- Maria, por que você não gosta do professor de educação física?
- Ah, ele não respeita a minha elegância de bailarina.
(Maria Eduarda, 4 anos)
(Maria Eduarda, 4 anos)
Me vendo fazer gelatina:
– Uau, mamãe! Você é uma cozinheira de verdade.
(Julia, 4 anos)
Às seis da manhã…
– Mãe, eu já acordei faz um tempão.
– E o que você estava fazendo desde que acordou?
– Ah, aproveitei para dormir mais um pouco.
(Julia, 6 anos)
Estávamos fazendo a lição de casa. Quando soletrei a palavra bola, comentei:
– A primeira sílaba é “bo”. Filho, como fica B com O?
– “BO”, mãe. E B.O. é problema… Sempre que acontece algum problema você fala que “deu B.O.”
(Gabriel 6 anos)
Uma das questões na tarefa de ensino religioso era “Deus criou o homem e a mulher e lhes deu o nome de…”. E o Rapha respondeu:
– João e Maria.
(Raphael, 10 anos)
Vitor me entregou o espelhinho que carrego na bolsa e disse:
– Mamãe, abre que tem uma surpresa pra você aí dentro.
Abri e não vi nada. Então olhei atentamente e vi um beijinho no espelho.
– Agora você tem meu beijinho guardado sempre com você.
(Vitor, 5 anos)
Estávamos jogando Jogo da Vida e perguntei:
– Você quer comprar seguro de vida, Julia?
– Quero. Porque assim eu não vou morrer.
(Julia, 6 anos)
– Mãe, você viu o brinquedo que saiu daquele filme?
– Não, filha. Qual o filme?
– Aquele que você foi assistir no cinema.
– Filha, preciso saber o nome do filme.
– O “Vingadores: eu te mato*”.
*ultimato
(Milena, 6 anos)
A escolinha me ligou para falar sobre as conversas excessivas da Sarah. Dei uma bronca nela e conclui a conversa dizendo:
– Eu te dou mais uma chance. Se não reduzir as conversas, vou tirar você da escola.
– Mamãe, com uma chance eu não consigo. Eu preciso de quatro!
(Sarah, 4 anos)
Estávamos jogando Cara a Cara e a Julia perguntou:
– O seu tem cabelo grelhado*?
*grisalho
(Julia, 6 anos)
Na hora do almoço:
– Mamãe, coloca farofa no meu prato?
– Peça com gentileza, Benjamin.
– Coloca gentileza com farofa no meu prato, por favor?
(Benjamin, 3 anos)
Um dia, Guilherme pegou a tesoura e fez um buraco no próprio cabelo. O pai o levou ao salão e conseguiram consertar.
Dias depois, nos encontramos e perguntei:
– Gui, por que você cortou seu cabelo?
– Porque eu queria ficar elegante.
– Mas você é cabeleireiro?
– Estou treinando pra ser!
(Guilherme, 5 anos)
– Mãe, tem criança que nasceu em 1987?
Ao pensar que quem nasceu em 1987 já é adulto hoje em dia, respondi:
– Não.
– As crianças não existiam em 1987?
(Julia, 5 anos)
– Filho, o que você gostaria de agradecer e pedir pra Deus?
– Quero agradecer a saúde.
– E o que você gostaria de pedir?
– Uma pizza.
(Levi, 3 anos)
Estávamos passando perto do parque ecológico de Indaiatuba, escutei:
– Mãe, esse também é o rio Tio E.T.? (Rio Tietê)
(Clara, 8 anos)
Os meninos estavam assistindo à história em que Jesus lavou os pés de Pedro:
– Olha, Heitor. Faltou Jesus lavar as mãos do Pedro e depois passar álcool gel!
– É que lá não tem Covid.
– Maravilha. Quero morar lá.
(Evaldo, 7 e Heitor, 6 anos)
Daniel estava teimando com a avó, quando foi repreendido pela tia:
– Daniel, olha o respeito com a tua avó, ela já tem sessenta anos nas costas.
– E na frente quantos ela tem?
(Daniel, 6 anos)
No Dia das mães:
– Mamãe, eu não sei escrever amor infinito, então eu vou escrever finito, tá?
(Julia, 4 anos)
– Mãe, o que é “solesmãe”?
– Onde ouviu isso, Brunna?
– No hino nacional: “solesmãe” gentil, pátria amada Brasil.
(Brunna, 7 anos)
Estava conversando com minha tia e meu primo estava ao nosso lado. Comentei que minha avó tinha ido ao INSS fazer prova de vida. Ao que ele perguntou:
– E ela tem quanto tempo ainda?
(Rhyam, 11 anos)
– Mamãe, você já terminou de ser ocupada?
(Julia, 4 anos)
Estávamos nos arrumando para sair, quando Antônio virou para a avó e disse:
– Olha, vovó, como a mamãe está linda! Ela é a rainha, eu sou o príncipe e você, vovó, é o dragão.
(Antônio Henrique, 4 anos)
– Laura, você tomou a vacina da gripe hoje?
– Não, papai, eu tomei a vacina da saúde!
(Laura, 3 anos)
– Que delícia esse chocolate! Vamos comer mais um para comemorar?
– Comemorar o quê?
– Que a gente gostou do chocolate.
(Julia, 4 anos)
Minha prima apontou para a panturrilha e perguntou como se chamava aquela parte do corpo.
– É a batata da perna – respondi.
Assustada, ela devolveu:
– Mas essa a gente frita também?!
(Maria Clara, 5 anos)
– Mãe, quando eu for astronauta, vou até a Lua para ver Jesus.
– Sério, filho? Que legal!
– Sim. E também vou trazer o Papai do Céu para almoçar com a gente.
(Patrício, 4 anos)
Na escola em que trabalho, em razão da pandemia, cada criança precisava ficar restrita a brincar num quadrado distante das outras. A Mariani saiu do seu espaço para interagir com uma amiguinha e precisei orientá-la:
– Mari, meu amor, volte para seu quadrado e brinque com a sua caixa de brinquedos…
Ao que ela me respondeu:
– Eu não quero caixa, quero amigos.
(Mariani, 3 anos)
Moramos nos EUA por um tempo. Certo dia, depois que já tínhamos voltamos para o Brasil, a Julia me perguntou:
– O Canadá é pertinho, não é, mamãe?
– Era, filha…
– Eles mudaram o Canadá de rua?
(Julia, 4 anos)
Tocou o alarme do microondas e o Thiago veio correndo para a cozinha:
– Ei, o que é isso?
– É um bolo de caneca.
– Ahh mas eu queria bolo de chocolate.
(Thiago, 5 anos)
Eu estava triste porque um amigo faleceu. O Murilo me viu chorando e perguntou:
– Mamãe, porque você está chorando?
– Porque meu amigo virou uma estrelinha.
– Ele morreu, foi?
– Sim, filho.
– Mamãe, ele mora no seu coração.
(Murilo, 3 anos)
Querendo que a Julia falasse qual era a profissão do avô, perguntei:
– O que o vovô faz?
– Exame.
(Julia, 4 anos)
No churrasco da família, o Rafael ganhou uma caixa de chocolates. Todo mundo começou a pedir um pouco para ele e chegaram a dizer:
– Rafa, Jesus ensinou a dividir. Ele dividiu o pão e o vinho.
– Mas Jesus não ensinou a dividir o doce.
(Rafael, 4 anos)
A Luísa rabiscou a parede da sala com giz de cera colorido. Eu fiquei brava e a chamei para perguntar:
– Pode me dizer o que é isso, Luísa?!
E ela respondeu:
– É um Dinossauro.
(Luísa, 2 anos)
– Mãe, o que tem lá no beleléu?
(Julia, 4 anos)
Minha irmã estava na piscina e comentou:
– Eu “se” afoguei.
Tentando corrigi-la, respondi:
– Eu me afoguei.
Ela olhou assustada:
– Nossa, eu também!
(Marina, 7 anos)
– Papai, quero tomar um iogurte quando chegar em casa.
– Ok, filho. É só chegar e tomar.
– Mas, papai, o iogurte que tem lá já está fora da realidade*.
*validade
(Gael, 5 anos)
– Will, sabia que tenho um vídeo game bem antigo, mas muito louco?
– É, Luan? Qual?
– Nintendo.
– O que você não entende?
(Willian, 4 anos)
– Julia, a gente vai chegar em cima da hora!
– Mas a gente ia chegar embaixo da hora?
(Julia, 4 anos)
Cecília é apaixonada por animais, de qualquer tipo. Ontem, ela encontrou uma joaninha em casa e não a largava de jeito nenhum. A certa altura, falei:
– Filha, por favor, solte essa joaninha no jardim. Ela precisa voltar para a família dela.
Decepcionada, ela obedeceu. Foi até a varanda com ela nas mãos e eu escutei a despedida:
– Adeus, Joana…
(Cecília, 6 anos)
Meu irmão achou um chapéu de cowboy, colocou na cabeça e falou:
– Pronto! Agora estou pronto para um romance.
(José Luiz, 6 anos)
Eu tinha uma reunião com uma consultora para conversarmos sobre seguro de vida. Muito curioso, meu filho me perguntou:
– Para que serve seguro de vida?
Quando eu fui abrir a boca para responder, ele emendou outra pergunta:
– É pra quando a gente morrer, ganhar outra vida?
(Bernardo, 9 anos)
Depois de muita discussão para tomar banho e ir dormir, a Ana Júlia me deu boa noite e falou:
– Melhor eu dormir mesmo. Tomara que amanhã eu não acorde de mau amor.
(Ana Júlia, 4 anos)
– Quem era Maria Madalena?
– Era uma das seguidoras de Jesus.
– Já existia celular naquela época?
(Otávio, 8 anos)
– Irmã, em que dia eu nasci?
– No dia 9 de agosto.
– Ai meu Deus, que coincidência! Foi no dia do meu aniversário!
(Gustavo, 6 anos)
– Mamãe, você precisa brincar comigo pra ter mais energia e paciência.
– E você sabe o que é paciência?
– Ué, é aquilo que o vovô joga no celular.
(Paulo Henrique, 4 anos)
Meu filho teria uma prova da escola no dia seguinte e ao amanhecer, o acordei. Ele deu um pulo assustado porque estava sonhando com a prova e decepcionado falou:
– Ah, não acredito que era um sonho e agora vou ter que fazer a prova de novo!
(Julio, 10 anos)
– Afinal, por que nós viemos dos macacos?
– Porque há muito, muito tempo, alguns macacos começaram a ficar um pouco diferentes. Cada vez que um macaco nascia, ele vinha com alguma coisinha mais parecida com uma pessoa…
– Um chinelinho?
(Violeta, 3 anos)
– Pai, o que vamos fazer hoje?
– Eu vou jantar com a sua mãe e você vai ser o garçom. Mas tem que usar gravata borboleta e camisa branca, por favor.
– Fechô, pai. Hoje eu vou fazer home office.
(Benício, 8 anos)
– Que sapatilha bonita, filha! Mas por que você está com ela e usando pijama?
– Foi a vovó que me deu. Eu coloquei, mas não resolveu.
– Não resolveu o quê?
– Eu coloquei para ver se parava de sentir saudade dela… Mas não deu certo.
(Cecília, 6 anos)
No dia em que terminei com meu namorado, meu irmão me viu chorando e veio me abraçar. Ele lamentou:
– Poxa, eu gostava tanto dele.
– Tudo bem, Gu, ele ainda vai continuar gostando de você.
E ele devolveu:
– Mas de você não.
(Gustavo, 11 anos)