês de Sapucaí, mostrei:
– Maria, aqui que tem o carnaval, onde desfilam as escolas de samba.
– Quando eu crescer eu quero estudar aqui.
– Onde, filha?
– Na escola de samba.
(Maria, 4 anos)
Estava vestindo uma fantasia na Helena para irmos ao bloquinho de Carnaval e ela me perguntou:
– Tia, a senhora não vai de fantasia?
Eu estava usando um vestido comum, com algumas listras azuis e tiara colorida e respondi:
– Mas eu já estou fantasiada.
– De Zebra?
(Helena, 4 anos)
No almoço de família, durante o fim de semana de Carnaval, começou uma marchinha:
– Ô abre “malas” que eu quero passar…
(Guilherme, 4 anos)
– Mãe, eu não gosto de carnaval.
– Por que, filho?
– Porque carnaval é a festa da carne e eu prefiro frango.
(Lendon, 7 anos)
Estava passando a máquina depiladora na perna enquanto Mariana saltitava feliz, com sua fantasia de carnaval, pronta para sairmos.
Quando ela me viu, disse:
– Não precisa passar essa maquininha, mamãe. Deixe assim e você pode ir de cactos.
(Mariana, 4 anos)
– Filha, vou comprar sua fantasia de carnaval. Você vai querer se fantasiar de quê?
– Cinderela, mãe.
– Se eu não achar da Cinderela, compro qual?
– Você procura em outra loja, né mãe?!
(Maria Eduarda, 4 anos)
Filha, qual a música de carnaval que você mais gostou?
– A da Bela Adormecida.
– Que música é essa, filha?
– Se você fosse sincera, ô ô ô ô Aurora…
(Júlia, 4 anos)
A Pietra estava espirrando. Então, como eu vivo chamando a atenção dela para não ficar sem blusa, eu disse:
– Vaaaiii!
– Por que você não fala “saúde”, que é muito mais sensato de se falar para os outros?
(Pietra, 5 anos)
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Passeava de carro com o Julio e ele quis saber a minha idade.
– Quarenta anos.
E ele, preocupado, foi logo me dizendo:
– Não conta pra ninguém, mamãe, porque já é muito!
(Julio, 7 anos)
A Elaine se machucou e estava em casa manhosa. A mãe observou o local da dor e viu que estava inchado.
– Ih, filha, vai ter que fazer compressa.
– Não, mamãe, com pressa não, devagar!
(Elaine, 5 anos)
– Pai, me leva na igreja? Quero tomar ‘réstia’.
*querendo dizer ‘hóstia’.
Manú, 4 anos
Convidei minha filha para passear no shopping. E ela exclamou, feliz da vida:
– Oba! Vamos jogar dinheiro pela janela.
(Laura, 7 anos)
Pedro estava empolgado contando sobre o que aprendeu no dia. Ele então ficou em silêncio por um instante e soltou:
– Mamãe, eu estou apaixonado!
– Ah, é? Por quem?
– Por você, ué!
– E você sabe o que é estar apaixonado?
– Sim. É quando alguém está amando outra pessoa.
(Pedro, 4 anos)
#publicidade O dia Dos Namorados aqui no Brasil é comemorado no dia 12 de junho, mas vocês sabiam que no resto do mundo ele é comemorado hoje, dia 14 de fevereiro? É o chamado “Valentine’s Day”. Essa é a data dos namorados, mas todo dia é dia de celebrar a paixão entre nossos pequenos e sua mães. Uma pérola como essa do Pedro, é do tipo que a gente quer registrar e guardar. A frase de hoje é oferecida pela @tang.brasil, que também participa da rotina de muitas famílias e está sempre nos lugares e espaços onde essas pérolas surgem.
*Sobre anúncios no Frases de Crianças: o blog não tem fins lucrativos. O lucro obtido com a veiculação de publicidade e parcerias é revertido para iniciativas sociais que atuam na proteção da infância e apoio à educação. As marcas que patrocinam e apoiam nosso trabalho também apoiam, por consequência, esses projetos. O valor arrecadado com essa campanha será doado para a Visão Mundial, instituição internacional com presença em 73 cidades do Brasil.
#frasesdecriancas
Caio estava ao meu lado enquanto eu dava banho na irmã dele, recém-nascida. Surpreso, me perguntou:
– Ela não tem pinto, mãe?
Eu respondi:
– Não, filho, ela é menina…
Antes que pudesse explicar mais alguma coisa, ele acariciou meu rosto e disse:
– Fica triste não, mãe, depois cresce, né?
(Caio, 2 anos)
O Eduardo reclamou:
– Eu não gosto do Rafa.
E o Rafa se defendeu:
– Eu adoro eu.
(Eduardo, 6 anos e Rafael, 3)
Bateram no portão de casa, minha tia foi abrir e meu filho acompanhou. Eram duas missionárias e pediram para fazer uma leitura bíblica. Depois de lerem um texto, começaram a perguntar o que minha tia pensava sobre a morte e se ela achava que depois de morrermos poderíamos retornar a vida. O Rafael interrompeu:
– Ah, eu sei! Vocês estão falando de zumbis!
(Rafael, 5 anos)
Estávamos brincando no quarto e sem querer o Lorenzo me machucou. Eu disse:
– Filho, você me machucou. Vamos parar com essa brincadeira?
– Então me dá muitos beijos, mamãe.
Eu o abracei e dei muitos beijos e cheiros. Ele deu um suspiro forte e disse:
– Mamãe, assim eu vou ficar doido de amor.
(Lorenzo, 3 anos)
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– Amanda, você obedece ao papai e a mamãe?
– Quase!
(Amanda, 4 anos)
– Alice, sabia que eu sou daltônica?
– Daltônica? Tu é brasileira, prima!
(Alice, 7 anos e Lauren, 12)
Em uma chamada de vídeo com minha sobrinha, perguntei:
– E você fez o quê nesse domingão, Laurinha?
– Eu vivi, titia.
(Laura, 7 anos)
– Esse aí é seu o cachorro, Tom?
– Sim, é meu apoio emocional.
(Tom, 7 anos)
– Amanda, você soltou um pum?
– Sim. Mas foi um pum de amizade.
(Amanda, 4 anos)
Eu estava assistindo a um documentário sobre o universo com a Gabi, quando ela perguntou:
– Tia, o que é gravidade? É quando uma mulher tá grávida?
(Gabriela Fernanda, 5 anos)
Várias crianças de idades diferentes estavam brincando juntas de esconde-esconde. Chegou a vez da minha filha contar. Um menino mais velho segurou na mãozinha dela e disse:
– Pode contar até onde você sabe que a gente se esconde mais rápido.
(Camile, 5 anos e seus amigos)
O papai estava ensinando a Bíblia para o Davi:
– Filho, depois que Noé terminou de construir a arca, vários animais entraram nela…
Davi completou:
– O leão, o tigre, o elefante e o Baby Shark.
(Davi, 2 anos)
Estava deitada no sofá quando minha filha deitou do meu lado, me cheirou e disse:
– Hummm, você tem cheirinho de mamãe!
(Maria Alice, 4 anos)
Eu estava em uma aula online e o professor falou comigo. Abri o microfone para responder e a Raíssa soltou:
– Mamãe, de novo você tá falando com esse professor chato?
Eu pedi desculpas para o professor e, ainda com o microfone ligado, disse a ela:
– Raíssa, você não pode falar assim. Peça desculpas.
– Mas você que fala que ele é chato. Pede desculpas você.
(Raíssa, 4 anos)
Cecília e eu estávamos sentadas juntinhas e perguntei:
– Filha, como eu posso ser uma mãe melhor para você?
– Mãe, você só precisa aprender uma coisa: você está indo muito bem.
(Cecília, 7 anos)
O Asafe estava brincando e de repente parou sentindo uma dorzinha na barriga. Fui logo preocupada, perguntar o que ele estava sentindo e se já havia melhorado. Ele, seriamente, me respondeu:
– Mamãe, não precisa ficar assim, eu tô bem. Se preocupe com a sua saúde.
(Asafe, 4 anos)
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Vovó Guida estava ensinando a Laurinha a “dança da vassoura” para varrer a casa com a mini-vassourinha que ganhou:
– Ó, diga aonde você vai, Laurinha?
– Eu “vovó” varrendo!
(Laura, 2 anos)
Estávamos estudando sobre as profissões. Sou jornalista e perguntei para minha filha:
– Mel, você sabe o que a mamãe faz?
– Trabalha falando da vida dos outros.
(Mel, 5 anos)
Sou otorrinolaringologista e outro dia, no plantão, atendi um menino que tinha colocado massinha de modelar nos ouvidos. Eu comentei:
– Precisaremos fazer uma lavagem de ouvido para tirar a massinha…
– Mas, doutora, é só lavagem de ouvido? Não tem lavagem cerebral, né?
(Beni, 5 anos)
Na aula de História, estávamos estudando a Idade da Pedra Lascada. A certa altura, a Sofia interrompeu:
– Tia, nem precisa continuar explicando porque tô vendo que a gente tá lascado desde essa época!
(Sofia Maria, 11 anos)
Eu disse para a Beatriz que o amor de mãe era maior que tudo.
– Mamãe, quantos anos você tinha quando eu nasci?
– 29, filha.
– Então eu te amo mais. Porque você só começou a me amar com 29 anos e eu te amo desde que nasci!
(Beatriz, 7 anos)
- Como foi o seu dia?
– Foi muito bom, eu nem chorei!
(Kiara, 5 anos)
Olívia foi se trocar para ir à terapia e voltou calçando chinelos. Um pouco incomodada, mas, ao mesmo tempo, sem querer podar sua autonomia, comentei:
– Está pronta, filha? Não prefere colocar uma sandália? Acho que fica mais elegante.
– Mãe, a gente se veste elegante para passear, ir em uma festa ou no shopping, não para falar dos nossos sentimentos. Na terapia a gente vai vestido “da gente mesmo”.
(Olívia, 7 anos)
– Mãe, a gente agradece a Deus né?
– Sim, filha.
– E Deus, agradece a quem? A ele mesmo? Ele diz: “obrigado a mim mesmo por ser eu. Que eu abençoe meu dia”?
(Ana Lis, 5 anos)
– Mãe, decidi o que quero ser quando crescer: turista!
(Clara, 6 anos)