– Mãe, porque você toma tanto chá?
– Pra ficar calminha, filha.
– Então não está resolvendo, né?
(Pietra, 8 anos)
– Mãe, porque você toma tanto chá?
– Pra ficar calminha, filha.
– Então não está resolvendo, né?
(Pietra, 8 anos)
Estava ajudando a Emília a fazer sua tarefa. Tinha uma pergunta sobre qual parte do dia ela mais gostava e por quê. Ela pensou e comentou:
– Aí fica difícil escolher, mamãe. Porque de manhã tem café, à tarde tem almoço e à noite tem o jantar…
(Emília, 7 anos)
Minha neta e eu estávamos assistindo a um desenho quando ela falou de repente:
– Vovó, eu te amo.
– Eu também te amo, meu amor!
– Eu te amo do tamanho do mundo, vovó.
– Ah! Mas eu amo mais. Amo maior que o mundo três vezes.
Ela, sem conseguir responder, ficou calada. Alguns dias depois, ouço novamente:
– Vovó, eu te amo.
– Eu também te amo, meu amor.
– Mas, vovó, eu te amo do tamanho que tu me ama.
(Heloisa. 4 anos)
Miguel tinha uma lição da escola pra fazer e precisava escrever o nome dos avós e bisavós.
– Vovó, como é o nome completo da bisa Júlia?
– Júlia Palom…
E foi interrompida pelo Miguel:
– O “Bisa” vem antes ou depois do Júlia?
(Miguel, 6 anos)
Estávamos almoçando e a avó contou que havia tomado a vacina contra Covid. Francisco parou de comer e ficou pensativo.
O avô, apontando para a comida sobre a mesa, perguntou:
– Você quer alguma coisa, meu neto?
Ele deu um suspiro e disse:
– Quero vacina, vovô.
(Francisco, 7 anos)
Era época de Natal e fomos a um shopping center.
– Biel, venha tirar foto com o Papai Noel.
– Mamãe, ele não é o Papai Noel, é um homem vestido de Papai Noel.
Preocupada de a fantasia ter acabado cedo para ele, comentei:
– É mesmo, filho?
– É, mamãe, não é o Papai Noel de verdade. A voz dele é diferente!
(Gabriel, 5 anos)
Percebendo que eu estava um pouco aflita, Bruna perguntou:
– Mamãe, o que foi?
– Estou um pouco ansiosa com algumas coisas…
– Mamãe, você sabe que muitas vezes nos preocupamos com coisas que acabam nem acontecendo, né?
(Bruna, 5 anos)
Estávamos brincando com meu priminho e ele perguntou para minha irmã:
– Qual seu nome?
– Eulália. E o seu?
– Eu João.
(João, 3 anos)
– Mamãe, antes de eu voltar para a escola, minha vida estava contaminada de tristeza.
(Isadora, 6 anos)
Nesse Dia dos Pais, segue uma coletânea de pérolas que expressam todo amor de nossos pequenos e pequenas pelos seus progenitores (bem, nem sempre tanto amor assim…).
No Dia dos Pais, a professora perguntou para Alice quem era o seu herói:
– O meu pai, professora.
– Por que o seu pai é seu herói?
– Porque ele é muito corajoso.
– E existe alguma coisa que o seu herói tenha medo?
– Minha mãe!
(Alice, 5 anos)
—
– Manu, tenho que te contar uma coisa!
– O quê?
– O Dia dos Pais está chegando!
– Engraçado, pra mim o dia dos pais é todo dia.
(Manu, 4 anos)
—
Estávamos olhando uma revista com propagandas de roupas masculinas e sugestões para o Dia dos Pais. A certa altura, Cecília comentou:
– Olha, mãe, aqui é pra gente comprar outro pai… – e seguiu escolhendo.
(Cecília, 3 anos)
—
– Helena, vamos nos arrumar e sair para comprar o presente de Dia dos Pais.
– Mas, mamãe, e o meu presente?
– Não vamos comprar presente para você, Helena. Só os papais ganham presente de Dia dos Pais.
– Mas sem filhinha não tem papai.
(Helena, 3 anos)
—
– Flávio, o que você vai dar de presente para seu pai no Dia dos Pais?
Ele ficou pensativo e respondeu:
– Ah, tia! Acho que vou dar um dia de folga pra ele.
(Flávio, 8 anos)
—
Samuel perdeu o pai há cinco anos e desde então é cuidado pela avó juntamente com a mãe. Em uma tarde qualquer ele me pediu:
– Mãe, me dá oito reias?
– Pra quê, Samuel?
– Preciso levar dinheiro para fazer as coisas do Dia dos Pais na escola. Pediram quatro reais.
– Então te dou os quatro reais.
– Mas com oito eu dou um para você e outro para a vó.
(Samuel, 11 anos)
—
Meu marido tinha o hábito de comer a casquinha do pão e dar o miolo para nossa filha. Uma noite, eu a estava ensinando a rezar o Pai Nosso:
– O pão nosso de cada dia nos dai hoje…
– Só o miolo. A casquinha é do papai.
(Camila, 4 anos)
—
Na comemoração de Dia dos Pais feita na escola, a professora chamou a Laysa no palco e perguntou:
– Qual a profissão do papai?
– Eletricista.
– E em casa o que ele faz?
– Solta pum.
(Laysa, 7 anos)
Os papais donos de negócios tem desafios só seus. Em parceria com a @stone, falamos com os chefinhos sobre negócios e as respostas envolveram muita fofura e vontade de apertar. Comenta aqui qual você mais gostou. #publi
– Pai, quero batata frita.
– Aqui não vende batata, Miguel.
– Então vamos vender aqui.
(Miguel, 4 anos)
– Conversa comigo, mãe.
– Claro, filho. Sobre o quê?
– Qualquer coisa, só não quero falar de negócios!
(Matias, 3 anos)
O pai do Calebe trabalha em uma oficina e sempre chega em casa com as mãos sujas. Um dia, perguntei para ele:
– Filho, onde está o papai?
– Na oficina.
– E o que ele foi fazer na oficina?
– Pintar os dedos.
(Calebe, 1 ano)
*Sobre anúncios no Frases de Crianças: o blog não tem fins lucrativos. O lucro obtido com a veiculação de publicidade e parcerias é revertido para iniciativas sociais que atuam na proteção da infância e apoio à educação. As marcas que patrocinam e apoiam nosso trabalho também apoiam, por consequência, esses projetos. O valor arrecadado com essa campanha será doado para o projeto O Arcanjo, liderado pelo Padre Julio Lancelotti (@padrejulio.lancellotti) em favor das crianças e adultos em situação de rua na cidade de São Paulo.
Davi estava passando a mãozinha pelo meu rosto. Ele contornou os olhos, depois a boca, segurou minha cabeça com carinho e disse:
– Mamãe, você tem uma cara de dinossauro.
(Davi, 2 anos)
– Mamãe, a gente mora em casa ou apartamento?
– Em apartamento, filha.
– Ah, então eu não vou precisar fazer o dever de casa!
(Isabela, 4 anos)
Meu irmãozinho fez ovos mexidos pela primeira vez. Quando vi, disse:
– Que lindo, Pi! E você colocou até uns tomatinhos…
– Não, é melancia!
(Pietro, 11 anos)
Estava no final da gestação e liguei para minha mãe pra avisar que minha bolsa amniótica havia rompido.
– Mãe, a minha bolsa estourou.
E o João grita lá no fundo:
– Compra outra!
(João Lucas, 8 anos)
– Gi, onde você colocou a sua touca?
– No lugar errado.
– E onde é o lugar errado?
– Onde não é o certo.
(Giulia, 4 anos)
– Mamãe, olha aquele cachorrinho abandonado… tadinho! Acho que ele precisa de uma menina de quatro anos.
(Maitê, 4 anos)
Laura viu sua avó deitada e reparou que suas narinas eram bem grandes. Intrigada, ela comentou:
– Vovó, é por isto que você vive tanto. Você respira mais ar!
(Laura, 5 anos)
– Pai, as pessoas nascem gostando de umas coisas e não gostando de outras e a gente tem que respeitar, né?
– Sim, filho.
– Então, eu nasci não gostando de ir para a escola.
(William, 5 anos)
Felipe estava brincando na praia e levou um capote em uma onda. Aflito, ele veio até mim:
– Mamãe, peguei uma onda que acho que não era pra minha idade…
(Felipe, 5 anos)
Estávamos na cozinha conversando quando a Eveliny passou com a mochila nas costas e eu perguntei:
– Vai para a escola?
– Não, vou salvar o mundo.
(Eveliny, 4 anos)
O pai do Arthur chegou e soltou um lamento:
– Oh, dear!
Aí o Arthur:
– Oh, noite!
(Arthur, 4 anos)
Guilherme está aprendendo a ler. Estávamos fazendo uma atividade escolar e ele perguntou:
– Mãe, casa se escreve com a letra O, né?
– Não, filho, casa não é com a letra O.
– Então porque as pessoas falam: “O de casa! O de casa!”?
(Guilherme, 6 anos)
Neste mês de julho, o Frases de Crianças está completando 12 anos. É uma boa jornada. Desde 2009, publicamos quase 2 mil pérolas no blog enviadas para nosso e-mail (são centenas toda semana) por mães, país, padrinhos, avós, professores, tias, irmãs, amigos e milhares de corujas que convivem com crianças e riem, se comovem e compartilham com a gente o privilégio de testemunhar esses pequenos crescendo.
A missão do Frases é celebrar a pureza, a espontaneidade e a graça da infância. Queremos trazer isso aqui para o feed dos adultos. E seja com piada, seja com fofura, de algum jeito levantar a bandeira de que essa pureza merece ser celebrada e protegida.
Por isso, temos na infância essa causa. E por isso, dedicamos nosso tempo lendo, selecionando e editando as frases que vão pro ar (e criando os títulos e legendas também). Além disso, decidimos desde o começo que reverteríamos toda receita que arrecadamos para apoiar instituições que atuam com educação e proteção da infância para que, algum dia, as pérolas dessas pérolas possam estar aqui na página também.
Neste post, estamos compartilhando o ranking com as frases mais populares do último ano 🙂
Obrigado pela companhia!
Manú e Henrique
A Lara veio me pedir para dormir na minha cama mais vezes, então eu respondi:
– Lara, não sei. Vamos ver, vamos ver…
Ela bem debochada e boa de tirada, respondeu:
– Ai, mamãe, sempre que você diz “vamos ver”, no outro dia a gente não enxerga é nada.
(Lara, 6 anos)
O carnê do IPTU chegou em casa e minha filha o pegou:
– Filha, larga isso aí agora! Esse livrinho é de gente grande e é muito importante. Não pode perder e nem rasgar.
– Ah, mãe, deixa eu brincar com ele?
– Mariáh, isso é conta pra pagar. Guarde.
Contrariada, ela retrucou:
– Ahh, só eu que não tenho conta para pagar!
(Mariáh, 4 anos)
– Mamãe, o que é chantagem?
– É quando você só faz uma coisa por estar interessado em ganhar algo em troca.
– Ah, entendi. Igual a um ter um emprego.
(Bernardo, 7 anos)
Gael e eu estávamos brincando de Star Wars. Ele era o Darth Vader e eu a Princesa Leia:
– Princesa, um professor verde me treinou para ser mal. Mas você me treinou para o amor…
(Gael, 4 anos)
Estávamos sentados na mesa e o Miguel comentou:
– Pai, estava pesquisando e descobri que o Paul McCartney é um Sir.
A Maria Paula, na mesma hora, emendou:
– É sir… ser humano!
(Maria Paula, 4 anos e Miguel, 12)
Minha avó morreu e eu herdei um anel dela. Maria viu e perguntou:
– Mamãe, por que você está com o anel da bisa?
– Porque para onde ela foi não se usa jóia.
– Porque lá ela é que é a jóia, né?
(Maria Heloísa, 4 anos)
Perguntei para minha sobrinha o que ela quer ser quando crescer:
– Quero ser uma fada!
– Mas, Helena, você tem que trabalhar com algo que dê dinheiro.
– Vou ser a fada do dente então. Ela sempre tem moedas!
(Helena, 4 anos)
Minha mãe ajudando o Heitor na tarefa:
– Heitor, para separar as sílabas, você tem que prestar atenção em como você pronuncia a palavra. Por exemplo: você fala lo-u-ça ou lou-ça?
– Na verdade, eu falo vasilha mesmo.
(Heitor, 8 anos)
Perdi uma competição para meu filho e fingi que estava triste. Ele, docemente, me disse:
– Calma, mãe. Amanhã você perde de novo.
(Cael, 3 anos)
Estava com minha irmãzinha e ela espirrou. Eu disse:
– Saúde!
– Isso aqui não é saúde, não! É gripe mesmo.
(Laura, 5 anos)
Rafael, comentando sobre a escola:
– Eu não gosto quando a tia canta uma música pra espantar a preguiça. Eu gosto da minha preguiça!
(Rafael, 5 anos)
Meu irmão mais novo e eu estávamos jogando Resident Evil 4 no vídeo-game. Num certo momento, o personagem do jogo disse “oh, shit!”. Preocupado, eu perguntei:
– Gabriel, o que significa “oh, shit”?
– Significa “oxente”.
(Gabriel, 5 anos)
Estávamos passeando na rua quando avistamos uma mãe empurrando um carrinho com um bebê. A avó da Bia cumprimentou a mãe da criança e disse:
– Olha, Bia, o neném! Vem ver que belezinha!
Ela se aproximou com cuidado, olhou dentro do carrinho e perguntou para a mãe da criança:
– Ela morde?
(Beatriz, 4 anos)
João estava na sala quando o avô chegou e mudou o canal da TV. Prontamente, ele comentou:
– Vovô, de novo você vai assistir as notícias no Globo “Nilson”?
(João Felipe, 6 anos)
Meu irmão e eu estávamos assistindo um desenho que com meu priminho de 5 anos quando ele perguntou:
– Quanto é 19 + 12 + 5?
– 36.
Então ele emendou:
– Esse desenho é para 10 anos. Se nós assistirmos juntos dá certo, né?
(Rafael, 5 anos)
Fomos em uma festa de aniversário e a Isabela conheceu duas amiguinhas gêmeas. Na volta, comentando sobre o evento com o pai, ela disse:
– Papai, sabe aquelas amigas de vestido vermelho? Elas vieram repetidas.
(Isabela, 3 anos)
– Mamãe, por que temos dente de leite? Foi a vaca que me deu?
(Sofia, 5 anos)
Victoria estava no carro olhando para a lua crescente e comentou:
– Olha, mamãe! A lua está sorrindo para mim!
(Victoria, 2 anos)
Helena mudou de cidade e foi morar longe da avó. Certo dia, fiz uma brincadeira com ela em que falava uma palavra e ela tinha que dizer a primeira coisa que lhe vinha à mente:
– Uma alegria…
– Oi, vovó!
– Uma tristeza…
– Tchau, vovó.
(Helena, 5 anos)
Estávamos num restaurante e o Gabriel pediu um suco. O garçom perguntou:
– Que suco você quer?
– Suco de macurujá.
– De copo ou de jarra?
– Da fruta.
(Gabriel, 3 anos)
Valentina escutou no jornal uma notícia que dizia “ele morreu de causas naturais!”. Ela pensou um pouco e comentou:
– De certo ele comeu muita fruta!
(Valentina, 6 anos)
– Ângelo, por que você está chorando?
– Eu não sei…
– Então vem comigo. Vamos perguntar para o Google!
(Ângelo, 5 anos e Gael, 7)
Na praia, olhando para o mar e mirando o horizonte…
– Mamãe, o que tem atrás daquele muro azul?
(Cora, 3 anos)
Bruna não gosta de junk food, mas aceitou ir conosco em uma lanchonete badalada da cidade para satisfazer meu desejo de grávida. Depois, ao ser questionada pela prima se tinha gostado do lanche, ela respondeu:
– Nunca mais volto naquele lugar. O cachorro-quente tinha gosto de dor e sofrimento.
(Bruna, 7 anos)
Sofia tentando calçar um par de meias:
– Mamãe, eu não consigo arrumar a meia! Ela está toda torta!
– Filha, é só ir puxando e endireitar!
– Não é endireitar, é esquerdar! – porque a meia estava no pé esquerdo.
(Sofia, 3 anos)
Deitei com Cecília para fazê-la dormir. Ela estava de olhos fechados e fazendo carinho no meu rosto. De repente, ela abriu os olhinhos e disse:
– Mamãe, sabia que meu super poder é te amar?
(Cecília, 3 anos)