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DAS DUAS, UMA

Fomos em uma festa de aniversário e a Isabela conheceu duas amiguinhas gêmeas. Na volta, comentando sobre o evento com o pai, ela disse:
– Papai, sabe aquelas amigas de vestido vermelho? Elas vieram repetidas.

(Isabela, 3 anos)

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TÃO LONGE, TÃO PERTO

Helena mudou de cidade e foi morar longe da avó. Certo dia, fiz uma brincadeira com ela em que falava uma palavra e ela tinha que dizer a primeira coisa que lhe vinha à mente:
– Uma alegria…
– Oi, vovó!
– Uma tristeza…
– Tchau, vovó.

(Helena, 5 anos)

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DEVOTOS DE SANTA RITA (LOBO)

Bruna não gosta de junk food, mas aceitou ir conosco em uma lanchonete badalada da cidade para satisfazer meu desejo de grávida. Depois, ao ser questionada pela prima se tinha gostado do lanche, ela respondeu:
– Nunca mais volto naquele lugar. O cachorro-quente tinha gosto de dor e sofrimento.

(Bruna, 7 anos)

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POLARIZANDO

Sofia tentando calçar um par de meias:
– Mamãe, eu não consigo arrumar a meia! Ela está toda torta!
– Filha, é só ir puxando e endireitar!
– Não é endireitar, é esquerdar! – porque a meia estava no pé esquerdo.

(Sofia, 3 anos)

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TUDO PODE

Deitei com Cecília para fazê-la dormir. Ela estava de olhos fechados e fazendo carinho no meu rosto. De repente, ela abriu os olhinhos e disse:
– Mamãe, sabia que meu super poder é te amar?

(Cecília, 3 anos)

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TOUCH

Estavamos na igreja orando pelas pessoas que estavam doentes. Uma das crianças começou a orar e ficamos prestando atenção. De repente, ela soltou:
– Papai do Céu, que o dedo do meu avô caia e nasça outro no lugar. Amém.

(Yasmin, 5 anos)

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CHÁ COMIGO

– Mamãe, agora me dá minha sobremesa?
– Ué, o iogurte já era sobremesa…
– Mas eu queria o chocolate branco.
– Tá bom. Só hoje eu vou te dar essa colher de chá, hein?! Toma aqui o chocolate, filha.
– Tá, agora me dá a colher de chá.

(Giovanna, 4 anos)

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CONTÉM GLÚTEOS

Na hora do lanche, a professora percebeu duas crianças discutindo e foi ver o que era.
– Por que vocês estão brigando?
Então a criança, lendo o rótulo do salgadinho, perguntou:
– Tia, não é que glúten é bunda?

(Letícia, 6 anos)

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OINIBUS!

Eu e minha filha estávamos a caminho do meu trabalho. Quando passamos em frente ao ponto de ônibus, ela ficou observando e em seguida me perguntou:
– Mamãe, por que as pessoas dão oi pro ônibus?

(Isadora, 9 anos)

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TCHAUZINHO

Eu estava fazendo exercícios para o braço e a Isabela estava me acompanhando. Depois de um tempo, ela mostrou seus bíceps e falou que eram fortes. Fui mostrar os meus e ela comentou:
– Tia, eu sou forte em cima do braço… e você é forte embaixo.

(Isabela, 5 anos)

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VEM KAFKA COMIGO

– Vovô, por que você matou a barata?
– Porque a barata é suja, Malu. Vem do esgoto, suja nossa casa e nossa comida com suas patinhas.
– Vovô, você não tem que matar a barata. Tem que mandar ela tomar banho.

(Maria Luísa, 3 anos)

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NÃO É POSSÍVEL

Eu tive um aluno, o Pedro, que era muito bagunceiro. Um dia, eu coloquei a cadeira dele do meu lado para ele prestar atenção na aula. No dia seguinte, ele chegou com a cadeira…
– Pedro, por que você trouxe essa cadeira?
– Porque hoje eu estou impossível e preciso ficar do seu lado, teacher.

(Pedro, 3 anos)

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ONDONTÔ?

No dia anterior ao feriado, a professora mandou um recado dizendo:
– Amanhã é feriado de Tiradentes, então não teremos aula.
A Helena ficou desesperada e respondeu:
– Mamãe, não é melhor deixar cair sozinho, não?

(Helena, 6 anos)

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CREDO, QUE DELÍCIA

Meu sobrinho faz cara feia ao ver o avõ molhando o pão com manteiga no café com leite antes de comer.
– Eca, vovô!
– Faz igual pra tu ver como é bom.
Resistente, mas curioso, ele molhou o pão no leite com chocolate, comeu e com cara de surpresa respondeu:
– Vovô! Isso é tão bom que parece que o mundo está se partindo!

(Miguel, 4 anos)

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FOLHA NOSSA

Eu estava borrifando um produto numa plantinha para matar o fungo que estava atacando as folhas, quando Thais se aproximou:
– O que a senhora tá fazendo, titia?
– Estou tentando matar os fungos e salvar a plantinha.
– Mas, pra planta viver, por que o fungo tem que morrer?

(Thais, 4 anos)

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BOLSO, NADA

Estávamos tomando café com a TV ligada quando a repórter anunciou que um político foi preso com R$ 30 mil na cueca. A Letícia começou a rir:
– Hahaha na cueca?! Por que? Ele não tinha bolso?

(Letícia, 5 anos)

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WONDER GIRL

Estávamos na piscina pela manhã e o sol começou a ficar muito forte. Comentei com a Loren:
– Vamos sair em 5 minutinhos, ok? O sol está forte e nós somos duas branquelas!
Ao que ela respondeu:
– Não somos branquelas, mamãe! Somos maravilhosas!

(Loren, 2 anos)

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NÃO ME TOQUES

No rádio do carro estava tocando Ivete Sangalo: “Às vezes a distância ajuda. E essa tempestade um dia vai acabar…”
E o Bernardo, no banco de trás:
– É mesmo, mamãe! Na pandemia, a distância ajuda.

(Bernardo, 5 anos)

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ESTADO DE CHOC

Estávamos no aniversário do avô da Sophia, cantamos parabéns e depois ficamos conversando. Até que a Sophia comentou:
– Ai, ai… Tô ficando ansiosa!
– Sophia, e tu lá sabe o que é ficar ansiosa?
– Sei, sim. É querer comer bolo de chocolate e os adultos ficarem conversando.

(Sophia, 5 anos)

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SINAL DE FUMAÇA

Olívia e eu estávamos deitadas no quintal olhando um avião no céu e ela me perguntou:
– Tia, por que avião deixa esse rastro no céu?
– Eu não sei, Lili. O que você acha que pode ser?
– Eu acho que ele faz isso pra não esquecer o caminho de casa.

(Olivia, 5 anos)

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VULGAR, SEM SER SEXY

Coloquei uma camisolinha sexy e me sentindo o máximo fui até a sala e perguntei para Manu e meu marido o que eles tinham achado. Ela respondeu:
– A camisola é bonita, mas não te serviu.
– Não está pequena. É meu número.
– Talvez seu numero tenha mudado, mãe.
– Meu número não mudou, Manu. O modelo é assim mesmo. Mas, diga, eu fiquei feia?
– Ah, se for só pro pai, tá de bom tamanho.

(Manu, 6 anos)

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XEPA

Estávamos reunidos em família comentando nossas preferências alimentares e minha filha comentou:
– Hum, meu prato preferido começa com a letra X.
Como ela é pequena, começamos a dizer nomes de pratos que iniciam com CH:
– Chocolate? Churrasco?
– Não! É “xalgadinho”.

(Valentina, 5 anos)

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AMOSTRA

– Valentina, não abra esse ovo porque é de chocolate amargo.
Passado um tempo, ela voltou:
– Mãe, esse ovo não é de chocolate amargo!
– Como você sabe?
– Eu abri e lambi. Mas eu não comi! Eu não sou desobediente.

(Valentina, 3 anos)