Estávamos em uma viagem de avião e começou uma turbulência. Algumas pessoas começaram a gritar e a rezar. De repente, tudo acalmou. Nessa hora, o Felipe começou a bater palma e gritar:
– De novo! De novo!
(Felipe, 3 anos)
Estávamos em uma viagem de avião e começou uma turbulência. Algumas pessoas começaram a gritar e a rezar. De repente, tudo acalmou. Nessa hora, o Felipe começou a bater palma e gritar:
– De novo! De novo!
(Felipe, 3 anos)
Meu sobrinho queria contar que tinha um avô dentista e outro pediatra:
– Eu tenho um avô que é dentista. E o outro psicopata.
(Pedro Henrique, 4 anos)
– Mamãe, hoje na escola foi muito legal. Tive que desenhar o mano.
– Como assim, mano?
– É, mamãe, todas as partes do corpo mano.
(Murilo, 4 anos)
Estávamos brincando com meu sobrinho já fazia um bom tempo quando perguntei:
– Lucas, sua mamãe ainda está dormindo?
– Sim. Já faz 7 mil anos!
– Nossa, então ela é a Bela Adormecida?
– Não, titia, acho que a Bela Adormecida não dormia tanto assim.
(Lucas, 5 anos)
– Crianças, depois da consulta médica dos meninos, a gente pode ir comer um pastel lá na igreja.
Alice ficou pensando e perguntou:
– Nós vamos comer rezando, mãe?
(Alice, 5 anos)
Estava conversando com meu sobrinho sobre a irmã dele e perguntei:
– E a sua irmã, Lucas, ainda está com o namoradinho?
– Não, tia, eles terminaram.
– Mas, já?
– É, tia. Você não sabe que a vida é muito curta?
(Lucas, 5 anos)
Carol adora brincar com nossos cachorros e Kiara, uma das cadelas, adora lamber. Um dia, escutei Carol reclamando:
– Eca!
– O que foi amor? Kiara te lambeu?
– Não. Eu lambi ela. Mas o gosto é ruim!
(Carol, 2 anos)
– Lays, qual é o nome da sua escola?
– É Sonho de Criança… mas, eu nem posso dormir lá!
(Lays, 4 anos)
Passamos em frente a um motel e tinha uma estátua de um casal sem roupa abraçados. O Paulinho ficou olhando e disse:
– Olha, mamãe! Adão e Eva.
(Paulo, 3 anos)
(Helena, 4 anos)
O Júnior foi para a primeira aula de inglês e quando ele chegou em casa, perguntei:
(Júnior, 6 anos)
(Gabi, 9 anos)
(Davi, 4 anos)
(Mateus, 5 anos)
Uma tia nossa olhou para mim e comentou:
(Anna Luíza, 5 anos)
Eu tentando descobrir os apelidos do meu filho na nova escola:
(Leonardo, 3 anos)
(Ruy, 5 anos)
Raul, acabou de ganhar uma irmãzinha.
Com ela no colo, ele falou:
(Raul, 4 anos)
Nós viajávamos para outro estado e, na divisa, o guarda nos parou, desejou bom dia, olhou para dentro do carro e, olhando pras crianças, falou:
(Mel, 5 anos)
Letícia estava distraída enquanto eu a chamava insistentemente. Depois de um tempo, reclamei:
– Filha, eu acho melhor você tirar essas orelhas. Você não escuta a mamãe.
– Mas, mãe, se tirar as orelhas, onde vamos prender a máscara?
(Letícia, 4 anos)
Estávamos a caminho da escola para votar e a Malu perguntou:
– Mamãe, onde nós vamos?
– Vamos votar filha.
– Ah não, mãe! Eu quero ir, não quero “voltar”!
(Malu, 3 anos)
Miguel tinha espalhado todos os brinquedos pela sala e a mãe alertou:
– Meu filho, arruma isso senão seu pai vai comer meu fígado!
Ao que ele respondeu:
– Mas você me dá um pedacinho?
(Miguel, 3 anos)
Pedi para Martina não correr na calçada em direção à rua e ela me ignorou:
– Filha, estou chateada porque pedi pra você não correr e não ir sozinha em direção à rua. Mas você nem me deu bola…
– Mas, eu não tenho uma bola!
(Martina, 3 anos)
Minha filha acordou cedinho e foi para o meu quarto, como de costume:
– Mãe, que dia é hoje?
– Segunda-feira.
– Eita! Era melhor não ter perguntado…
(Angélica, 4 anos)
Acabamos de fazer a oração de sempre antes de dormir e minha filha questionou:
– Mamãe, você diz que a oração é uma conversa com Deus, né?
– Sim.
– Mas Deus não se cansa de escutar a mesma conversa todo dia?
(Manuela, 5 anos)
Miguel recebeu um amigo novo na escola que veio do Rio Grande do Sul e eles falam com um sotaque diferente do nosso:
– Mamãe, tem um menino novo na minha sala.
– Nossa, filho, amigo novo! Já conversou com ele?
– Sim, mamãe. Mas não entendi muito bem, ele fala outro idioma.
(Miguel, 7 anos)
Sou jornalista e, ao entrevistar uma garotinha, perguntei o nome dela.
– É Gabriela.
– Gabriela com um “L” ou dois?
– Com “G”.
(Gabriela, 8 anos)
Fim de dia, abracei meu filho, pedi um carinho e comentei:
– Dá tanto trabalho ser professora!
E ele respondeu:
– Ah, tente descansar um pouco… E arrume esse cabelo assanhado!
(Francisco, 5 anos)
Estava colocando a Sarah para dormir. Ela já estava quietinha, quando escutei um riso dela.
– Sarah, o que foi?
– É que eu estava aqui pensando: e se eu quiser fazer mais de uma coisa quando crescer? Aí, se eu for médica e astronauta e uma paciente me ligar para marcar consulta e eu não puder atender porque eu estou na lua?
(Sarah, 6 anos)
Durante o jantar, a Júlia pediu para a mãe passar o cuscuz.
– Obrigada, mamãe.
– Ao seu dispor, madame!
Depois, já tirando a louça da mesa, a mãe pediu para Julia pegar um dos pratos. Ela ajudou e a mãe comentou:
– Obrigada!
E a Julia:
– Ao seu esporro madame.
(Júlia, 8 anos)
Meu marido colocou uma música que a Helena ama ouvir e comentou:
(Helena, 4 anos)
Cecília passou um tempo desenhando e escrevendo coisas num papel. De tempos em tempos, ela intercalava o lápis em uma mão diferente. Quando veio mostrar o desenho, comentou intrigada:
(Cecília, 7 anos)
As crianças estavam assistindo tv na sala. Cheguei e perguntei:
(Helena, 7 anos)
Eu estava saindo para trabalhar, quando meu filho me chamou e disse:
(João Pedro, 5 anos)
– Filha, como foi a aula hoje?
– Mamãe, não quero conversa agora. Estou com fome. Alimente a criança e depois conversamos sobre o dia.
(Laísa, 4 anos)
Minha filha é muito mandona, então estamos num trabalho constante para educá-la:
(Maria Clara, 4 anos)
Na família temos três primos da mesma idade, sendo dois com o mesmo nome dos pais.
O Matheus desabafou:
(Matheus, 10 anos)
Meu irmão falando com o amigo ao telefone:
(Luiz, 7 anos)
– Filho, hoje você vai dormir na sua cama, ok?!
– Nunca vi uma mãe ter coragem de deixar o filho dormir sozinho.
(Gabriel, 4 anos)
Minha filha se chama Julia. Nós sempre a chamamos de Jú ou Juju. Um dia, estávamos brincando e em dado momento eu a chamei de Xuxu. Em um outro dia, seguindo a vida, eu a chamei de Jú e ela me respondeu:
– Mamãe, não me chame de Jú não. – Ué, filha, você não gosta? É uma forma carinhosa.
– Eu prefiro que chame de Xuxu, porque assim é só você que me chama. E eu me sinto só sua!
(Julia, 5 anos)
Toda terça e quinta a avó vai buscar o Bento na escola. Certo dia, ela teve de viajar e apenas o avô foi buscá-lo. Indignado com a ausência da avó, Bento pediu para que o avô ligasse para ela. Feliz com a ligação do neto, a avó explicou calmamente o porquê da sua ausência.
Com a voz firme e pouco amigável, Bento questionou:
(Bento, 4 anos)
Na sala de espera do consultório, o médico chegou, entrou na sala dele e demorou para chamar.
A Alice começou a bater palmas e cantar bem alto:
(Alice, 4 anos)
Miguel ficou um tempo mexendo no meu cabelo e eu perguntei:⠀
– Está fazendo carinho, filho?⠀
– Não, mamãe, estou passando cuspe.⠀⠀
(Miguel, 4 anos)
– “Eu vi o dois pilantra…”, canta mãe!⠀
– Que música é essa, Benício?⠀
– É o Hino do Brasil, ué.⠀⠀
(Benício, 4 anos)
Eu estava triste e calada, um amigo querido havia falecido. Miguel veio saber o que eu tinha…
– Eu tô triste filho, às vezes não sei lidar com a tristeza.
– Eu sei lidar com a minha tristeza mamãe!
– Ah, é? Como você faz?
– Eu fico com ela até ela ir embora. Ela sempre vai.
(Miguel, 6 anos)
– Mãe, a gente agradece a Deus né?
– Sim, filha.
– E Deus, agradece a quem? A ele mesmo? Ele diz: “obrigado a mim mesmo por ser eu. Que eu abençoe meu dia”?
(Ana Lis, 5 anos)
Caco e Cecília estavam chegando na escola e começaram a correr. Ela, lá na frente, avisou:
(Caco e Cecília, 3 anos)
A tia grávida, sentada no sofá e a Luiza ao lado observando a barriga. A tia pergunta:
(Luiza, 5 anos)
E no momento da oração:
(Maria Fernanda, 7 anos)
Ceceu, na casa dos avós, atendeu o telefone.
(Ceceu, 4 anos)